Rockwell B-1B Lancer, Foto - Matthew Wallman (1)
Rockwell B-1B Lancer / Foto: Matthew Wallman, em caráter ilustrativo

O exército iraquiano anunciou nesta segunda-feira (28) a liberação total da cidade de Ramadi da dominação do grupo terrorista Estado Islâmico (EI). A cidade, que está situada 100 km a oeste de Bagdá, estava sob poder dos jihadistas desde maio. A operação contou com o apoio da USAF, que empregou o bombardeiro estratégico supersônico Rockwell B-1B Lancer em missões de apoio aéreo aproximado (CAS – Close Air Suporte).

Na semana passada, os comandantes militares americanos já haviam deixando claro que o B-1B seria o vetor empregado nas missões de CAS, e não o A-10 (conhecido entre os pilotos pelo apelido de Warthog).

Estamos contanto com o B-1B, e sabemos que podemos dar conta de nossos alvos, afirmou o coronel Steve Warren, porta-voz da Operação Inherent Resolve (OIR).

Rockwell B-1B Lancer, Foto - Kevin Whitehead
Rockwell B-1B Lancer / Foto: Kevin Whitehead, em caráter ilustrativo

Segundo o coronel, a opção pelo Lancer deve-se ao fato do bombardeiro possuir uma “precisão extraordinária”, além de sua grande autonomia, que lhe permite operar por aproximadamente 10 horas sem um único reabastecimento, e de sua grande capacidade de carga, o que permite o emprego de munições variadas.

“Os B-1B Lancer tem se consolidado como uma plataforma de apoio aéreo aproximado muito eficaz”, afirmou Warren, tendo acrescentado que eles são “bem menos” vulneráveis que os Warthog, já empregados no Iraque e Afeganistão nesse mesmo papel.

Rockwell B-1B Lancer, Foto - Kevin Scott
Rockwell B-1B Lancer / Foto: Kevin Scott, em caráter ilustrativo

Ainda de acordo com o coronel Steve Warren, os A-10, no momento, não estão sendo empregados na ofensiva contra o EI, sem ter detalhado, entretanto, os motivos por traz dessa decisão.

Atualmente os EUA tem cogitado alterar as regras de engajamento para os ataques aéreos sobre o Iraque e a Síria. O objetivo seria evitar as baixas civis. Ainda não existe, entretanto, uma decisão sobre o assunto.

“Temos que encontrar o equilíbrio ideal a fim de determinarmos quanto de efeito colateral nós estamos dispostos a aceitar para que nossos objetivos militares sejam alcançados”, afirmou Warren. “Este é uma dilema contínuo.É uma coisa diária.”

An Air Force B-1B Lancer aircraft moves out of position after receiving fuel from a KC-135R Stratotanker during a mission over Afghanistan. (U.S. Air Force photo/Master Sgt. Andy Dunaway)
Rockwell B-1B Lancer / Foto: Andy Dunaway, em caráter ilustrativo

RELEMBRE: AERONAVES FAMOSAS – Rockwell B-1 Lancer

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FONTE: The Hill

EDIÇÃO: Cavok

NOTA DO EDITOR: Para saber mais sobre a liberação de Ramadi, clique aqui.

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53 COMENTÁRIOS

  1. O ST faz isso e numa fração do preço, que o contribuinte americano não saiba.

    • Amigos,
      Nem o ST ou A-10 tem o alcance necessário para ficar 'on station', pois as bases estão muito longe. O uso do A-10, partindo da Turquia, necessita de alguns REVO para chegar e ficar na região, além da munição ter de ser usada com parcimônia, conquanto um B-1, por seu tamanho, autonomia e carga, pode ficar orbitando, na espera por pedido de apoio aéreo, bastando para isso só 'dar a proa', ainda mais com as munições inteligentes de hoje.

      Interessante seria saber como os comandantes militares estão fazendo para trabalhar o psicológico dos soldados, pois o fato de poderem ver o A-10 sobre suas cabeças tem sido um fator de motivação. Ouvir o BRRRRRRRRRRRRRRRT parece que recarrega o ânimo do pessoal. Agora vai ser uma ligação e do nada o alvo vai explodir.

      • Que chique esse fator psicológico, nós quando treinávamos o chamado de apoio aéreo fomos lembrados por um SGT comandante das COM, "a ultima coisa que nós teremos é ajuda da fab" ahahaha, era um grande SGT.

        • Estava lendo numa das tantas páginas dedicadas ao A-10, o relato de um Marine durante a Guerra do Golfo. Ele contou que estavam numa batalha e a coisa não ia bem. O moral da tropa já estava baixo e o comandante já estava por ordenar a retirada, foi então que eles ouviram no rádio o comando para as unidades não se moverem, se abrigarem e apreciarem o show. Alguns minutos depois, as posições iraquianas começaram a explodir. No lusco-fusco do final do dia, uma silhueta escura, em forma de cruz passou sobre eles, a menos de 30 metros, então ele viu que era um Warthog. Os rapazes – segundo ele – começaram a gritar, pegaram as armas e partiram correndo para cima dos iraquianos, destruindo tudo que viam pela frente. Os poucos iraquianos que sobreviveram aos A-10, contaram tempos depois que não se renderam aos Marines porque viram neles os olhos do diabo!

          Relato de um americano para os americanos, mas convenhamos, saber que tem apoio aéreo deve dar um animo na turma.

          Em compensação, no filme Soldado Anônimo… https://www.youtube.com/watch?v=2txHxkLsklQ

  2. ISso é o que eu chamo de OVERKILL…..

    Tão usando 9mm pra matar barata!

    • Táticas russas aplicadas pela USAF. Geral fez beicinho quando começaram a usar os Tu-160 e Tu-22M3…

  3. Testando se o MLU dos B1-B sairam como esperado ou resposta invejosa aos Tu-160? Seguem os testes no campo de provas da Síria e Iraque.

  4. "Temos que encontrar o equilíbrio ideal a fim de determinarmos quanto de efeito colateral nós estamos dispostos a aceitar para que nossos objetivos militares sejam alcançados"…não é na cabeça deles nem dos parentes deles que estão caindo bombas né, facil dizer

  5. Usar o B1-B como CAS é palhaçada. 🙂

    Mas eles podem. A questão é qual o custo da hora-vôo desses monstros? Imaginem ficar horas e horas voando para jogar uma SDB num vilarejo.

    []'s

  6. Giordani, eu não ficarei surpreso se o B-1 tiver um custo operacional maior que um A-10 e um KC juntos!

  7. "…os A-10, no momento, não estão sendo empregados na ofensiva contra o EI, sem ter detalhado, entretanto, os motivos por traz dessa decisão."

    Será que é porque deram uma porrada de Stingers pros caras antes?

  8. Amigos,

    Apenas acrescentando ao que o Giordani já disse…

    Esse conceito é válido se também formos considerar os riscos de operação nas bases mais próximas. O ataque suicida ocorrido em 2014 contra Camp Bastion, no qual foram destruídos seis AV-8B, evidencia a questão…

    Seja como for, a aplicação dessa tática exige coordenação perfeita com as equipes de solo, para que sempre haja um "pesado" sobre as tropas no momento da ação, já que, considerando de onde se decola, o tempo de voo até a área do alvo é muito maior e a probabilidade de imprevistos é igualmente grande. Se não houver um deles na área e ninguém a caminho, então não vai ter por um bom tempo…

    • A USAF diz que o B-1 pode ficar 10 hs on station, portanto, pode-se usar apenas 1 por dia, conquanto o A-10 seriam necessários por dia? Quatro? Cinco?

  9. Acharam uma sobrevida ao B1. Só não pode se esquecer que o B1 em CAS só serve em guerra assimétrica. Contra países sul americanos também ahaha.

  10. Achismo meu, mas parece que o Tio Sam está querendo mostrar um pouco a musculatura que ficou um tanto ofuscada depois do atrevimento do superherói russo Putim. Alhiás, o Putim deveria usar a cueca por cima das calças para parecer superherói.

  11. creio que os EUA entre outras coisas esta verificando a viabilidade do uso de armamento inteligente para um CAS não tão próximo ja visualizando essa missão sendo feita pelo F-35 e demais vetores

  12. Que avião lindo, que design e que poder de destruição é ter máquinas assim como esta no inventário. Idem aos bombs russos igualmente mortais.
    Mas que deixa a campanha cara pra chuchu deixa viu, ah se deixa.

  13. Bom senhores, segundo dados do repórter do Flight Global James Drew, a hora de voo do F-16C / D Falcon custa US$ 21.415, o F-15 Strike Eagle cerca de US$ 33.260, o B-1B Lancer cerca de US$ 58.838 por hora de voo.

    Segundo o site Business Insider a hora de voo do A-10 é de US$ 11.500, de um Predador de cerca de US$ 1.500, de um F-35 US$ 32.000 e de um F-22 de US$ 44.000.

    Segundo o Times a hora de voo seria de:

    A-10C Warthog – $ 17.716 AC-130U – $ 45.986 B-1B Lancer – $ 57.807 B-2A – $ 169.313

    B-52H Stratofortress – $ 69.708 C-130J Hercules – $ 14.014 C-17 Globemaster – $ 23.811

    C-5B Galaxy – $ 78.817 CV-22B Osprey – $ 83.256 E-3B Sentry – $ 39.587 F-15C – $ 41.921

    F-16C – $ 22.514 F-22A – $ 68.362 HH-60G – $ 24.475 KC-10A – $ 21.170 MC-130H – $ 32.752

    MQ-1B Predator – $ 3.679 MQ-9A – $ 4.762 RQ-4B Global Hawk – $ 49.089 T-38C Talon – $ 9.355

    T-6A Texan II – $ 2.235 U-2 Dragon Lady – $ 30.813 UH-1N Huey – $ 13.634 VC-25A Air Force One – $ 161.591

    Desta forma, num primeiro momento pode parecer ostentação dos americanos, mas a operação do Lancer é bem mais barata, do que se manter 3 A-10 e 1 KC-10, posto que este grupamento custaria cerca de US$ 74.000, contra US$ 57.000 do Lancer, logicamente estou desprezando o custo do armamento, porém em termos de payload o Lancer também ganharia já que seria cerca de 30 toneladas contra cerca de 21 toneladas no A-10.

    • Caro Raposa,

      Tem de ponderar quantas horas de vôo da base até o local de bombardeio. E o retorno. Além da custo de hora-vôo específico, tem de ver a quantidade horas voadas.

      []'s

      • Nick segundo a própria reportagem os B1 estão operando de bases da Turquia e em operações de 10 horas em média de duração, assim dentro deste cenário e mais barato manter os B1 nas operações CAS do que manter um grupo de A10 e um KC para a reabastecimento.

        • Raposa…
          Apenas um detalhe… O artigo não cita que o B-1B está sendo operado da Turquia. De acordo com as informações de conhecimento público, entretanto, os A-10 estão na Turquia e os B-1B nos Emirados Árabes.

        • Bom, nesse caso,

          Talvez o custo compense, desde que o B-1B opere full payload. 🙂

          Mas entendo que os EUA não estão fazendo CAS, e sim bombardeio mesmo.

          []'s

  14. Mas é claro que eles não iriam mandar o A-10 nessa ocasião, sabe o porque? Porque simplesmente é inviável mandar da Turquia, o B-1 tem muito mais alcance, e mais armamento e etc.. Basicamente eles não mandaram os A-10 por causa disso. Agora se os A-10 estivessem na Síria, em uma base em território Sírio, ai seria muito mais vantajoso, como os Russos fazem, mas isso não vai acontecer. Agora falando em campo de batalha, o A-10 tem mais vantagem no geral se tratando de CAS. Agora ir até o campo de batalha que é o problema, é ai que o B-1 é mais vantajoso, porém em campo de batalha, é o A-10.

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