Northrop Grumman EA 6B Prowler Adam Fritzler - Prowler contra o Estado Islâmico
Northrop Grumman EA-6B Prowler – USMC / © Adam Fritzler, em caráter ilustrativo

Os EUA não se cansam de nos surpreender com o desdobramento de aeronaves icônicas para combater os jihadistas do grupo terrorista Estado Islâmico no Iraque e Síria, no âmbito da Operação Inherent Resolve. Depois de ter empregado, no ano passado, duas unidades da legendária aeronave de ataque leve e observação North American Rockwell OV-10 Bronco, e de ter enviado recentemente algumas unidades do bombardeiro estratégico Boeing B-52H Stratofortress para ofensiva contra os terroristas, dessa vez o visitante inusitado ao conflito é a aeronave de guerra eletrônica Northrop Grumman EA-6B Prowler.

De acordo com o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA (USMC), no dia 14 de abril um esquadrão de aeronaves EA-6B Prowler, acompanhado pelo pessoal de apoio associado, foi implantado na Base Aérea de Incirlik, na Turquia.

Northrop Grumman EA 6B Prowler Robert M Rossman - Prowler contra o Estado Islâmico
Northrop Grumman EA-6B Prowler – USMC / © Robert M Rossman, em caráter ilustrativo

No que tange ao Prowler, normalmente, um esquadrão típico da USMC é composto por 6 aeronaves e mais 250 integrantes, mas corporação não forneceu detalhes específicos para este desdobramento, tendo se limitado a informar que as aeronaves devem permanecer na Turquia até o mês de setembro.

Baseado na célebre aeronave de ataque EA-6A Intruder, o EA-6B Prowler foi empregado pela primeira vez em 1971, durante a Guerra do Vietnã, e foi a primeira aeronave verdadeiramente especializada em guerra eletrônica da Marinha dos EUA (US Navy). A Grumman Aircraft construiu 170 exemplares do EA-6B, a maioria dos quais recebeu extensos melhoramentos ao longo da sua vida útil.

Apesar de ter sido aposentado pela US Navy em 2015, onde foi substituído pelo EA-18G Growler, o Prowler continuará em serviço com o USMC até 2019.

Northrop Grumman EA 6B Prowler Marco Papa - Prowler contra o Estado Islâmico
Northrop Grumman EA-6B Prowler – USMC / © Marco Papa, em caráter ilustrativo

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FONTE: US DoDMarine Corps Times

EDIÇÃO: Cavok

NOTA DO EDITOR: O argumento de que os Prowlers foram enviados para a Turquia a fim de combater o EI é apenas uma cortina de fumaça. O envio dessas aeronaves reflete o azedamento das relações entre EUA e Rússia, com consequências diretas no conflito sírio, que tem assistido o cessar fogo patrocinado pelos russos fracassar.

É preciso lembrar que as tropas do presidente Bashar al-Assad possuem sistemas relativamente sofisticados e que o uso de aeronaves de guerra eletrônica se justifica neste contexto. Recentemente, os EUA também informaram que voltarão a armar os rebeldes na região. O objetivo é remover Assad a qualquer custo do poder.

Sugestão de leitura:

US arms shipment to Syrian rebels detailed [08/04/2016]
http://www.janes.com/article/59374/us-arms-shipment-to-syrian-rebels-detailed

Here’s a look at the weapons the US is sending to Syrian rebels [11/04/2016]
http://www.businessinsider.com/weapons-us-sends-to-syrian-rebels-2016-4

U.S. Readies ‘Plan B’ to Arm Syria Rebels [12/04/2016]
http://www.wsj.com/articles/u-s-readies-plan-b-to-arm-syria-rebels-1460509400

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19 COMENTÁRIOS

  1. Espera aí. Mas aonde diabos o Prowler pode contrapor o EI? Será mesmo que o EA-6B está lá para combater o EI? A não ser que os EUA suspeitem de que os jihadistas possuam algum tipo de arma bem moderna. Nós já noticiamos aqui que é provável que armas sofisticadas estejam a disposição dos rebeldes da região, principalmente dos rebeldes no Iêmen. Por este ponto de vista, aí sim se justifica o uso do Prowler na região, mas, vai saber…

    • O argumento de que os Prowlers foram enviados para a Turquia a fim de combater o EI é apenas uma cortina de fumaça. O envio dessas aeronaves reflete o azedamento das relações entre EUA e Rússia, com consequências diretas no conflito sírio, que tem assistido o cessar fogo patrocinado pelos russos fracassar.

      É preciso lembrar que as tropas do presidente Bashar al-Assad possuem sistemas relativamente sofisticados e que o uso de aeronaves de guerra eletrônica se justifica neste contexto. Recentemente, os EUA também informaram que voltarão a armar os rebeldes na região. O objetivo é remover Assad a qualquer custo do poder.

      US arms shipment to Syrian rebels detailed [08 April 2016] http://www.janes.com/article/59374/us-arms-shipme

      Here's a look at the weapons the US is sending to Syrian rebels [Apr. 11, 2016] http://www.businessinsider.com/weapons-us-sends-t

      U.S. Readies ‘Plan B’ to Arm Syria Rebels [April 12, 2016] http://www.wsj.com/articles/u-s-readies-plan-b-to

  2. Putz, juro que não entendi como o EA-6B pode ser empregado contra o EI.

    • O EI é uma cortina de fumaça… o inimigo a ser batido é o governo sírio.

      • Depois são os russos que usam de argumentação ridícula.

        Essa dos americanos foi um soco no fígado. Já foram melhores.

      • essa de rearmar os rebeldes sirios o daesh viu com bons olhos, afinal de contas eles precisam se reequipar após os ataques russos, as recentes derrotas sofridas pelo daesh mostram que estão mais enfraquecidos

  3. Senti que dois presidentes do BRICS vivem momentos semelhantes:

    Dilma aqui sem nada poder fazer frente ao Impeachment e Putin na Rússia vendo que os dias de Assad estão em contagem regressiva na Síria e não poder fazer nada para impedir.

    O que ele podia fazer ele fez, gastou o que tinha e o que ainda iria embolsar nos próximos anos.

    E agora Putin? Qual é a saída para esse xeque? Lembra daquele gasoduto?? Pois é….

  4. Mas será que dessa vez os norte-americanos colocaram o mestre do xadrez em cheque-mate?

    Explico.
    Deixaram o putin gastar os tubos na intervenção, sabedores da crise econômica por que passa aquele país. Não demorou muito tiveram que deixar a região, e tudo o que os russos tentaram preservar agora pode ruir: o governo assad, e com ele as bases no país, e como bem lembrado pelo Jodreski, o fatídico gasoduto.

    Vejo, num futuro próximo, os ursos tendo que vender seu precioso gás para a china. Ainda dá tempo de reverter esse quadro, e aguardo ansioso para ver os próximos movimentos desse jogo geopolítico de dominação.

      • Certo, Giordani, mas o que expus não é invalidado pelo seu link, posto que a ideia do meu comentário seria a obrigatória necessidade da venda do gás excedente russo, imaginando o cenário de uma Europa não mais dependente deste em virtude de um gasoduto que seria implementado na Síria.

    • Senhores, a leitura é interessante:
      https://www.foreignaffairs.com/articles/china/201

      O artigo mostra de forma clara como os Russos falharam em estabelecer uma aliança mais sólida com a China, que com seus investimentos poderia minorar os efeitos das sanções da comunidade internacional. Ocorre que Putin se esqueceu de combinar com os chineses, que têm seus próprios interesses. Isso me lembra um certo docente fanfarrão do PB que insistia que essa aliança entre Russia e China iria acabar com "uzamericanú mau i cumedô di bêicon"

  5. O Assad mandou bombardear uma feirinha (mercado de rua) esses dias, lastimável, nem comer as pessoas podem. Que triste, se tirar um ditador assassino entra os bitolado de Alá.

  6. Amigos,

    O Prowler, entre outros atributos, tem a capacidade de interceptar e escutar comunicações. Tem também a capacidade de neutraliza-las…

    Tente imaginar um guerrilheiro falando ao celular ou rádio. Localiza-se a posição pela transmissão e orienta alguém pra 'sapecar' o cara com uma JDAM…

    Outra utilidade interessante: guerra contra IED… O Prowler pode utilizar seus pods de interferência para detonar IEDs que são detonados por controle remoto…

    Agora… Evidente que existem outras finalidades… 🙂 Como já disse uma vez: ali, todo mundo dorme com um olho aberto…

  7. EI ou russos, esse avião para qualquer sistema de comunicação, isso inclui desde um super complexo sistema criptografado, até um simples celular, que é o meio de comunicação mais utilizado pelas guerrilhas daquela área.

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