A maquete do novo porta-aviões Lamantin exposta na IMDS 2019.

Um modelo em escala de um novo porta-aviões russo, o Projeto 11430E “Lamantin” foi exibido na mostra de defesa marítima internacional International Maritime Defense Show (IMDS-2019) em andamento em São Petersburgo.

O modelo pode ser visto no estande do Nevskoye Design Bureau (parte da United Shipbuilding Corporation), que coordena todas as atividades de construção naval da Rússia.

“O porta-aviões ‘Lamantin’ será o maior porta-aviões da Rússia, capaz de mobilizar uma força-tarefa aérea contra forças aéreas e marítimas e também tropas terrestres”, disse uma descrição que acompanha a exibição.

O porta-aviões terá uma unidade de propulsão movida a energia nuclear que deslocará entre 80.000 e 90.000 toneladas, terá um comprimento de 350 metros, terá uma autonomia marítima de cerca de 120 dias e será capaz de desenvolver uma velocidade de cerca de 30 nós.

O porta-aviões terá uma tripulação de 2.800 e sua força-tarefa aérea será composta por 800 pessoas. O porta-aviões terá uma vida útil de mais de 50 anos.

O porta-aviões acomodará até 60 aeronaves (aviões e helicópteros) e 6 a 10 veículos aéreos não tripulados.

Fontes disseram que o custo do novo porta-aviões pode ser de US$ 4 a US$ 5 bilhões e pode levar até 5 anos para ser construído. Nenhum cronograma foi anexado à construção do porta-aviões neste momento.

Assim, levando em conta o projeto oferecido pela agência Nevskoe, a marinha russa agora pode escolher entre quatro novos porta-aviões. Outros três projetos conceituais foram projetados pelo Krylov State Research Center. Eles são o navio Projeto 23000 Storm com deslocamento de até 95-100 mil toneladas, o porta-aviões de “médio porte” deslocando 76.000 toneladas, e o transportador multiuso Storm-KM com linhas de semi-catamarã. Seu deslocamento total é de aproximadamente 44.000 toneladas.

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16 COMENTÁRIOS

  1. Nuclear, 350 metros, maior e quase tão pesado quanto os dos States..
    E com isso tudo ainda em versão STOBAR? Fala sério..

  2. Mais uma maquete….
    Pelo visto é só o que dá pra fazer com o que sobrou do orçamento.

  3. Parabéns para os engenheiros russos… projetaram uma belíssima maquete!!

  4. Qualquer marmanjo daqui, mesmo não tendo a menor simpatia pelos russos, aproveitaria a ausência (ou não) de outras pessoas e brincaria desavergonhadamente de fazer a decolagem e/ou o pouso de pelo menos UM Su-33 desses no convés do parquinho miniatura — com direito a sons de motores…

    • Bem que eu queria essa maquete, mas seria confiscada pela receita como importação de material bélico como a Argentina fez com o aeromodelo do Pampa.

      O som dos motores fica entre a gente.

    • Eu queria juntar todas as maquetes russas e fazer uma super mega frota naval de brinquedo. Deve ser divertido pra caramba porque não?

    • Rússia poderia ganhar dinheiro com isso. Brinquedos militares. Tinha so que vir desmontado.

  5. Russia perdeu o know how para construir navios desse porte.

    É ilusão achar que vão construir um PA de 90.000 toneladas se nem porta-helicópteros conseguem construir mais.

    Não é realista, teriam de começar construindo algo bem menor.

  6. Já perdi as contas de quantas maquetes de PAs os russos apresentaram nos últimos anos…

  7. A Rússia está num momento de transição macro-econômica entre a frustrada tentativa de se integrar economicamente a Europa Ocidental na última década (detonada pelos EUA e a liderança britânica na Europa em múltiplas ações anti-russas) e ao redirecionamento e integração crescente da atividade econômica russa à zona econômica da Ásia sobre a dominância regional chinesa (a nova rota da seda) e sob a bandeira (B)RICS (o B está se licenciando ou de saída do grupo graças ao MITO).

    Conforme se derem os próximos passos na economia Russa e principalmente ao sucesso no movimento de desdolarização do comércio internacional na Ásia patrocinada pela China e Rússia, as opiniões contrárias dando conta de uma atual impossibilidade/incompetência econômica russa de operar Porta-Aviões pode ser revertida em 3 ou 4 anos, dramaticamente.

    O problema de fato é econômico mas a expertise de engenharia continua existindo.
    O recomeço, certamente, será no plano OPERACIONAL a dificuldade pelo tempo sem operar este tipo de unidade naval. Onde, é provável, que entre a ajuda das crescentes parcerias navais operativas com o Braço Naval do PLA da China desenvolver-se-á para a operação, treino e qualificação das futuras tripulações russas nos PAs Chineses quando isso for necessário.

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