A equipe de demonstração das Forças Armadas do Canadá, os Snowbirds, uma apresentação sempre muito aguardada pelo público canadense. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
A equipe de demonstração das Forças Armadas do Canadá, os Snowbirds, uma apresentação sempre muito aguardada pelo público canadense. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Desde 1962, o tradicional Abbotsford Airshow reúne no Canadá o que há de mais interessante na indústria aeronáutica. O evento, que esse ano foi do dia 12 ao dia 14 de agosto, incluiu caças supersônicos, enormes aviões cargueiros, biplanos históricos, paraquedistas, helicópteros modernos, jatos comerciais, monomotores de todos os tipos, hidroaviões, aeronaves militares usadas para patrulha ou treinamento… e, é claro, equipes de demonstração aérea realizando incríveis acrobacias.

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Caça Lockheed Martin F-35A Lightning II, na exposição estática do Abottsford 2016. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Caça Lockheed Martin F-35A Lightning II, na exposição estática do Abottsford 2016. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Antes até do início dos voos, uma das atrações principais do evento já atraía atenção: a US Air Force enviou um F-35 Joint Strike Fighter, que ficou exposto no solo durante todo o fim de semana. Foi a primeira visita de um F-35 Lightning II ao Canadá, um país cujo governo vem debatendo se quer ou não quer comprar Joint Strike Fighters há muitos anos. Independentemente desse enrolado processo político, os canadenses estavam claramente empolgados com a oportunidade de ver o mais novo stealth da Lockheed. O F-35 passou os três dias cercado de pessoas fazendo perguntas aos pilotos, tirando fotos, e explicando aos amigos e parentes por que é tão especial a rara oportunidade de ver ao vivo este avião.

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Uma grande linha de aviões expostos no Abbotsford 2016. (Fotos: Bernardo Malfitano / Cavok)
Uma grande linha de aviões expostos no Abbotsford 2016. (Fotos: Bernardo Malfitano / Cavok)
BAe 146 convertido como aeronave de combate a incêndio. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
BAe 146 convertido como aeronave de combate a incêndio. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Competição entre um Lamborghini Gallardo e um F/A-18 da Marinha dos EUA. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Competição entre um Lamborghini Gallardo e um F/A-18 da Marinha dos EUA. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
A coleção de aviões em “static display” incluia alguns outros visitantes da US Air Force – F-15, A-10, C-17 – e várias aeronaves das Canadian Armed Forces: Hawks, CF-18s, PC-9s, helicópteros como o Sea King e Cormorant, e aviões maiores como o P-3, C-130, e o estranho CT-142 “Gonzo” com um grande radar no bico. Companhias sediadas em Abbotsford convertem aviões para combater incêndios, de S-2s e DC-7s a C-130s e BAe-146s; Estes também podiam ser vistos pelo aeroporto. A Precision Exotics, especializada em carros exóticos, criou uma pista por entre os aviões de combate a incêndios. Por 160 dólares canadenses, era possível dar três voltas em uma Lamborghini Gallardo Spyder ou uma Ferrari F430 Coupe.

Um caça da Primeira Guerra Mundial SE.5 visto na exposição estática. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Um caça da Primeira Guerra Mundial SE.5 visto na exposição estática. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Belíssimo Beechcraft Staggerwind. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Belíssimo Beechcraft Staggerwing. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Uma multidão esteve presente em Abbotsford durante os três dias de show aéreo. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Uma multidão esteve presente em Abbotsford durante os três dias de show aéreo. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Stearman - roll - Abby16Malfitano
Acrobacias de Gary Rower com um Boeing Stearman. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Entre os turbohélices e jatos militares havia uma grande variedade de monomotores particulares, de lentos bushplanes “STOL” como Piper Cubs e Cessna 180s (bem comuns no Canadá, um país com enormes territórios esparsos e remotos, inacessíveis por estradas), rápidos kitplanes como o RV-8 e o Thorp T-18, hidroaviões como o Osprey 2 e o Murphy Rebel, e biplanos como o Waco, Pitts, Staggerwing, Murphy Renegade, e várias réplicas de caças da Primeira Guerra Mundial como o Sopwith Pup e Nieuport. Apesar de não voarem no airshow, as aeronaves estáticas deram ao público a oportunidade de ver aviões bem de perto, de entrar e explorar os cockpits, controles, painéis, e fazer perguntas para os pilotos. O que é essa tela? O que faz esse botão? Para que serve essa superfície móvel na asa? Quais são as dificuldades de se voar um avião tão antigo? Como foi o processo de adaptar um motor de Volkswagen moderno a um biplano de 1917? O que devo fazer para ser piloto de F-15 quando crescer?

Um Twin Otter subiu com a equipe de paraquedistas do Canadian Army. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Um Twin Otter subiu com a equipe de paraquedistas do Canadian Army. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Skyhawks - candy cane - Abby16Malfitano Skyhawks - 3 - Abby16Malfitano

Equipe de paraquedistas Skyhawks do Canadian Army. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Equipe de paraquedistas Skyhawks do Canadian Army. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
As demonstrações aéreas começaram com os SkyHawks, do Canadian Army. Pulando de um Twin Otter – um avião canadense – os paraquedistas da equipe SkyHawks planaram ao solo com espirais íngremes e mergulhos verticais, em grupos de dois ou três paraquedistas segurando um no outro com braços, pernas, e cabos. As manobras eram ainda mais impressionantes quando se percebia o contorcionismo necessário para manter os paraquedas juntos e sob controle.

O caça SE.5 em voo durante um flyby. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
O caça SE.5 em voo durante um flyby. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Caça P-51 Mustang. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Caça P-51 Mustang. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
T-6s e um Texan II voando em formação. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Harvards (T-6s) e um Harvard 2 (PC-9) voando em formação. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Belíssimo voo de formação com um Douglas AD1 Skyraiderm um P-51 Mustang, um Supermarine Spitfire e um Grumman F8F Hellcat. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Belíssimo voo de formação com um Douglas AD1 Skyraider, um P-51 Mustang, um Supermarine Spitfire e um Grumman F8F Bearcat. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Depois do paraquedismo, voaram os aviões do Canadian Museum of Flight: Harvards (T-6s), um Stearman, um S.E.5, e um Staggerwing. Outras aeronaves antigas foram trazidas por museus dos Estados Unidos: O P-51 e AD-1 do Heritage Flight Museum, e o Spitfire e Bearcat da Historic Flight Foundations, que voaram juntos. Um “Harvard 2” – versão norte-americana do Pilatus PC-9 – então decolou e demonstrou suas habilidades. No final da sua série de manobras acrobáticas, o Harvard 2 entrou em formação com os dois Harvards. Enquanto os três aviões voavam juntos, os locutores explicaram que as Canadian Armed Forces esse ano estão comemorando o British Commonwealth Air Training Plan, BCATP. Durante a Segunda Guerra Mundial, bases de treinamento foram criadas pelo Canadá, um total de 58 “escolas” de pilotos, bombardeiros, navegadores, observadores, e operadores de rádio. Entre 1939 e 1945, mais de 130.000 pilotos foram treinados através do BCATP, a maioria dos pilotos do Reino Unido, um dos mais importantes fatores na vitória contra os nazistas. Vários monumentos, e até um museu, são dedicados ao BCATP.

Caça CF-18 Hornet do
Caça CF-18 Hornet do “demo team” canadense voa em formação com o Harvard 2 (PC-9). (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Boeing F18 - top - Abby16Malfitano

Caça Boeing F/A-18F Super Hornet armado com seis mísseis ar-ar AMRAAM, durante demonstração em voo sobre Abbotsford. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Caça Boeing F/A-18F Super Hornet armado com seis mísseis ar-ar AMRAAM e dois AIM-9 Sidewinder, durante demonstração em voo sobre Abbotsford. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Navy F18 - Gs - Abby16Malfitano

Passagens em alta velocidade foram feitas pelo F/A-18 Super Hornet da Marinha dos EUA. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Passagens em alta velocidade foram feitas pelo F/A-18 Super Hornet da Marinha dos EUA. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Decolagem do Super Hornet da Marinha dos EUA com o Mount Baker ao fundo. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Decolagem do Super Hornet da Marinha dos EUA com o Mount Baker ao fundo. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
No inicio de cada ano, um CF-18 das Canadian Armed Forces recebe uma pintura especial para demonstrações aéreas em airshows até o fim do ano. Em 2016, as cores do CF-18 “demo Hornet” reconhecem o BCATP. O piloto do CF-18 começou a demonstração com um “dirty roll”, rolando o jato 360 graus antes mesmo de retrair o trem de pouso. De fato, três Hornets apresentaram demonstrações em Abbotsford: o CF-18 das Canadian Armed Forces, o F/A-18F da U.S. Navy e um F/A-18F da Boeing. Todas as três demonstrações começaram com um dirty roll, e incluíram loops, rolls, vôo invertido, curvas de 360° de raio mínimo (e G máximo), subidas verticais, velocidade mínima (por volta de 150km/h com os flaps e trem de pouso baixados), “pirouettes” (roll em alto ângulo de ataque e sideslip), e passes chegando perto de Mach 1. Algumas manobras “puxavam” tantas Gs negativas que vórtices eram visíveis na parte de baixo dos LERX, e combustível vazava das válvulas nas pontas dos estabilizadores verticais. O CF-18 se distinguiu por suas belas cores, e por terminar a demo fazendo um voo em formação com o Harvard 2, ambos com pinturas especiais comemorando o BCATP. Já o F/A-18F da Boeing, normalmente apresentado em airshows internacionais como Farnborough e Le Bourget, carregava oito mísseis! Quase nunca se vê voos em airshows com aviões armados, mesmo sendo mísseis de treinamento.

Aeronave de transporte C-130J Hercules das Forças Armadas Canadenses. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Aeronave de transporte C-130J Hercules das Forças Armadas Canadenses. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Cormorant - rescue - Abby16Malfitano

Demonstração de resgate com um helicóptero Cormmorant (AW101 Merlin). (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Demonstração de resgate com um helicóptero Cormorant (AW101 Merlin). (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Outras tradições do Abbotsford Airshow são voos em C-130s locais (vários modelos do Hércules, ao redor do mundo, são trazidos para Abbotsford para manutenção e upgrades), um “salvamento” executado por helicóptero (nesse caso, um Cormorant, versão canadense do AW101 Merlin).

Stearman - Mt Baker - Abby16Malfitano
GaryBiplano Stearman do Canadian Museum of Flight com o Mount Baker ao fundo. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Team Rocket - close up - Abby16Malfitano
Eric Hansen e Ken Fowler, em seus Harmon Rockets. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
EZ - Abby16Malfitano
Kyle Fowler e seu Long-EZ. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
As acrobacias aéreas apresentadas tiveram uma grande variedade de aviões: Gary Rower fez hammerheads, 8 cubanos, e snap-rolls em seu Stearman. Eric Hansen e Ken Fowler, em seus Harmon Rockets, fizeram 8 verticais, hammerheads sincronizadas, rolls um em volta do outro, e muitos opposing passes, incluindo uma decolagem onde começaram em extremidades opostas da pista e decolaram um em direção ao outro! Kyle Fowler, filho de Ken, fez seu primeiro voo em um airshow, executando loops e rolls em seu EZ. Para um jovem piloto canadense, uma estriia em Abbotsford é a realização de um sonho!

Jet Waco - coming - Abby16Malfitano
JetWaco “Screamin’ Sasquatch”. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Jet Waco - flat spin - Abby16Malfitano

Jeff Boerboon e seu Waco Taperwing de 1929, equipado com uma turbina a jato. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Jeff Boerboon e seu Waco Taperwing de 1929, equipado com uma turbina a jato. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Quando Jeff Boerboon decolou em um Waco Taperwing de 1929, parecia ser o início de apenas mais um voo acrobático. Mas o que é isso pendurado na barriga do biplano? É um motor a jato?! Sim, de fato, era um GE J85, o mesmo motor encontrado em aviões como o F-5 e o Learjet 23, mas nesse caso impulsionando um biplano que pesa apenas uma tonelada (O empuxo do J85 sem pós-combustores é quase uma tonelada e meia) e que já tinha bastante potencia com seu tradicional motor radial P&W 985. Apelidado de “Screamin’ Sasquatch”, esse Waco a jato facilmente acelera durante subidas verticais… e gera uma estranha dissonância: sons de caça supersônico vindos de um lento biplano com estilo “art deco”, como um violino gerando o estrondo de uma guitarra elétrica.

Breitling - roll-around - Abby16Malfitano

Bretling Jet Team com seus treinadores L-39. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Bretling Jet Team com seus treinadores L-39. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Breitling - opposing - Abby16Malfitano Breitling - candy cane - Abby16Malfitano

Uma apresentação perfeita e muito bem sincronizada com os sete jatos de treinamento L-39 do Breitling Jet Team. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Uma apresentação perfeita e muito bem sincronizada com os sete jatos de treinamento L-39 do Breitling Jet Team. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Chegou então a hora da atração mais antecipada do airshow: o Breitling Jet Team. Nos últimos anos, Abbotsford não vem atraindo mais tantas aeronaves europeias ou russas quanto exibia no passado. Portanto, muitos dos espectadores mal podiam esperar a chance de ver uma equipe francesa pilotando sete L-39s ex-soviéticos. E de fato, a demonstração não decepcionou: formações com pouco mais de um metro entre cada avião, trajetos onde os jatos se juntavam e então se separavam novamente desenhando incríveis designs com sua fumaça, aviões voando em volta e/ou através de formações… afinal, um verdadeiro ballet de precisão, a união de tecnologia e arte.

Snowbirds - line abreast - Abby16Malfitano

Oito jatos CL-114 Tutors dos Snowbirds, demonstram a perícia dos pilotos canadenses. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Oito jatos CL-114 Tutors dos Snowbirds, demonstram a perícia dos pilotos canadenses. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Snowbirds - mirror - Abby16Malfitano

As manobras dos Snowbirds sempre encantam o público que comparece nos shows aéreos. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
As manobras dos Snowbirds sempre encantam o público que comparece nos shows aéreos. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Mas o ato mais tradicional de Abbotsford, é claro, são os Snowbirds, o esquadrão de exibições aéreas das Canadian Armed Forces. Mesmo com um dos nove pilotos ausente por razões familiares, a decolagem dos jatos canadenses CT-114 atraiu todo o público para perto da pista. Crianças subiram nos ombros de pais, pilotos dos aviões em “static display” pausaram suas conversas, e celulares e câmeras apontaram para o céu azul, com o belíssimo Mount Baker no fundo. Os Snowbirds voaram diversas formações grandes, com o grupo inteiro, em curvas gentis, às vezes mudando de uma formação para outra no meio de um alto loop ou barrel-roll.

Snowbirds - roll-around - Abby16Malfitano

As manobras variavam com três, quatro, seis e oito aeronaves. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
As manobras variavam com três, quatro, seis e oito aeronaves. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Snowbirds - 2up 2down - Abby16Malfitano

Passagens em formação cerrada também demonstravam a habilidade dos pilotos canadenses. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Passagens em formação cerrada também demonstravam a habilidade dos pilotos canadenses. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
A "bomb burst" dos Snowbirds. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
A “bomb burst” dos Snowbirds. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
A nova manobra "Battle of Britain" dos Snowbirds. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
A nova manobra “Battle of Britain” dos Snowbirds. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Eles então se separaram em grupos menores, com formações de três a seis aviões, muito próximos um do outro, com um a três aviões rolando em volta do grupo, atravessando pelo meio da formação, ou voando um em direção aos outros. Uma nova manobra é a “Battle of Britain”, quando os jatos se separam e cada um persegue o outro numa grande nuvem representando as caóticas batalhas aéreas da Segunda Guerra. No final, executaram alguns “bomb bursts” onde o grupo se separa, parecendo fogos de artifício: na subida, depois na descida… e finalmente na horizontal, representando a folha-de-bordo da bandeira canadense.

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Show no final da tarde com apresentação do Super Hornet. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Show no final da tarde com apresentação do Super Hornet. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Os balões iluminaram o céu no início da noite. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Os balões iluminaram o céu no início da noite. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Um Boeing 737 da WestJet pousou no final da tarde em Abbotsford. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Um Boeing 737 da WestJet pousou no final da tarde em Abbotsford. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
O fim da tarde não foi o fim do airshow! Abbotsford tem um show noturno, que começou quando o Sol se pôs… enquanto balões eram inflados, ajudando a iluminar o gramado e assentos. Dan Buchanan em sua asa-delta, Gary Rower em seu Stearman, e o Team Rocket em seus Harmon Rockets, todos voaram à noite, soltando fogos e outros efeitos pirotécnicos enquanto executavam acrobacias. E por coincidência, a Estação Espacial – International Space Station – orbitou diretamente acima de Abbotsford durante o airshow noturno. Os locutores explicaram que uma certa pequena luz no céu não era um jato comercial, e sim a Estação Espacial, “voando” a 400km de altitude e 27.000 km/hora. Algum outro airshow pode dizer que incluiu um “fly-by” de uma nave no espaço?

Passagens do CF-18 Hornet com pós-combustores acionados no show noturno. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Passagens do CF-18 Hornet com pós-combustores acionados no show noturno. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Para fechar o airshow, o CF-18 decolou e fez vários passes rápidos e rasantes, com os pós-combustores formando dois cones ofuscantes atrás do avião. O ultimo rasante foi seguido pela “Wall of Fire”, uma enorme explosão pirotécnica que iluminou todo o aeroporto e criou uma onda de choque que os espectadores sentiram no peito.

Dan Buchanan - night - Abby16Malfitano

Show aéreo noturno com o Team Rocket. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Show aéreo noturno com o Team Rocket. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)
Foi uma conclusão marcante para o maior airshow do Canadá, um evento verdadeiramente internacional, imperdível para qualquer fã da aviação nessa região do continente norte-americano. Quem sabe quais surpresas veremos em Abbotsford ano que vem?

4 COMENTÁRIOS

  1. Belas imagens, parabéns a quem as tirou… Gostaria muito de poder ir a estes shows, pena a situação financeira não ajudar, alias nunca ajudou rs, ainda bem que o pessoal sempre contribui aqui no Cavok pra gente poder ver as belas aeronaves.

    Gostaria de deixar um OFF.: Não está sendo noticiado muito isso mas está ocorrendo um grande incêndio florestal na California, encontrei este vídeo que mostra o esforço das equipes de controle de incêndio que está no oitavo dia de combate. Achei muito interessante a quantidade e diversidade de aeronaves envolvidas no combate. Segue o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=0jBkfyO5NKY

  2. Ótima matéria e lindas imagens. Só uma adição, eu estava lá durante os três dias do show e na verdade a força aérea americana mandou dois caças F-35.

    Um dele estava sim no static display com um forte esquema de segurança ao redor onde visitantes não podiam nem chegar perto dele (havia até um carro de polícia atrás dele com um policial segurando um fuzil) e o outro F-35 estava escondido do público em um dos hangares (o hagar da Cascade). Esse segundo F-35 ficou só para os VIPs – só fiquei sabendo disso pois cheguei antes do horário que os portões abriam já que estava trabalhando lá – e havia também ouvido falar que o primeiro ministro do Canadá estava na província, então quem sabe ele veio olhar o caça também.

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