Caça de sexta geração Tempest em desenvolvimento pelo Reino Unido.

A secretária de Defesa do Reino Unido, Penny Mordaunt, e seu colega sueco, Peter Hultqvist, assinaram um acordo importante para a parceria em futuros sistemas de combate aéreo (FCAS).

O Memorando de Entendimento (MoU) compromete os dois governos a trabalhar em um programa conjunto de desenvolvimento e aquisição de sistemas de combate aéreo, incluindo o desenvolvimento de novos conceitos para atender às necessidades futuras de ambas as nações.

“O Reino Unido e a Suécia mantêm uma duradoura relação de defesa, com nossos dois setores compartilhando uma rica história de colaboração no poder aéreo”, disse ontem a secretária de Defesa juntamente com seu homólogo sueco.

“Não apenas compartilhamos o mesmo compromisso com tolerância, liberdade e livre comércio, como também compartilhamos a mesma determinação de defender esses valores, inclusive no Afeganistão, Iraque e hoje como parte da Força Expedicionária Conjunta do Reino Unido. Este acordo aprofunda ainda mais essa parceria e nos leva a olhar para o futuro com uma visão ousada e compartilhada do poder aéreo do Reino Unido e da Suécia”.

Anunciando a assinatura do Memorando de Entendimento (MoU) no Royal International Air Tattoo (RIAT), o Ministro da Defesa, Stuart Andrew, disse:

O ministro da Defesa da Suécia, Peter Hultqvist, e sua contraparte britânica, Penny Mordaunt, assinam um memorando de entendimento para “examinar as possibilidades de desenvolvimento conjunto de futuras aeronaves de combate”, que está muito aquém da adesão da Suécia ao projeto Tempest. (Foto: Ministério de Defesa da Suécia)

“Estou muito satisfeito por termos assinado este Memorando de Entendimento, endossando uma visão compartilhada e ambiciosa para os futuros sistemas de combate aéreo, que estabelece bases sólidas para futuras colaborações. Hoje inauguramos uma excitante nova era na qual os talentos de duas grandes nações de combate aéreo serão combinados para elevar o poder aéreo sueco e britânico à estratosfera”.

O ministro da Defesa destacou a longa parceria do Reino Unido e da Suécia em defesa, incluindo:

  • Exercícios conjuntos no Ártico e no Exercício Ramstein Alloy sobre os céus da Europa Oriental.
  • Os dispensadores de chaff e flare feitos na Suécia são usados ??nos Typhoons do Reino Unido e o radar Giraffe da Saab é uma parte fundamental do sistema de defesa aérea terrestre Sky Sabre do Reino Unido.
  • As aeronaves Gripen suecas estão equipadas com radares projetados e construídos pela Leonardo em Edimburgo.
  • O Reino Unido, trabalhando com parceiros europeus, incluindo a Suécia, desenvolveu os mísseis ar-ar além do alcance visual Meteor.

O ministro da Defesa sueco, Peter Hultqvist, confirmou que ambos os governos pretendem permanecer na vanguarda do combate aéreo.

Ele enfatizou as oportunidades de colocar tecnologias avançadas no Gripen e no Typhoon, a aeronave de combate de classe mundial atualmente operadas pela Suécia e pelo Reino Unido, respectivamente, antes de inserir essas tecnologias em um futuro sistema aéreo de combate.

Um Gripen húngaro taxia em frente ao Typhoon da RAF em um exercício na Hungria.

Peter Hultqvist também destacou a forte base industrial compartilhada por ambos os países como central para garantir a futura força de combate aéreo, bem como os sistemas existentes do caça Gripen.

Ele acrescentou que o progresso significativo feito até o momento foi o resultado de focalizar as discussões em considerações práticas, reconhecendo os pontos fortes de cada parte e tratando uns aos outros como parceiros iguais.

As discussões entre indústrias e governos estavam em andamento desde a publicação da Estratégia de Combate Aéreo do Reino Unido, em julho de 2018.

O ministro da Defesa, Andrew, confirmou que outras nações foram incentivadas a participar do diálogo entre o Reino Unido e a Suécia, sob a condição de que elas tivessem requisitos semelhantes.

Michael Christie, Diretor de Sistemas Futuros de Combate Aéreo da BAE Systems, disse:

“Há 12 meses, a indústria e o governo lançaram uma visão arrojada e empolgante para o futuro do setor de Combate Aéreo do Reino Unido no estande da BAE Systems no Farnborough International Air Show. Esta foi uma visão que foi encapsulada pelo lançamento da estratégia aérea de combate do Reino Unido e pela revelação do nosso conceito Tempest, um vislumbre do futuro de combate aéreo.

Gripen E durante teste na Suécia.

“Também marcou o lançamento do programa de aquisição de plataformas de combate aéreo do Ministério da Defesa do Reino Unido – um programa encarregado de definir e fornecer as capacidades futuras necessárias quando o Typhoon começar a deixar o serviço da Royal Air Force. A importância do governo e da colaboração da indústria internacional ficou clara e, como tal, hoje é um marco significativo para esse programa, à medida que acolhemos nosso primeiro parceiro internacional. Este espírito de cooperação foi encapsulado no Memorando de Entendimento assinado por todos os parceiros da indústria no início do nosso diálogo aprofundado há muitos meses.

“Tenho muito orgulho do modo como a minha organização e a indústria do Reino Unido apoiaram o Ministério da Defesa neste esforço nacional. Estou ainda mais orgulhoso de dizer que este é agora um esforço internacional”.

Os chefes da Força Aérea dos dois países se dirigiram ao público no evento, assim como à indústria. A indústria britânica foi representada pela BAE Systems, enquanto a indústria sueca foi representada pela Saab.

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17 COMENTÁRIOS

  1. E a parceria brasileira com a Suécia encerra-se em si mesma pois com este entendimento Britânico-Sueco INDICA que o projeto Gripen finaliza nas versões E e F.

    E por óbvio estamos fora do Tempest…

    Vejo no momento um monte de Brigadeiros com cara de TACHO…

    Fomos apenas parceiros de conveniência na finaleira dos projetos de caça Suecos.
    O Futuro eles já buscam novos caminhos que não nos incluem…

    • Famosa parceria Caracu, onde pagamos valores absurdo por 36 unidades desse LIFT, semi acabado, mas pode ter certeza, a cara dos Brigadeiros é de tacho mas os bolsos estão bem recheados. É absurda a diferença e porte do Typhoon e do LIFT na foto acima. A FAB e sua eterna mediocridade cara.

      • Pagamos pela “ToT”. As empresas gastam bilhões em pesquisa e desenvolvimento e ninguém é bonzinho e amigo pra passar de graça. Claro que aí incluem os desvios de dinheiro e propinas mas qualquer outro que fosse escolhido sairia muito mais caro que o Gripen. Além do mais esse “Lift” da conta do recado e com certeza vai fazer o que promete. Semi-acabado? Não fosse a eterna enrolação do FX-2 poderíamos estar participando desde o início do projeto e talvez já com algumas unidades já voando por aí…

        • A FAB não conseguirá encontrar unidades do LIFT na Jordânia, no Arizona ou Kwait pra importar e entregar para Elbit retrofitar. Casou com um mico e podemos falar isso hoje antes mesmo do primeiro caríssimo F-39 entrar em serviço na FAB. Obsoleto antes de ser operacional. E mais uma vez caríssimo! Exorbitantemente caro.

    • Sem novidades..
      Não existe amizade para sempre entre países, tudo se resume aos interesses de cada um, e muitas vezes são mais obscuros do que podemos imaginar..
      Há pouquíssimo tempo a Turquia derrubou um SU-24 russo, e agora a Rússia vende S-400 normalmente para a Turquia como se nada tivesse acontecido e fossem amigos desde criancinhas.
      .
      Se a parceria SAAB-EMBRAER não desperta mais interesse futuro além do Gripen, é vida que segue..
      É um contrato de compra e venda, não um casamento.
      O Brasil que aproveite o conhecimento que porventura venha adquirir e comece a caminhar com as próprias pernas para quem sabe no futuro desenvolvermos nosso próprio caça 5° ou 6°G sozinhos, ou com alguma outra parceria.

    • Mesmo que “termine” nas versões E e F não quer dizer que não venham a sofrer modernizações e melhorias ao longo do tempo pra se manterem atualizadas com o campo de batalha moderno. Daí vai de investimentos e força de vontade do governo. O Brasil não participa de grandes projetos, não por falta de parceiros, mas por falta de vontade política de investir nas FA. E o que investimos seve só pra folha de pagamento e pensões.

  2. Não falem tanta besteira, primeiro ninguém transferir tecnopsicologia de graça, o Gripen tem pelo menos mais uns 20 anos de melhoria e modernização pela frente…A FAB optou pelo Gripen mais pelo seu custo de horas/voo e não pela transferência de tecnologia…Se fosse pela transferência de tecnologia a FAB devia ter optado pelo Projeto F35, pois sua cadeia de produção vai gerar bilhões de dólares pelo menos nos próximos 30 anos.

  3. Não é porque assinou com a Embraer em um projeto que a SAAB tem obrigação de tê-la como parceira pela eternidade.
    Só cabe ao governo brasileiro querer entrar em projetos conjuntos.
    Do meu ponto de vista, uma compra adicional de 36 Gripen e 12 F-35, e mais alguns E-99 e teríamos uma força de dissuasão o bastante para defender nossos interesses nos anos vindouros.