A principal atração do Abbotsford Airhsow 2013, os Snowbirds. (Foto: Bernanrdo Malfitano / Cavok)
A principal atração do Abbotsford Airhsow 2013, os Snowbirds. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)

abbotsfordairshow2013_logoUma vez por ano, o aeroporto de Abbotsford – há 70km de Vancouver – sedia o maior airshow do Canadá. Em 2013, entre os dias 9 e 11 de agosto, o evento reuniu diversas aeronaves de várias gerações – biplanos, caças modernos, helicópteros, grandes aviões cargueiros, e pequenos aviões acrobáticos. Acompanhe aqui no Cavok Brasil mais uma cobertura exclusiva de um dos maiores shows aéreos do mundo.

A área de exposição estática do Abbotsford tinha bem menos aeronaves que o usual. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
A área de exposição estática do Abbotsford tinha bem menos aeronaves que o usual. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Mesmo assim, o público marcou presença no mais tradicional show aéreo canadense.  (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Mesmo assim, o público marcou presença no mais tradicional show aéreo canadense. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)

Infelizmente, esse ano não contou com a participação das forças armadas americanas. Por causa da “sequestration”, bases aéreas da US Navy e US Air Force não tiveram os recursos necessários para enviar seus caças, bombardeiros, ou jatos de transporte. Pela primeira vez, as únicas aeronaves de combate modernas presentes no airshow foram as canadenses. A área da exposição estática, onde o público é convidado a caminhar por entre as aeronaves estacionadas, ocupou apenas a metade do espaço normal, dado a ausência dos F-15s, F-16s, F/A-18s, A-10s, C-5s, C-17s, KC-10s, e KC-135s que visitaram o evento em anos passados. Mesmo assim, o show aéreo atraiu um total de aproximadamente 100.000 pessoas durante três dias, e não decepcionou. O bom tempo, efeitos pirotécnicos, aviões históricos, jatos rápidos, acrobacias, e pilotos entre os melhores da indústria, mantiveram Abbotsford na lista dos maiores eventos aeronáuticos do mundo.

O grande aeromodelo Piper Cub.  (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
O grande aeromodelo Piper Cub. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)

As demonstrações começaram com um show de aeromodelismo. Uma das aeronaves de controle remoto era um Piper Cub com quase metade do tamanho de um Cub real. No ar, os modelos eram quase indistinguíveis de aviões acrobáticos tripulados.

Abertura do airshow com paraquedistas que saltaram de um C-130. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Abertura do airshow com paraquedistas que saltaram de um C-130, acompanhados pelos pilotos da “FOURce”. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)

A abertura do evento principal incluiu discursos do prefeito de Abbotsford, dos organizdores do airshow, e de generais das forças armadas canadenses, como também os hinos nacionais do Canadá e dos Estados Unidos. Durante a abertura, paraquedistas (transportados por um C-130) desceram com as bandeiras dos dois países, com aviões acrobáticos desenhando círculos de fumaça no céu ao redor dos paraquedas.

suporte aereo

Simulação de guerra com dois caças CF-18 Hornet e disparos de um Howitzer. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Simulação de guerra com dois caças CF-18 Hornet e disparos de um Howitzer. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)

As forças armadas canadenses então simularam uma missão de guerra. Jipes “patrulharam” o gramado entre as pistas, encontraram “inimigos”, e guiaram tiros de um Howitzer e bombas de dois CF-18s. O Howitzer atirando, os dois Hornets voando baixo e rápido, e os efeitos pirotécnicos, deram aos espectadores um pequeno gosto do ambiente visual e sonoro de um campo de batalha.

hot ramp

Aeronaves do Canadian Heritage Museum.  (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Aeronaves Harvard (mais acima) e Tiger Moth e Fleet Finch do Canadian Museum of Flight. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)

O Canadian Museum of Flight então voou alguns de seus aviões: um Tiger Moth, um Fleet Finch, um Stearman, e um Harvard (versão canadense do T-6), enquanto um dos pilotos do museu explicou vários detalhes sobre como o treinamento de pilotos militares vem mudando através das décadas.

The FOURce aerobatics

As acrobacias aéreas dominaram grande parte do show aéreo em Abbotsford. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
As acrobacias aéreas dominaram grande parte do show aéreo em Abbotsford. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)

Rob Holland aerobatics

Rob Holland realizou as manobras mais arrojadas. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Rob Holland realizou as manobras mais arrojadas. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)

Voaram então os pilotos de acrobacia: Matt Chapman, Rob Holland, e Jack Knutson. Juntos (e tambem com Bill Stein, que não pode comparecer) eles formam a equipe “The FOURce”, e executam várias manobras coordenadas e sincronizadas. Cada piloto também demonstrou suas habilidades individualmente. Rob Holland executou as manobras mais agressivas e precisas: Voou um hammerhead duplo, virou varias cambalhotas (tumbles e lancevaks) para frente e para trás, e fez seu avião pairar no ar como se fosse um helicóptero. Foi com tais manobras que Holland ganhou o Advanced World Aerobatic Championship em 2008, e o US National Freestyle Aerobatic Championship em 2012 e 2013.

As competições entre os aviões e o dragster "Smoke & Thunder". (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
As competições entre os aviões e o dragster “Smoke & Thunder”. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)

Mas Matt Chapman também quis marcar presença, e desafiou Bill Braack numa corrida. Braack, ex-piloto militar, atualmente pilota o Smoke & Thunder, um dragster a jato capaz de chegar a 500 km/h. No final das demonstrações acrobáticas, Braack ligou seu carro a jato e saiu para a pista, Chapman deu vários “rasantes” sobre o dragster, e durante o último, Braack acionou os afterburners e correu atrás do avião. Antes de chegar ao fim da pista, o Smoke & Thunder alcançou e ultrapassou o avião de Chapman. Foi uma incrível demonstração de potência, de um veículo cujo empuxo é três vezes o próprio peso.

Kent Pitsch e seu PA-18 durante a apresentação "comédia aérea". (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Kent Pietsch e seu Interstate Cadet durante a apresentação “comédia aérea”. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)

Mas o que é isso? Um pequeno monomotor amarelo invadiu o espaço aéreo de Abbotsford! No rádio, o piloto diz que ainda está em treinamento, que se perdeu, e que mal sabe pousar o avião. Depois de várias curvas que pareceram chegar perto das árvores ao redor do aeroporto, rápidas subidas e descidas, e também alguns hammerheds, ele finalmente tenta pousar: toca uma roda na pista, depois a outra, depois a ponta de uma asa, e sai voando novamente. Cai um aileron do avião, uma das rodas, e alguns papéis. No fim das contas, com instruções pelo rádio, o avião finalmente pousa e o piloto pula fora e beija o chão. Era Kent Pietsch, é claro, em sua clássica “comédia aérea”.

Pietsch pousa seu Cadet sobre uma camionete coorendo na pista. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Pietsch pousa seu Cadet sobre uma camionete coorendo na pista. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)

Pietsch voou novamente duas vezes durante o airshow. Um dos vôos demonstrou pousos em uma pequena plataforma em cima de uma pick-up: Pietsch se aproximou à pista, tal como em um pouso normal, mas com o carro parado no fim da pista. Deu então o sinal pelo rádio – “Go go go!” – e a pick-up acelerou até 90 km/h. Pietsch lentamente se aproximou da plataforma e pousou em cima, engatando as rodas em um mecanismo antes do motorista pisar no freio. O carro parou com o avião em cima, passou lentamente na frente dos espectadores com Pietsch acenando de dentro do avião, e acelerou novamente para que o piloto pudesse decolar e voltar à pista. Depois do airshow, não daria certo o carro passar pela alfândega na fronteira americana (há menos de 10km de Abbotsford) com um avião em cima…

As manobras acrobáticas de Pietsch no seu cadet com o motor desligado. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
As manobras acrobáticas de Pietsch no seu cadet com o motor desligado. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)

No seu último vôo, Pietsch subiu mais de meio quilômetro, desligou o motor, e acionou dois geradores de fumaça, um em cada asa. Pietsch executou várias manobras acrobáticas suaves e gentis, loops e rolls e spins, enquanto planava seu avião de volta ao solo. Um pouco antes de pousar, a música foi desligada para que os espectadores pudessem ouvir o avião “assobiando” pelo ar. Um dos convidados VIP do airshow (um político da região) caminhou até a pista e ficou em pé, com a mão erguida a sua frente. Sem ligar o motor, Pietsch pousou, taxiou até o convidado, e parou o avião com a hélice tocando a sua mão.

A aeronave de patrulha marítima CP-140 Aurora. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
A aeronave de patrulha marítima CP-140 Aurora. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)

Um avião bem maior e mais potente então foi demonstrado: o CP-140 Aurora, designação canadense do P-3 Orion, versão militar do Lockheed Electra. O CP-140 é um avião de patrulha marítima que pode voar por até 17 horas, detectando navios e submarinos com uma variedade de sensores. Pode também atacar tais embarcações com bombas ou torpedos, carregados internamente em um compartimento na barriga. O piloto abriu e fechou as portas desse compartimento várias vezes durante o voo. Não é normal ver um avião que parece ser comercial, com um compartimento de bombas na barriga!

Um Electra usado no combate a incêndios. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Um Electra usado no combate a incêndios. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)

Pouco depois da demonstração do CP-140, um Electra usado para combater incêndios florestais decolou de Abbotsford. A costa oeste dos Estados Unidos e Canadá sofre vários incêndios nessa época do ano. Uma variedade de aeronaves é dedicada a combatê-los: helicópteros Huey e Skycrane, grandes hidroaviões, antigos torpedeiros como Grumman S-2s, e até alguns jatos como um DC-10 e um 747, coordenados no ar por OV-10s, helicópteros AH-1, e jatos executivos. A ConAir, em Abbotsford, é uma das companhias que adapta aeronaves antigas para essas missões. Os jatinhos de controle recebem vários rádios e equipamento de navegação, e às vezes motores novos. Os grandes “bombeiros” ganham compartimentos para carregar e despejar o “slurry”, uma espuma que cobre o solo e a vegetação para que não peguem fogo, funcionando como uma barreira que contem o incêndio. Nos gramados ao redor do aeroporto de Abbotsford, vários aviões antigos como Convairs, Electras, DC-7s, C-130s, e S-2s aguardam a conversão.

Manfred Radius tow

Manfred Radius stall

Manfred Radius loop

Manfred Radius pousando. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Manfred Radius e suas manobras acrobáticas com um planador. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)

De turboélices potentes a um avião que não tem potência nenhuma: Manfred Radius decolou em seu planador, sendo levado ao céu por um Cessna L-19. Quando se soltou do Cessna, Radius fez várias acrobacias em seu planador, a maioria suavemente, mas algumas bem agressivas como stalls e tailslides. Pousou não na pista, mas sim na grama diretamente na frente dos espectadores.

Spitfire - Mustang - Bearcat

Spitfire

Aeronaves da Segunda Guerra Mundial de diversos museus da região compareceram e foram demonstradas em voo. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Aeronaves da Segunda Guerra Mundial de diversos museus da região compareceram e foram demonstradas em voo. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)

Vários museus da região então voaram alguns de seus aviões da Segunda Guerra. Greg Anders, um dos donos do Heritage Flight Museum (com seu pai, astronauta Bill Anders), pilotou seu P-51D. John Sessions, dono da Historic Flight Foundation, pilotou seu Spitfire. Carter Teeters pilotou o Bearcat da HFF. Pilotos afiliados com o Canadian Museum of Flight pilotaram três Harvards (T-6s). Os seis aviões dos anos 40, com suas linhas elegantes e o ronronar de seus motores, levaram os espectadores de volta no tempo para uma era clássica da aviação, ainda hoje explorada em livros, documentários, e filmes.

A demonstração de um resgate com um helicóptero C-149 Cormorant (EH-101 Merlin). (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
A demonstração de um resgate com um helicóptero CH-149 Cormorant (EH-101 Merlin). (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)

A maioria do Canadá é isolada e pouco populosa. O país inteiro tem uma população de 35 milhões de habitantes (menos de duas vezes a população da região metropolitana de São Paulo) e 75% destes 35 milhões moram bem perto da fronteira com os Estados Unidos. Serviços médicos de emergência quase não existem em grande parte do território canadense, especialmente nas regiões montanhosas e frias que compõem a maioria do país. Para servir essa enorme área remota e inóspita, as forças armadas canadenses operam uma variedade de aeronaves de busca e salvamento. Por exemplo, o DHC-5 Buffalo, conhecido no Brasil como C-115, foi desenvolvido no Canadá para esta missão. É um dos poucos aviões de grande porte que podem pousar e decolar em terreno não-preparado. A mais nova dessas aeronaves é o EH-101 Merlin, designado no Canadá como CH-149 Cormorant. Depois do vôo dos seis warbirds, um Cormorant decolou da área estática e simulou uma operação de busca e salvamento. Dois de seus ocupantes desceram para a pista: um rapidamente usando uma técnica de rapel, o outro mais lentamente com um cabo motorizado. O helicóptero então usou o cabo para depositar uma maca no chão, e voou embora. Os dois tripulantes simularam uma situação de primeiros-socorros, e ascenderam um sinalizador de fumaça para chamar o helicóptero de volta. A maca, e os dois ocupantes, se conectaram ao cabo um de cada vez e subiram de volta ao helicóptero, que não tocou no solo durante todo esse processo.Skyhawks

A equipe de paraquedismo Skyhawks. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
A equipe de paraquedismo Skyhawks. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)

Os Skyhawks – a equipe de demonstração de paraquedismo das forças armadas canadenses – então saltaram de um C-130 e desceram em várias formações e manobras diferentes. Alguns formaram grupos de dois ou três voando junto. Alguns desceram quase verticalmente. Um tinha um cabo pendurado do pé, com uma série de sinalizadores de fumaça. Ao ativar a fumaça, esse paraquedista começou um mergulho vertical com vários rolls, desenhando uma “mola” no céu. Essas formações requerem um controle preciso sobre o paraquedas, como também excelente forma física e coordenação em grupo. Realmente os Skyhawks demonstram algumas das melhores qualidades dos soldados, marinheiros, e pilotos canadenses.

T-33 e 737

Greg Colver e seu jato P-80 Shooting Star. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Greg Colver e seu jato T-33 Shooting Star. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)

Chegou então finalmente a hora das demonstrações dos jatos militares. O primeiro foi um Lockheed T-33 pilotado por Greg Colyer. O T-33 é a versão de treinamento do F-80, o primeiro jato operacional nos Estados Unidos, um avião que bateu vários recordes de velocidade nos anos 40. O P-80/T-33 é um dos jatos mais fabricados da história, com mais de oito mil vendidos para forças aéreas ao redor do mundo. Colyer demonstrou a velocidade e agilidade do T-33 com várias manobras acrobáticas, voos rasantes há poucos metros acima da pista, loops com mais de um quilômetro de altura, e mergulhos que aproximaram a velocidade do som. E no final da demonstração de Greg Colyer, Bill Braack novamente apareceu na pista com o dragster a jato “Smoke & Thunder”, desafiando Greg para uma corrida. Braack quase conseguiu “pegar” o T-33, mas teve que diminuir a potência e soltar o paraquedas para não passar do fim da pista.

CF-18

Sem dúvida, a atração mais barulhenta e que empolgou o público presente foi a do CF-18 Hornet Team da Força Aérea Canadense. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Sem dúvida, a atração mais barulhenta e que empolgou o público presente foi a do CF-18 Hornet Team da Força Aérea Canadense. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)

Mas um jato subsônico de quase 70 anos não se compara a um caça moderno. A Real Força Aérea Canadense trouxe um de seus caças de combate mais avançados, o CF-18 Hornet, a aeronave de mais alta performance a voar no airshow de Abbotsford. Assim que saiu da pista, o Capitao Patrick Pollen fez um roll completo, antes até do trem de pouso ser recolhido. A demonstração incluiu rolls rápidos, voo invertido, square loops, voo a baixa velocidade e alto ângulo de ataque, curvas fechadas, bombardeios simulados, e – é claro – passes que quase chegaram a MACH 1. Para quem gosta de aviação, não tem nada como uma demonstração tática em um caça supersônico, trovoadas de afterburners sob o céu azul.

Snowbirds

Snowbirds

Snowbirds

A equipe de demonstração Snowbirds da Força Aérea Canadense. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
A equipe de demonstração Snowbirds da Força Aérea Canadense. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)

A demonstração aérea dos Snowbirds encerrou o airshow. Voando com nove CT-114 Tutors – jatos de treinamento desenvolvidos no Canadá – os Snowbirds executaram uma longa série de manobras extremamente bem coordenadas, narradas e com acompanhamento musical. Os jatos podem não ter a velocidade ou os estrondosos afterburners das equipes dos Estados Unidos, mas as formações são bem mais complexas, tal como a Maple Leaf (folha de bordo, o símbolo do Canadá), o Diamond, o Vulcan, e o Concorde. Aviões voam um em direção ao outro, atravessam as formações, rolam um em volta do outro, desenham corações no céu, reúnem os nove jatos e fazem rolls e loops juntos como se fossem um grande avião, até mudando a formação no meio de certas manobras. É com certeza uma das exibições aéreas mais bem coreografadas do mundo, e a principal atração que reuniu em Abbotsford tantos fanáticos pela aviação.

Snowbirds

Os noves jatos CL-114 Tutor dos Snowbirds. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Os noves jatos CT-114 Tutor dos Snowbirds. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)

Com mais e mais países reavaliando suas prioridades e dedicando menores recursos a suas forças armadas, o grande airshow militar é uma espécie em extinção. Os Estados Unidos estão passando esse ano (e quem sabe também os futuros anos) sem os Blue Angels ou os Thunderbirds, sem exibições de F-15, F-16, F/A-18, F-22, ou A-10. Muitos residentes dos Estados Unidos visitaram Abbotsford porque foi o único airshow “de verdade” na América do Norte em 2013 (mesmo o airshow sendo apenas a metade do que foi em anos recentes, em termos de jatos militares). Portanto, termino com uma recomendação: se você tiver a oportunidade de visitar um evento onde jatos militares serão exibidos, não perca!

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1 COMENTÁRIO

  1. O CF-18 em voo invertido, com as patinhas pra cima (roda da bequilha e trem baixados), é a foto mais legal…

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