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A Base Aérea de Canoas realizou o tradicional evento EXPOAER, e contou com a presença de aeronaves Mirage 2000C da Base Aérea de Anápolis. (Foto: Fernando Valduga / Cavok)

No dia 12 de outubro, a Base Aérea de Canoas (BACO) realizou o tradicional evento EXPOAER, quando a base abre seus portões para o público poder apreciar as apresentações aéreas das aeronaves militares da Força Aérea Brasileira. E este ano o evento contou com diversos aviões de outras bases, como o P-3AM Orion e os Mirage F2000C do 1° GDA.

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A aeronave de patrulha marítima Lockheed P-3AM Orion do Esquadrão Orungam. (Foto: Fernando Valduga / Cavok)
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O Lockheed C-130H Hercules do Esquadrão Cascavel, que esteve presente no evento em Canoas. (Foto: Fernando Valduga / Cavok)
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Dois caças Mirage 2000C (F-2000C) do Esquadrão Jaguar de Anápolis taxiam na Base Aérea de Canoas, acompanhados por um F-5EM do Esquadrão Pampa. (Foto: Fernando Valduga / Cavok)

A EXPOAER 2012 teve início às 10hs, e logo na chegada era possível ver as aeronaves P-3AM Orion do 1°/7° GAV “Esquadrão Orungam” e o C-130 Hercules do 1°/2° GT Esquadrão Cascavel no pátio da base aérea. Mas este ano o evento contou com a participação de quatro caças Mirage 2000C do 1° GDA, da Base Aérea de Anápolis, que estavam em Canoas desde terça-feira para participar de um exercício com o Esquadrão Pampa, chamado de “Jagua-Pampa”.

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Um caça Mirage 2000 do 1° GDA decola na Base Aérea de Canoas. (Foto: Fernando Valduga / Cavok)
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Passagem baixa de dois Mirage 2000C e um F-5EM no retorno de uma missão sobre a Lagoa dos Patos. (Foto: Fernando Valduga / Cavok)
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Caças partem para mais uma missão no exercício “Jagua-Pampa”. (Foto: Fernando Valduga / Cavok)
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Um F-5EM e um F-2000C da FAB realizam uma passagem na EXPOAER. (Foto: Fernando Valduga / Cavok)

Por volta das 11hs, dois caças Mirage 2000 partiram juntamente com um F-5EM para uma missão sobre a Lagoa dos Patos. No retorno, cerca de 20 minutos depois, eles fizeram uma bela passagem em formação sobre a BACO. O voo foi seguido por mais duas surtidas com um mix entre caças F-5EM e Mirage 2000C, que sempre no retorno realizavam passagens sobre a base, empolgando o público presente.

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A Esquadrilha da Fumaça decola pela manhã para demonstração em Porto Alegre. (Foto: Fernando Valduga / Cavok)
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No retorno da apresentação em Porto Alegre, os pilotos da Fumaça fizeram passagens sobre a base. (Foto: Fernando Valduga / Cavok)
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Os T-27 Tucano da Esquadrilha da Fumaça. (Foto: Fernando Valduga / Cavok)

A Esquadrilha da Fumaça, que compareceu na Base Aérea de Canoas para duas apresentações no dia, uma às 11 horas em Porto Alegre, sobre o Guaíba, para o Centenário do Colégio Militar da capital, e outra na Base Aérea de Canoas às 16hs, decolou de manhã, e no retorno da apresentação em Porto Alegre fez várias passagens sobre a base, dando um aperitivo da apresentação do final da tarde.

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O C-95M Bandeirante taxia na base em Canoas com a Tenente Camila no assento esquerdo. (Foto: Fernando Valduga / Cavok)
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A aeronave C-97 Brasilia realizou voos panorâmicos que foram sorteados ao público. (Foto: Fernando Valduga / Cavok)
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O helicóptero H-60L Black Hawk do Esquadrão Pantera. (Foto: Fernando Valduga / Cavok)
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A aeronave AEW E-99 do Esquadrão Guardião. (Foto: Fernando Valduga / Cavok)

Durante o dia, houveram ainda apresentações com a aeronave modernizada C-95M Bandeirante do 5° ETA, voos panorâmicos com o C-97 Brasília, e paraquedismo. Um pouco antes da apresentação do EDA, o helicóptero H-60L Black Hawk do 5°/8° GAV Esquadrão Pantera decolou para passagens sobre a base, com o amigo Coronel Biasus a bordo para registro fotográfico aéreo do evento. No pátio também estavam presentes um avião de vigilância Embraer E-99 do 2°/6° GAV Esquadrão Guardião, um helicóptero HM-1 Pantera do Exército, um T-27 da Academia da Força Aérea, e um UH-12 Esquilo da Marinha Brasileira, um C-98B Caravan do 5° ETA, um P-95B Bandeirulha do 2°/7° GAV de Florianópolis, um C-90B King Air para serviço aeromédico da UniAir, além de diversas aeronaves de aeroclubes do estado.

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No final da tarde as aeronaves da Esquadrilha da Fumaça partiram para sua apresentação na EXPOAER 2012. (Foto: Fernando Valduga / Cavok)

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Mesmo com forte ventos, os pilotos demonstraram sua perícia e controle dos Tucanos nas manobras. (Foto: Fernando Valduga / Cavok)
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Um T-27 Tucano da Esquadrilha da Fumaça dá um rasante na Base Aérea de Canoas. (Foto: Fernando Valduga / Cavok)

Foi então que o locutor da Esquadrilha da Fumaça, Capitão Franklin (Fumaça #7) anunciou que o EDA estava acionando para sua apresentação. As sete aeronaves T-27 partiram para talvez a última apresentação na EXPOAER com as aeronaves Tucano, já que o esquadrão começou a receber seus primeiros A-29 Super Tucano, e existe uma previsão que a Fumaça receba todas até o ano que vem. O processo ainda não está totalmente definido, já que muito trabalho ainda precisa ser feito para adaptação dos pilotos e mecânicos da Fumaça com as novas aeronaves.

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Algumas manobras da Esquadrilha da Fumaça durante a Expoaer. (Foto: Fernando Valduga / Cavok)

Até o final do ano devem chegar mais aeronaves biplaces e talvez algumas monoplaces. Durante o início de 2013 serão feitos os voos e uma total imersão do esquadrão nas novas aeronaves, que possuem novas características de voo e também de tecnologias. A Esquadrilha da Fumaça quer realizar essa transição com toda segurança, e por isso ainda não existe um prazo para o começo das apresentações com o Super Tucano.

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Os sete Tucanos taxiam após uma bela apresentação na BACO. (Foto: Fernando Valduga / Cavok)
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O Capitão Pivovar (Fumaça #5) recebe o carinho do público durante a EXPOAER 2012. (Foto: Fernando Valduga / Cavok)
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O evento em Canoas foi considerado um dos melhores já realizados nos últimos 10 anos. (Foto: Fernando Valduga / Cavok)

Após 45 minutos de voo, os pilotos do EDA foram receber o carinho do público que compareceu na Base Aérea de Canoas para comemorar o Dia das Crianças. Nesse sábado, dia 13, a Esquadrilha da Fumaça segue para Base Aérea de Santa Maria (BASM), onde também será realizado a EXPOAER, e que deve contar também com a presença das aeronaves A-1/RA-1 dos esquadrões Poker e Centauro.

O Cavok Brasil gostaria de agradecer ao Coronel Antônio Biasus por organizar junto a Base Aérea de Canoas um acesso especial para os fotógrafos poderem acompanhar os voos junto a área operacional, podendo conversar com os pilotos e registrar com mais facilidade as aeronaves presentes na EXPOAER.

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20 COMENTÁRIOS

  1. Eitaaa! A foto unindo os dois Mirage e o Tiger M está num enquadramento perfeito, parece uma pintura. O mesmo para a outra, do F-5M "sobre" o M2000. E a do T-27 da Fumaça, quase de frente e dando um rasante? Para mim, um ângulo inusitado (eu nunca tinha visto o T-27 tão bojudo), uma novidade, algo desejado numa sessão de fotos. Lembra os bons tempos (passados) da Revista Força Aérea… Interessante também é o capitão da Fumaça interagindo com os "fãs" — bem diferente do piloto de um então Mirage IIIE, num portões abertos aqui na Modorralândia, em 2001: o cara, um tampinha, estava se achando o Tom Cruise e exalava antipatia ao ignorar as crianças próximas a ele. Um mané. Outra coisa da ocasião foi que, às 16h, os camaradas empurraram o F-103E de ré, no muque (parecia bem leve e eles não pareciam ter pressa, então eu fotografei isso tranquilo), para dentro da área cercada e o ligaram na tomada. Demorou, demorou, o MIII ficou quase uma hora engatado na APU, como um celularzão tijolo pré-histórico Motorola PT550 recarregando a bateria — até que o sr. Cruise, sumidade dos ares, entrou no bichinho, taxiou, acelerou, decolou, fez mais uma passagem, depois outra em X sobre a primeira e sumiu … Isso se repetiu em outras datas idênticas: só duas passagens e tchau pra vocês. Então, noto que o caro Valduga e conterrâneos se deram bem: mais de duas passagens rasantes de F-5M e o visitante M2000! Numa única vez! Um dia positivo em tudo! 🙂

    • Amigo Armand. Ontem o dia foi ótimo mesmo, com duas não, mas diversas passagens dos F-5EM e dos M2000 do GDA. As passagens em formação foram especiais mesmo e algo que nunca tinha visto em Canoas, posi normalmente voam em formação somente os caças da base. A presença do Orion e do Black Hawk também agradaram os apaixonados por aviação, sem contar a quase 1 apresentação e meia da Fumaça, que decolou de manhã para se apresentar em POA.

      Mas acima de tudo, valeu para encontrar os amigos e comemorar meu aniversário na base.

      Abraço,

      Fernando Valduga
      Editor Cavok Brasil

      • Caríssimo Valduga, aniversário? Então, meus parabéns! Muita felicidade à você e família! Comemorar numa base aérea, fazendo o que gosta, para mim, seria o céu… Só faltaria o barril de chope… 🙂

      • Parabens pelo aniversário e fotos, espero acompanhar vc e este espaço por muuuito tempo.
        Abraços

    • Pela descrição do Valduga deve ter sido um das melhores apresentações da FAB, com as principais aeronaves da força presentes e vários rasantes dos caças.

      Aproveitando, meus parabéns atrasado Valduga. Excelente cobertura!! Quando se gosta do que faz se trabalha até em aniversário pra comemorar! 🙂

  2. Espetáculo de cobertura, essa com a bandeira do Brasil então , é 10.

    Agora vendo as fotos do Mirage, como sinto não termos feito negócio com esse delta, nos mínimos parafusos , radar, turbina, tudo .

    Esperaremos um vídeo com o som dos motores e turbinas nessa ou em outra oportunidade, com ou sem vidraças.

    Abs.

  3. Nossa!!! Quantas lindas fotos!!!

    Mas tenho uma duvida, porque alguns F-5EM tem os estabilizadores verticais diferentes de outros F-5EM?

  4. Eu assisti ao show do EDA em Porto Alegre. Foi muito bacana e antes do EDA chegar os dois M2000 e o Forevis sobrevoaram o local. Eu já tinha visto um M2000 na semana e me deu vontade de ir na BACO, mas só em pensar no engarrafamento que é para entrar na base, desisti. Pelo visto essa EXPOAER foi decente então?

    20min de voo? Decolar, olhar e voltar?

    Parabéns Chefe! 😉

  5. "Jagua-Pampa"

    Quem venceria um dogfight? Na arena BVR aposto minhas fichas no Forevis, mas olho-no-olho, tudo no M2000! Não tem como, o M53 faz os dois J85 parecerem brinquedo…

    • Gostei da proposta de conjecturas e elocubrações. 🙂

      No dogfight não tem o que discutir. Seria como o caso dos treinamentos de Mig-21 romenos contra os F-16 americanos noticiado recentemente aqui. Sem chances, a não ser em casos extremos e raros, para Mig-21 e F-5. Na minho opinião o M2000 é o melhor dogfighter ocidental até a quarta geração (excluíndo os recentes de 4.5ª e 5ª). Na verdade o M2000 e o F-16, dogfighters por excelência. Mas entre os dois ainda fico com o M2000. Os gregos costumam dar preferência ao uso de M2000 pra interceptar F-16 turcos naquelas "bricadeirinhas" de pega-pega e gato-e-raro no mar Egeu e tem muito video de F-16 travado em HUD de M2000 grego por aí.

      Já na arena BVR, Forevis tem muitas vantagens, mas desvantagens também. Antes mesmo de entrar no combate em si, o M2000 voa mais alto, mais longe e mais rápido. Isso já representa uma grande vantagem nas funções de interceptação e superioridade aérea antes do combate propriamente dito. Mas no combate mesmo, o F-5 possui um sistema de armas e suite eletrônica mais modernos. O Derby, apesar de ser o perna curta dos mísseis BVR modernos, tem mais perna que o Super 530 e é um míssil moderno e com radar ativo, não precisa de iluminação constante do radar do F-5. O Super 530 precisa é semi-ativo, perna curta para os padrões atuais, precisa da iluminação constante do radar do M2000. Mas além das vantagens cinéticas, M2000 ainda consegue uma outra vantagem, a detecção. Caças como M2000 e F-16 permitem a intalação de radares maiores e mais potentes. No F-5 há limitações de espaço e energia. Por isso foi instalada a versão F do Grifo:
      http://www.selex-sas.com/EN/Common/files/SELEX_Ga

      Os nossos M2000 possuem o RDI (infelizmente não foram da versão -5 com RDY e MICA integrado, fosse esse o caso os Forevis teriam poucas chances na arena BVR também). Embora seja menos versátil, não esteja integrado a mísseis mais modernos e apresente menos modos que a família Grifo, se trata de um radar maior e mais potente que o Grifo F dos F-5, com alcance de detecção e travamente razoavelmente maior. Se não houver auxílio de AWACS, o M2000 tem capacidade de detectar primeiro e se posicionar melhor para o combate ou evitá-lo se for o caso, coisa que ele consegue facilmente por suas vantagens cinéticas. Não sei se o RWR nos Forevis são capazes de fornecer a direção ou distância aproximada das emissões detectadas, o que poderia diminuir a vantagem do M2000 quanto a detectar primeiro, mas com certeza ele não trava em alvo e passa coordenadas para o Derby. Mas ainda assim ficaria com o Forevis na arena BVR. Mas a taxa de troca não seria muito desequilibrada em um combate real envolvendo frotas dos dois caças sem auxílios externos.

      Ainda sobre os radares. O RDI possui alcance de detecção de caças superior a 100km. É tecnologicamente equivalente ao APG-66, mas por ser maior e mais pesado e projetado com a interceptação e superioridade aérea como prioridades, possui alcance maior que o APG-66 nos modos ar-ar:
      http://articles.janes.com/articles/Janes-Avionics

      Pra se ter uma ideia da diferença de potência e alcance, segue um pdf com as características do Grifo S, a versão maior e mais potente da família Grifo:
      http://www.selex-sas.com/EN/Common/files/SELEX_Ga

      O alcance de dectecção contra caças dessa versão fica na casa de 100km. Mas essa é a versão S, com 560W de potência e antena maior. Essa versão não cabe e nem tem energia suficiente no F-5 pra ela. A versao F é menor e de 200W de potência. A versão S temo como principal alvo a substituição nos M2000 e F-16 de RDM, RDI e APG-66, por ser mais moderno, versátil, possuir mais modos, ser mais leve, mais barato de manter e poder ser integrado a mísseis e armas modernos, além de serem baratos. Concorrem com o RDY-3 para os M2000, tão moderno quanto, mas mais potente e caro, além do APG-68 nas versões mais modernas para os F-16. Recentemente surgui também, pra quem quer gastar um pouco mais por algo mais moderno e capaz, as novas opções pelos radares AESA RACR e SABR.

      Sinto que divaguei demais. 🙂
      Mas agora que escrevi, se alguém tiver a paciencia de ler, segue o post! 🙂

      • O jeito então é trazer o M2000 para lutar cá embaixo, como os Sea Harriers fizeram com o deltas hermanos…

        • É, mas aí eu acho que vai depender também da situação tática em que se encontram os M2000, se estarão na ofensiva ou na defensiva.

        • Giordani, o pior é que nesse caso específico de comparação, acredito que essa tática não ajude muito o Forevis. Essa tática normalmente envolve embates entre caças mais potentes e rápidos, que voam mais alto, mas são menos manobráveis, especialmente em baixas altitudes e velocidades. Seria uma excelente tática em encontros entre por, exemplo, F-4 e Mig-21, Mirage III e F-5, Lightning e Mig-21, Mirage III e Sea Harrier, etc. Ou seja, é uma tática do pequeno, mais lento e que voa mais baixo, porém mais manobrável, especialmente em baixas altitudes e velocidades, contra os grandões velozes e que voam alto, mas que são uma "baratas tontas" em baixas altitudes e velocidades. Essa é uma boa tática para aviões como F-5, Sea Harrier, A-4, Mig-21 e outros pequenos manobráveis, contra grandões como F-4, Lightning e Mirage III (não que o MIrage III seja de fato um grandão, mas ele tem as características de voo dos grandões).

          No caso do M2000 contra Forevis, o M2000, embora não seja um grandão propriamente dito, é o grandão da história entre os dois, voa mais alto, mais rápido e mais longe, mais ao mesmo tempo ele também é mais manobrável, inclusive em baixas alturas e velocidades. Coisas que o salto de tecnologia entre as gerações de caça proporciona. O tal de delta instavel com FBW, que acabou sendo depois replicado no três eurocanards, acrescentando-se os canards. Uma outra quebra nesse tipo de tática que funcionou bem no Vietnam, por exemplo com os Mig-21, foi a melhoria constante nos mísseis BVR. Depois disso, os grandões, que além das vantagens de potência altitude e velocidade, podem levar sistemas eletrônicos mais potentes como radares, passaram a ter vantagens na arena BVR. Os mísseis BVR melhoraram a probabilidade de abate, que embora não seja uma maravilha, possibilitou aos grandões a vantagem de abater muitos dos pequenos antes mesmo que esses tivessem a chance de no combate aproximado tentar arrastar os grandões para baixo. o F-14 com seus Phoenix e F-15 com seus AMRAAM a partir da década de 90 se beneficiaram bastante disso. Inicialmente não havia nem previsão de se operar mísseis BVR nos pequenos, os F-5 não tiveram cogitada a possibilidade de emprego do Sparrow e os primeiros F-16 não empregavam Sparrows também. Mas com o avanço das tecnologias de radares, os pequenos passaram, ainda na década de 90, a possuirem radares capazes de empregar modernos mísseis BVR, como os AMRAAM no F-16 e MICA nos M2000.

          A partir daí o "pulo-do-gato" foi a redução da assinatura radar. Caças como Eurofighter e Rafale, embora possuam radares menos potentes e com antenas bem menores, conseguem em uma trajetória de encontro frontal detectar F-15 A/B/C/D/E antes de serem detectados, já que os Legacy Eagles tem assinatura RCS frontal da ordem de 10m² e os eurocanards da ordem de 0,1m². E nesse aspecto F-22 e F-35 tem uma grande vantagem. No caso de embates entre caças de 5ª geração, cogita-se que o dogfight possa ter um papel maior, já que nenhum dos caças será capaz de detectar o outro a grandes distâncias.

          Ficou coisa mal explicada e atropelada por aí no texto, mas se fosse detalhar tudo ficaria gigante, e olha que não tá pequeno. 🙂

          Isso porque o post era sobre um show aérea na base de Canoas. 🙂
          Me desculpe a fugida do tópico, Valduga. É que como entusiasta me empolgo com o combate aéreo entre caças e numa simples comparação entre os vetores atuais da linha de frente da FAB (os dois apresentam muitas limitações, a FAB precisa de algo melhor…) veja onde fui parar. 🙂

      • Véi, você tirou todas minhas duvidas (e não eram poucas) em relação ao Mirage 2000, valew!!!

      • Uma coisa que esqueci de dizer. Quanto ao dogfight, me refiro ao dogfight clássico, em que se precisa se posicionar atrás do outro avião para travar e atirar mísseis de curto alcance. Nesse cenário caças como F-5 e Mig-21 tem pouquíssimas chances contra caças como M2000 e F-16. Mas com miras em capacetes e mísseis de quinta geração altamente manobráveis e que podem travar depois do lançamento, como o Python 5, AIM-9X2, ASRAAM, IRIS-T e futuramente o A-DARTER, se só um dos caças possuir esse conjunto, ele consegue uma boa vantagem. Nesse caso brasileiro de comparação, os M2000 não possuem isso, os Forevis possuem mira em capacete, só falta o míssil de quinta geração (o A-darter está chegando). Nesse caso o Foreveis acaba conseguindo tirar boa parte da desvantagem. Mas no caso das versões mais avançadas do M2000, o -5Mk2 ou -9, com mira em capacete, a distância volta a ser grande, mas ainda assim o Forevis tem mais perspectiva de vitória do que no caso em que nenhum dos dois tem esse tipo de tecnologia integrada. Os M2000, indianos, por exemplo, que vão ser modernizados para um padrão semelhante aos -5Mk2 e -9, vão ter a mira em capacete Topsight e vão integrar o ASRAAM inglês. Poucos caças terão desempenho melhor do que esses M2000 modernizados indianos em dogfight. é melhor e prudente tentar derrubá-los de longe com mísseis BVR de maior alcance que os MICA RF, como AIM-120C/D e Meteor, quando este estiver disponível.

  6. A foto do Mirage "olhando" os dois F-5 taxiando também ficou muito bonita. Valeu pela excelente cobertura Valduga.

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