Integrantes do governo argentino afirmam que não há fundos para manter o trabalho na planta de Córdoba.

Sem resultados positivos na busca de um parceiro para fabricar o Pampa, a linha de produção da aeronave entrou na zona de risco. Isto foi confirmado por uma alta fonte do Ministério da Defesa argentino. De acordo com a fonte, o Tesouro não está em condições de alocar recursos para essa atividade.

Conforme já relatado, há contatos com duas empresas estrangeiras, a Paramount Group da África do Sul e a empresa alemã Grob, para uma associação específica para o projeto, ou seja, para um acordo que permita a produção e comercialização do Pampa. A Paramount procura incluir sua aviônica, enquanto os alemães se propõem a montar a aeronave em seu país com peças fabricadas em Córdoba.

Atualmente, existem 15 pampas em construção. O progresso foi feito sem recursos e, fundamentalmente, graças ao apoio e à “paciência” dos fornecedores. A continuidade é um suspense porque o cliente principal, que é a Força Aérea Argentina, não possui recursos para completar os planos. O contrato original, assinado durante o governo de Nestor Kirchner, inclui a fabricação de 40 unidades.

O Governo argentino diz que não há intenções de fechar ou vender a FAdeA. Se a linha de produção precisar ser descontinuada, a empresa poderia concentrar-se nas tarefas de manutenção de aeronaves. Há expectativas para as derivações que o contrato assinado com a Airbus teria para a manutenção da frota C212.

Algumas companhias aéreas de baixo custo exploram a possibilidade de usar a pista de pouso da FAdeA como uma alternativa ao aeroporto de Córdoba, mas é muito curta.


FONTE: La Nacion

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