Caça Gripen E da Saab. (Foto: Saab)

Dias depois que a Airbus Defense and Space e seu caça Eurofighter abandonou a corrida de US$ 19 bilhões para substituir os antigos caças Hornets do Canadá, a única empresa europeia ainda qualificada para competir, a Saab com seu caça Gripen, diz que ainda não decidiu se continuará na competição.

O presidente da Saab Canadá, Simon Carroll, disse que a empresa sueca está interessada em entrar com seu jato Gripen contra seus dois concorrentes restantes, sendo ambos dos Estados Unidos: o Super Hornet da Boeing e o F-35 da Lockheed Martin.

No entanto, Carroll disse à imprensa canadense na terça-feira que sua empresa ainda está analisando os detalhes da competição – incluindo um requisito de segurança que forçou outros dois fabricantes de jatos europeus sair da competição.

Todos os licitantes devem explicar até 20 de setembro como planejam garantir que seus aviões possam se integrar à rede secreta de inteligência Canadá-EUA conhecida como “Two Eyes”, que é usada para coordenar a defesa da América do Norte junto ao NORAD.

Mas, ao anunciar sua retirada da competição na sexta-feira, a Airbus disse que cumprir o requisito colocaria “um custo muito significativo” em aeronaves não americanas. A empresa francesa Dassault citou o mesmo requisito ao retirar seu jato Rafale em novembro.

“Ainda estamos analisando o lado da avaliação de segurança da perspectiva da rede Two Eyes”, disse Carroll.

“Não vemos grandes problemas nesse momento. Dito isso, ainda estamos analisando tudo durante todo o [pedido de propostas] neste momento e nos reservamos o direito de julgar se devemos ou não oferecer uma oferta.”

A Airbus também levantou preocupações sobre mudanças em uma política de longa data que exige que os licitantes em contratos militares se comprometam legalmente a investir tanto dinheiro em produtos e operações canadenses quanto conseguirem os contratos que vencem.

Os licitantes agora podem estabelecer “metas industriais”, elaborar um plano para alcançá-las e assinar acordos não vinculativos prometendo fazer todos os esforços para alcançá-las. Tais propostas sofrem penalidades quando são classificadas, mas não são totalmente rejeitadas.

Essa mudança seguiu as queixas dos EUA. A política anterior violava um acordo assinado pelo Canadá em 2006 para se tornar um dos nove países parceiros no desenvolvimento do F-35. O acordo diz que as empresas dos países parceiros competirão pelo trabalho associado às compras dos aviões.

Embora a Saab tenha levantado anteriormente suas próprias preocupações com a mudança, dizendo que reduziria os contribuintes e a indústria canadenses, Carroll disse que “não é um obstáculo” e que “achamos que temos uma oferta muito boa pelo que podemos oferecer no Canadá.”

Somente participar da competição não é uma proposta barata para os fabricantes de aviões de caça. Embora Carroll não falasse sobre o custo potencial para a Saab, os analistas já haviam calculado o custo em milhões de dólares.

Embora as empresas devam apresentar seus planos para atender ao requisito de segurança do Two Eyes em 20 de setembro, o governo disse que fornecerá feedback e permitirá que os licitantes alterem seus envios.

As ofertas finais não são esperadas até o final do ano, com um contrato formal devendo ser assinado em 2022. O primeiro avião não chegará as linhas de frente até pelo menos 2025. Sucessivos governos federais estão trabalhando para substituir os CF-18 do Canadá há mais de uma década.

Carroll elogiou o governo por ser transparente, pois trabalha há anos para lançar a competição, que se seguiu a uma tentativa abortada entre 2010 e 2012 de comprar F-35s sem uma competição.

“Apoiamos os processos do governo e o que eles fizeram no futuro”, disse ele. “A transparência do governo tem sido muito boa. Eles nos deram ampla oportunidade de revisar documentos. Eles foram muito abertos ao dizer que essas são as datas e os horários.”


Fonte: The Canadian Press

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4 COMENTÁRIOS

  1. O resultado da birra infantil do Justin. No final vai cair no colo de uma das duas empresas dos EUA.
    Poderia ter se poupado deste ridículo.

  2. A Saab é tão atrasada que não saiu da competição pois ainda está analisando….

    • Sad but true..
      Embora seja uma empresa com um excelente histórico de aeronaves projetadas e construídas, a SAAB deixa mesmo muito a desejar em escala industrial (Talvez até pelo fato de não ter um grande histórico de exportações) e certamente isso conta muito em qualquer concorrência.

      • Eu admiro a SAAB, serio mesmo, o Draken é um dos meus preferidos desde a infância, o Viggen então, considero melhor que o MIII / 2000AB…
        Mas é como você disse, não tem cacife pra exportar, inclusive eu soube que o projeto do GripenE continua sendo dos anos 80, não é digital, não é moderno como se vê inclusive na Embraer, é bem anos 80.
        *projeto que eu digo é todo sistema de produção e nao o caça e sua tecnologia, obviamente.

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