A Força Aérea da Síria recebeu duas novas aeronaves Su-24M2 da Rússia.
A Força Aérea da Síria recebeu duas novas aeronaves Su-24M2 da Rússia.

A Força Aérea da Síria recebeu da Rússia um novo lote de bombardeiros Su-24M2 Fencer-D, de acordo com a agência de notícias AMN (Al-Masdar News).

A Força Aérea Síria recebeu dois aviões Su-24M2, e outras oito unidades serão transferidas em breve, visando reforçar as capacidades de combate em Damasco, conforme informações da agência de notícias AMN.

A Rússia vem operando com seus jatos de combate Su-24M2 a partir da Base de
A Rússia vem operando com seus jatos de combate Su-24M2 a partir da Base Aérea de Lataquia.

Ainda de acordo com a AMN, a Rússia tem fornecido os acima mencionados bombardeiros Su-24M2 para as forças governamentais sírias no âmbito da cooperação técnico-militar entre Moscou e Damasco.

O Su-24M2 recebeu telas avançadas multifuncionais (MFD), sistema combinado de navegação GPS/GLONASS/Inercial, novos dispositivos de visualização de dados e conjunto de comunicações atualizado.

O software de armas melhorado do Su-24M2 permite disparar o míssil antinavio Kh-31A (AS-17 Krypton) e mísseis antiradiação Kh-31P (AS-17 Krypton), bem como bombas guiadas KAB-500KR. O Su-24M2 pode ser equipado com sistemas de guerra eletrônica (EW).

Decolagem noturna de um Su-24M2 da Força Aérea Russa.
Decolagem noturna de um Su-24M2 da Força Aérea Russa.

A Força Aérea da Síria já teria implantado 11 aviões de combate Su-24. A Rússia está usando aviões Su-24M para bombardear o Estado Islâmico, ou ISIS, na Síria.

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100 COMENTÁRIOS

  1. Continuando,

    As limitações de uma aeronave baseada em terra também trás certos inconvenientes, como o tempo de reação a uma ameaça, que pode ser muito mais limitado a medida em que se avança mar adentro.

    Um exemplo interessante do que expus acima consiste na Guerra das Malvinas. Os problemas que os argentinos enfrentaram sempre mantiveram o grosso de sua aviação no continente. Os britânicos, por outro lado, e mesmo contando com um número muito inferior de aeronaves no TO, conseguiram a superioridade. E assim o foi pelo simples fato de que seus porta-aviões puderam aproximar os caças das ilhas, diminuindo o tempo de voo até elas e assim proporcionando um número maior de surtidas por aeronaves. Em verdade, a partir do momento em que os argentinos não foram capazes de basear caças de alta performance nas ilhas, eles já haviam perdido o conflito…

    "Submarinos" dirão alguns colegas. Eles realmente podem conseguir sucessos surpreendentes, mas deverão existir em certa quantidade para serem verdadeiramente efetivos. E sem um componente aéreo que valha para prover-lhes inteligência, ficam extremamente limitados em suas ações ( o conflito das Falklands novamente é o exemplo ). E lembrando que esses meios são puramente defensivos; com capacidade de tão e somente negar o mar. Por não possuírem os sensores adequados para varrer o espaço aéreo, a consciência situacional é limitada, tornando-os "lobos solitários", dependentes unicamente do que seus "ouvidos" lhes mostram…

    Vejam que não estou querendo dizer com tudo isso que não devemos ter nada… Longe disso… Ser for possível a aquisição de sistemas como o RBS-15 baseado em terra ou mesmo o próprio 'Bastion', eu ficaria muito satisfeito. Mas deve se ter a consciência de que eles são apenas a parte de um todo; e que no caso do Brasil esse "todo" é imenso…

    Algo interessante de ser feito ( uma medida "paliativa", digo eu… ) seria basear sistemas como esses nas ilhas a serem defendidas, negando-as aos adversários ao mesmo tempo em que se mantem elas como postos avançados para monitorar a movimentação de embarcações. Contudo, isso também implicaria em um componente de defesa aérea para protege-los.

    Enfim, se estivermos pensando nos verdadeiros adversários em potencial do Brasil, certamente que uma defesa como essa, com o núcleo em sistemas baseados em terra ( incluso os arquipélagos ), é o suficiente ( considerando uma mentalidade puramente defensiva )… Mas se alguém aqui estiver pensando em lutar contra uma 'USN', 'PLA Navy' ou coisa que o valha, aí complica… 🙂 Há de se precisar de um componente realmente a altura…

    Há também um ponto específico no que diz respeito a projeção de força. O porta-aviões é o meio que garante a cobertura aérea aos meios de projeção de força. E não se pode esperar que o Brasil vá ficar para sempre com a cara enterrada no continente. Poderão haver situações que demandem alguma capacidade de projetar força. Aliás, creio que cedo ou tarde isso deverá acontecer… É inevitável, mesmo considerando a situação acachapante do Brasil hoje…

    • O P3 pode localizar o adversário e realizar o ataque com o harpoon.

      O caça baseado em terra necessitaria das coordenadas do inimigo de qualquer forma e precisaria dos serviços do P3.

      A única situação que o caça baseado em terra leva vantagem sobre o P3 é contra uma força protegida por um CDF.

      Nada impede a integração e o treino dos esquadrões de caça, pois seria mais uma opção.

  2. RR

    Eu já "ouvi" pessoal aqui defendendo que o Brasil deveria "fechar" o Atlântico Sul com este ou aquele armamento estratégico.
    Para quê? Pessoalmente, acho a sua posição mais equilibrada.

    Recordo que o Brasil não mantém nenhuma questão militar relevante com nenhum país, e que o mais lógico é o que indica, manter uma boa capacidade a partir de terra. No sentido de garantir a soberania dentro da sua ZEE e seus recursos naturais.

    Já tenho as minhas dúvidas sobre a necessidade de um PA, daria mais ênfase a LPD's ou LHD's, mas isso é a minha opinião.

    • Afonso, Ufric,

      Navios anfíbios de convés corrido valeriam muito com uma aeronave VSTOL ( aliás, acredito que esse deveria ser o caminho para a MB ). Na ausência delas, e se estivermos falando de um componente real de projeção de força, então deve-se contar com proteção aérea, o que implica em um porta-aviões.

      Agora, se se for pensar somente em defesa/negação da ZEE como prioridade maior, então meios anfíbios se convertem em um interesse menor. E o foco para a Marinha passa a ser uma força submarina competente, um componente de superfície nucleado em meios de até 5000 toneladas multipropósito ( com enfase em ASW ), além da ampliação da atual força aeronaval de asa rotativa ( ASW e ASuW ).

      De toda a forma, a necessidade de navios anfíbios é evidente para um país como o Brasil, que tem arquipélagos a serem defendidos. Mas se estiver se pensando em uma mentalidade puramente defensiva, o 'NDM Bahia', recentemente adquirido, já dá e sobra nessa equação, junto aos outros navios de desembarque da Esquadra ( e cujo propósito seria reforçar esses locais com tropas, armas e suprimentos de acordo com a necessidade )…

      • E como eu lamentei o NDM Bahia, ex-Sciroco, ter ido para o Brasil.

        A Marinha Portuguesa (ou o Ministério da Defesa) terá negado o navio, com a desculpa que os elevadores não seriam capazes de levantar os EH-101, entre outras coisas menores. Foi uma desculpa.

        Até porque o dinheiro depois serviu em parte para encomendar dois NPO à empresa ENVC, mas só depois de ser privatizada, enquanto ainda não tinha saído essa privatização, as encomendas dos NPO também não saíram…

        "Coisas de políticos"…

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