A Raytheon já testou um sistema similar ao DAS no helicóptero Black Hawk do Exército dos EUA.

Depois de ganhar um contrato em junho de 2018 da Lockheed Martin para desenvolver e produzir o Distributed Aperture System (DAS) eletro-óptico de próxima geração do F-35 Lightning II, a Raytheon está analisando também a instalação da tecnologia destas câmeras avançadas em helicópteros.

Até o final de 2012, a Raytheon vinha desenvolvendo um sistema similar feito sob medida para helicópteros como parte de um programa de demonstração do Exército dos EUA. Esse sistema, chamado Advanced Distributed Aperture System, foi testado nos Sikorsky UH-60 Black Hawks por mais de 200h nas instalações do Exército dos EUA na Virgínia e no Alabama. A tecnologia destinava-se a proporcionar aos pilotos de helicóptero uma consciência situacional de 360°, melhorando a capacidade de sobrevivência das aeronaves e da tripulação ao operar em condições de baixa visibilidade.

A Raytheon acredita agora que o DAS do F-35 pode ser reaproveitado para helicópteros.

“Temos desenvolvido esta tecnologia nos últimos anos, que será aplicável a outras aeronaves, incluindo o mercado de helicópteros”, disse o presidente-executivo da Raytheon, Tom Kennedy, em uma teleconferência no dia 31 de janeiro.

Imagem do sistema de abertura sintética (DAS) da Raytheon.

A Raytheon se recusou a comentar mais sobre essa afirmação e não retornou um pedido de comentário sobre seu antigo sistema Advanced Distributed Aperture System. Kennedy também disse no relatório de resultados que acredita que o DAS poderia ser usado no F-35 para rastrear mísseis balísticos em sua fase inicial, um conceito que está sendo examinado pela Agência de Defesa contra Mísseis.

O DAS do F-35 usa seis câmeras de infravermelho montadas ao redor da aeronave, inclusive sob o nariz, para projetar imagens de realidade aumentada em uma tela montada no capacete feita pela Vision Systems International, uma joint venture entre a Elbit Systems e a Rockwell Collins.

Projetando o fluxo de vídeo DAS em um monitor montado no capacete, o piloto do F-35 pode ver através da estrutura da aeronave, vendo o ambiente ao seu redor. O sistema Raytheon também identifica e rastreia automaticamente ameaças, como mísseis na direção da aeronave, no visor.

O Sistema Avançado de Abertura Distribuída foi projetado para funcionar de forma semelhante, permitindo que os pilotos observem artificialmente através do cockpit do helicóptero ou atrás do rotor de cauda.

Sistema ADAS testado em helicóptero Black Hawk.

“Os pilotos agora têm uma visão de 360° dos arredores. Múltiplas câmeras infravermelhas e gráficos projetados permitem que as tripulações atuem rapidamente enquanto estão fora de perigo”, disse a empresa em 2012 nos materiais de marketing. “Quando aterrissar em locais de difícil acesso [o Sistema Avançado de Abertura Distribuída] permite que os pilotos enxerguem através da poeira, manobrem em torno de postes, árvores e fios, e pousem com segurança em áreas confinadas.”

O sistema também incorporou uma espécie de áudio em 3-D, destinado a ajudar os pilotos a rastrear diferentes avisos e alertas, atribuindo aos ruídos várias posições ao redor da cabeça de um piloto.

“Durante um ataque, pistas visuais e áudio em 3-D informam ao piloto a posição amigável e relativa das armas apontadas para a aeronave”, diz o material de marketing.


Fonte: Flightglobal

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2 COMENTÁRIOS

  1. Quando imagino essa tecnologia, acho que ficaria perdidinho/zonzo usando esse negócio no capacete 🙂

  2. Quando nos defrontamos com o futuro, percebemos que o que era do futuro, virou passado… Não duvido de mais nada.

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