O protótipo “712” do jato de combate multiuso MiG-35UB.

No dia 22 de agosto de 2018, o Ministério da Defesa russo ficou um contrato a United Aircraft Corporation (UAC) para a entrega de seis MiG-35 (sendo quatro MiG-35UBs biplaces e dois MiG-35C). O contrato foi assinado no fórum técnico militar internacional “ARMY-2018” em Kubinka, Rússia.

As aeronaves serão entregues numa taxa de uma aeronave por ano, a partir de 2018 com a última em 2023. Além disso, mas as aeronaves não serão enviadas para operações militares, e serão destinadas para atualizar os jatos MiG-29 da equipe de demonstração acrobática Strizhi.

Atualmente, existem dois protótipos de voo (MiG-35 designados como 9-41SR com código 702, primeiro voo 24 de novembro de 2016 e MiG-35UB designado como 9-47R com código 712, primeiro voo em 1º de dezembro de 2016). No dia 26 de janeiro de 2017, ambas as aeronaves entraram no programa oficial de testes de voo da fabricante, com o chamado teste de estado iniciando em maio de 2018. Dois outros protótipos planejados nunca foram entregues ou talvez nunca construídos até o momento.

Em março, o ministro da Indústria e do Comércio da Rússia, Denis Manturov, disse que seu ministério havia submetido um decreto presidencial para que a UAC se juntasse à Rostec. A expectativa era de que a operação levasse cerca de 1 ano para ser concluída. Manturov é também parte do conselho supervisor da Rostec.

Os novos jatos MiG-35 serão usados para equipe de demonstração Strizhi.

A UAC é uma empresa de capital aberto, no entanto, a maior parte de suas ações são de pertencimento do Estado russo. Segundo o site da empresa, a agência federal de administração da propriedade estatal russa detém 92,3% das ações, enquanto a iniciativa privada tem 3,2% dos papéis.

No passado próximo, foi relatado que o Ministério de Defesa da Rússia queria comprar 37 MiG-35s para as Forças Aeroespaciais da Federação Russa (VKS) no período 2011-2020. Durante 2013, as coisas mudaram e o contrato para 37 aeronaves foi adiado. Em 2017, o contrato foi trazido de volta para 24 aeronaves. E agora parece ter ficado em apenas seis aeronaves, sem direito a aeronaves operacionais.

Uma geração multiuso 4++ do básico MiG-29A, o MiG-35 até agora não alcançou um resultado satisfatório em vendas, e a Rússia está com uma necessidade desesperada de encomendas maciças de exportação para o tipo, para que então possa financiar sua própria encomenda para os militares.

8 COMENTÁRIOS

    • Caro bit_lascado,

      Realmente, enquanto os russos não entrarem em acordo com eles mesmos, não saberemos se eles venderam ao Egito os MiG-29M/M2, como são chamados lá no norte da África, ou o MiG-35, como se anunciou mundialmente à época, pelo fabricante (e olha que a OTAN chama o MiG-29M2/MRCA de Fulcrum-E e o MiG-35 de Fulcrum-F)…

  1. De 37 para 24 e no fim meia dúzia, e sem direito a aeronaves operacionais, tá russo!!! Como ninguém quer, nem eles poderão ter o quanto queriam. É bom os russófilos manterem o estoque de antidepressivos em dia porque esta necessidade desesperada de vendas maciças não vai rolar…….

  2. A Rússia precisa de uma reviravolta em sua Industria Aeronáutica Militar. Os Sukhois 30/34/35 vendem razoavelmente de certa forma para alguns clientes antigos e para as próprias Forças Armadas Russas, já o MiG-35 não rolou e isso resume os 4G++. No que diz respeito a 5G, perde de lavada para o F-35 com o seu Su-57 em todos os sentidos: tecnologia, design, inovação, eficiência, operacionalidade, números, vendas e tudo mais … O material Russo tem qualidade, não gostaria de arriscar tê-los as minhas 12 horas, porém necessita entrar na era da tecnologia cibernética, design furtivo e baixo custo de manutenção e operação. Inovar é a palavra, força bruta era no tempo da Guerra Fria.

  3. Deixem o MiG-29 morrer com dignidade.
    Manter um programa de upgrades para os já fabricados e se voltar à novos projetos, como uma versão menor e monomotores do SU-57.

  4. Eu já encomendei o meu mas optei pelo câmbio eaton fuller automatizado, e claro modelo a diesel para economizar!

  5. Pena. Mas que é lindão, é viu. E qnt empresa estatal tem na Russia, meu Deus. É quase um Brasil rs

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