Partes da aeronave Gripen NG, como asas e fuseulagem traseira serão produzidas na nova planta industrial no Brasil.

 

A Saab, empresa sueca parceira do Brasil no projeto Gripen NG, detalhou na terça-feira (4/4), durante coletiva de imprensa realizada na feira de defesa LAAD 2017, os detalhes da sua nova unidade industrial, a ser instalada na cidade de São Bernardo do Campo (SP). A nova fábrica de aeroestruturas irá produzir asas e partes das fuselagens traseira e dianteira dos caças.

Projeto Gripen NG terá fábrica em São Bernardo do Campo (SP).

O projeto prevê que 15 dos 36 caças Gripen NG encomendados para a Força Aérea Brasileira (FAB) sejam fabricados no Brasil. A montagem final será realizada pela Embraer.

De acordo com o chefe da unidade de negócos Gripen Brasil na Saab, Mikael Franzén, a fábrica de aeroestruturas em São Bernardo do Campo poderá produzir inclusive partes das aeronaves futuramente exportadas para outros países. “Grandes avanços estão ocorrendo no programa Gripen para o Brasil”, afirmou.

Transferência de tecnologia – Em Gavião Peixoto (SP), 40 engenheiros brasileiros e 16 suecos já trabalham juntos no Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen (conhecido como GDDN, do inglês Gripen Design and Development Network), inaugurado em novembro de 2016, na unidade da Embraer na cidade. “Os engenheiros brasileiros estão participando do desenvolvimento e da integração dos sistemas do caça. Vimos uma excelente interação”, complementou. Entre as atividades em curso no GDDN está o desenvolvimento da versão do Gripen NG para dois pilotos, que também será utilizada pela FAB.

O programa de transferência de tecnologia começou em outubro de 2015, com o envio de profissionais brasileiros para a Suécia, e terá duração de dez anos. Mais de 350 profissionais devem participar de treinamento naquele país.

Parcerias – A Saab já trabalha no Brasil e na Suécia em parceria com as empresas Embraer, Akaer, AEL Sistemas, Atech e Inbra, todas brasileiras, e agora fez um acordo com a Atmos Sistemas. A empresa atuará na manutenção de componentes para os sistemas de sensores do Gripen, como equipamentos de radar e de guerra eletrônica.

Outra parceria anunciada foi com o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), organização do Comando da Aeronáutica. Serão seis de programas de cooperação de pesquisa e tecnologia, envolvendo desde o design de aeronaves até engenharia aeroespacial. O objetivo é estabelecer requisitos a serem utilizados em projetos futuros de desenvolvimento.

4 COMENTÁRIOS

  1. A questão é se a tot conseguida terá continuidade ou não em outros projetos… 😛

    []'s

  2. Alguém sabe se peças de avião podem ser feitas antecipadamente e estocadas como as de carro ? Se sim, por que o Brasil não adianta e fabrica todas as peças dos Gripens e do KC-390 ?

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