O novo jato de treinamento Boeing T-X, desenvolvido em parceria com a Saab, foi escolhido vencedor pela USAF na competição que escolheu um substituto para o jato T-37 Talon.

A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) firmou na quinta-feira (27) um contrato de US$ 9,2 bilhões com a Boeing para o desenvolvimento de um novo e avançado sistema de treinamento que vai ajudar na capacitação de pilotos de caças e bombardeiros no futuro. O programa da USAF, chamado de T-X, será desenvolvido em parceria com a fabricante sueca Saab.

A Boeing é a principal contratada designada para o Programa de Treinamento Avançado de Pilotos e a Saab é parceira de compartilhamento de risco da Boeing no desenvolvimento da aeronave T-X. Nesta fase, a Saab não recebeu um pedido da Boeing.

“Essa escolha permite que ambas as empresas cumpram um compromisso assumido há quase cinco anos”, diz Håkan Buskhe, presidente e CEO da Saab. “Trata-se de uma grande conquista para a nossa parceria com a Boeing e nossa equipe conjunta. Estou ansioso para entregar a primeira aeronave de treinamento para a Força Aérea dos Estados Unidos”.

“O anúncio de hoje é o ponto alto de anos de foco incansável da equipe da Boeing e da Saab”, diz Leanne Caret, presidente e CEO da Boeing Defense, Space & Security. “Este é um resultado direto de nosso investimento conjunto no desenvolvimento de um sistema centrado nos requisitos exclusivos da Força Aérea dos EUA. Esperamos que o T-X seja um programa de franquias que se perpetue por longa data”.

O contrato inicial de US$ 813 milhões com a Boeing cobre o desenvolvimento de engenharia e manufatura (EMD, da sigla em inglês) das cinco primeiras aeronaves e sete simuladores.

Os primeiros aviões e simuladores T-X estão programados para chegar à Base Conjunta San Antonio-Randolph, Texas, em 2023. Todas as bases de treinamento de pilotos de graduação acabarão por passar do T-38 para o T-X. Essas bases incluem: Base Aérea de Columbus, Mississippi; Laughlin, Texas; Sheppard, Texas e Vance , Oklahoma.

O contrato suporta o objetivo da Força Aérea dos EUA de uma capacidade operacional inicial até 2024 e capacidade operacional total até 2034.

A Saab e a Boeing projetaram, desenvolveram e testaram, em voo, dois jatos totalmente novos e específicos – comprovando o design e a reprodutibilidade do sistema em capacidade de fabricação e treinamento.

A Boeing também foi liberada para iniciar o contato com seus fornecedores, incluindo a Saab. Mais de 90% das ofertas da Boeing serão feitas nos EUA, sustentando mais de 17.000 empregos em 34 estados.

A Força Aérea dos EUA atualmente planeja comprar 351 aeronaves T-X, 46 simuladores e equipamentos terrestres associados para substituir a frota de T-38C Talons, que tem 57 anos, do Comando de Treinamento e Educação Aérea. O contrato de entrega por tempo indeterminado / quantidade indefinida permite que a Força Aérea dos EUA compre até 475 aeronaves e 120 simuladores. 

A estimativa original de custo do serviço foi de US$ 19,7 bilhões para 351 aeronaves.
Espera-se que o programa T-X forneça aos alunos pilotos em cursos de graduação e pós-graduação as habilidades e competências necessárias para a transição para aeronaves de caça e bombardeiros de quarta e quinta geração.

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8 COMENTÁRIOS

  1. Se os suecos estão achando que vão "levar um balão" da Boeing, devido ao silêncio, podem se surpreender… e serem comprados pelos americanos.

    A Boeing não gastou todos os tubos que tem na proposta pela Embraer.

  2. A parceria da Saab é BEM PIOR que a Joint-Venture da Embraer(20%) pois a Saab só vai ficar com 10% das encomendas da produção do avião com que ela entrou com pelo menos mais da metade da engenharia…
    Só 10% é óbvio que não foi…

    A reportagem diz que o contrato entre as duas companhias só cobre até as cinco primeiras aeronaves e sete simuladores.

    Vamos ver o tamanho da cara-de-pau americana com a Saab quando da negociação da encomenda das demais 346 aeronaves e 39 simuladores…

    Esta aeronave pelo seu DNA Gripen, passa a ser a escolha futura óbvia tanto da FAB como da Flygvapnet para o treinamento avançado (LIFT).

    Os governos do Brasil e da Suécia poderiam (deveriam) inclusive negociar com a Boeing e o governo americano (talvez ainda em 2019) que suas forças aéreas operem uma versão desta aeronave.
    Talvez apenas com aviônicos mais adequados a conversão para os seus respectivos modelos de Gripen E.
    Só para sondar a reação e ouvir a RESPOSTA do Mister Trump…

    • Espertas foram a Dassault/Airbus/Mig. Não participaram e vão poder ter 100% de … nada.

      Muito melhor é se digladiar pra fornecer meia dúzia de caças pra Tailândia ou ficar bajulando os indianos por vinte anos.

    • São 346 aeronaves apenas para a USAF
      + FMS que virão

      Que país consegue mandar uma ordem dessas por R$9,2 bilhões?

      Vão custar U$23 milhões por unidade em média cada nova aeronave

  3. Ao invés do Gripen Jabuticaba (biplace), a FAB e MB poderiam aventar a possibilidade de introduzir o T-X, que o que deve ser feito pelos suecos. De quebra, seria, em uma versão armada, ótimo substituto para os AMX, e colocar a Embraer para fornecimento de algumas peças, aproveitando ferramental do Gripen.
    MAASSS.. com a expertise da FAB e F-5, quem sabe não transformem alguns em biplace…

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