A segunda aeronave E-99 sendo entregue para modernização pela Embraer. (Foto: André Hansen de Oliveira)

A Força Aérea Brasileira (FAB) entregou, nesta quinta-feira (04), a segunda aeronave E-99 para a Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), responsável pelo processo de modernização do avião radar da FAB. A aeronave foi preparada pela Logística do Comando da Aeronáutica (COMAER) para ser transferida do Esquadrão Guardião, 2°/6° GAV, sediado na Ala 2, na cidade de Anápolis (GO), para as instalações da empresa contratada em Gavião Peixoto (SP). Essa é mais uma etapa do projeto desenvolvido sob a responsabilidade da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC).

Durante o processo de modernização, serão atualizados o sistema de missão e outros subsistemas relacionados, ampliando as capacidades da aeronave, que atualmente é empregada em operações de policiamento e defesa do espaço aéreo brasileiro.

A segunda aeronave E-99 sendo entregue para modernização pela Embraer. (Foto:

“A modernização contribuirá para o emprego mais eficiente do poder aeroespacial brasileiro. Ela é necessária para ampliar o ciclo de vida e elevar a capacidade operacional da aeronave. Vai aumentar o alcance radar, a velocidade de processamento das informações e possibilitar a identificação de alvos com mais antecedência e melhor precisão. Serão ampliados o número de operadores embarcados e de rádios que, com a implementação do novo sistema de comando e controle, vão aperfeiçoar a realização da missão.”, afirmou o Gerente do Projeto E-99M, Coronel Aviador Carlos Sérgio da Costa Lima.

O escopo de trabalho prevê a realização de vários testes em solo e em voo antes de a modernização ser concluída, além da certificação coordenada pelo Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI). A previsão é de que a primeira aeronave fique pronta e seja apresentada para a Força Aérea no primeiro semestre de 2020.

Ao todo, cinco aeronaves vão passar pelo mesmo processo, que promoverá o desenvolvimento e a integração plena dos sistemas até 2022.

E-99

O avião, cuja característica marcante é a antena radar existente na sua parte superior, é capaz de detectar alvos aéreos e transmitir essas informações para os centros de controle em terra. Essas aeronaves foram desenvolvidas a partir do jato de transporte regional Embraer-145.

A aeronave E-99 do Esquadrão Guardião. (Foto: Fernando Valduga / Cavok Brasil)

Os E-99 entraram em operação na FAB em 2002, como parte das aquisições destinadas a compor o Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM). Seu radar permite que cumpra missões de alarme aéreo antecipado, incluindo o controle de voos de aeronaves de caça em voos de defesa aérea, coordenação de operações de busca e salvamento e vigilância de fronteiras. Seus sensores, agora em fase de modernização, constituirão o sistema mais avançado e de menor custo para o emprego em missões de controle e alarme em voo.

O E-99 é capaz de fornecer dados de inteligência precisos, em tempo real, sobre aeronaves voando à baixa altitude. Quando os pilotos de caça recebem as suas ordens e partem para as missões de interceptação, as aeronaves E-99 já monitoram o espaço aéreo da região, visualizando toda a área de operação. Qualquer pequeno avião operando sem o conhecimento dos órgãos de controle é monitorado e identificado pelo E-99. A tripulação é habilitada a fazer o controle das aeronaves interceptadoras, conduzindo-as até os tráfegos desconhecidos.

Segundo o Comandante do Esquadrão Guardião, Tenente-Coronel Aviador Pedro Gustavo Schmidt Siloto, essas características evidenciam a relevância do processo de modernização. Para ele, isso permitirá a continuidade da participação com excelência da FAB em missões aéreas compostas e de combate aos tráfegos ilícitos, atuando com protagonismo nas operações interagências como as Operações Ágata e, recentemente, a Operação Óstium.

“Com o advento da tecnologia e de métodos e equipamentos mais eficazes, a modernização desta aeronave primordial para a atuação decisiva do Comando da Força Aérea Brasileira fez-se necessária. Esta ação permitirá que os ´olhos´ do esquadrão mantenham-se abertos e atentos, permitindo, inclusive, a expansão de seus horizontes. Assim, mais uma vez, a FAB estará à frente de seu tempo, antevendo as necessidades para a manutenção de uma proteção ideal de todos os nossos 22 milhões de quilômetros quadrados”, ressaltou.

Além disso, as aeronaves E-99 têm a capacidade de complementar os sinais dos radares de solo, servindo também como uma reserva de visualização-radar ou de comunicações para o tráfego civil.


Fonte: Agência Força Aérea, por Tenente Carlos Balbino – Edição: Agência Força Aérea

13 COMENTÁRIOS

  1. E os R-99 sofrerão alguma atualização? É uma boa notícia manter um meio estratégico como estes aviões sempre atualizados. Será que existem planos para utilizar outra plataforma com maior autonomia em algum momento no futuro?

    • Podiam usar o KC-390, mas com essa att, pode esperar sentado, em menos de 20 anos não se volta a mexer nesses aviões.

      Obs: A menos que mude alguma coisa na politica.

  2. Já é um começo, claro que precisaríamos de mais aeronaves, mas pelo menos atualizar o que temos já é um passo na direção correta.

  3. É brincadeira ler algumas coisas, como "combater com excelencia o trafico de ilicitos", chega a ser vergonhosa o desempenho da FAB, tem N videos dos A-29 jogando bombas em pistas de terra(limpas, sem avião ou traficantes), isso quando o piloto não acompanha os traficantes pousando e fugindo. Enfim, a FAB da aula de como não combater, eu se fosse um traficante, a ultima coisa que teria, era medo de traficar para o Brasil.

    Tinha que ter no minimo uns 20 aviões desses operando com 2 aviões A-29(Sonhando forte, 1 gripen) de Norte a Sul, e se não obedecer cada virgula, tinha que fuzilar até virar uma peneira voadora.

    Espero que ninguem com a sindrome do "Pode ter/ser um inocente" não me responda.

  4. acho que todos podemos concordar que o unico defeito do E-99 é que ele foi comprado em poucas unidades… diria que um minimo de 10 seria o mais indicado

    • oi! sim e já defasados tinah que tem 100 destes para toda fronteira seca e uma versão para patrulha naval

  5. Estão modernizando só os aviônicos e deviam atualizar o Radar Ericsson PS-890 Erieye que já deve estar defasado. A FAB precisa de muito mais que 5 destes. Do arroio chuí até Roraima o contrabando e descaminho são enormes e tinha que ter uma versão naval para substituir o bandeirulha e o P-3 que a EMBRAER pode fazer usando o E192-E2

  6. Só lembrando que os 5 E-99 foram comprados para o projeto SIVAM.
    Cinco aeronaves para dar cobertura apenas a Amazônia.
    O problema que nunca evoluiu além disto.

    Num cenário ideal, cada grande grupo ou base de caças de primeira linha deveriam ter uma aeronave deste tipo orgânica que operasse e treinasse constantemente seus procedimentos e táticas militares enquanto outro grupo de aeronaves se encarregariam da vigilância em geral quem sabe em regime de rotação…

    Mas estamos loonge, anos luz destes cenários ideais.

    No futuro não teremos uma Embraer comercial para usar seus aviões como plataforma-base, teremos que comprar no mercado internacional uma aeronave qualquer ou PEDIR para a Boeing americana e esperar que o governo e/ou políticos americanos não bloqueiem a compra ao Brasil..

    Graças aos "patri(di)otas de mercado", civis e militares, do Brasil…

    • O engraçado é que Israel produz toda sorte de aeronave especializada AEW, Elint;Sigint… baseada em modelos comerciais sem produzir nenhum deles.

      Deve ser mágica.

    • Como se bloqueia a compra de aeronave ou peças comerciais?

      Os motores e os aniônicos vinham de onde mesmo?

    • O brasileiro esperto e o israelense burro.

      O brasileiro esperto fabrica a fuselagem. Motores e aniônicos são todos importados.

      Aí, ele pega um radar importado (maior custo do projeto e que precisará de atualizações) e importa também.

      O brasileiro esperto fica com 20% do dinheiro e pode ter peças do radar bloqueadas a qualquer momento.

      O israelense burro pega uma aeronave comercial (impossível bloquear a venda), normalmente a aeronave é usada pra dar uma economizada.

      Aí, ele pega um radar nacional, quando precisar, ele atualiza. Daí fica com 80% do dinheiro e não pode sofrer qualquer espécie de bloqueio.

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