O sistema de vigilância GlobalEye da Saab, decolando para seu primeiro voo no dia 14 de março de 2018. (Foto: Saab Group)

Hoje, a Saab concluiu com sucesso o primeiro voo da aeronave GlobalEye AEW&C (Airborne Early Warning & Control) em Linköping, na Suécia.

O GlobalEye decolou no seu primeiro voo às 12.52 horas locais, em 14 de março de 2018, do aeródromo da Saab em Linköping, na Suécia. A aeronave, uma plataforma modificada do Bombardier Global 6000, realizou um voo de teste de 1 hora e 46 minutos coletando extensos dados de teste de voo usando o conjunto de instrumentação de bordo. Estes dados são então utilizados para verificar o desempenho da aeronave e a modelagem associada. O primeiro voo foi precedido por uma série de ensaios em terra, incluindo testes de táxi de alta e baixa velocidades.

“O primeiro voo é o segundo maior marco para o programa GlobalEye em um espaço de tempo muito curto. Mais uma vez demonstramos que estamos cumprindo nossos compromissos e que estamos no bom caminho com a produção do sistema de vigilância mais avançado do mundo”, disse Anders Carp, vice-presidente sênior e chefe da área de negócios da Saab de Vigilância.

“O voo de hoje foi como planejado, com o nível de desempenho atendendo nossas expectativas. O manuseio suave da aeronave foi exatamente como previsto e um verdadeiro prazer para voar”, disse Magnus Fredriksson, piloto de teste experimental da Saab.

O voo inaugural ocorreu três semanas depois que a Saab revelou a aeronave GlobalEye para a mídia pela primeira vez em 23 de fevereiro de 2018. O GlobalEye combina vigilância aérea, marítima e terrestre em uma solução swing-role. O GlobalEye possui um conjunto completo de sensores sofisticados, incluindo o poderoso novo radar de alcance prolongado (Erieye ER), integrado com a aeronave Global 6000 de ultra-longa alcance, conhecida por sua versatilidade e características suave de voo.

O cliente de lançamento do GlobalEye é as Forças Armadas dos Emirados Árabes Unidos, onde é conhecido como o Sistema de Vigilância Swing Role (SRSS). A encomenda inicial foi colocada em novembro de 2015. O GlobalEye traz o alcance de detecção prolongado, a resistência e a capacidade de desempenhar múltiplos papéis, incluindo tarefas como busca e resgate, vigilância de fronteiras e operações militares.

13 COMENTÁRIOS

  1. Pra mim, levando em conta o que leio, é o melhor sistema de vigilância de médio alcance, e levando em conta o histórico da Saab em sistemas digitais, deve ter coisa ai tão avançada quanto um P8/E3.

    Uma pena que ao invés de a forcinha evoluir para o globaleye, vão "modernizar" a meia dúzia de R/E99 até quando der.

    • Pra mim os E/P/R-99 da FAB poderiam evoluir de plataforma para os E2 195 . E sondar esse pacote de aviônica aí da SAAB incluindo o Erieye ER. Quem sabe numa única aeronave, como é o exemplo deste GlobayEye.

  2. os r-99 da FAB já estão defasados e atualizar com o Brasil falido vai ser díicil. ainda tem que pagar o Gripen e o prosub superfaturados que deixaram o MD sem caixa para investir. Piorou com a meia intervenção no RJ, cortaram de novo a verba do SISFROM e tem que atualizar os radares do SIVAM. sendo que esse ano o orçamento da união vai ser cortado em R$51BI e ano que vem nem vai ter o mesmo. obrigado quem votou no pt.

    • Os E-99 é que estavam em atualização, que está suspensa por falta de recursos, com uma aeronave na Embraer parada.

  3. Olha o parceiro do Brasil ai gente com a Bombardier Global 6000… E a Embraer ??????

    • O Global 6000 é muito superior ao ERJ-145 e o Globaleye poderá vigiar os ceus, terra e mar, juntando o que faria um E-99, R-99 e P-99 em uma única aeronave, o ideal para quem não deseja ter 3 aeronaves dedicadas.

    • Wolf, não é porque a Saab assinou o contrato do Gripen com a FAB e a Embraer que agora TUDO DELES vai ser feito em plataformas da EMB. Muito provavelmente esse projeto do Erieye ER montado no Global 6000 já estava sendo estudado e projetado antes do acordo com a FAB.
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      O que pode acontecer é a Embraer buscar, com o tempo, se aproximar mais da Saab. Tentar emplacar mais parcerias….. o Gripen aqui não significa que agora a Saab se tornou refém da EMB.

    • WolfpackVF1, o mercado para este tipo de aeronave é muito pequeno, até vale a pena para a SAAB pois é ela que desenvolve a maioria dos equipamentos caros e sensíveis desta aeronave, já para a fornecedora da aeronave vão ser apenas algumas aeronaves que ela vai vender a mais… E depois a Embraer não tem nenhuma aeronave com as características do Global 6000, pra SAAB vender toda essa parafernalha (no bom sentido), precisa dessa aeronave em específico.

    • Wolf, até entendo seu ponto de vista, mas na minha opinião, a venda dos Gripen não obrigaria a Saab a tornar a Embraer estrategicamente uma parceira. Mas por outro lado, concordo contigo no que tange o questionamento, ao ponto de a Embraer ter se oferecido ou sido sondada para o programa, quando o mesmo foi divulgado. Abçs

    • Tens que perguntar para os EAU, pq eles não compraram uma plataforma Embraer.

  4. Se a Embraer tem que fazer alguma parceria séria, na qual fosse focar um complemento de negócios e não sua simples aquisição, penso eu que a candidata ideal seria a SAAB.

    • A parceria ideal para o A-29 foi a Sierra Nevada, para o KC-390 as empresas dos paises que est?o participando do projeto, para a pesquisa com biocombustíveis, a Boeing. A parceria da Embraer com Saab se deu por imposiçao do governo brasileiro. Nao existe essa coisa de a Saab ser a candidata ideal para uma parceria séria. Empresas se associam por interesses convergentes e se surgir o interesse comum em um projeto com a Lockheed, a Northrop, a Bae, Mitsubishi ou qualquer outra deste porte para com a Embraer, será excelente.

      • Vamos lá…..

        A Embraer foi parceira da SAAB no desenvolvimento dos R-99 e E-99 já nos anos 1990 e isto não foi uma imposição governamental, mas sim a busca de uma solução que gera o ganha-ganha. Só não fecharam com o Gripen C/D, naquela época, porque (como agora) o CEO da Embraer achou que lucraria mais (pessoalmente) com a Dassault (esqueceu de 1999?!?!). Só após o episódio de 1999 é que as coisas azedaram.

        Como estamos falando de aeronaves de inteligência, é sobre isto a qual me refiro, é com a SAAB que uma parceria deste tipo seria mais exitosa.

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