A FAB encomendou 12 helicópteros Mi-35M, mas até agora somente recebeu seis unidades, todas operacionais em Porto Velho, Rondônia. (Foto: FAB)

O site Voo Tático divulgou uma nota onde mostra um “empenho” do Governo Brasileiro para aquisição dos seis helicópteros Mi-35M (AH-2) Sabre, o segundo lote de 12 originalmente encomendados. Segundo o site, no Portal da Transparência, aparece o valor de cerca de US$ 60 milhões destinado para a compra. Ao que tudo indica, o governo brasileiro realmente deve pagar pelos helicópteros que estão parados na unidade da Rostvertol na Rússia, conforme divulgado aqui.

Nota do Editor: Alguém sabe informar por que essa compra dispensou o processo de licitação (conforme está descrito na descrição das despesas do Portal)?

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67 COMENTÁRIOS

  1. Bom se isso for o pagamento dos seis helis restantes, comprova que aquela história de devolução era trollagem!!!

    Sds.

  2. Não quer nem ver. A notícia do Cavokblog com as fotos dos Mi-35, acabaram por gerar mais de cem comentários, que parecia mais um campo de batalha.

    Agora, a história da compra eu relatei lá na outra notícia… Não vou repeti-la aqui por puro cansaço.

    • Caro Ilya, não precisa explicar mais nada! Obrigado pelos comentários e esclarecimentos.

      Sds.

  3. E esses trolls da famosa gripelandia, continuam tentando, com objetivo de tumultuar e desinformar..
    Os 06 MI35M vao chegar, que maravilha, eficiente helicoptero, unico a operar, sem frescuras, na Amazonia.

  4. Que boa notícia, pra terminar a noite, e começar bem a semana!

    Material novo chegando na FAB! Maravilha!!

      • É, melhor se tivessem vindo uns Iroquois de segunda mão do amado Tio Sam, né?

        • Não entendi.
          Onde você viu ideologia em meu comentário?
          Pare de ver fantasmas! Nem nos conhecemos e vai julgando?

          Baseei-me no fato da FAB não voar o mínimo necessário para se achar que qualquer coisa que venha para cá nos sirva.

          Na opinião da maioria dos aviadores (do exército) o mesmo necessita de um "Heli" de ataque. E até sobre esta compra da Rússia já parece haver contingenciamento. A questão central é que há CIUMEIRA entre as forças! Estamos falando da mesma instituição que queria operar o "minas-gerais" só porque este era um porta-aviões.

          A História parece se repetir ainda hoje.
          Só porque o Exército necessita de um puro sangue…

          Sds

          • Essa é uma verdade. A FAB quer se apropriar de tudo que voa…

            • O outro colega precipitou-se.

              Eu, esclarecendo então, prefiro um HELI de ATAQUE Russo, sim, mas PURO SANGUE… Era essa a essência do meu primeiro comentário.

              E que venha PRIORITARIAMENTE para o Exército!

              A FAB primeiro organize-se para voar seus caças que desempenham papel PREPONDERANTE, pois é responsável pela superioridade aérea.

              Sei que muitos vão discordar, mas, para mim, FORÇA AÉREA só é FORÇA (só é FORTE), só se JUSTIFICA "MINISTERIALMENTE" falando se atende à SUPERIORIDADE AÉREA e aeroespacial.

              Senão deixem com a Marinha ou o Exército que poderiam resolver.

              E teríamos uma economia DANTESCA de recursos.

              Transporte? Uma "guarda-aérea" resolve…

              Assim como uma Guarda-Costeira, no setor naval, policia MELHOR.

              É apenas a minha visão administrativa da coisa.

              Sds

    • Concordo André.

      Sempre é bom mesmo todas as aquisições novas para a Força Aérea.

  5. Mas essa camuflagem heim…..deve ter sido feito pelo filho adolescente de algum gen. pançudo ¬¬

    Quanto a pergunta do fernando valduga, essa compra em especial foi o preço pelo fim do embargo da nossa carne pelos russos, e quem fez o negócio foi o próprio amorim ahahahah. De certa forma mostra o quanto nossas "forças" deixaram de cumprir o papel de defesa para cumprir papel secundário nos interesses do DESgoverno.

    • Perfeito Galileu! Continuo acreditando que "mercado" é o que interessa para o nosso governo!

      Sds.

  6. Lá se vão minhas esperanças. Brinquedinho caro para a FAB. Quando irão colocar aquela história de comunização de compras em vigor? A FAB parece mais um museu de aeronaves rotativas. Têm de tudo um pouco.
    [ ]s

    • Wolf, não seja tão pessimista quanto a isso! logo espero trazer informações valiosas para os colegas, acerca dos Sabres…

      na verdade, Wolf, tem mais pouco que tudo nas nossas FAs!! o que eu acho bacana na vinda dos Mi-35 é a doutrina que poderemos adotar, com um heli de combate. Será muito bom enquanto durar, pode escrever, mesmo que apresentem-se alguns problemas, o fato de termos um grande, bem armado e potente heli, só nos trará benefícios em termos de treinamento e doutrina! lembrem-se que até pouco tempo entendíamos de "esquilo armado" rsrsrss, agorapelo menos temos um "Urso armado"!

      • Chicão, concordo em número, gênero e grau. Se for pela famosa doutrina é melhor os elefantes voadores do czar do que os Esquilos. Vamos melhorando aos poucos.
        Abração.

      • Prezado Francisco,

        Entendo a sua linha. Mas discordo apenas em um ponto.
        Estamos desenvolvendo doutrina de "meio" ataque. Porque este modelo não é realmente "aquele" que o Exército (ao menos seus pilotos) apontam como ideal para o REAL ataque do qual tu falas.

        Pior! A FAB parece ter tomado a frente justo quando havia um estudo em andamento no EB sobre um Heli de ataque. No Brasil as Forças têm rixas, não contra outra do exterior, mas entre elas mesmas.
        O que é ridículo!

        Você sabe muito bem do que eu estou falando… 🙂

        'Qualquer coisa' nos tira recursos para aquilo que cada força deveria se dedicar prioritariamente. A FAB deveria guardar suas "reservas" para a aviação de caça que está no chão e deixar o EB pilotar REAIS Helis de ataque.

        É apenas um outro olhar,

        Abraço

  7. Olá, amigos. Satisfazendo a dúvida do editor, a Lei 8.666/93 (Lei de Licitações) em seu art. 24 diz: É dispensável a licitação:
    .
    .
    .
    XIX – para as compras de material de uso pelas Forças Armadas, com exceção de materiais de uso pessoal e administrativo, quando houver necessidade de manter a padronização requerida pela estrutura de apoio logístico dos meios navais, aéreos e terrestres, mediante parecer de comissão instituída por decreto;

    Abraços.

      • Fernando o FX-2 é um processo internacional de compra mas NÃO É UMA LICITAÇÃO!

        Se fosse o preço seria o único determinante e o processo seguiria os ritos da Lei 8.666/93 o que absolutamente não é o caso…

        • Ok. Entendi. Mas o que quero saber é por que os dois processos são diferentes. Não deveriam ter sido feitos da mesma maneira?

          Num compra-se mediante o que os militares, ou os politicos querem, e pronto. No outro, abre-se uma competição internacional, ou licitação, ou como querem chamar e avaliam-se propostas, desempenho, etc.

          Por isso minha dúvida nesse assunto.

          E no meu ver, ambos não estão avaliando somente o preço, mas num dos processos se compra direto, e no outro avalia-se demais.

          Abraço,

          Fernando Valduga
          Editor Cavok Brasil

          • Compra é sinônimo de de responsabilidade, quanto maior o valor e quanto mais DURÁVEL o bem a ser adquirido PIOR é o peso da decisão.

            Vale para o pessoal e pior quando a compra é pública.

            A compra da nova frota de aviões de caça impacta o país por mais 40 anos. Só compra de navios da Marinha podem rivalizar…

            O FX-2 piorou durante sua execução, pois além da inexorável decadência dos nossos Mirages 2000 e F-5M o processo deixou de ser uma solução exclusiva da FAB a partir do momento que o Ministério da Defesa decidiu no meio do ano passado que o vencedor do FX-2 OBRIGATÓRIAMENTE deverá ser adotado pela MB.

            Coisa que DEVERIA ter gerado a retirada do Super Hornet do FX-2 pela absoluta impossibilidade da MB vir a operar porta-aviões compatíveis com esta aeronave…

            No final a compra de armamento é SEMPRE política e traz consequências por décadas…

            Não é uma escolha simples, cada alternativa abre algumas portas e fecha muitas…

          • Caro Fernando a resposta é certa.O Brasil tá aprendendo a comprar armamentos.Se fosse fazer uma licitação eles iriam querer comprar o Apache que custar bem mais caro que este.

          • Olá Fernando Valduga, como vai?

            Puxando pela memória, lembro-me de que houve um processo de compra onde estavam presentes outras aeronaves: O Mangusta (Itália), para ataque, e o Mi-17, para transporte. A aquisição de 50 helicópteros Mi-17 era tida como certa, mas a Eurocopter jogou a cartada da "produção local" com "transferência de tecnologia" na Helibrás, levando então essa parte do contrato.

            Os helicópteros de ataque ficaram então com os russos. O preço, mesmo acrecido de 25% pelo intermediário paquistanês, ficou abaixo do valor requerido pela Agusta em relação ao Mangusta.

            • Ilya, então houve uma "competição internacional". Ok. Mas e qual a diferença entre licitação e "competição internacional"?

              Desculpa insistir nessa tecla, mas para mim as duas coisas são iguais. Pode mudar o nome, mas existe um processo de escolha onde se avalia preço, capacidade técnica, etc. Estou certo?

              Abraço,

              Fernando Valduga
              Editor Cavok Brasil

              • Amigo Valduga:

                O Camarada Ilya está se referindo à Licitação internacional prevista no art. 42 da Lei 8.666/93. E ele como Servidor Federal deve lidar bastante com isso.

            • Complementando o que o Ilya disse, houve no caso dos helis de transporte e ataque os mesmos procedimentos formais de uma concorrência internacional (que não é uma licitação, depois explico). Houve RFI (request for information) para vários fabricantes mundo afora e posteriormente RFP para três dos fabricantes que responderam aos RFIs, AugustaWestland, Eurocopter e Rosoboronexport (não é a fabricante, mas é responsável pelas vendas). Em 15 de outubro de 2007, as três propostas foram entregues. Houve até mesmo uma shortlist, exatamente como no F-X2, onde o Tiger, da Eurocopter, foi eleminado após as análises das propostas. Finalmente em 2008 a proposta vencedora das duas que restavam competindo foi anunciada e os contratos posteriormente assinados. Ou seja, todos os procedimentos formais presentes no F-X2 também estiveram presentes no caso da compra dos helis de ataque. A vontade da FAB em possuir esse tipo de heli vem de décadas atrás. A concorrência foi formalizada em 2003. Passou, assim como o F-X2, por um tempo de paralisia e morosidade, e quando muitos achavam que seria cancelado, foi retomado e decidido de forma mais rápida do que de costume. Havia gente do governo que advogava por uma compra direta dos russos, sem concorrência internacional, já lá na época do início da concorrência em 2003. Queriam fazer a troca por carne exportada do Brasil e conseguir levantar embargos frequentes a esses produtos brasileiros pelos russos além de dar uma equilibrada na balança comercial. Tinha uma reportagem do defesanet que falava muito sobre o processo, mas não consegui achar o original no site deles. Só achei a reprodução da matéria em fóruns. Segue uma dessas reproduções para melhor entendimento: http://adrenaline.uol.com.br/forum/papo-cabeca/16

              Note, Fernando, que o editor do defesanet, assim como você, não faz distinção entre concorrêcia internacional e licitação. Ele se refere o tempo todo ao processo como licitação. Isso confunde mesmo! rsrs

        • Gilberto:
          Aqui você se confunde. De fato não há licitação mas sim uma contratação direta por dispensa de licitação. Contudo,no caso do FX-2, a dispensa de licitação é igualmente regulada pela Lei 8.666/93, que em seu art. 24, IX, trata de itens onde possa haver comprometimento da segurança nacional. Entretanto, o inciso IX é regulamentado pelo Decreto 2295/97, que em seu art. 1, I, contempla a aquisição de meios aéreos. Cabe ressaltar ainda que o parágrafo único do referido artigo do decreto necessariamente IMPÕE que referida dispensa seja justificada.

          Voltando ao inciso IX do art. 24, a a parte final do mesmo igualmente impõe que tal aquisição está condicionada a oitiva do Conselho de Defesa Nacional. Ou seja: quem quiser pode espernear a vontade mas É FATO que nosso ex- Rei Sol, ao proferir sua "escolha"político-etílica, desrespeitou o ordenamento legal o que temerário posto que é OBRIGAÇÃO do chefe de estado, em uma democracia que se preze, obedecer as Lei e demais diplomas legais.

          • Meu tu é bem cansativo com sua tese torta.

            O FX-2 Não é licitação e não está regulada por esta lei.

            Você quer enquadrá-la a força vai meu filho.

            No regime presidencialista quem manda é o presidente e o tal do Conselho de Segurança Nacional é um órgão CONSULTIVO da Presidência da República formado por ministros e um bando de gente NOMEADA pelo presidente da República.

            Então quando o Presidente decide não vai ser um subconjunto dos seus auxiliares que o fará mudar sua opinião…

            O Presidente ouve o Conselho e decide por si só não tem que "obedecer" sua decisão se não quiser.

            • Gilberto, acontece que acho que como eu, muitas pessoas tem essa dúvida quanto ao processo F-X2 nesse sentido, pois para mim licitação e "competição internacional" tem o mesmo objetivo, e por serem semelhantes.

              E como eu disse, dão muita importância a um projeto e noutro parece que escolhem em duas reuniões com 5 pessoas e pronto.

              Abraço,

              Fernando Valduga
              Editor Cavok Brasil

              • Amigo Valduga:

                Pessoalmente falando eu não tenho a menor dúvida e sustento aquilo que afirmei. Por isso também tenho a convicção de afirmar que o ilustre forista acima está equivocado visto que comete dois erros capitais:

                1. Acredita que compras de material bélico não se submetem à lei 8.666/93 embora existam dispositivos TAXATIVOS acerca do assunto ( art.24, incisos IX e XIX).

                2. Acredita igualmente que em um regime democrático como o nosso o Presidente da República possui poderes absolutos tais como as antigas monarquias, não estando sujeito às Leis.

              • Continuando, é um post meio grande, mas pra quem tiver paciência, segue:

                Isso é mais uma dúvida jurídica do que qualquer outra coisas. A lei federal 8.666 rege e determina as regras das licitações e contratações públicas. O intuito é diminuir ao máximo as liberdades de escolha pessoal e subjetiva do agente público comandando o processo de compras. Ela é bem rígida e amarra muitas coisas. Mas mesmo com ela muitos agentes públicos, através de fraudes, pareceres fraudulentos, e artifícios diversos, acabam por beneficiar ilegalmente empresas de amigos, apadrinhados e contribuintes de campanha. Imaginem sem a lei a bagunça que viraria… Eu mesmo já vi compra de remédio comum, com vários fornecedores nacionais, com dispensa de licitação justificada e baseada no inciso IX do artigo 24. Um absurdo total!!! Caso algum Tribunal de Contas (não tendo entre seus membros pessoas envolvidas nas maracutaias…) ou outro órgão de controle não fiscalize isso e acione o responsável na justiça, essas coisas absurdas passam. Mas voltando, ainda que esses processos de compras bélicas não sejam licitações, são regidos pela lei 8.666, também conhecida como lei das licitações, isso também ajuda a confundir: "Não é uma licitação, mas é regida pela lei de licitações?" é a pergunta que vem. Isso se dá porque a própria lei 8.666, apesar do "apelido", rege os casos em que a licitação é dispensável ou inexigível, que são as duas modalidades em que não ocorre licitação e estão previstas nos artigos 24, 25 e 26. Nesses casos como dos helis e do F-X2, se aplica o inciso IX do artigo 24, com dispensa de licitação. Esse mecanismo foi usado, por exemplo, nas compras dos PODs Lightening e Skyshield, comprados com dispensa de licitação. Nesses casos, dos PODs, optou-se pela compra direta, sem concorrêcia internacional, o que é uma opção válida e seus motivos com certeza constaram da justificativa apresentada ao CND, como preve a legislação, e o CND foi consultado sobre essas compras. O inciso IX do artigo 24 em específico, tem sua regulamentação em decreto presidencial, o decreto 2.295. Ou seja, concorrência internacional, junto com a compra direta, é uma das opções nos casos de dispensa de licitação. A concorrência internacional via de regra proporciona melhores preços e propostas e, embora tenha ritos e procedimentos consagrados no mercado internacional, não é vinculativa e pode ser, ao gosto do cliente, cancelada a qualquer momento, embora cancelamentos não justificados "queimem a imagem" e geram perda de credibilidade do país no mercado internacional. Como o HMS disse, é preciso que seja apresentada uma justificativa ao CND e que esse conselho seja consultado (os comandantes das forças fazem parte do conselho). No caso do F-X2, assim como no caso dos helis, optou-se por se fazer uma concorrência internacional, mas não haveria nenhum impedimento legal a pricípio, seguindo-se os ritos da legislação citada, para a compra direta. E isso é procedimento padrão no mundo inteiro. A Austrália preferiu não fazer uma concorrência internacional e optou pela compra direta de um tradicional aliado e fornecedor de equipamentos militares. Fez a compra direta de Super Hornets dos EUA. Nenhum país do mundo é louco de submeter compras militares estratégicas às mesmas regras amarradas aplicadas às compras de papel e equipamentos de escritório para repartições públicas. Numa licitação formal mesmo, a administração é obrigada a cumprir os prazos previstos no processo, a não ser que haja suspensão judicial, além de ser obrigada a comprar o produto mais barato dentro dos requisitos, se sujeita à decisões judiciais de qualquer juiz "showzinho" (mamãe quero aparecer na globo mesmo que seja com uma decisão ou sentença ridícula que em breve será derrubada nas instâncias superiores) em qualquer canto do Brasil, o que pode atrasar em anos algumas licitações, o processo só pode ser cancelado em casos específicos previstos na lei, enfim, é loucura aplicar regras de licitação nesse tipo de compra, não é por acaso que está prevista a dispensa nesses casos.

                Um outro caso justificável de dispensa está no mesmo artigo, o 24, está previsto que pode-se dispensar a licitação para favorecer fornecedor nacional de bens e serviços militares, no inciso XXVIII. Ou seja, o Brasil pode fazer compras diretas de mísseis da Mectron, sem licitação. Não houvesse a previsão de dispensa nesses casos, teríamos a possibilidade absurda de uma fabricante extrangeira de mísseis equivalentes entrar na justiça contra o governo brasileiro por essa compra direta. E essa empresa venceria, já que o governo estaria descumprindo a lei 8.666. E que aconteceria? O governo seria obrigado a abrir uma licitação com participação de outros concorrentes. Ao invés de comprar A-Darter diretamente, ia ser obrigado a fazer licitação possivelmente incluindo Python V, AIM-9X, ASRAAM, IRIS-T, R-73/74, etc. E seria obrigado a comprar o mais barato. Situação exdrúxula! É para esses casos plenamente justificáveis, que existe previsão legal de dispensa. Alguém aqui consegue imaginar Super Hornet concorrendo com Rafale-M, Su-33 e Mig-29K em versões catapultáveis para fornecimento à USN? A legislação americana privilegia a industria nacional muito mais que a nossa legislação, eles são exemplo a ser seguido nessa área.

            • Desculpe meu caro mas o único que força a barra e raciocina tortamente(e bota tortamente!) aqui é você meu caro. Não se se por desconhecimento ou convicções ideológicas. O FX-2 será adquirido por dispensa de licitação que é sim regulada pela Lei 8.666/93, inclusive no tocante à material bélico. Os dispositivos legais eu já citei mais acima, se você não se deu o trabalho de ler paciência!. E afirmar que no regime presidencialista quem manda é o presidente da república com poderes acima da Constituição e das leis apenas demonstra desconhecimento acerca do Estado Democrático de Direito,desprezo de cunho ideológico pelo mesmo ou então está confundindo o Brasil com a Venezuela(ainda que o ParTido se empenhe muito para venezuelizar o Brasil).

              Por fim, ainda que o Conselho de Segurança Nacional seja um órgão consultivo, ouvi-lo é uma formalidade que NECESSARIAMENTE DEVE SER OBEDECIDA. E o ex-Rei Sol, como sabemos, não o fez antes de divulgar sua escolha político-etílica.

            • Gilberto,

              nao vou aqui esplanar sobre poderes e legislaçoes imcompreensiveis aa maioria.

              permita-me lhe dizer q em nosso regime republicano parido pela Constituiçao de 1988 o Presidente eh tao somente um dos pilares (sao 3) de nossa vida Republicana.

              Os poderes sao independentes entre si (eh muita bagunça mesmo pra ver quem manda ou rouba mais rsrs).

              Uma unica coisa da poder real ao Presidente em nosso Pais eh a tal da DUR alvo de muita açao politica (cobiça) q agora esta semana passada foi aprovada para mais 5 anos no Congresso Nacional (permite ao Presidente ter em suas maos/caneta 20% do valor do orçamento pra fazer e liberar no q quiser) logicamente respeitando os criterios de probidade administrativa e outros quetais.

              Nao fosse isso o Presidente seria quase q uma figura decorativa em nosso Pais.

              O melhor seria q todos pudessem ler e analisar com olhos clinicos a tremenda peça literaria de nossa Constituiçao criada em 1988 q hoje esta sendo rasgada pelos 3 poderes e eu sei aonde isso vai desenbocar futuramente, esse filme ja passou no Brasil inumeras vezes.

              PS; se houvesse mesmo vontade e isençao, o Ministerio Publico ja teria tomado medidas judiciais contra inumeros atos mandrakes emanados por todos os 3 poderes. Promove-se a desinformaçao em todos os niveis e a sociedade fica a merce por nao ter a quem recorrer.

              Sds

      • Há! O "éfexi$" tem mai$ coi$a$ no ar do que os aviões de carrera…

      • Provavelmente para barganhar melhores preços para a FAB. Mas principalmente, para os politicos ganharem mais comissão (suborno).

        Abraço, parebéns pelo Blog.

  8. Ao menos tiveram um pouco de juízo na terra encantada do "Brasil – Putênfia" e resolveram o imbróglio dos Mi-35. Melhor para a FAB, que pode completar sua dotação com essas magníficas máquinas.

  9. Onde você viu que o FX tem licitação? Pelo menos desde 1994 nenhuma aquisição de material bélico depende de licitação.

    • Vinícius, concordo com você. Mas o que quis dizer é que existe um processo de compra dos caças no Brasil, onde está sendo avaliado as propostas comerciais e o desempenho dos caças. No meu ponto de vista, essa solicitação de propostas, que não deixa de ser uma licitação (como queiram chamar), não foi feita com os helicópteros em questão. Então por isso não entendi porque essa diferença.

      Num compra-se sem licitação, no outro avaliam até o sangue dos fornecedores e não decidem nada. Sinceramente não sei qual é o pior.

      Abraço,

      Fernando Valduga
      Editor Cavok Brasil

      • Hmmm, não sei se entendi a sua colocação. O Mi-35 participou de uma concorrência com outros helicópteros de ataque, o Mangusta italiano e o Tiger franco-alemão eram os demais "concorrentes". Agora se você quer saber porque não decidiram tão rápido o FX, isso só Deus (talvez) consiga explicar.

        • Tudo é decisão política em compras, por exemplo na MB os navios patrulha de 1.800 ton de deslocamento estavam dentro do processo de concorrência do PROSUPER…

          De repente decidiram comprar de oportunidade 3 navios de 2.000 toneladas prontos destinados a Trinidad e Tobago construídos na Inglaterra e os concorrentes do PROSUPER, franceses, italianos, coreanos e etc ficaram chupando o dedo…

          É a vida dura de quem vende equipamento militar…

          • Se os referidos navios-patrulha preenchem os requisitos e estavam por um bom preço, qual o problema? Cabe relembrar ainda a longa tradição da MB em operar meios navais construídos no Reino Unido. Ou você estende aos britânicos os mesmos sentimentos que nutre pelos norteamericanos?

            • Acho que ele só está dando um exemplo, de como na real dá pra fazer qualquer coisa. O caso dos EC-725 foi assim. Agora faz poucos dias os EUA ameaçaram implodir o MMRCA oferecendo o F-35. Dou de barato que só não levou porque não vai estar disponível pra entregas para não consorciados em menos de dez anos.

              Porque fazem as tais concorrências então? Pra arrancar melhores condições dos países/fabricantes. Mas se aparece uma oferta melhor de última hora eles desmancham tudo. Acontece a toda hora e vai continuar a acontecer…

      • ô Chefe! sabe o pq disso? simples! muito cacique, pouco critério! acho que a FAB deveria apenas dizer se o equipamento atende ou não, pois a política está entrando demais na caserna, daqui a pouco os militares vão começar a decidir se agem ou não em um conflito! cria-se um poder paralelo… se for assim, pq não voltar a ditadura!? rsrsrs forcei agora!…. mas é que cria muita confusão e desmando! na boa, um exemplo, sabemos que tanto SH como Rafale atendem bem a FAB, mas aí dão direito a FAB de fazer "avaliações"… que na minha opinião são afetadas por ideologia e política (pois acho que aqui ninguém vai negar que tanto SH como Rafale são aeronaves muito acima do que a FAB conhece/experimentou… como ela poderia ter tanta certeza assim! e se for uma decisão política, goste eu ou não, deve ser tomada pelo GF/MD… senão vira esta lenga lenga do FX-2… querem um exemplo prático: a compra dos M-35 e dos BH! tanto para o EB e para a Marinha e os EC-725! bem ou mal estão aí! estão se concretizando! enquanto o FX-2… pode não ser o ideal, mas se não sair assim, não vai rolar nunca esta M… tanto que a FAB, depois de bater pé, acabou confirmando que ficaria feliz com o Rafale! chega ser ridículo isso, pois ela ficaria feliz com o melhor vetor do FX-2! e convenhamos, se não voar Rafale na FAB não vai voar nem NG… muito menos SH… ou mudam o modo de gerir custos na força ou vai tudo virar po´… se já não está!?

        sds!

        • Isso mesmo, agora vc tocou na ferida aberta das Forças Armadas. A forma de gerenciar recursos e os gastos orgânicos das três Forças. Acredito que deveriam repensar a fórmula da Previdência. Por que não adotar sistemas como os da Previ do Banco do Brasil/Petrobrás/Caixa. São excelentes planos de previdência. A tá, o militar está sujeito ao risco da profissão. Bem, então coloca-se o mesmo risco que um operador de plataforma está sujeito ou um profissional de saúde ou que repara linhas de transmissão.
          Mas algo precisa ser feito, senão não teremos nem combustível para nenhuma destas máquinas.
          [ ]s

      • Prezado Fernando,

        Infelizmente em nosso Pais temos mais de 5 milhoes de leis , poderiamos viver 100 anos e nunca conseguiriamos entender nada.

        So para entender a bagunça;…..leia se tiver vontade, tempo ou estomago uma lauda de voto de um ministro do STF ao proferir o seu julgamento. Duvido q vc , eu ou qualquer outro consiga entender o porque e qual na verdade eh o voto (sim ou nao). A riqueza e o uso de uma gramatica antiga e atual eh tao conflitante q fica impossivel saber do que se trata.

        O que imaginar de nossa lingua patria q faz c q nosso dicionario seja enriquecido anualmente com mais de 2000 expressoes idiomaticas (c certeza ja temos 3 brasis regionalmente c seus respectivos idiomas)

        Entao por entendimento aqui tudo pode e nada pode e nem as leis conseguem dar sentido unico aquilo q se espera (curto e grosso). Eh comum vc pegar uma lei q diz nao pode e bem na frente outra q diz …mas nao eh bem assim, exceto tais e tais……fica impossivel a um Juiz determinar qual eh qual ainda mais com tanto direito de recorrer . tal lei de (dia) muda a lei de (dia), mas porem…….e por ai vai.

        Licitaçao, competiçao eh a mesma coisa escrita de forma diferente para consubstanciar/provocar a confusao no meio do direito (brecha) e com isso perpetuar mais a impunidade.

        Pqe o Ministerio Publico nao contestou neste caso a prerrogativa do Presidente ?????? vassalismo deles pois seus salarios veem da caneta do Presidente (cooptaçao)assim como todo o Judiciario e Congresso, num baita conflito de interesses…….e o povo ??? ohhhhhhhhhhhhh.

        Sds

  10. Como dito anteriormente, chegando a liberação de verbas de fim de ano ou a primeira liberação do orçamento de 2012 a compra seria paga e fim de papo…

    Ta Da ! Foi até antes do esperado…

    Simples problema de programação orçamentária que a trollagem estava se aproveitando…

    Mais 6 no inventário…

    Vamos ver agora se o governo vai exercer a opção de comprar mais 12 aeronaves…

    Eu até gostaria disto em princípio, mas ANTES prefiro que o Ministério da Defesa escanteie o "docinho" do representante atravessador no Brasil e negocie agora direto com a Rosoboronexport…

    Mesmo tendo que renegociar tudo do zero…

    • Relembrando:

      http://vootatico.com.br/archives/559

      Se o preço total era 300 milhões, o custo de 6 helicópteros seria 150 milhões. Afinal os russos não estariam dando "farol alto" pela falta de pagamento das seis aeronaves se algo tivesse sido pago…

      Concluo que os 60 milhões de dólares (2,4 AH-2) é PARTE do pagamento para garantir a compra mas deve estar faltando mais 90 milhões de dólares de dólares (3,6 AH-2) para pagar assim que chegar a primeira liberação orçamentária de 2012…

  11. respondi no voo tatico… Me parece ser apenas má gerência das compras de ambas as partes, mais nada. E gente, a Lei 8666 não incide sobre estas compras aí, pois as FFAA tem legislação suplementar que rege este tipo de negócio… O póbrêma é na hora da LOA, e o congresso só libera verbas em abril do ano seguinte. Quem é de outro país e nõa tem contato com nossa realidade fica tenso com a demora em pagar…

    E concordo muito em negociarmos sem aquele iraniano tosco de intermediário. Nem que tenhamos de ensinar os russos a vender no Brasil…

  12. O certo é o Brasil comprar os armamentos que são bons mesmo sem licitação.

  13. Acho um absurdo ter licitação o concorrência para compra de material bélico, haja vista que muitos envolvem segredo..

    E minha opinião é que caças devem ser comprados por quem vai voar neles (que pela lógica devem saber quais os melhores) e não por políticos que tem vida efêmera e transitória ..

    Mas é apenas a minha opinião..

  14. Vamos resumir o questionamento do prezado editor numa frase:

    "Dois pesos e duas medidas."

    Porque esse contrato do helicóptero NÃO tem o mesmo volume financeiro nem "estratégico" (agora virou moda esse termo para se resumir uma lista de intenções e motivos políticos).

    O Brasil não está negociando tecnologia do Helicóptero com os Russos e sim "testando" e INICIANDO um relacionamento com um NOVO fornecedor (jamais visto por estas bandas) para aí, sim (quem sabe) num futuro, esse mesmo país (os Russos) passarem, talvez, a um grau mais elevado.

    Logo, se eu quero analisar específicamente um fornecedor (testar os Russos) não adianta abrir licitação internacional onde os próprios Russos poderiam ficar de fora…

    Preciso então dispensar as regras do tradicional jogo da Licitação.

    Já na aquisição dos caças está envolvida uma questão (a da possibilidade de barganha) financeira e tecnológica que já está pressuposta no edital e INDIRETAMENTE na forma do próprio concurso. Onde "quem dá mais com o menor preço", em tese, leva. QUANDO É IMPRERATIVO QUE HAJA CONCORRENTES E REGRAS COMUNS.

    Essa compra dos Helicópteros também é uma maneira de se fazer mostrar, aos tradicionais fornecedores ocidentais (BOEING, DASSAULT, MC DONALDS 🙂 sobre tudo ao TIO PATINHAS) ainda mais em tempos de crise, que a 'zona de conforto' deles (a fatia de mercado consagrada) pode estar com os dias contados, acirrando a disputa e fazendo pressão por melhores ofertas.

    Em suma, se for isso mesmo, o BRASIL está aprendendo a jogar, devagar, mas já é um bom começo.

    • Uma resposta realmente interessante sobre as diferenças. E é nesse espectro que realmente estou curioso, pois como não existe a necessidade de licitação, então que usem o mesmo padrão em todas compras militares.

      Abraço,

      Fernando Valduga
      Editor Cavok Brasil

      • Pelo que dizem as mas linguás essa compra na verdade foi um Escambo, foi uma troca de favores eu te vendo carne e apóio sua entrada na OMC e vc vende os helis ..

  15. Mesmo que falem mal destes Helicopteros, acho melhor Mi-35 do que nada. Alem do mais são NOVOS, coisa muito dificil aqui no Brasil.
    Que os Mi-35 sejão bem vindos, e na minhha opinião são muito bons e com ótico custo/beneficio.

  16. Fernando como eu disse e você sabe disso, quando é do interesse do DESgoverno a "coisa" flui exemplo as obras do pac e copa do mundo e nisso se enquadra os Mi35, que não foram adquiridos nem pelo Min. da defesa e sim pelo Itamaraty ahahahahah
    Quando é do interesse da fab ai a "coisa" muda, mesmo porque caças chamam a atenção do povão o mesmo não acontece com blindados por exemplo;
    Como a fab não tem, qualquer arma é sempre bem vinda!

  17. Excelentes comentários pessoal! E uma ótima notícia de final ano!

    🙂

  18. Mais dois para encher hnagar, vamos ver aonde os Indianos vão conseguir comprar as peças para seus produtos mada in Russia já que os top bonzinhos não tem logistica, e aproveitar para cadastar na Dirma.

    Grande abraço

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