O helicóptero de combate russo Ka-52 receberá um novo míssil de longo alcance. Imagem meramente ilustrativa.

O helicóptero de ataque Kamov Ka-52 Alligator da Rússia pode receber um novo míssil de longo alcance desenvolvido para o helicóptero de ataque Mi-28NM, disse o CEO da fabricante Russian Helicopters (parte da estatal de alta tecnologia Rostec).

“Agora que ele foi implementado no Mi-28, esta é uma questão de padronização. Tecnicamente, isso é possível. Se tal tarefa for definida, trabalharemos nisso em cooperação com as empresas da Rostec”, disse Andrei Boginsky, respondendo uma questão sobre os planos para armar o Ka-52 com o novo míssil que estava passando por testes a bordo do Mi-28NM.

A Russian Helicopters está implementando a política de padronizar seus helicópteros de ataque, afirmou o presidente-executivo na terça-feira.

“A tarefa é padronizar equipamentos de rádio-eletrônicos, o sistema de controle de armas e o próprio armamento, para que tanto o Ministério da Defesa quanto os clientes estrangeiros tenham a possibilidade de uma escolha”, disse o presidente-executivo.

Experiência na Síria serviu para moldar as melhorias no Ka-52.

No processo de modernização do Ka-52, após os resultados de seu uso na campanha militar síria, os especialistas russos “melhoraram o sistema optoeletrônico do helicóptero, que impulsionou a gama de detecção e identificação de alvos do helicóptero dia e noite”, disse o chefe da Russian Helicopters. A resistência do Ka-52 em permanecer longe dos aeródromos também foi melhorada, acrescentou ele.

Em imagens divulgadas no dia 23 de junho, o Canal de TV Zvezda, do Ministério da Defesa, mostrou os testes de um novo míssil de longo alcance sendo desenvolvido para as aeronaves Mi-28NM.

Uma fonte do Ministério da Defesa Nacional disse em março que um míssil de codinome “item 305” foi desenvolvido para o helicóptero Mi-28NM. O míssil foi projetado para destruir as locais com blindagem reforçada e concreto armado e tinha capacidade de alcance de mais de 25 km.

O míssil voa em direção ao seu alvo usando os dados do sistema de navegação inercial a bordo e sua ogiva é ativada no estágio final da trajetória do míssil. Outra fonte disse na época que o míssil havia sido submetido a testes na Síria, junto com uma aeronave lançadora.


Fonte: TASS

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