À medida que o programa para fornecer um novo avião de combate à Força Aérea Indiana (IAF) se torna mais concreto, o MiG-35 surge como um candidato viável.

O programa visa dar a Índia cerca de 220 caças, mas todos monomotores, para substituir onze esquadrões de jatos MiG-21 e MiG-27 que entraram em serviço na década de 1990.

Acredita-se que a Rosoboronexport tenha oferecido um acordo de produção licenciado para o bimotor MiG-35, o que compensaria a relutância da IAF para prosseguir com o projeto Indo-Russo Fifth Generation Fighter (FGFA).

Durante o MAKS 2017, em julho, Ilya Tarasenko, diretor-geral da Russian Aircraft Corporation MiG, disse: “Estamos trabalhando ativamente com a IAF para vencer a licitação internacional“. A Rússia comprometeu-se a um contrato de manutenção e atualização de 40 anos para solucionar as questões de suporte que surgiram no passado com aeronaves russas em serviço com a IAF (leia-se pós-vendas). Enquanto isso, também no MAKS, Sergei Chemezov, CEO da Rostec State Corporation, disse que uma decisão sobre o projeto e desenvolvimento do FGFA seria feita no “futuro breve”. Ele não forneceu uma linha de tempo para o projeto, uma versão do Sukhoi Su-57, que foi discutida entre os dois países na última década.

De acordo com um oficial de defesa da Índia, “O MiG-35 é 25% mais barato do que candidatos rivais para os requisito da IAF; tem um radar AESA; tem datalink com a frota e esta na categoria de leve para médio, o que permite pousar nos mesmos aeródromos que a aeronave de combate leve indígena HAL Tejas usa. Se o FGFA não for adiante, a Rússia terá de ser compensada, e este é o único contrato que resta no momento“.

Se o MiG-35 for escolhido, provavelmente seria construído nas instalações de Nashik da Hindustan Aeronautics Ltd (HAL). Em breve a linha estará disponível lá, quando o trabalho nas atualizações do Su-30MKI para a IAF estiver concluído. A Índia já havia indicado que o caça monomotor deveria ser construído por uma empresa não estatal que seria selecionada como parceira pelo construtor vencedor sob a política “Make In India”. Mas o ministro da Defesa Arun Jaitley, disse no mês passado, enquanto inaugurava a linha do helicóptero de combate leve: “O setor público têm os mais altos padrões de profissionalismo“, deixando claro que a HAL não foi excluída do programa de caças.

Abhay Paranjape, diretor de desenvolvimento de negócios da Lockheed Martin na Índia, disse que após seu acordo com a Tata Advanced Systems para produzir o F-16 Block 70 na Índia, sua empresa já havia identificado 60 empresas indianas capazes de fazer as peças para o caça. “A administração da produção local seria totalmente da Lockheed. A linha de produção do F-16 mudaria para a Índia, gerando empregos em ambos os países“, acrescentou. Ele também disse que a Lockheed está encorajando os dois governos a “ter uma conversa” para a futura cooperação no F-35.

Espera-se que o Saab ofereça o Gripen E. A transferência de tecnologia continua sendo uma questão espinhosa. A empresa sueca e o Grupo Adani anunciaram “uma colaboração no setor aeroespacial e de defesa. A Saab está disposta a transferir tecnologias e habilidades de ponta, incluindo design, integração de sistemas, manutenção e atualização“, disse Gautam Adani, presidente do Grupo Adani. O conglomerado indiano está se aventurando na arena de defesa pela primeira vez com o acordo Saab. No entanto, Kurt Ove Håkan Buskhe, presidente e CEO do Grupo Saab, disse que “a maioria do projeto e integração usa software de aviônica e sistemas informáticos de bordo, algo que dominamos completamente“.


FONTE: AINonline

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2 COMENTÁRIOS

  1. Com o histórico do Mig 29 na marinha indiana, o Mig 35 é carta fora do baralho. No mais, ele entrará em serviço na Rússia sem radar AESA.

    Mas a questão maior é o Su-57. Esse é fundamental para a Índia, porém o contrato mais certo do mundo parece estar fazendo água. Parte por incompetência dos gestores indianos, parte pela competência russa no pós venda. Mas creio que Rafale e Gripen impressionaram muito os indianos com suas capacidades.

  2. Esta aeronave está com seu futuro muito compliacdo. Acredito que estamos diante do final de vida da família Mig-29. Quem vai investir neste equipamento?

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