Aeronave VIP Boeing 787 Dreamliner adquirida para ser aeronave presidencial mexicana.

O avião 787 presidencial mexicano está voltando ao México depois de não achar compradores durante os nove meses que passou em um hangar nos Estados Unidos.

O diretor geral do banco estadual de desenvolvimento do México, Banobras, que comprou o Boeing 787 Dreamliner por US$ 218 milhões em 2012, na gestão do ex-presidente Enrique Pena Nieto, disse a repórteres na conferência de imprensa presidencial que o avião retornará ao México a partir do aeroporto de logística do sul da Califórnia nos próximos dias.

“Vamos relançar o esforço [para vendê-lo] e o governo mexicano decidiu que o avião retornará ao território mexicano”, disse Jorge Mendoza Sánchez, explicando que será exibido em um próximo leilão do governo.

O atual presidente do México, o esquerdista Lopez Obrador, lançou a venda do 787 Dreamliner como símbolo de excesso e corrupção em governos anteriores em um país onde cerca de metade da população vive em situação de pobreza.

Uma vez no México, o avião será alojado no antigo hangar presidencial no aeroporto da Cidade do México e mantido pela Secretaria de Defesa Nacional.

Desde que o avião foi transferido para os Estados Unidos, 42 potenciais compradores foram identificados, 12 manifestaram interesse em comprar o avião e seis fizeram ofertas, duas das quais acima do valor estimado, disse Mendoza.

No entanto, nunca houve uma venda e os custos de manutenção e armazenamento continuaram aumentando.

O comandante da Força Aérea Manuel de Jesús Hernández disse que manter o avião na Califórnia custou ao governo 28 milhões de pesos (US$ 1,5 milhão).

Por sua parte, o presidente López Obrador revelou que ofereceu o avião ao governo dos Estados Unidos em troca de pagamento em espécie com ambulâncias e equipamentos médicos. No entanto, não houve resposta das autoridades dos EUA, disse ele.

O presidente disse que, assim que o avião voltar ao México, o governo analisará três opções diferentes para recuperar parte de seu custo inicial: continue com o esforço de vendê-lo para um único comprador, tente vendê-lo para um coletivo de até 12 compradores ou alugá-lo.

Uma opção em consideração é oferecer o avião em um sorteio, com a loteria nacional vendendo seis milhões de bilhetes a cerca de 500 pesos (US$ 26,70) cada, disse Lopez Obrador.

“As pessoas decidirão o que é melhor”, disse ele a repórteres em uma entrevista coletiva na sexta-feira.

López Obrador disse que o governo já entrou em negociações com alguns empresários para vender o avião antes de reafirmar seu compromisso de não usá-lo (desde que assumiu o cargo, o presidente só fez voos comerciais).

Ele havia dito anteriormente que o produto da venda do avião – agora avaliado em cerca de US$ 130 milhões – seria destinado a projetos como melhorias municipais na água e programas financeiros para migrantes. O jato espaçoso, que foi reconfigurado para voar com apenas 80 pessoas, possui uma grande “suíte presidencial” e um banheiro privativo.

No entanto, Mendoza disse que o governo ainda deve à Banobras 2,7 bilhões de pesos (US$ 143,7 milhões) pela compra do avião, o que significa que, mesmo que seja vendido pelo valor estimado, a receita não cobrirá a dívida com o banco estadual de desenvolvimento.


Com informações da agência Reuters

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5 COMENTÁRIOS

  1. Nove meses do dinheiro da população parados em um hangar.
    Nesse tempo, somente houve a importação de um narcopresidente corrupto, que logo saiu de lá.

  2. Esse presidente mexicano me é uma grata surpresa, tem uma postura diferente da corja vermelha cubana, aliás os comuna mexicano sempre foram diferentes dos cubanos.

  3. Com todo respeito aos mexicanos, mas um avião presidencial desse nível está muito além da importância, relevância e contatos do México no mundo.
    Não gosto desses tipos de comparações simplistas, mas convenhamos, é mesmo de chamar a atenção esse avião presidencial em um país "onde a metade da população vive na pobreza.." conforme dito na matéria.
    O próprio presidente do Brasil, sexta ou sétima economia mundial, voa atualmente em um A-319 modificado fazendo escalas mundo afora.

  4. É bem difícil opinar nesse tipo de assunto.
    De um lado, eu penso que para um país como o México, essa aeronave é adequada. Na minha humilde opinião, um país que quer ser grande (economicamente, pois a história mexicana já é grandiosa por si só), deve pensar grande e transmitir a imagem do progresso. E com o seu chefe de estado chegando nos demais países a bordo de um 737 fica complicado. Não acho que o país, porque tem problemas internos graves, tenha de agir de modo viralatístico. Isso não é gasto, é investimento, ainda que seja na imagem.
    Falando em Brasil, eu acho constrangedor o nosso chefe de Estado chegar na Europa a bordo de um A319 depois de duas ou três escalas. Um país como o nosso deveria ter ,pelo menos, uma aeronave como essa do México ou que fosse um A330 ou um A340 (que se compra usado hoje em dia, por preços mais acessíveis).
    O problema é que tanto lá como cá, a questão política avacalha qualquer análise. Quem não lembra das críticas que o barbudo sofreu quando comprou o ACJ? Quem as lia tinha a nítida impressão que ele levaria o avião consigo quando terminasse seu mandato…e lá está o mesmo avião servindo ao terceiro presidente depois dele.
    A própria FAB tem um 767 alugado e é só elogios à aeronave. Qual o problema de a presidência da República ter uma aeronave semelhante para os seus deslocamentos ao exterior? Custa caro mas esse custo se dilui com o tempo e o ganho em logística e imagem é muito maior.
    Mas reconheço que qualquer presidente que tente fazer isso, será massacrado moralmente. Uma lástima.

  5. Tomara que essa belezura não vá parar nas mãos de um 'amigo' do atual governo, 'a preço de banana', não seria esse o objetivo?

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