Os Emirados Árabes Unidos solicitaram em 2011 uma proposta comercial para caças Eurofighter Typhoon. (Foto: Katsuhiko Tokunaga / Eurofighter)
Os Emirados Árabes Unidos solicitaram em 2011 uma proposta comercial para caças Eurofighter Typhoon. (Foto: Katsuhiko Tokunaga / Eurofighter)

O Reino Unido e os Emirados Árabes Unidos estão negociando a venda de aviões de combate Typhoon, disse Philip Dunne, Ministro de equipamentos de defesa, suporte e tecnologia do Reino Unido.

“Estamos em negociações agora”, disse o ministro britânico, sem revelar mais detalhes sobre o acordo esperado e o número de aeronaves.

Em novembro passado, esperava-se que o Reino Unido e os Emirados Árabes Unidos fossem assinar um acordo US$ 10 bilhões, segundo o qual o Reino Unido iria fornecer as Forças Armadas dos Emirados Árabes Unidos 40 aeronaves Typhoon e um contrato de manutenção de cinco anos.

Um especialista militar disse que desde a visita dos fabricantes do Eurofighter Typhoon nos Emirados Árabes Unidos no ano passado, eles visam a venda de um número de aeronaves para os Emirados Árabes Unidos em contratos que na indústria de defesa são de longo prazo.

Ele disse: “mega-acordos como este potencial contrato do Typhoon geralmente ocorre uma vez a cada década ou até mais, é por isso que a Grã-Bretanha está disposta a garantir essa venda.”

Os fabricantes do Typhoon haviam dito que a aeronave atende as reais necessidades de longo prazo de defesa e segurança dos Emirados Árabes Unidos.

O avião, fabricado por empresas europeias do consórcio Eurofighter, incluindo a BAE Systems do Reino Unido, a Finmeccanica da Itália e a EADS, de propriedade dos governos da Alemanha e da Espanha, visam vender um número de aeronaves para os Emirados Árabes Unidos.

Participação do Reino Unido

Dunne disse que a presença do Reino Unido na IDEX 2013 destaca a importante relação de defesa estratégica entre o Reino Unido e os Emirados Árabes Unidos.

“A inovação, alianças e joint ventures são os temas chaves do Reino Unido na IDEX 2013. Estamos participando com mais de 100 empresas líderes mundiais, demonstrando uma série de tecnologias de defesa e segurança”, disse Dunne.

“Estou muito contente de ter a oportunidade de voltar para os Emirados Árabes Unidos. Nosso relacionamento com os Emirados Árabes Unidos é muito importante, o qual valorizamos muito como demonstramos na visita no ano passado do nosso primeiro-ministro e de outros ministros seniores. Estamos muito interessados ??em aprofundar e ampliar nossa relação estratégica, não só na defesa e segurança, mas através de uma série de setores de apoio ao plano de visão dos Emirados Árabes Unidos para 2020”, acrescentou.

O ministro britânico destacou que o Reino Unido está incentivando suas empresas a continuar na condução de alianças, joint ventures e parcerias com empresas nos Emirados Árabes Unidos e em outros países da região para ajudar a concretizar as suas ambições para aumentar e desenvolver a capacidade nacional.

Fonte: Gulf News – Tradução; Cavok

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33 COMENTÁRIOS

  1. O interessante é que nos contratos comerciais mais recentes só se fala em compra de aviões europeus ou russos. Estão os americanos perdendo mercado?

    • Antoniokings1,

      Os EAU utilizam atualmente a versão mais avançada do F-16, a block 60.

      O Iraque acertou encomendas de F-16.

      A Arabia Saudita está renovando sua frota de F-15…

      Entre encomendas novas e serviços, os americanos são hoje os principais fornecedores de equipamentos de defesa para o Oriente Médio…

    • AntonioReis, vc tem razão quanto aos aviões europeus ou russos só se fala. E compram dUSAmericanus..kkkk

    • Na prática só países fantoches como Japão, Coréia, Iraque e arabia Saudita compram caças norte-americanos. Ou seja, só quem tem o rabo preso. Quem compraria de bom grado de uma nação de sovinas que não passa tecnologia e embarga peças?

      O EAU é o segundo maior parceiro comercial do Irã, os EUA não veem muito bem isso portanto pra evitar embargo de peças, eles compram dos franceses.

      • Relojoeiro,

        Os americanos fornecem equipamento para mais da metade do mundo… São os maiores produtores e exportadores de equipamento de defesa…

  2. Não é segredo que os árabes consideraram uma proposta do Typhoon. E é claro que ha todo o interesse por parte do "time Eurofighter" em fazer a venda. E o motivo ( creio eu ) é simples e é o seguinte: precisam desesperadamente vender o caça para apaziguar os custos… Por tanto, estão dispostos a fazer concessões… E os árabes, sabendo dessa situação, estão tentando negociar um bom acordo, ao mesmo tempo que pressionam automaticamente os franceses a reduzir o preço de sua oferta… E é aí que vem a questão. O Typhoon tem duas das maiores e mais estáveis economias da Europa apoiando-o. Reino Unido e Alemanha podem bancar o que os árabes querem… Creio que a bola agora está com os franceses. O lance deles é que vai decidir esse jogo…

  3. A principal diferença do Typhoon em relação ao Rafale pode estar nos offsets, inserindo a indústria local na produção de componentes para os Airbus. Em termos de caças, são quase equivalentes, com alguma vantagem para cada lado dependendo do que se analisa. Mas o Typhoon é mais caro.

    []'s

  4. Eu acho que sou o único que não quero o Rafale na FAB e que considera ele melhor que o Typhoon.

    Acho que os franceses fizeram um avião melhor e com mais funções que o Typhoon, e ainda é naval.

    Só que agora estão sozinhos, com os outros europeus apunhalando-os pelas costas.

  5. Muito mais caro que o Rafale, 10 bi de dólares por 40 unidades, o Rafale está sendo oferecido por algo em torno de 5 bi por 36 unidades ao Brasil, e realmente é um caça mais completo que o Typhoon.

      • HMS, o grupo Eurofighter (mais especificamente os Ingleses) se preciso for, darão os Typhoons aos "Sheiks"… perder outra para a Dassault seria demais para eles…. onde o Typhoon disputou, de fato, perdeu! só com compra direta mesmo, que nunca se saberá o que realmente se contempla o "todo"…
        quero rir muito se mesmo com esta "prostituição" inglesa, os Francos levarem a encomenda… certa vez a Dassault pulou fora de uma "concorrência" de cartas marcadas… os Francos não estão aí para jogar pelo ralo o que conquistaram com muito suor, diferentemente dos britãnicos que hoje não fazem nada sem um "parceiro" deixar ou outros ajudarem…. uma pena para a economia britânica… na minha visão, certos estão os franceses… em "putaria" eles não entram, engraçado que vivem acusando a Dassault de viver do governo… ora, se eles tem todo este "aporte", pq só produzem 11 aeronaves por ano? pq não usam de tal força para reduzir o preço e ainda manter os lucros?… eu, por exemplo, não gosto de fornecedor que só baixa preço pq "atende" mal, ou pq tem produto inconstante…

        • Francisco AMX,

          Para se justifique aumentar a cadência de produção e baixar o preço, deve-se ter encomendas. Não tem mágica. A ideia original do Typhoon sempre foi conseguir um preço mais "camarada" diluindo os custos entre as encomendas dos participantes do consorcio… Colocar o peso de qualquer governo em cima do caça para baixar o preço nunca foi o plano; mesmo porque, haveria a necessidade de que todos os membros originais do empreendimento dessem uma força, e nem todos estão em condições disso… Logo, ninguém vai querer pagar sozinho pra todo mundo ter lucro… Ponto para os franceses, penso eu… Com seu produto, eles fazem da maneira que querem e podem vender ao preço que querem. Mas é como eu disse no meu comentário acima… Teriam eles como cobrir a barganha do "time Eurofighter"…? A jogada agora é dos francos…

      • Eles ainda não compraram o typhoon , e compartilhando do seu raciocínio no caso do Canadá em relação ao Rafale onde o mesmo prefere o SH por já opera-lo, digo que a Dassaut perde essa se quiser, pois os emirados já operam os M2000-9 e uma logistica com a França.

        • alexandre,

          O Rafale não tem virtualmente nada em comum com o M2000-9. Exceto pelo armamento e, salvo engano, por alguns componentes eletrônicos, são aeronaves totalmente diferentes… O mesmo vale para o F-18E/F. São tantas diferenças em relação ao F-18 original, que deveria receber uma nova designação… Se ha alguma preferência, ela poderá se dar por questões políticas ou por desempenho, e não por logística…

          • Doutrina RR, esta é a paridade! são aeronaves projetadas e fabricadas pela mesma empresa… logicamente utilizando o Knowhow único, o que tende a ter engenharia de mesma gabaritagem de concepção… inclusive as ferramentas tendem a serem muito parecidas e de uso tb muito comum…
            apostaria “minhas fichas” de que o pessoal de terra que lidam com os M2000 se adaptariam muito mais facilmente a com menor carga de treinamento (na verdade um abismo existiria entre estes e os do F-16B60) do que o pessoal do Falcon B60… além de ser da mesma nacionalidade ainda são daa mesma empresa, e o Rafale é uma aeronave que nasceu da experi~encia do M2000/4000… aproveitando muito do conceito do m4000… o amigo fala do Sh para o F-18C… por mais que negem, eles tem muito em comum no que tange a “parts”… e sua manutenção é feito pela mesma equipe… ao que eu saiba não existem mecânicos de F-18 e de SH “separados”… os do C receberam o mesmo upgrade para passar os E…

            • Francisco AMX,

              Prezado amigo… Nesses casos, a doutrina se aplica somente em parte… Mesmo que seja possível utilizar um parafuso do M2000 no Rafale, o fato é que os componentes são diferentes. Ainda mais se falamos de Rafale em relação ao Mirage; o grau de comunalidade é virtualmente nulo…

              Quanto a aplicação, o Rafale é uma aeronave completamente distinta do M2000, com um desempenho completamente diferente… Ou seja, essas capacidades exigem novo adestramento das equipagens, em todos os níveis… E isso representa a formulação de nova doutrina… O mesmo pode ser dito do F-18E/F em relação ao F-18 original. Um piloto de F-18C não sai voando um F-18E/F em combate no mesmo dia de sua conversão operacional, assim como um mecânico do modelo "C" também não vai encarando um motor F-414 logo de cara…

              • RR, eu não falei que não tem diferença, e sim que existe um "caminho lógico" operacional, pois o ditado que diz que a fruta não cai longe do pé é muito vero nestes casos… negar que é muito mais fácil dar seguimento num padrão comum (A Dassault não começou tudo denovo!) eu não posso! mesmo que o parafuso seja diferente, ele dará aperto com o mesmo "número de voltas" (metaforicamente falando)… entendeu onde quero chegar meu bruxo?!
                Sobre o F-18H e seus "homens", é como falei, a maioria deles aprendeu no C, e fez up-grade para o E, que tem muita comunalidade lógica de processo, diria que são até gêmeos, em termos de doutrina… não foi o contrário, te digo, onde tem F-18C e E trabalhando em conjunto, é pq o pessoal que dá assistência aos bixos, sabem de cima para baixo… ou seja, sabem o E/F e o C… isso seria a regra…

    • alexandre,

      A proposta do Typhoon envolve todos os acordos de pós-venda. Ou seja, está incluso no pacote não apenas os aviões, mas também os serviços de manutenção, treinamento, ferramental, e ainda a cooperação tecnológica.

      • RR pelo que eu sei, e já foi tremendamente debatido ao longo desse FX2 do Brasil, o preço do Rafale para o Brasil é alto por ter transferencia de tecnologia, off sets, e linha de montagem, ou não é assim a proposta do Rafale, do F18SH e do Gripen NG?

        • alexandre,

          Por certo que sim… Contudo, ha de se estudar os pormenores de cada proposta… Ainda não é sabido ao certo que tipo de cooperação técnica esta envolvido no caso dos Emirados. A proposta pode muito bem englobar outros pormenores, como uma linha fixa de produção para algumas peças ou até mesmo participação massiva da industria árabe em alguma parceria…

      • ??? e o que o Tufão tem demais? de menos eu poderia citar muitas coisas…. 🙂

        • Francisco

          Se o cara quer mentir pra si mesmo deixa ele, o elemento bem sabe que o que acabou de escrever é no minimo uma bobagem, mas se ele fica feliz em fazer esse papel o azar é dele. Só acho chato que gente assim faz um tremendo desserviço aos leitores novos que realmente querem estudar o assunto.
          Pensando bem, é mesmo muito cansativo; você ta lendo uma matéria legal super interessante com bons comentários que deixam a matéria ainda mais rica, aí vem "aqueles de sempre" (sabemos bem o nome dos bois) com o mesmo papo furado de sempre cheio de mentiras e malicias que na maior parte das vezes se torna algo simplesmente idiota, aquela porcaria de sempre que infelizmente não acaba. Mas não tem nada não, eu sou do tipo vingativo… e minha maior vingança e ver esses caras fazerem o papel de palhaço diante de tantas pessoas.

          sds Francisco

    • mais ai tem detalhes importantes, não se trata só da aeronave em si, as negociações englobam o preço de tecnologia embarcada, manutenção por determinado período, transferência de tecnologia e armamentos que podem ou não acompanhar o vetor.

      • detalhes que quando "ELES" falam do preço do Rafale, adoram, esquecer… só faltam dizer que o cliente tem que buscar o Rafale na França e comprar as peças num balcão por lá, treinamento? aprendam sozinho com o manual…! ferramental? comprem na China! é mais "balato"

  6. Acho que isso é um "hoax". Nos EAU o Rafale ja levou. Aquele país quer um multirole ocidental, nesse ponto, hoje, o rafale é o melhor.

    Não relevo custo de operação, isso pra eles não é problema, os petrodólares bancam.

  7. Meu povo…

    Os EAU querem muito o Rafale (obviamente muito melhor q um Typhoon) !!!

    Questão de tempo… pra tristeza da turminha dos Muppetsuecos…rss

    Os ingleses adoram papagaiar no desespero… !!!

    • Papagaiar no desespero é coisa da Dassault meu caro! basta ver que fazem quase 3 anos que o contrato com os EAU está para ser assinado. E aquela conversa furada segundo a qual a RN estava interessada no Rafale? E o que dizer então daquela história da carochinha chamada ” Transferênfia di tequinúlugia”, farsa essa que vem sendo desmontada de forma cabal na Índia?Não adianta chorar e nem trollar meu caro! mas fique a vontade que o choro é livre….

  8. Amigo, sinto lhe dizer, mas vc é quem mais chora aqui.
    Sempre repetindo as mesmas balelas, ja deveria ser moderado.!

    Os ingleses estavam realmente interessados no Rafale.
    Inclusive varios pilotos da Royal Navy fizeram treinamento no Charles DeGaulle aprendendo a voar no jato, aumentando as chances desta compra. Jornais ingleses informaram o interesse pelo jato frances devido ao atraso problemático do F-35.

    Leia isso: http://www.dailymail.co.uk/news/article-2002605/R
    http://www.defencemanagement.com/news_story.asp?i
    http://www.telegraph.co.uk/comment/columnists/chr

    Nao adianta fazer birrinha pra aparecer e tumultuar, o Rafale transfere mais tecnologia que o Super Hornet e Gripen.!! E qto aos EAU, demoraram firmar contrato pq queriam o Snecma M88-4 prontinho e operacional juntamente com o AESA. Vão pressionar a Dassault demonstrando interesse pelo Typhoon, muito obvio.!!

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