Ou melhor, haverá um substituto?

Em 1947 a Era do jato ainda engatinhava e as bases do futuro da aviação militar foram lançadas com a criação da Força Aérea dos EUA como um ramo militar independente do Exército dos EUA. Apenas seis anos depois, em maio de 1953, a equipe oficial de demonstração USAF, designada como 3600th Air Demonstration Unit, foi ativada na Base Aérea de Luke, Arizona. A unidade adotou o nome de “Thunderbirds“, influenciada em parte cultura e folclore de nativos americanos do sudoeste dos Estados Unidos, onde a Base Aérea de Luke está localizada.

Republic F-84G Thunderjet
North American F-100C Super Sabre

O primeiro avião a ostentar as cores da nova equipe foi o F-84 Thunderjet. A configuração do F-84G foi considerada adequada para manobras acrobáticas e de demonstração, embora a aeronave não pudesse exceder a velocidade do som.

Uma série de acrobacias em formação, com duração total de 15 minutos, compuseram a demonstração original. O “solo” não foi originalmente incorporado à demonstração, no entanto, à medida que o tempo avançou, a equipe aproveitou as oportunidades para realizar manobras “solo” com uma aeronave de reposição.

Republic F-105 Thunderchief
McDonnell Douglas F-4E Phantom II

Sempre tentando exibir os aviões mais avançados do arsenal americano da época, o F-84F Thunderstreak tornou-se o novo avião da equipe em 1955.

Depois de uma temporada com o F-84F Thunderstreak, os Thunderbirds trocaram pelo F-100C Super Sabre em 1956 e tornaram a primeira equipe de demonstração aérea supersônica do mundo.

Após o F-100, os Thunderbirds trocaram para o F-105B Thunderchief, mas este avião não era idealizado para manobras aéreas, muito menos apresentações aéreas. Apenas seis apresentações entre 26 de abril e 9 de maio de 1964 foram realizadas. Após um trágico acidente com o F-105, a equipe voltou ao Super Saber, aonde o F-100 permaneceu com o equipe quase 13 anos.

Em 1969 a equipe recebeu o primeiro McDonnell Douglas F-4E Phantom II e começou a conversão da equipe. A conversão do Phantom, um caça grande e pesado, para uma aeronave de acrobacia aérea foi a mais extensa na história da equipe. Entre várias outras modificações, o esquema de pintura mudou devido às variações nos produtos químicos, o que permite que a tinta usada no F-4 resista ao calor e à fricção às velocidades Mach 2. Como resultado, a base de tinta branca foi desenvolvida e continua sendo uma parte do design dos Thunderbirds até hoje.

Northrop T-38 Talon
General Dynamics F-16 Fighting Falcon

Em 1974, a crise do combustível forçou a troca por uma aeronave menos beberrona e o avião escolhido foi o Northrop T-38A Talon. Embora o Talon não tenha cumprido a tradição dos Thunderbirds de pilotar caças a jato de linha de frente, demonstrou brilhantemente as capacidades de uma aeronave proeminente da Força Aérea.

Finalmente, em 1982, os Thunderbirds receberam o General Dynamics F-16A, com a equipe voltando mais uma vez a pilotar um avião de linha de frente.

E agora? Se é tradição dos Thunderbirds voar a linha de frente da USAF, qual será o substituto do F-16? O Raptor de centenas de milhões de dólares? O caríssimo Lightning II? O caça F-15C ou o caça-bombardeiro Strike Eagle? Ou o velho, ultrapassado, mas confiável F-5E?

Nós não sabemos, mas a turma do photoshop, quem sabe…

Anúncios

6 COMENTÁRIOS

  1. O barrigudinho nao , mas o treinador substituto do Talon com toda certeza substitui-ra o F16 !

  2. É só comprar uns Su-35
    Ou colocar uma equipe de aeromodelismo para pilotar drones

  3. Essa é fácil, o vencedor do T-X vai assumir, e irão deixar de lado a tradição de usar aviões da linha de frente, em nome da razão. Não faz o menor sentido usar o F-35, que é caríssimo e nem tão manobrável.

Comments are closed.