Caça F-16A da Força Aérea Portuguesa.

A Romênia confirmou que comprará cinco caças F-16 adicionais de Portugal, com a mesma configuração dos 12 já adquiridos anteriormente, conforme anúncio do ministro da Defesa da Romênia, Gabriel Les, no dia 3 de julho.

O país já vinha estudando a aquisição adicional desde março deste ano. No início de junho o governo romeno anunciou que estava destinando 250 milhões de euros para compra dos cinco caças F-16 usados de Portugal, aumentando assim a frota atual de 12 aeronaves já recebidas e em uso pela Força Aérea da Romênia.

O custo inclui treinamento, reforma, logística e manutenção. A Romênia não conseguiu jatos F-16 fornecidos pelos EUA, apesar de ter apresentado uma solicitação nesse sentido. Os Estados Unidos fornecerão peças sobressalentes, equipamento eletrônico e armamento, necessários para operação das aeronaves.

A Romênia já possui 12 caças F-16AM/BM adquiridos de Portugal.

“Esses aviões, quando recebidos, terão a mesma configuração dos doze que já temos. Eu não tenho um calendário, mas espero que possamos finalizar o contrato e assinar os documentos para os cinco jatos”, explicou o ministro da defesa. Não há ainda data para assinatura do contrato, nem datas definidas para a entrega das aeronaves.

“A aquisição dos cinco aviões F-16 ontem, conforme aprovação do Parlamento no início de junho e pelo Ministério da Defesa Nacional do procedimento de adjudicação para a aquisição dos cinco aviões do Governo da República de Portugal e também dos pacotes de bens adicionais e serviços do governo dos EUA, para que tenhamos capacidade operacional final para este esquadrão. As cinco aeronaves completarão o esquadrão final quando tivermos todos os 17 deles”, disse Les disse uma conferência de imprensa.

A frota da Força Aérea Portuguesa irá ficar com um número final de 28 caças F-16 (25 F-16A e 3 F-16B) que serão modernizados pela OGMA.

Os cinco jatos que serão repassados para Romênia serão quatro F-16AM e um F-16BM. No total, o país visa atingir uma frota de 36 jatos.

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7 COMENTÁRIOS

  1. Romenos fazendo o fácil! Ótimo planejamento, meus parabéns!

  2. Mas é aí? Portugal ficaram com quantos falcões no final? Porque essa redução da frota?

    • Os mesmos, isto porque Portugal encontra-se a modernizar 5 aviões, um deles entrou em serviço recentemente.
      Portanto, somou cinco ao serviço e vai vender cinco… fica portanto com os mesmos que tinha.
      Sinceramente, no meio de tanta venda e compra e venda e modernização e venda e mais modernização e mais compra, já nem sei quantos são ao certo, se 25, se 28 ou se de facto 30 ^^.
      Quanto ao porque da redução, é simples, embora modernas, a Força aérea não espera dar mais 10 a 15 anos de serviço aos F-16´s, sendo esperado até ao final da década de 20 optar por um novo avião. Com o intuito, de escoar os aviões de forma gradual e ir ganhando alguns euros pelo caminho, nada mais lógico que os ir vendendo enquanto ainda apresentam valor e potencial no mercado militar.
      Para mim, é um método bem melhor do que daqui a dez anos Portugal ter 40 (se não tivesse começado a vender alguns, sim porque já foram 40 ) F-16 a apanhar ferrugem sem que nenhum retorno financeiro dai tivesse proveniência.

    • Penso que ficará com 28 aviões.

      Tudo indica que esta decisão seja sensata, a FAP está numa fase de transição ou para o F-16V block 70/72 ou para outra qulquer aeronave que poderá ser mesmo da 5º geração, Aguarda-se decisão até 2025, entretanto o acordo da Base das Lajes vai ser negociado com EUA, daí o aparente impasse, porque se esperam contrapartidas da USA.
      Entretanto não existe qualquer risco de guerra e as OGMA, vão continuar a modernizar e reequipar células cedidas pelos EUA ao abrigo de acordos existentes e configura-las para F-16M MLU block 52+
      Estas vendas, fazem sentido enquanto este vetor tiver valor comercial e militar, é sempre uma mais valia , quer a nível económico quer a nível do conhecimento, entretanto adquerido e repassado para as OGMA através da FAP, única no mundo com este know how.

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