Helicóptero de transporte pesado CH-53K King Stallion.

O departamento de testes e avaliação operacional (DOT&E) do Departamento de Defesa dos EUA destacou os problemas enfrentados pelo programa do novo helicóptero de transporte pesado CH-53K King Stallion que sofre com novos atrasos para entrega ao Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA.

No final de janeiro, o DOT&E publicou seu relatório anual revendo os principais programas de armas do Departamento de Defesa dos EUA, incluindo o programa de helicópteros de transporte pesado CH-53K King Stallion da Sikorsky (subsidiária da Lockheed Martin) que devem ser entregues ao Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA para substituir os atuais CH-53E. O novo helicóptero também é oferecido para exportação para a Alemanha.

De acordo com o DOT&E, o orçamento para este programa não seria suficiente para completar a fase de desenvolvimento e demonstração do CH-53K. A capacidade operacional inicial esperada para 2019 terá, portanto, provavelmente de ser adiada. A fase inicial de testes operacionais e avaliação do King Stalion não poderia começar até o início de 2021, diz o DOT&E.

Segundo este último, o projeto do CH-53K não foi finalizado e muitos problemas permanecem. O DOT&E relata uma importante lista de problemas encontrados durante o teste. As deficiências incluem anomalias de indicação de velocidade, baixa confiabilidade da caixa de engrenagens do rotor principal, impacto de gás quente nas estruturas da aeronave, problemas estruturais na cauda e no rotor de cauda do helicóptero, superaquecimento dos amortecedores do rotor principal, anomalias no sistema de combustível, altas temperaturas no compartimento do motor pela ingestão de gás quente do motor número dois, o que poderia reduzir a potência disponível, entre outros problemas.

O escritório do programa CH-53K está “trabalhando em uma grande revisão de cronograma” para tratar de uma lista de problemas estruturais encontrados durante o desenvolvimento e demonstração do sistema.

O DOT&E, portanto, recomenda que o governo dos EUA aloque novos fundos para o programa, revise seu cronograma e estude as modificações para resolver os problemas encontrados durante os testes.

“O Escritório do Programa está solicitando financiamento adicional para concluir os testes de desenvolvimento suficientes para iniciar [testes e avaliações operacionais] com um sistema compatível com [parâmetros-chave de desempenho]”, disse o relatório. “Problemas técnicos estenderam [desenvolvimento e demonstração de sistemas] muito além das projeções originais.”

Como há um atraso entre as avaliações do programa e a publicação do relatório do DOT&E, o diretor do programa Sikorsky CH-53K, Bill Falk, disse que muitos itens que a empresa viu antecipadamente no relatório já foram resolvidos.

“Continuamos alinhados em um plano de programa com o NAVAIR e o USMC para apoiar a primeira implantação do CH-53K em 2023-2024”, afirmou Falk, em 31 de janeiro. “A resolução de questões técnicas estão em andamento com maioria já resolvida.”

O teste de voo está em andamento com quatro aeronaves de desenvolvimento de engenharia e manufatura (EMD), três artigos de teste de desenvolvimento de sistema e um veículo de teste de solo. Essas sete aeronaves voaram um total de 1.212 horas até setembro de 2018, de acordo com o relatório.

O primeiro dos cerca de 200 helicópteros CH-53K que o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA está comprando da Sikorsky sob um contrato de US$ 25 bilhões foi entregue em maio à Estação de Aviação Naval de New River, na Carolina do Norte, onde será testado em preparação para a capacidade operacional inicial em 2019. Uma segunda aeronave está prevista para entrega no início de 2019, e pelo menos outras 22 estão em algum estágio de produção, segundo a Sikorsky.

Assim que entrar em serviço, o King Stallion será o maior helicóptero de rotor único no inventário militar dos EUA. Será capaz de transportar 27.000 libras de carga em comparação com as 9.000 libras que um CH-53E pode transportar, efetivamente triplicando a capacidade de transporte entre embarcações e as bases terrestres dos Fuzileiros Navais.

8 COMENTÁRIOS

  1. Tanto na questão operacional, quanto financeira, o acompanhamento independente é essencial.

    Como se avalia um equipamento se a direção da empresa fornecedora é indicada pelas mesmas pessoas que mandam no governo e em vc?

    O mesmo vale para o dinheiro. Quanto custa algo que vc forneceu para si mesmo? O dinheiro foi pago? Como se cobra?

    • Embraer por exemplo.
      Dizem que quem escolhe isso ou aquilo é um tal de conselho mas na real é o governo brasileiro quem escolhe, se não me engano a interferência ocorre via BNDES.
      Logo casos como o acidente do KC390 no pouso e o "quase" em voo não é tão transparente como nesse caso do post, e tudo com nosso dinheiro ahah

      • O acordo de acionistas da Vale é Banco do Brasil, Previ, BNDES, Bradesco e Mitsui.

        É a empresa privada mais fajuta da história.

  2. É esse aí que custa mais que um f 35 ?

    Muito bonita aeronave aliás…

  3. Parece que a Sikorsky já se integrou completamente à filosofia de projeto e desenvolvimento da Lockheed Martin…
    Tá igualzinho ao F-35….

  4. BNDES taí pra quê ? Os Cubanos e os Venezuelanos já tiveram seus financiamentos… Ahh, lembrei ! A farra acabou , n têm mais a DJilmá e o Lulamolusco!
    Malditos ninjas !

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