O jato de combate de sexta geração Tempest do Reino Unido.

O programa Team Tempest, da Grã-Bretanha, para a construção de um novo jato de combate está mais perto de ser concretizado, com a Suécia devendo anunciar em breve que se inscreveu como o primeiro parceiro internacional do projeto.

A Suécia vem mantendo conversações de alto nível com o Reino Unido a respeito da cooperação futura no programa de caça de última geração Tempest. O envolvimento potencial no Sistema de Combate Aéreo Futuro (FCAS) franco-alemão parece estar descartado, de acordo com comentários feitos pelo secretário de defesa da Suécia no dia 21 de maio.

O Tempest – uma colaboração entre os parceiros da indústria BAE Systems, Rolls-Royce, MBDA e Leonardo e o governo britânico – foi revelada no show aéreo de Farnborough no ano passado.

O CEO da Saab, Håkan Buskhe, disse anteriormente que “não é segredo que o governo sueco gostaria de trabalhar com o Reino Unido no sistema de combate aéreo da próxima geração”. Buskhe reiterou suas declarações de que a Saab precisa ser parceira e não apenas consultora. “Não podemos apenas drenar nosso conhecimento [sobre o projeto de outra pessoa], precisamos aprender algo sobre nós mesmos”, disse ele.

As empresas britânicas desenvolverão novas tecnologias para a aeronave de “sexta geração”, como os mais recentes avanços em motores, aerodinâmica e materiais furtivos que destroem o radar e eletrônica avançada.

Um futuro sistema de combate aéreo deve ser capaz de sobreviver nos ambientes de combate mais desafiadores, o que significa que o alcance com toda carga útil, velocidade e manobrabilidade serão fundamentais. Funcionários da Grã-Bretanha dizem que esperam que o sistema seja equipado com uma variedade de sensores, incluindo radiofrequência, sensores eletro-ópticos ativos e passivos e medidas avançadas de suporte eletrônico para detectar e interceptar ameaças.

As forças aéreas do futuro precisarão de um sistema de combate que seja altamente flexível e possa ser aplicado a uma ampla variedade de operações militares. Os operadores terão a capacidade de adaptar rapidamente o sistema para executar novas funções ou alterar seu desempenho.

De acordo com o The Telegraph, o jato da próxima geração – planejado para entrar em operação em 2035 – tem como objetivo manter a Grã-Bretanha como uma potência mundial em aeronaves militares.

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8 COMENTÁRIOS

  1. Se houvesse interesse por parte da FAB em caminhar em sintonia com os paises que buscam desenvolver o que há de mais avançado, mesmo que a Embraer Defesa não tenha muito, ou nada, a oferecer a princípio devido a falta de experiência em projetos de caças, o fato de estar adquirindo algum know how com a SAAB e uma possível entrada da Boeing neste projeto representam uma oportunidade a ser levada a sério, mesmo numa parceria de segundo ou terceiro nível.

    Mas a probabilidade aparente é que a FAB se contentará com o Gripen até a década de 50 ou 60, quando os 6G já forem dominantes e os 7G estiverem em testes.

    • Infelizmente nosso problema é falta de dinheiro, e do pouco que tem, faz acreditar que serve para alimentar regalias, não está focado diretamente em investimentos.

      • Nosso problema não é apenas financeiro. Programas militares tem seus custos diluídos ao longo de vários anos, possíveis de serem financiados por instituições financeiras e podem ser quitados à perder de vista. O problema brasileiro é o establishment de ideais dentro do GF e das FAs. O dia que chegarem a conclusão que tecnologias de alto nível valem mais do que milhares de infantes usando farda chinesa e FAL no campo de batalha e que Defesa não é gasto, mas investimento, a coisa muda de figura.

  2. Decisão acertada da SAAB, e vejo logo uma empresa americana indo junto. Há muita determinação nesse projeto, e busca de parcerias entre empresas e governos, e não apenas declarações políticas.

  3. É o óbvio — todo mundo lembra da Gripen International, décadas atrás, daí os caras já se conhecem.

    E o Japão também devia entrar nessa do Tempest — no caminho que estava sendo pavimentado para a Turquia, através da BAE (agora, os otomanos não entram nem pelos fundos no SCAF franco-alemão, apesar da mãozona estendida pelos françolas).

    Falta a Dassault ser engolida pela Aero-ônibus, de uma vez, e está quase tudo acertado — os coreanos e indonésios parecem integrados entre si, na Ásia.

  4. Como ficará o Programa GRIPEN NG depois da entrega dos 96 aviões encomendados por seus dois únicos clientes e a Suécia iniciar participação no Tempest? Na visão da FAB deve haver um ponto positivo, quando os primeiros Tempests forem entregues a Suécia poderá começas a vender seus NGs para reposição e canibalização no Brasil.

  5. E assim, os maiores temores dos americanos vão se confirmando.
    Alemanha, França, Espanha, Reino Unido, Suécia, Turquia, Suécia e até o Japão estão desenvolvendo seus meios próprios.
    Muita opções no mercado ocidental.
    Isso somados às tradicionais Rússia e China.
    Teremos muita concorrência nesse setor.
    E isso é ótimo!

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