Um senador norte americano solicitou ao Pantágono que o país cesse as compras de caças Super Hornet e direcionem as verbas para os caças F-35. (Foto: Midshipman John Ivancic / U.S. Navy)

O Pentágono deve cessar as compras adicionais da Boeing de caças F/A-18E/F e concentrar seus limitados dólares na compra de caças Lockheed Martin F-35 Lightning II, de acordo com um apoiador do Senado para os novos jatos.

O senador republicano Saxby Chambliss, da Georgia, delineou ontem o seu caso numa carta enviada ao secretário de Defesa, Leon Panetta, solicitando que ele se “comprometa totalmente a rapidamente colocar em operação” os F-35s e “renunciar a aquisição de aeronaves de quarta geração adicionais, como o F/A-18E/F.”

O caça não-stealth da Boeing é de “limitado a nenhum valor em qualquer cenário futuro de ameaça e só vai drenar os escassos recursos orçamentais a partir de sistemas projetados para nos manter à frente dos nossos adversários”, disse Chambliss, membro do Comitê de Serviços Armados do Senado.

Chambliss foi um defensor de programas da Lockheed Martin, incluindo o caça F-22 e a aeronave de transporte C-130, que são construídas em seu estado.

A carta de Chambliss é a segunda em uma semana, depois que um legislador republicano disse ao Pentágono para defender mais vigorosamente seu programa de armas nº 1 numa época de orçamentos apertados.

O senador John Cornyn, do Texas, escreveu no dia 24 de agosto que a “falta de defesa suficiente” do Pentágono para o programa de US$ 382 bilhões está levando o Congresso a exigir isso.

A opção F-18

Caças F/A-18E/F Super Hornet em operação no convés de voo do porta-aviões USS George Washington (CVN 73). (Foto: Mass Communication Specialist 3rd Class Kyle D. Gahlau / U.S. Navy)

O Pentágono tem mantido a opção de comprar mais caças F-18s caso o desenvolvimento do F-35 vacile.

O inventário de caças F/A-18E/F era limitado a 548 unidades na Revisão Quadrienal de Defesa de 1997, quando o desenvolvimento do F-35 ainda era inicial. A RQD disse que a Marinha poderia comprar até 758 Super Hornets “caso houvesse um adiamento no desenvolvimento” do programa F-35.

A produção inicial da versão da Marinha, na época, foi estimada para começar já no ano fiscal de 2008, disse a RQD. A Marinha agora não espera declarar os seus F-35s operacionais, pelo menos até meados de 2015.

A Marinha e o Pentágono em setembro passado assinaram um contrato de US$ 5,3 bilhões para adicionais 124 caças F-18s.

A empresa Boeing, sediada em Chicago, monitora os recentes progresso do F-35, e pode fornecer mais caças F-18 Super Hornets ou F-15E Strike Eagles caso seja necessário, Dennis Muilenburg, chefe da unidade da Boeing Defense, disse numa entrevista em dezembro passado.

“Sabemos que nossos clientes têm grandes desafios neste momento sobre como eles se encaixam e a capacidade de que precisam num orçamento limitado”, disse Muilenburg. “Se há um desejo de aumentar o tamanho da frota de Super Hornet, estamos bem preparados e equipados para fazer isso.”

Fonte: Bloomberg – Tradução: Cavok

44 COMENTÁRIOS

  1. Nada mais natural! como venho dizendo a muito tempo:…. a "vez" do F-18 já era, como avião de primeira linha, seu projeto é datado dos anos 70, final dos anos 60,.. isto fica nítido se observarmos com atenção as suas linhas e aerodinâmica… um projeto que nasceu nos 80 mas que sua "engenharia" aeronáutica dos 60… um avião pesado para o que carrega, robusto, mas fora do tempo! apesar de pesar quase 40% a mais que um Rafale, carrega o mesmo peso, e tem praticamente a mesma autonomia, porém perde feio em agilidade (razão de subida, giro, curva…). isso se compra também em relação ao F-16… mas o pior é que o F-18, e inclui-se aí o SH, tem sua data de validade anunciada! só não vê quem não quer! comprar mais SH é drenar recursos do F-35… não tem nexo! e o Senador está coberto de razão!

    Sds!

  2. Mas só o fato dele ser 40% maior e ainda necessitar de menos manutenção já demonstra a qualidade do projeto sobre os outros.
    Também o caça francês, assim como o Falcon, menor, mais leve e com aerodinâmica mais refinada perde muito mais desempenho com o aumento de peso e arrasto das cargas externas. Por isso, depois e um determinado peso as vantagens do Rafale somem e se transformam em defeitos ou limitações.

    Existem motivos e vantagens para o SH ser do jeito que é, esse argumento de "supertijolão" parece mais adequado para os conceitos de guerra aérea do começo do século e não para os dias de hoje.
    Porém eu concordo que o Rafale seja adequado ou até superior para as necessidades brasileiras, mas não para as da USNavy entre outras forças armadas.

    • Também a própria matéria indica que a opinião do senador não é isenta de influências da LM. E no fim o que importa mesmo são as opiniões do departamento de defesa e da marinha americana.

      Sds.

    • João… que matemática é esta que faz mágica??? o SH tanto vazio, ou carregado… meia carga, etc… perde em números de desempenho para o Rafale… não existe lógica nisso que propagam! o Rafale decola com 9 toneladas! e apesar do empuxo menor, ele pesa 9ton (carrega seu peso em carga externa) e o SH 14ton… são 5ton de diferença!… o SH tem uma aerodinâmica inferior… seu arrasto, com aqueles enormes pilones, desalinhados, é algo fora do comum… enfim… não consigo enxergar onde uma relação peso potência inferior fará com que este avião supere um de relação melhor… pense bem nisso! tem vários videos do Rafale com 3 tanques, manobrando com leveza e rapidez…

      • A lógica é simples. Um aumento de 50% de peso no Rafale é equivalente a um aumento de 35% no peso do superhornet, e algo parecido acontece também com o arrasto aerodinâmico. Somando os dois a perda de desempenho atinge mais o Rafale, até por ele tirar vantagem de uma melhor aerodinâmica básica. Não foi por acaso que o SH ficou maior que o hornet original, ser menor é uma desvantagem na hora de carregar muito peso, a superioridade em desempenho compensa, mas até um certo limite de carga.

        Concordo que a relação peso potência e a aerodinâmica favorecem muito o Rafale, porém conforme o peso aumenta essas vantagens diminuem ou desaparecem para o caça menor. Talvez com duas, três ou quatro toneladas o rafale ainda consiga ter performance superior, mas com 5 ou 6 a situação começa a se inverter.

        Abraço!

        • Se alguém quiser fazer o cálculo das relações peso/potência das aeronaves limpas e com 5 ou 8 toneladas a mais vai perceber que a vantagem do Rafale sobre o SH diminui consideravelmente ou deixa de existir.
          Infelizmente o efeito sobre arrasto e a aerodinâmica das aeronaves nós não temos como calcular.

          sds!

          • bom, consideremos, que no final, com carga máxima, se igualem… porém, João, o amigo esquece de um detalhe: manobrabilidade é exigida em combate ar-ar ou par safar-se de um SAM… logo, o caça atacado, tende a permanecer apenas com seus mísseis ar-ar … alijando os tanques e bombas se necessário for… em suma: o Rafale passa de um tijolo para um falcão em 1 segundo!

            abraço!

            • Eu ainda não acho que na função de "bombardeiro" eles se igualem, mas pelos mesmo motivos que você, também considero o Rafale F3 superior em geral e mais adequado para às nossas necessidades de defesa aérea! Porém, essa estória de alguns chamarem o SH de tijolão ou jaca, só pq não tem a mesma performance ou agilidade, só demonstra uma baixa compreensão de como as guerras modernas funcionam.

              Sds!

        • Pelo que andei lendo, na verdade existem dois indicadores grosseiros de manobrabilidade: carga alar que é a razão entre a massa da aeronave pela area das superfícies de sustentação e a razão peso potência (sendo esse último indicador o mais comentado, no entanto, falam pouco do indicador de carga alar).

          Conforme o link asseguir: http://en.wikipedia.org/wiki/Fourth_generation_je
          um caça com alta carga alar tem pequena capacidade adicional de sustentar, e consequentemente tem capacidade limitada de giro. Já um caça com baixa caraga alar teria um potencial muito maior de sustentação

      • Resumindo o que voçê falou……o SH é inferior ao Rafale.
        Assino em baixo, neste ponto.
        Mas…..o Rafale cobra bem caro por esta pequena superioridade.

  3. Esse Senador, que por acaso é do Estado que tem fábrica da LM 🙂 Está praticando lobby normal. Mas por outro lado ele não está errado ao afirmar que em um cenário futuro, os F-18 E/F serão 2ª linha na US Navy. Por outro lado, a compra de mais caças F-18 E/F vem da necessidade de tampar o Gap criado pelo atraso previsto nas entregas do F-35 C/B.

    Tecnicamente falando todos os caças de 4ª geração (Rafale, F-16-C B60, MIG-35, Rafale, Gripen, SU-35, F-18 E/F) serão caças que atuarão em cenários de baixa intensidade, e não comporão a linha de frente de suas respectivas forças aéreas. Exceção ao Rafale e Gripen, já que França e Suécia não tem projetos de 5ª geração em andamento, e nem estão envolvidos no F-35.

    A projeção para o futuro são forças aéreas onde a ponta de lança serão caças de 5ª geração, caças de 4.5ª geração serão a 2ª linha e os Ucavs furtivos serão a força de ataque principal.

    O Brasil a previsão é de mais F-5 reformados e mais modernizações para o AMX.

    []'s

  4. Estáo mais q certos, o Shornet eh velharia e merece ser aposentado logo.
    bemvindo o F35, e adeus Hornetáo sucata.
    A fab náo merece essa porcaria de jato, nem q venha a transferencia dessa jossa ultrapassada.

  5. O SUPER-TIJOLÃO fora os EUA ,só estão em serviço na Austrália e são apenas 24 unidades ,foi o único país que a Boeing conseguiu fisgar usando a técnica pega-bobo+ pressão política pesada , lembrando que o contrato foi fechado em 2008, 11 anos depois da entrada em serviço do modelo na US NAVY em 1999 , é mais do que normal uma aeronave que entrou em serviço na década passada e ainda no século 20 ,ter mais aeronaves produzidas,e em operação do que uma do século 21, como o RAFALE , e que faz apenas pouco mais de meia década que esta em operação , como o F-35 ainda não esta pronto não há outra opção a USNAVY a não ser o SUPER-TIJOLÃO , é isso ou colocar os F-14 em serviço novamente , idéia que os pilotos mais veteranos iam adorar , lembro de uma frase que vi em um emblema de uma ex-unidade de F-14 , que dizia ;
    HORNETS BY MANDATE- HORNETS POR OBRIGAÇÃO
    TOMCATS BY CHOICE – TOMCATS POR OPÇÃO .

    • Acho mais facil esperar uns 5 anos mais, e começar a comprar os F-18 usados que os EUA vão querer nos vender bem baratinhos.
      Quando os F-35 estiverem prontos, vão querer tacar os TIJOLOS no Brasil.

      É uma triste e forte possibilidade.

      • Acho que a idéia dos defensores do F-18 na FAB é essa. Ter bastante ferro velho no futuro pra angariar mais unidades. Não deixa de ser uma vantagem caso o futuro nos reserve uma situação parecida coma atual. Consigo imaginar daquia a 50 anos: Brasil compra F-18 usados da Austrália…

        Bom, pelo menos não será da Jordânia…

  6. Quando os F-35 estiverem prontos, vão querer tacar os TIJOLOS no Brasil.

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk , hilário , parabéns amigo Rafael , você tem senso de humor , ou melhor , e tem que ri , pra , não chorar , e realmente , é uma forte possibilidade .

  7. "manobrabilidade é exigida em combate ar-ar ou par safar-se de um SAM… logo, o caça atacado, tende a permanecer apenas com seus mísseis ar-ar … alijando os tanques e bombas se necessário for… em suma: o Rafale passa de um tijolo para um falcão em 1 segundo!"

    1 X 0 p/ o SAM, nem precisou abate-lo e já rebaixou o "poderoso" Rafale, de "falcão" a pardal deseperado!!!

  8. Mandem logo estes F18 Tijolao pros ferrovelhos….sáo 14000kgs de sucata rachada que nao se sustentam em voo.
    Reprojeto de hornet da decada de 70….um pesadelo isso ae voando e pra manter $$$…

    • São 5h de manutenção p/ cada hora voada, no tão adorado Tomcat, eram 50 horas de manutenção.

      • Sem contar as milhares de missões bem sucedidas e alvos destruídos. Mas no super trunfo os custos não importam nada mesmo…

    • Kadu…..acho que voçê se enganou, o F-18 não racha, ele apenas solta pedaços e vibra bastante.
      Quem obteve o pionerismo em rachaduras, são os F-35.

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