kamikaze-attackUm importante ponto de virada na Segunda Guerra Mundial foi a entrada dos EUA na guerra, como resposta ao ataque japonês a Pearl Harbor.

O conflito que se seguiu entre os EUA e o Japão levou a inúmeras inovações em táticas e tecnologia, mas um desenvolvimento estratégico destaca-se em especial: os ataques Kamikazes. Claro, as infames missões suicidas realizadas pelos pilotos japoneses não foram suficientes para derrotar os EUA.

Ainda assim, aqui estão cinco fatos sobre uma das estratégias militares mais mortais usadas durante a Segunda Guerra Mundial.

“Kamikaze” significa “Vento Divino”.

A palavra Kamikaze significa “vento divino“. Embora hoje o seu sentido seja associado com os mortais pilotos suicidas da Segunda Guerra Mundial, sua origem é muito mais antiga. Na verdade, o conceito do Vento Divino vem de um grande tufão no século 13 que destruiu uma frota mongol, poupando o Japão de uma invasão iminente.

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Representação do ‘Vento Divino’ que salvou o Japão de uma invasão mongol no século XIII.

kamikaze__s_last_sunrise_by_hokunin-d184pgy Foi visto na época como trabalho dos deuses, que tinham ouvido e respondido as orações do imperador japonês.

A maioria dos ataques Kamikaze errou o alvo

Incrivelmente, apesar do imenso sacrifício envolvido, estima-se que apenas 14% a 19% das aeronaves Kamikaze conseguiram atingir seus alvos. Muitos foram derrubados antes que pudessem chegar perto dos navios que tentavam abalroar, enquanto outros foram perdidos por erro dos pilotos.

kamikaze_attack_on_uss_yorktown kamikaze2shot uss_bunker_hill_hit_by_two_kamikazesMesmo com esta baixa taxa de êxito, no entanto, os pilotos Kamikaze foram capazes de ganhar um lugar na história como uma das armas mais perigosas do Japão na Segunda Guerra Mundial. Durante o conflito, pelo menos 47 navios Aliados foram afundados por combatentes Kamikaze, enquanto outros 300 foram seriamente danificados.

Masafumi Arima, o inventor da Estratégia Kamikaze

arima-masafumi-public-domainA um homem, em particular, é creditado como o inventor da tática de ataques Kamikaze. Masafumi Arima foi ele próprio um piloto Kamikaze da Marinha Imperial Japonesa na Segunda Guerra Mundial. Aparentemente, antes de um ataque contra um porta-aviões dos EUA, ele removeu todos os símbolos e insígnias de seu avião e informou aos homens sob seu comando que não tinha a intenção de voltar vivo.

Enquanto alguns historiadores afirmam que ele não atingiu seu alvo, pois nenhum dano foi relatado em todos os navios americanos na área naquele dia, ele nunca mais foi visto. Depois de sua morte aparente, Arima recebeu o posto de vice-almirante.

Um piloto Kamikaze tinha somente 40 horas de treinamento

members-of-72nd-shinbu-squadron-three-of-the-five-are-17-years-old-and-the-other-two-are-18-and-19-years-old-the-photo-was-taken-the-day-before-their-missionNo início da Segunda Guerra Mundial, os pilotos japoneses recebiam até 500 horas de treinamento. Além de tudo isso, muitos dos homens já voavam antes da guerra eclodir, com muitos anos no ar. Os pilotos Kamikaze, por outro lado, eram geralmente muito jovens, uma vez que os veteranos e experientes pilotos eram necessários para treinar os novos recrutas.

A maioria dos pilotos suicidas tinha, em média, 24 anos de idade e, em média, recebiam apenas de 40 a 50 horas de treinamento. Embora eles geralmente fossem escoltados até os seus alvos por pilotos experientes, ainda hoje é incrível a pequena quantidade de treino antes de uma tarefa tão importante.

Estes quatro fatos tratam superficialmente da tradição e táticas Kamikaze. Morrer com honra era cultural no Japão e os ataques suicidas eram vistos como uma continuação disso. Mesmo que eles muitas vezes perdessem seus alvos e não tenham conseguido virar a maré a favor do Japão, os pilotos Kamikaze permanecem um fascinante e pouco explorado tema.kamikaze3


FONTE: War History


NOTA DO EDITOR: Quando os militares dos EUA no Pacífico ouviam na fonia o grito japonês “Tennheika Banzai(Viva o Imperador), abreviado para banzai, eles sabiam que uma onda de ataque – chamada Banzai charge – em instantes cairia sobre eles.

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33 COMENTÁRIOS

  1. No final do século XIX, toda a ásia havia sido repartida pelos europeus.

    O imperador chinês era meramente decorativo.

    Ou o Japão colonizava ou era colonizado.

    Preferiram lutar.

  2. Triste é esta justificativa americana de que a bomba atômica jogada sobre a população civil foi válida para encurtar a guerra e poupar vidas.
    Foi o maior crime de guerra de todos os tempos, mas como eles venceram só se apuraram crimes dos perdedores.

    • Claro que é uma justificativa triste, mas pela mentalidade da época, pelos custos da guerra, era uma decisão bastante racional.
      Os bombeiros com bombas de fósforo, matavam mais civis que uma bomba atômica. A invasão da Ilha de Kyoshu, causaria muito mais mortes de militares de ambas as nações e muito mais civis que os ataques atômicos (fora a fome e doenças).
      Além do mais, quem tivesse a bomba antes, usaria de qualquer jeito. Ou tu achas que os alemães ou russos não usariam para encurtar a guerra. Até os ingleses usariam se tivesses a oportunidade.
      Essa negativa as armas nucleares é de uma pensamento mais contemporâneo.
      Assim como a forma da morte, que na época não era televisionada, tinha diferente impacto na opinião pública.
      Numa guerra como aquela, não há espaço para politicamente correto, isso é coisa da atualidade.

  3. Caro WRStrobel, se vc se refere ao meu comentário em que digo que o urânio que iria p/ o Japão fazer bomba atômica e jogar na população americana acabou sendo utilizado na bomba que foi jogada em Hiroshima foi uma 'triste ironia', gostaria de colocar alguns fatos :
    1-As rações de comida p/ a população civil japonesa foram sendo reduzida drasticamente pelo governo militar ( documentadas ), tanto que muitos já apresentavam níveis de subnutrição.
    2-A ordem desse mesmo governo era de resistir à invasão a qualquer custo, não importando as baixas civis.
    3-A propaganda oficial p/ a população informava que os americanos eram uns monstros assassinos e estupradores, tanto que existem filmes que mostram mulheres jogando suas crianças do penhasco e depois se jogando ( alias um soldado americano que foi adotado por uma família japonesa que morava nos EUA e que portanto falava perfeitamente o japonês conseguiu convencer centenas de mulheres e crianças se entregassem e c/ isso fossem salvas ). Isso seria ainda mais incutido na cabeça dos civis justamente p/ que eles aceitassem a ideia que morrer lutando era melhor que sofrer as atrocidades dos invasores.
    4-Bombardeios massivos sobre Tóquio c/ bombas incendiárias mataram mais de 100 mil, e nem assim os militares pensaram em se render, portanto não foi a quantidade de mortes que determinou a rendição, mas o fato de a bomba atômica foi que mudou a face da guerra, sem esse choque não haveria outra solução que não a invasão.
    Esses fatos são totalmente verídicos e incontestáveis. Quanto ao que falou de 'justificativa' não vou lhe contestar até porque isso é subjetivo, mas que efetivamente as bombas atômicas acabaram c/ a guerra e pouparam centenas de milhares de vidas isto é um FATO.
    Obs.: Não sou defensor dos americanos nem dos japoneses, só gosto muito de história e pesquiso especialmente sobre a 2ª GM há 35 anos, defendo a verdade dos fatos e não as versões que mudam ao sabor dos ventos e das conveniências – isto não é uma crítica a sua pessoa que não conheço, mas respeito, ok ?
    Abs.

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