Caças F/A-18F Super Hornets da RAAF.

Um par de notificações em um site do governo dos EUA indica que a Força Aérea Real Australiana (RAAF) pode aumentar o poder de processamento de seus Boeing F/A-18F Super Hornets e EA-18G Growlers, e que adicionará um sensor de busca e rastreamento por infravermelho (IRST).

Em uma notificação no início de outubro no site Federal Business Opportunities, o Comando de Sistemas Naval dos EUA (NAVAIR) concedeu à Boeing um contrato relacionado a uma proposta de mudança de engenharia para incorporar o Computador de Missão da General Dynamics Advanced Capabilities (ACMC) nos Super Hornets e Growlers da RAAF.

Segundo a Boeing, o ACMC é um produto subseqüente do Advanced Mission Computer (AMC) instalado originalmente na família Super Hornet.

“O ACMC é compatível com os blocos anteriores de Super Hornets e Growlers”, diz a Boeing. O ACMC fornece “recursos computacionais adicionais”.

Uma notificação separada do início de outubro afirma que a NAVAIR pretende obter 12 sistemas IRST para a RAAF, que “alavancam o design desenvolvido para incorporação do IRST em aeronaves [da Marinha dos EUA]”.

Em 2017, a Marinha dos EUA anunciou que atualizaria seus Super Hornets com um sistema de sensor Lockheed Martin IRST21 aprimorado, montado no tanque de combustível da aeronave.

Um IRST21 instalado em um Super Hornet da Marinha dos EUA.

“Oferecendo aos pilotos a vantagem de “ver primeiro, atacar primeiro”, o IRST21 fornece detecção furtiva de ameaças ar-ar, rastreamento e alcance em ambientes negados por radar”, diz um folder do produto IRST21 da Lockheed.

“O IRST21 não apenas pode detectar ameaças aéreas, mas também fornece maior discriminação da formação de ameaças a longas distâncias, melhorando significativamente a resolução de vários alvos em comparação ao radar.”

A RAAF opera 24 caças F/A-18Fs e 11 jatos de guerra eletrônica EA-18Gs – um décimo segundo EA-18G foi perdido devido a uma falha catastrófica de motor em janeiro de 2018.

Os planos originais pediam que Canberra aposentasse seus Super Hornets na década de 2020, quando a frota de entrada do F-35As deveria estar totalmente operacional, mas a atualização da frota para o padrão Bloco III da Marinha dos EUA não parece ter sido descartada. Essa atividade inclui uma variedade de atualizações estruturais e de sensores, bem como a capacidade de receber e transferir grandes quantidades de dados do sensor.


Fonte: Flightglobal

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2 COMENTÁRIOS

  1. Me ajudem aqui, nesse caso teriamos o Irst no taque externo ok, ai eu pergunto, em caso de um combate aproximado (DogFight) eles nao costumam jogar fora estes tanques para ganhar vantagem nas manobras ?

    • Para colocar embutido teria que modificar a parte interna da frente da fuselagem. Seria bem caro, pois não tem espaço reservado para instalar a sensor.

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