A fabricante sueca acredita ser a futura fornecedora de 114 caças Gripen E num acordo avaliado em mais de US$ 15 bilhões, enquanto o Primeiro Ministro indiano procura modernizar as forças armadas do país, dependentes principalmente de equipamentos da Era soviética diante das ameaças do Paquistão e da China.

A Saab quer o controle da manufatura local na Índia se vencer a Boeing e a Lockheed na disputa pelo maior contrato de avião de guerra no mundo.

A fabricante sueca acredita ser a melhor opção para fornecer 114 caças Gripen E num acordo avaliado em mais de US$ 15 bilhões, enquanto o primeiro-ministro Narendra Modi procura modernizar as forças armadas indianas, muito dependentes de equipamentos ainda da Era soviética diante do aumento do poderio militar da China e do Paquistão. Ao mesmo tempo, a Saab enfrenta a exigência de que pelo menos 85% dos aviões sejam construídos localmente em parceria com empresas indianas.

Se uma empresa precisa assumir a responsabilidade pela qualidade, tempo, custo e capacidade exigidos pelo cliente indiano, quero ter algum tipo de controle disso“, disse o diretor executivo da Saab, Micael Johansson. “Também é importante que a Saab possa exportar os Gripens construído na Índia para atender à demanda global“, disse ele.

A Saab se uniu ao industrial bilionário indiano Gautam Adani em sua oferta, enquanto que a Boeing lançou sua oferta para o F/A-18E/F Super Hornet em parceria com a gigante estatal HAL (Hindustan Aeronautics Ltd) e Mahindra Defense Systems Ltd. A Lockheed ofereceu o F-21 (versão do F-16 especificada com requisitos indianos) em parceria com o conglomerado Tata Group. A Eurofighter ofereceu seu caça Typhoon e a francesa Dassault Aviation o seu polivalente Rafale.

A busca da IAF (Força Aérea indiana) por um novo caça de combate sob o programa “Make in India” é o maior negócio no ramo de jatos de combate do mundo em andamento no momento. “Nós apenas precisamos encontrar um mecanismo e o tipo de equilíbrio entre investir e ter algum tipo de controle, e não sermos responsáveis por coisas que não podemos controlar no mercado indiano“, disse Johansson, que assumiu o cargo de CEO em outubro e e esteve na Índia como parte de uma delegação real sueca.

A Índia permite até 49% do investimento direto estrangeiro em defesa, embora seja possível manter mais com a aprovação do governo e se o empreendimento fornecer “acesso à tecnologia moderna“. Os detalhes finais dos últimos documentos da licitação não foram publicados. “Normalmente, diríamos que se temos maioria em uma empresa, temos algum tipo de controle razoável“, disse Johansson. “Eu não tenho um número entre 51 e 100 hoje“.

A Saab, que fechou um acordo para 36 caças Gripen E com a Força Aérea Brasileira (FAB) em 2013, também está participando da concorrência do governo finlandês para dotar a Força Aérea com 64 novos caças, além da licitação canadense para 88 jatos, onde a Eurofighter e a Dassault se retiraram. A Saab também está analisando se vale competir no processo que o governo da Croácia retomou para substituir o MiG-21 e um possível processo seletivo na Colômbia.

De acordo com a licitação indiana, o vencedor precisa entregar o primeiro jato dentro de três anos após a assinatura do contrato. O país já havia selecionado a francesa Dassault em 2015, num acordo de US$ 11 bilhões para 126 caças Rafale, mas o acordo não prosperou e a IAF acabou adquirindo de sem licitação apenas 36 Rafales para acelerar a substituição de aeronaves mais antigas. Mais um lote de 36 aeronaves está em vias de ser negociado com a França.

A Saab está analisando outros parceiros indianos, além da Adani, enquanto se prepara para lutar pelo acordo“, disse Johansson. “As opções serão analisadas em todos os níveis, desde a principal empresa que fabrica os jatos até os fornecedores, mas a Saab quer controlar todo o sistema“, disse ele.


Com informações do jornal The Economic Times


NOTA DO EDITOR: Justíssimo!

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3 COMENTÁRIOS

  1. Os indianos tem uma espécie de super poder. Uma capacidade incrível de cagar em todos os programas militares que tocam. Tá certíssima a SAAB.

  2. No quesito qualidade, a Índia ja teve várias experiências negativas em montagem de alguns equipamentos estrangeiro localmente, mais do que justo a SAAB querer manter o controle das "rédeas".
    Mas por outro lado a Índia é um País que busca total autonomia na área militar, então isso pode diminuir as chances da empresa Sueca na concorrência Indiana..

  3. A Saab parece ser a escolha mais acertada, baixo custo, tecnologia de ponta, confiável etc. Mas por uma questão de geopolitica nesse momento que o mundo vive eu faria um afago aos EUA e iria de SH, pode ser necessário no futuro ter uma relação mais próxima com eles por conta de um certo vizinho problemático.

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