É missão do Comando da Força Aeronaval: “Assegurar o apoio aéreo adequado às Operações Navais, a fim de contribuir para a condição de pleno e pronto emprego do Poder Naval onde e quando for necessário“. Com a retirada do porta-aviões A-12 São Paulo, a Marinha faz o quê com eles?

Interceptar e atacar alvos aéreos e localizar, acompanhar e atacar alvos de superfície, a fim de contribuir para a Defesa Aeroespacial e proteção de Forças Navais”.

A frase acima é a síntese da missão – e objetivo de existir – do 1º Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque (EsqdVF1). Sem um porta-aviões, pode a MB cumprir tal? A defesa aérea do país, a tal soberania do espaço aéreo, é uma atribuição da Força Aérea Brasileira. Com os A-4 Skyhawks baseados na base aeronaval de São Pedro d´Aldeia, ou outra base ao logo do extenso litoral brasileiro, poderia a diminuta frota apoiar as ações da Marinha sem conflitos de interesses? E com uma base fixa, teriam os aviões alcance suficiente para serem efetivos ou lembrariam os casos dos A-4 argentinos durante a guerra das Falklands, que chegavam sobre os alvos no limite da autonomia?

Breve história da Aviação Naval brasileira

Os aviões de asa fixa que operavam na Marinha brasileira eram voados e mantidos pela Força Aérea, num absurdo caso de interesses que tinha tudo, menos sinergia.

As origens do braço aéreo da Marinha do Brasil foi durante o ano de 1916, com a criação da Escola de Aviação Naval. Os primeiros pilotos de combate da Marinha participaram da Primeira Guerra Mundial em missões de patrulha voando ao lado de pilotos da RAF (Royal Air Force) como parte integrante do 10° Grupo de Operações de Guerra.

Até 1941, a aviação militar no Brasil era subordinada ao Exército, mas com a criação da Força Aérea Brasileira neste ano, tanto a aviação Naval quanto a do Exército deixam de existir, privando as demais forças militares de terem sua própria aviação de combate, o quê forçou a MB a lutar na Segunda Guerra Mundial sem meios aéreos.

Em 1952 ressurge a Aviação Naval, com o comando da MB buscando reaver sua capacidade aérea. Para tanto, com a desculpa de criar doutrina, em 1956 a MB adquire o porta-aviões A-11 Minas Gerais, o que gerou gigantesca polêmica com a FAB, tanto que o presidente da República teve de intervir, tamanho era o desentendimento entre a FAB e a MB. Em 1965 um Decreto Presidencial retira da Marinha a capacidade de possuir aeronaves de asa fixa, deixando-a livre para o uso de helicópteros. Os aviões só seriam voados por pessoal da FAB. A Marinha engoliu seco o decreto, mas nunca se deu por satisfeita.

A-4KU Skyhawk. Os aviões hoje a serviço da Marinha do Brasil são veteranos de guerra.

Em 1998 foi publicado o Decreto Presidencial nº 2.538 que deu a Marinha do Brasil o direito de voltar a operar suas próprias aeronaves de asa fixa destinadas a operar a partir de suas embarcações. A MB já estava em negociações para aquisição de caças, o que culminou na compra de 23 jatos McDonnell Douglas A-4 Skyhawk do Kuwait (A-4KU, a última variante produzida), sendo então designadas na MB como AF-1 (A-4KU monoplace) e AF-1A (TA-4KU biplace).

No ano 2000, a MB adquire da França o porta-aviões R-99 Foch, descomissionado pelo país gaulês e comissionado no Brasil como A-12 São Paulo e transformado em Nau Capitânia. Assim, a MB reativava de vez a sua capacidade aérea.

Mas as coisas não saíram como o planejado. A MB fez tudo certo, readquiriu os meios, retomou a doutrina e reaprendeu a operar aparelhos de alta performance em pleno mar aberto. Durante um brevíssimo período a MB foi capaz de operar dois porta-aviões e realmente projetar força sobre o mar. Mas o tempo passou, o Foch se mostrou uma ‘bomba’, apresentando defeito sobre defeito, e infelizmente ceifando a vida de alguns marinheiros. O tempo também chegou para os A-4, com a tecnologia atropelando os aviões, que ainda hoje aguardam uma modernização que se arrasta, ao passo que se continuar neste lento ritmo, quando a ultima célula for modernizada – se for – já estará obsoleta.

Com a retirada do A-12 São Paulo de serviço, a MB vai contra o decreto presidencial 2538 e sem a perspectiva de um novo porta-aviões nos próximos dez anos, fica então a pergunta no ar: o que fazer com a diminuta frota de A-4?

Qual utilidade o comando da Marinha vê no A-4? Que o pequeno jato da McDonnell é uma grande aeronave, isso ninguém duvida. A Marinha está de posse do melhor jato de ataque do inventário das Forças Armadas brasileiras, seria um desperdício de energia não fazer uso deles em caso de necessidade e um desperdício de dinheiro não fazer uso no treinamento e capacitação desses profissionais no dia-a-dia das Forças Armadas brasileiras.

A-4UK, redesignados AF-1. (Imagem: Anderson Gabino)

A Marinha poderia contribuir na missão de policiamento e defesa aérea do espaço aéreo brasileiro? Sim, mas incorreria em erro de finalidade com base no DP 2538 e, com toda a certeza, geraria um atrito desnecessário com a FAB.

Manter os aviões para “criar doutrina”, ou melhor, não perder a doutrina? Na verdade, quando os aviadores deixaram de serem catapultados e recolhidos, a doutrina foi perdida. Não se capacita essa gente em sala de aula ou hangar.

Seria interessante saber quais os planos da MB para o grande guerreiro. Perder novamente a capacidade aérea seria um ato de irresponsabilidade, algo que o comando da Marinha, composto por profissionais da mais alta competência, jamais permitiria.

(Imagem: Marinha do Brasil)

Analisando outras forças navais que passaram por semelhante estresse, como a Marinha Real quando da perda de seus porta-aviões, a MB tem sim escolhas. A mais óbvia seria a retirada do A-4 e aquisição de uma aeronave com capacidade V/STOL. Na atualidade, só existe o velho Harrier, na versão AV-8 dos Fuzileiros Navais dos EUA, aonde o USMC vai voar até por volta de 2030 com este tipo, portanto, a MB poderia sim adquirir dos estoques excedentes e operá-los sem a necessidade de um porta-aviões CATOBAR ou STOBAR.

A segunda opção seria o F-35B, o que colocaria a MB no estado-da-arte, dando a aviação naval uma capacidade superior a da FAB e seu Gripen E. O problema destas duas opções é o custo. Se a MB não teve dinheiro para consertar o A-12, vindo a perdê-lo, terá para adquirir Harriers ou F-35B? A resposta é um sonoro e gigantesco não.

A terceira – e ultima – opção seria atribuir ao A-4 o apoio aéreo aos Fuzileiros, assim como o AV-8 opera com o USMC, obviamente que resguardando as proporções, visto que o USMC leva os seus meios aéreos até o ponto mais próximo do campo de batalha. No caso da MB, os meios aéreos teriam de ir até o campo de batalha.

Enquanto a MB não se manifesta, o quê o amigo leitor acha? Qual destino a MB poderia dar para o A-4?


– Giordani –


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60 COMENTÁRIOS

  1. E aqueles aviões de alerta antecipado bimotores turbo helice que a marinha tinha comprado e estava reformando em algum lugar, que fim tiveram ? Lembro de ter lido em algum lugar que estavam sendo reformados na Espanha …

    • MIB, eu acho que estavam sendo modernizados nos EUA. Mas não tenho certeza. 😉

      • Continuam sendo modernizados até hoje…

        43 semanas se passaram do seu post…

        Este país não é sério.

  2. "A Marinha está de posse do melhor jato de ataque do inventário das Forças Armadas brasileiras…"

    Rapaz…. sei não hein… e o A-1 ? Pensei que ele fosse melhor avião que o Skyhawk.

      • Sinceramente, achei os dois muito parecidos. Um ganha numa coisa, outro ganha noutra…. num geral, empate. Pra mim, continua não procedendo a afirmação de que "o Skyhawk é o melhor jato de ataque do inventário BR"

    • O A-4 modernizado tem uma eletrônica equivalente a dos F-5EM.

      O problema é que os A-4 continuam até hoje desdentados. O que se tem pra operar é o pacote básico de bombas burras e AIM-9L que vieram no pacote do Kuwait, se ainda estiverem em condições de uso… O que deve ser difícil…

      Tanto um como o outro poderiam dar um caldo em missões de ataque. Mas quantos foram modernizados?

  3. O caminho ideal para a marinha seriam os AV-8, pois seriam o sonho mais próximo da realidade (é mais fácil até ter um navio para eles) contudo, visto o tipo de governo que temos e com a economia voltada a manutenção de uma crise financeira e ao pagamento de juros ao sistema bancário nacional acredito que o fim está realmente próximo.

    • Concordo. O AV-8 daria a MB uma real capacidade de fornecer apoio aéreo de alta intensidade, mas ele não serve para defesa da frota. O Harrier só foi superior em 1982 porque os argentinos eram muito ruins!

    • O problema é achar AV-8B com a célula em bom estado. Não é sem motivo que o USMC está com pressa para ter mais F-35B.

      • Tem esse detalhe crítico, mas como eu disse, seria o sonho mais próximo da realidade, não vejo a MB ter hoje verba suficiente para comprar um PA e equipá-lo com os F-35 ou desenvolver o Seagripen seria apenas mais uma tentativa de adiar o fim.

        Precisamos de estadistas que não tenham medo de equipar as FA, enquanto tivermos ladroes no poder nunca teremos FAs com real poder de fogo.

        E como querer ver um Gnu criando um Leão.

  4. Sem um PA a Marinha deveria ter um atacante de longo alcance. A escolha óbvia é o SU-34.

    []'s

  5. Vende tudo e com a grana compra novos KA52 para operar no Bahia, ou adquiri novos navios, porque antes de ter uma aviação, a MB deveria ser bem equipada de navios….ou não ?

  6. Pessoal…

    Esqueçam caças 'Harrier'… O que havia no Reino Unido já foi desativado e ventido aos EUA como fonte de peças. E o que existe de AV-8B, o USMC vai usar até o osso enquanto aguarda mais caças F-35B… E o único usuário hoje é o USMC…! Quando derem baixa, a logística vai pro espaço…

    Esqueçam também Su-34… O que ele faz, um Gripen armado com 'Exocet' vai fazer praticamente do mesmo jeito, não havendo, portanto, qualquer necessidade desse bruto. E os bilhões de reais que certamente seriam gastos nessa compra ( aeronaves + pacote ), pagam a maior parte das corvetas que Marinha está precisando pra ontem…

    Na real, considerando o atual estado de coisas, o caminho mais lógico para a aviação da Marinha seria concentrar recursos nas asas rotativas. O UH-15A, com capacidade de lançar 'Exocet', será muito mais interessante nesse momento que restaurar aeronaves cujo uso já está restrito somente a Brasil e Argentina. E considerando que os 'Super Lynx' não vão voar para além de 2027, uma substituição já deve ser desde já planejada ( com recursos sendo previamente alocados ), com a escolha óbvia recaindo sobre o 'Sea Hawk', garantindo assim uma bem vinda padronização, restando somente o elemento de treinamento para decidir.

    Se houverem recursos/condições para segurar a logística do AF-1 até ao menos 2025, então faz sentido modernizar ao menos mais uns 7 exemplares ( prioridade para os biplaces ) e segurar até lá. Caso contrário, se forem constatados custos extras muito elevados; se for percebido o custo/benefício excessivamente ruim, então o próprio esquadrão 'Falcão' deveria ser desativado…

    • Na verdade, creio que o AV-8B é também operado pela Itália e Espanha, não somente o USMC.

      • Acredito que sejam esses os operadores e possíveis vendedores. EUA, ITA e ESP.

      • Bem corrigido Ufric! Grato. Acabei de conferir…

        Esqueci dos espanhóis e pensei que italianos já haviam desativado os seus…

        Seja como for, são em números ínfimos… No quadro geral, não muda muita coisa… Quando o USMC der baixa nos seus, vai ser o caos logístico…

        Saudações.

      • Os da Itália já estão fazendo hora extra… Vão seguir até o F-35B chegar.

        Não vejo como os Espanhóis vão abrir mão dos seu esquadrão de "Matadores". Vão tocar com eles até +/- 2025. E eles ainda nem tem nada concreto a respeito do F-35B.

        "Harrier II" deveria ser carta fora do baralho. Se a MB adquirir… O VF-1 vai começar a criar doutrina em ser o último operador de caças lendários.

        • Provavelmente aquela notícia que Espanha estava negociando a compra de caças F-35, se tratava do -B.

  7. Nós necessitamos de um NAe CATOBAR. É um navio ímpar na função de Controle de Área e seria um meio para as próximas décadas de Brasil. Se começarem a construir hoje, estaria ativo lá por 2027 e navegaria certamente até 2077. Alguém pode prever o futuro até 2077 e dizer que um NAe não será necessário?

    Mas… Financiamos Copa e Olimpíadas com uma montanha de dinheiro que poderia montar uma Esquadra oceânica.

    Agora o que se tem que ler é: "Deveríamos comprar Su-34 para MB… É a saída obvia!"

    Famoso jeitinho gambiarra…

    "Ah, mas com Su-34 vamos economizar bilhões do NAe e vamos ter trocentos mil km de alcance. Vamos fechar o Atlântico!"

    Se fosse para economizar, basta seguir o projeto de ter 108 Gripens, dar a FAB os KC-767 e um bom pacote de mísseis anti-navio. Não se precisa introduzir outra aeronave pra fazer o mesmo que um Gripen E faria e, que poderia ainda ser usado em outras funções e pela FAB.

    Mas pior do que ler: Su-34 "qualquer coisa" seria óbvio, é ler: "Mas o NAe só serve para projeção de poder, somos da paz!".

    Se o NAe só serve para projeção de poder, para que diabos serve o CFN então????? Para que precisamos de meios Anfíbios então????

    Submarinos: Negar o uso do mar.
    NAe: Controle de Área Marítima.
    CFN e seus meios: Projeção de Poder sobre terra.

    Que se acabe com o CFN e com a Esquadra de Guerra então, se não querem Projeção de Poder. Que a MB seja uma Força de Submarinos e Patrulhas…

    • Pois então….mais de 15 000 fuzileiros que sem Cobertura aeronaval não podem sair das praias brasileiras…..

      Bom, o que pode ser feito é realmente empregar em doutrina similar aos USMC e assim, focarem no apoio aos fuzileiros…quem sabe se de quebra esta doutrina tambem nao de um empurrão aos A-29 numa versão N….

      Noves fora e fim das contas, eu prefiro que mesmo que o Brasil disponha de uma força de asa fixa aeronaval de alto desempenho, ela se enquadre nos fuzileiros, mesmo que fossem F-35, Sea Gripen…para mim faz mais sentido com o tipo de navio que sempre defendo….plantas mercantes de Navios de Propositos Multiplos com capacidade Stobar destacavel ou não, cascos que possam refletir no mar a mesma doutrina de dispersão por pistas das forças aereas continentais…

      E sendo assim, pelo amor ou pela dor, se um dia for utilizado ou não, que passem então para os Fuzileiros…

    • Pois então….mais de 15 000 fuzileiros que sem Cobertura aeronaval não podem sair das praias brasileiras…..

      Na minha opinião, deveriam então ser repassados para emprego de uma doutrina similar ao dos USMC para apoio aos nossos fuzileiros…

      Na realidade, mesmo que possamos um dia empregar uma força aeronaval de alto desempenho embarcada, ela já deveria ser mesmo focada e empregada pelos fuzileiros pois isto combina muito mais com o que sempre defendo como alternativa tais como Plantas mercantes de Navios de Proposito Multiplos com capacidade Stobar. Cascos que possam refletir no mar as mesmas doutrinas continentais de taticas de dispersão por pistas de uma força aerea, Isto combina muito mais com os Fuzileiros e sendo assim, que repassem a eles então…quem sabe se este tipo de emprego junto aos fuzileiros não dá um empurrãozinho tambem em uma versão A-29N…

      • A doutrina que os Marines vem tentando implementar é extremamente dependente de apoio aéreo, baseando-se na mobilidade. Tanto é verdade que vemos os americanos colocando no mar navios como o "Tripoli", para dar mais enfase ao suporte aéreo. Para fazer a ligação eles estão tentando viabilizar um substituto para os LCACs. Os novos CH-53 fazem parte destas novas necessidades de transporte e por ai vai…

        Eles chamam esta "nova" doutrina de STOM, Ship-to-Objective Maneuver. http://www.navy.mil/navydata/transformation/trans

        Já o nosso CFN, que é uma força expedicionária por natureza, parou no tempo…

        A Marinha queria, como planejamento de modernização, 4 NPMs, 3 NTrA, 5 NApLogs e 8 LCACs para prover a esquadra com meios dignos de apoio. Meios que possibilitariam o desembarque além da linha do horizonte e supririam operações de longa duração em engajamentos no exterior.

        E não é nada "megalomaniaco" se você parar para pensar… É o que seria necessário para a única força profissionalizada que temos, os Fuzileiros, poderem cumprir sua função. Só que hoje, acabamos contando apenas com um bom LPD. O resto é resto… E segue o descaso com as forças armadas, afinal, nunca se sentiu a necessidade. E quando eles forem necessárias para assegurar os nossos interesses, ou vai morrer muita gente ou vamos ter que abrir as pernas e deixar passar… Simples assim.

        Existe um ditado dentro das forças americanas (não lembro de qual, mas acho que dos Seals) que diz mais ou menos assim: "Never fight a fair fight"

        No Brasil, a mentalidade da Gambiarra pode nos custar caro um dia…

  8. Que absurdo, discutindo qual caça deveria ter uma marinha que está ficando sem navios. Isso é claramente uma falta de horizonte. Antes de ter caças ou helos de ataque na marinha, deveríamos pensar em encontrar um jeito de por os navios pra navegar.

  9. Sou a favor de se manter os AF-1 para apoio aproximado aos Fuzileiros e para operações próximas à costa, nada mais. Não se pode jogar fora tudo o que já foi gasto, principalmente em treinamento. Formar novos pilotos do zero depois sairia mais caro ainda. Mantém-se os caças sem vender os rins pra isso, mantém-se o pessoal qualificado e pensa-se em novo porta-aviões daqui a 120 anos.

  10. "Manter doutrina".

    Assim se explica o inexplicável nas Forças Armadas brasileiras.

  11. Os poucos que ainda têm condições de voo, ainda voarão outras poucas vezes.
    Depois, um será mandado a algum museu, dois ou três irão para praças públicas, expostos mas relegados à ignorância da plebe rude e ao desleixo das autoridades.
    Os que ainda sobrarem, terminarão como moradas de corujas e quero-queros em algum canto de mato em São Pedro da Aldeia e quando a maresia enfim fizer sua parte, o que sobrar irá derreter em algum ferro velho fluminense.
    E a vidinha mais ou menos das forças armadas vai seguindo, como sempre foi e sempre será.

  12. Simples de resolver o problema…
    1. Escolham um aerodromo na região litorânea.

    2. Escrevam bem grande: NAVIO AERODROMO (A76) Michel Temer.

    3. Pronto o Brasil tera um porta aviões bem mais barato.

    * Obs: É a idade do PresidentE.

  13. A missão é criar doutrina kkkkkk

    aliás, esse é o motivo de existência das forças brasileiras.

    • Quando trabalhava na BARF em 1988 o Poti equipou os Esquilo com metralhadoras e os oficiais dos outros Esq. ficaram pegando no pé, brincando justamente com o conceito alegado pelos pilotos do segundo do oitavo em implantar doutrina de operação armada.
      .
      Hoje o 2°/8° Poti opera o Mi-35 em Porto Velho justamente porque "criaram e mantiveram doutrina" de operação armada a trinta anos atrás.

  14. E se volta ao problema da Alemanha nos anos 90, modernizar as fragatas ou os caças Tornado.

    Depois de muito choro dos pilotos se decidiu modernizar e comprar mais navios e ficar só com a aviação de Patrulha e anti-poluição e doar uns 100 Tornados a Força Aérea.
    .
    Tornados doados:
    . http://old.messerschmitt-bf109.de/gallery3neu/var
    .
    Ficaram com os 20 Breguet Atlantic(cinco Elint e 15 patrulhas) e os dois Dornier Do-228 de fiscalização de poluição
    . https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:A
    .
    . https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/th

  15. Na minha opinião os A4 servem muito bem para apoio aproximado aos Fuzileiros Navais e dentro de sua autonomia patrulha e escolta aos P3, e C265 da FAB. Não estamos em condições de suportar briguinhas por egos da FAB. A Marinha não tem mais um navio aerodromo, como a Australia não o tem e a Australia apresenta mais desafios de patrulha maritima que o Brasil. A Marinha agora tem uma aviação continental e deve se aperfeiçoar neste papel. Que tal o Brasil copiar a China e alargar suas ilhas oceânicas e colocar bases nestas ilhas?
    É importante continuar a treinar sobre o mar, e simular apoio aos fuzileiros, como o fazem os Marines e seus Harriers e F35B.

  16. Seria obviamente mas vc já imaginou o bico dos camaradas que vestem azul com a Marinha tendo mais poder e alcance que seus bilionários GripenNG? O que estraga este país é que aqui um quer que o outro fique na lama, nem que vc esteja ali ao lado numa lama mais rasa.

  17. Gostaria muito que esses caças da Marinha já estivesses modernizados e efetivos, como um tampão até a implementação de um novo caça e novo NA, mas essa não é nossa realidade.
    Nossas forças precisam de reformas, repensar seu papel e seu tamanho/custo. Assim como tudo nesse país precisa de reformas, principalmente nossa constituição gigantesca e obsoleta. Precisamos ter visão estratégica e preparar o país para isso, pois até então, só usamos soluções gambiarras.
    O AF-1 é uma gambiarra temporaria esperando um sonho se realizar. Mas esse sonho está cada vez mais longe.
    Logo, nem escoltas nós teremos a disposição… do que adianta ter caças dos anos 60 (mesmo que ainda seja um vetor respeitável)?
    Meu questionamento é pessimista, eu sei… Mas temos que questionar tudo, pois do jeito que está, não adianta ficar insistindo nos mesmos erros.
    Já faz tempo que a marinha vem delirando em sonhos megalomaníacos, para mudar, séria necessário colocar os pés no chão, botar ordem na cada, para depois começar a planejar o futuro, e parar de sonhar.
    Se a marinha quer ter caças embarcados, que arregassem as mangas e trabalhem para reduzir custos e efetivos, para criar uma marinha enxuta, racional e dinâmica. Daí seria possível ter uma frota pequena mas bem poderosa e flexível, pois só temos grana para isso ou continuar na merd@ de sempre.

  18. O meu delírio seria a MB operando um ou até dois navios da classe USS América (ou semelhante) e possuindo uma pequena quantidade de F-35. Essa combinação não é a mais letal já que o navio operaria sem aeronaves de apoio como faz um Nae convencional, porém o F-35 possui um bom alcance e é uma aeronave muito independente… O navio poderia operar com as aeronaves embarcadas apenas em missões especificas já que ele é um navio multifuncional, acho que seria muito aproveitado e poderia fazer sentido economicamente.

    A FAB diferentemente da marinha não tem a missão de projeção de poder, para um país continental como o Brasil e que não tem bases no exterior, isso deveria ser exclusividade da MB, NA MINHA OPINIÃO… Então padronizaria a FAB com os Gripen e nada de historinha de ToT para a MB, ela que deveria ser nossa ponta de lança e não a FAB, pra marinha só o que tivesse de mais top mas dentro de uma racionalidade é claro, o problema são essas histórias de helicópteros, submarinos e ToTs da vida…

  19. A ideia inicial era a modernização de 12 células dos A-4 para operação no NAe São Paulo. O navio não irá mais operar, a razão da modernização deixou de existir. O melhor a se fazer na minha opinião, seria manter o programa de modernização e manter pilotos voando. Eu acredito que nos dias de hoje não haveria esses atritos com a FAB como no passado, poderiam existir algumas parcerias em treinamentos e operações, até aperfeiçoando a habilidade de ataques ar-solo dos nossos pilotos navais com o conhecimento que a FAB já possui. Voar senhores, a parte operacional da coisa, não pode nunca parar. Não tem dinheiro, não tem avião, não tem modernização, não tem navio, não importa, o lugar de piloto é voando, no céu não é somente a melhor máquina que vence, mas também o piloto melhor adestrado. Seguindo, por mais que os futuros Gripens da FAB armados com mísseis anti-navio e com apoio de tankers possam projetar poder sobre o Atlântico, nada mais justo que a Marinha mesmo sem PA, contribuir ou até mesmo ficar responsável por essa tarefa. Então, a Marinha deveria entrar com interesse e recursos no programa Gripen da FAB vindo a adquirir algumas células do mesmo. E ouso falar aqui, que deveria sim investir no desenvolvimento do Sea Gripen. Ok, a maioria vai vir dizer que nem mesmo o Gripen NG é algo real, que até agora só taxiou na pista e que o Sea Gripen é algo que só vive na cabeça dos Engenheiros da SAAB, mas senhores, ficar que nem um velho chato reclamando, colocando defeitos no Gripen e até mesmo no PROJETO Sea Gripen não vai dar em nada. Sem colocar a cara a tapa e apostar nesses programas não veremos nunca os resultados. Isso tudo é claro, se a Marinha/Políticos concordarem. Uma frota de Gripen FAB/Marinha iria padronizar a logística e otimizar a disponibilidade dos meios, assim como já é feito hoje com a Aviônica da AEL em grande parte das aeronaves da FAB.

    Um forte abraço.

  20. Manter doutrina: essa sempre foi a função dos A-4. E podem continuar à ser, desenvolvendo técnicas e mantendo o pessoal até a chegada do F-39 em São Pedro da Aldeia, equipado com Exocet ou RBS-15. Isso em si, já seria um sonho.

  21. Comprem pelo amor de Deus 8 P-8 para patrulha marítima e 12 unidades do Su-34 com mísseis anti navios.
    Só a marinha americana iria se aventurar em nossas águas pois o resto morreria de medo…

  22. Hã?!
    O autor afirmou mesmo que o A-4 é o melhor jato de ataque disponível para as forças armadas brasileiras?
    E o A-1?
    Olha concordo com quase tudo, mas é por isso que fico tanto tempo sem ler a mídia "especializada" brasileira, é só desgosto, e tem um monte de cego que vai concordar que o A-4 é mesmo superior ao AMX.

    • Deixa Eu ver se entendi: se o autor não escreve aquilo que tu queres, a mídia “especializada” brasileira passa a ser desgosto pra ti?

    • E os meus comentários que não vão ao ar, são retidos. E olha que eu não ofendo ninguém. Quando eu opino sobre aeronaves dos EUA os comentários ficam retidos. Eu já estou triste com isso.

      • Alguns comentários meus se perderam também. Via de regra, eram extensos e com alguns links. Provavelmente o problema é do próprio Intense Debate, uma vez que o CAVOK não adota aprovação prévia. Ou talvez seja algum filtro para certos vocábulos.

        Não leve para o pessoal, meu jovem.

    • Se a Embraer quer desenvolver um E-190 AEW&C ou MPA que o faça, não precisa arrumar um comprador para depois desenvolver o avião.
      .
      Como exemplo temos a Airbus que desenvolveu este demonstrador do C-295 AEW&C com radar AESA ELTA EL/M-2090 sem ter comprador, justamente para demonstrar aos candidatos.
      O Elta EL/M-2090 é uma evolução com base rotativa do (AESA) EL/M-2075 Phalcon usado por Israel, Singapura e Chile.
      .
      A Embraer pode inclusive usar o mesmo avião para demonstrar o AEW e o MPA, como este demonstrador espanhol que tambem tem o ELTA EL/M 2022 de busca, modelo escolhido pelo Brasil para o C-295 Pelicano(C-105 SAR).
      .
      . https://encrypted-tbn1.gstatic.com/images?q=tbn:A

  23. É pedir muito que as forças armadas do Brasil parem com estas ridículas e estúpidas brigas internas a respeito de aviação, que existem desde os anos 40? Teve até época em que a FAB e a Marinha quase chegaram a disparar uma na outra.
    Infelizmente, temos políticos bocós e corruptos mas muito da nossa a alta cúpula militar as vezes é tão imbecil, egoísta e corrupta quanto. Tudo é joguinho de poder, ninguém pensa no BRASIL de fato.

  24. Apoio aéreo integrado com a FAB ?? Poderia ser a melhor opção para salvar os velhos A-4. Que na minha opinião ainda podem voar bem por alguns anos e manter a equipe operacional ativa.
    Modernização teria de ser imprescindível para os Skyhawks.

    Os Mikes não já foram para a RedFlag ?? Por que não os A-4 ??? Manter ativo o esquadrão já !!

  25. Pessoal, voces ficam lembrando harrier mas o tempo dele tambem já passou….é um excelente avião de combate, principalmente no dogfight….tem seus meritos mas seus demeritos tambem….

    Alcance menor que o do A-4

    Custo elevadissimo indo ao ceu agora que quase não existem celulas de reposição….

    Precisariamos de um navio com conves liso, pois se alguem intencionar em emprega-lo em decolagem vertical sua carga de combate será exigua, limitando-se mal e mal a defesa aerea, prejudicando mais ainda seu alcance…

    No pouso vertical, poucos mencionam mas ele praticamente tem de alijar a carga de combate residual….não pode retornar com nada sob risco de acidente de pouso/impacto….aliás, esta é minha duvida se os F-35 dos USMC tambem tem este problema….eles tem potencial de sobra para voltar carregado?….

  26. Sou a favor de cada Força ter seus aviões, mas não vejo problema na operação de outras Forças em navios.
    Me lembro que um Almirante disse qe era constrangedor para a MB ter a FAB voando no Minas Gerais.
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    No Japão a Infantaria do Exército com treinamento específico opera a partir dos navios apoiados por helicopteros de transporte e ataque do Exército, só agora estão estudando a implantação de Fuzileiros Navais.
    A Marinha japonesa tem EC 135 para treinamento, AW 101 para transportes e anti minas e o Mitsubishi UH-60 e SH-60 para SAR e Anti submarino e é comum os CH-47 operando em seus navios com soldados de infantaria.
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    . https://lh6.googleusercontent.com/proxy/T4bww8n7K
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    . https://encrypted-tbn1.gstatic.com/images?q=tbn:A

  27. A FAB não poderia assimilar essas células? Já que (me corrijam se eu estiver enganado) o padrão de modernização deles é similar ao do F-5 M?

  28. Finalmente leio um artigo sério que escapa daquele ufanismo infantil e comercial das revistas "especializadas" que "batem palma pra maluco". Primeiro, quando compramos o São Paulo, foi um oba-oba generalizado. Logo depois vieram os Skyhawk e foi a mesma coisa: confete pra tudo que é lado. Aí gastamos os tubos numa modernização meia-boca de um navio que até as sardinhas da baía da Guanabara sabiam que era idoso e que daria trabalho e gasto, só pra descobrir meses depois que tinha que gastar outro tanto e que a grana já tinha ido embora em outros projetos megalomaníacos como o SSN e os próprios A4. Isso quando começava a faltar o básico: escoltas.
    Agora sai a notícia que foi escolhido o consórcio vencedor das corvetas Tamandaré. Parece ser um belo projeto, mas 4, isso mesmo, QUATRO corvetas pra uma costa desse tamanho! E a gente torrando grana em SSN, num porta helicópteros e modernizando aviões de ataque projetados nos anos 50 para operar de terra. Belíssimo planejamento para uma marinha "oceânica"!!! 4 corvetas, com as fragatas Niterói e Greenhalgh no limite da vida útil….

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