A RAF pretende adquirir novos helicópteros de transporte Chinook. (Foto: RAF / MoD UK)

O Reino Unido está considerando uma aquisição de novos helicópteros pesados Boeing CH-47F Chinook para substituir gradualmente as suas versões antigas.

A informação foi divulgada pelo Adm. Jon Pentreath, chefe do Comando Conjunto de Helicópteros do Reino Unido, durante a conferência “Future of Military Rotorcraft” em Londres, no dia 11 de setembro, de acordo com uma reportagem do site Flightglobal.

Na verdade, os Chinooks mais antigos em serviço com a Real Força Aérea britânica (RAF) estão em serviço desde 1980. Embora essas aeronaves tenham recebido inúmeros pacotes de melhorias, saindo do padrão inicial HC1 para as versões HC4 e, a mais recente HC6A. Mas as células adquiridas na década de 1980 estão perto do final de suas vidas úteis.

Por outro lado, a RAF terá que se posicionar no que diz respeito à aviônica dos seus futuros Chinooks. Na verdade, os helicópteros atuais está equipados com um cockpit modernizado pela Thales. Os ingleses terão que escolher manter uma aviônica europeia ou passar para a versão americana específica para o exército americano.

Os Estados Unidos estão sinalizando que a mais recente versão CH-47F continuará operando até 2050 ou mais tarde, combinando com o início do trabalho no chamado pacote de atualização de desempenho Block II, onde Londres vê uma oportunidade para investir ainda mais no seu inventário.

Qualquer aquisição no Reino Unido se concentraria em helicópteros Block II, que devem começar a ser entregue ao Exército dos EUA a partir de 2023.

Segundo a Flightglobal, uma equipe de militares do Reino Unido já teria visitado os EUA para avaliar a aeronave antes de qualquer potencial aquisição.

A Boeing, em 2015, entregou a aeronave final à RAF de um pedido avaliado em £ 1 bilhão (US$ 1,31 bilhão) para 14 recém-construídos HC5 Chinooks.

13 COMENTÁRIOS

  1. O Brasil teve a oportunidade de usar o CH-47 quando os EUA ofertaram em 2014 a vários países, inclusive o Brasil, 10 unidades do CH-47D que estavam sendo desativadas e sendo remetidas ao AMARG, era barato, 150 milhões de dólares as 10 unidades mais 3 motores reserva, mas muitos tinham poucas horas disponíveis e logo teriam que fazer grandes revisões, o Brasil ficou com medo do custo das revisões e manutenção e pulou fora, a Grécia que ja é usuária do CH-47 e faz a manutenção pegou.
    Este lote era bom para quem ja utilizava o Helicoptero, como a Grécia, como foram entregues no ano passado, daqui a poucos anos ja estariam indo fazer as caras grandes revisões.
    . http://www.cavok.com.br/blog/grecia-recebe-tres-a
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    Estes são os detalhes do lote oferecido na época.
    . http://www.dsca.mil/major-arms-sales/greece-ch-47d-chino...

      • Tudo é questão de negociar com os EUA, como citei acima a Boeing propos fazer exatamente isto para o Afeganistão, Iraque e Paquistão, os EUA doarem os CH-47D que estão no AMARG e a Boeing revitalizaria por 18 milhões de dólares cada, o preço de um MI-17-V5 que o Obama comprou.
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        A Indonésia conseguiu os 24 F-16C/D dos EUA e os 9 C-130H da Autrália assim, com acordos onde receberia os equipamentos como doação e modernizaria no país doador, custou 31 milhões de dólares modernizar cada F-16 na USAF com material da LM para o padrão block 52ID e 15 milhões revitalizar cada C-130H na Qantas.
        O país doador acaba ganhando indiretamente pelo serviço gerado em suas empresas.

  2. Li alguns infográficos outro dia que até me surpreenderam, talvez até por não ser familiarizado com essas aeronaves.

    O ponto do autor era que o Chinook era mais 'rentável' que o último modelo do Stallion (CH-53K). A diferença de preço não justificava as "marginais" vantagens de performance do segundo sobre o primeiro. Porém, o seu principal argumento era de que a plataforma do CH-47 era mais versátil, permitia embarques e desembarques mais rápidos e em áreas com mais empecilhos, em razão da disposição dos rotores e tamanho dos mesmos.

    Ou seja, quem tem não abre mão das qualidades deste vetor. Se fosse eu o responsável pela aquisição, comprava a versão idêntica a do US Army, se bobear até com o patch deles. Com os vários, caros e imprescindíveis programas que eles precisam administrar, cada penny conta.