(Imagem: David Torrence)

A Suécia só irá substituir o seu velho treinador Saab 105 pelo treinador desenvolvido pela Boeing e Saab para a competição T-X da USAF se este for o vencedor da concorrência.

Entretanto, se outra empresa ganhar o T-X, a Suécia provavelmente optará por um avião de treinamento com turbopropulsor, muito mais barato, disse um oficial da Força Aérea da Suécia.

Atualmente, a Suécia possui em seu inventário de 50 instrutores Saab 105, que foram introduzidos no final da década de 1960. Esses aviões estão velhos e cada vez mais caros para manter, disse o coronel Magnus Liljegren, chefe do departamento da Força Aérea das Forças Armadas Suecas.

Embora a Força Aérea Sueca tivesse planejado iniciar a retirada progressiva do Saab 105 no início da década de 2020, o governo tomou a decisão de continuar a operá-los até 2025, permitindo assim, de forma indireta, esperar pelo resultado do TX.

Estamos observando para vários aviões diferentes“, disse Liljegren. “A Boeing-Saab tem todas as capacidades de que precisamos, isso é certo“. Mas Liljegren deixou claro que outros candidatos do T-X provavelmente não seriam uma opção para o país.

Se a Saab-Boeing não vencer, não compraremos a aeronave escolhida pela Força Aérea dos EUA, porque não faz sentido nesse caso“. A escolha provavelmente recairia num avião turbopropulsor menos caro, com um glass cockpit, como o Pilatus PC-21, disse ele. “Alguns dos concorrentes do T-X provavelmente são muito caros“, disse Liljegren.

A Boeing e a Saab não divulgaram a lista de trabalho no T-X, mas é provável que uma porção significativa do jato seja fabricada na Suécia. Em junho passado, os entusiastas da aviação notaram que um grande pedaço, provavelmente a fuselagem central do primeiro protótipo T-X, foi enviado de Norrköping para as instalações da Boeing nos EUA.

Håkan Bushke, CEO e presidente da Saab, disse que a equipe da Saab-Boeing está focada em conquistar a vitória na competição da Força Aérea dos EUA e a comercialização do treinador a nível internacional se não conseguir o contrato é algo a ser pensado depois.

O mercado internacional eu acho que é ótimo para esse tipo de produto“, disse. “Mas sem os Estados Unidos como um cliente disposto a suportar a despesa de iniciar a produção do T-X, a Força Aérea Sueca não considerará a aeronave Boeing-Saab”, disse Liljegren.


FONTE: Defense News

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15 COMENTÁRIOS

  1. Pois é, com T-X, Gripen, submarino A26, torres remotas de controle aeroportuárias, sistemas de vigilância, etc., e ainda tem despeitados pra falarem mal e duvidarem das capacidades da SAAB. Vai entender!!!??? 😉

  2. Tendo em vista a tendencia na reduçao de vetores ,acredito que a Suecia va adquirir no max 20 treinadores !

  3. Os EUA exageraram no T-X, afinal mundo afora um Pilatus PC-21 ou um BAe Hawk dão conta da formação de pilotos, mas tem que se levar em conta que ele substitui o T-38C que ja é exagerado, hoje só os EUA e Turquia o mantem voando, e a Alemanha por falta de opção, pois sua instrução de caça é nos EUA usando o mesmo equipamento da USAF.
    Formar caçadores em avião supersônico ainda é um exagero que poucos utilizam e defendem.
    Alias a Alemanha terceiriza toda a sua instrução nos EUA, primária com Grob G-120 civil da Lufthansa, básica no T-6 II e avançada no T-38, T-6 II e T-38 pertencentes a Alemanha, mas voando com mátricula e cores da USAF. Na Alemanha não tem espaço disponível para instrução, até treinar é difícil, produtores rurais processaram a Força Aérea por alegações de que próximo a Bases Aéreas as vacas dão menos leite e as galinhas menos ovos devido ao estresse pelo barulho dos jatos, coisas do seu Partido Verde.
    .
    Por isso a Suécia vai de opção mais barata que da conta do recado como um PC-21 se a SAAB não ganhar o T-X, em outras palavras, sua Força Aérea só embarca no caro projeto Boeing/SAAB se for obrigada para honrar a SAAB.
    Não deixa de ser uma boa propaganda para a Pilatus…

  4. Com a redução dos orçamentos militares não entendo como ainda não surgiu projeto de anv com configuração canard, turboélice push propeller. Desempenho e manobrabilidade com menor custo, bico livre pra radar e uso de canhão na fuselagem, otimizado para treinamento e melhor ainda para ataque. Quem sabe uma parceria SAAB/Embraer (???).

  5. É a mesma Suécia que ia comprar o KC390 se o Gripen vencesse o FX2 ?

  6. Será que este avião serviria para o Brasil como treinador avançado, não sei como é feito atualmente e nem como vai ser depois quando vir o Gripen, alguém tem alguma informação sobre como é feito hoje e como será feito depois com a chegada do Gripen?

    • Formação do Piloto de Caça, instrução:
      1- Primária e Básica no T-25 Neiva Universal na AFA.
      2- Avançada no T-27 Tucano na AFA.
      3- Especializada de Caça no A-29 em Natal onde sai Líder de Elemento.
      4- Passagem obrigatória por um dos Terçeiros(BV, PV ou CG) onde voa A-29 e sai Líder de Esquadrilha.
      5- Depois disso vai para um dos Esq. de A-1 ou F-5 onde faz o curso em uma versão biplace que os dois aviões possuem.
      .
      Com a chegada do Gripen, em uma primeira fase será voado por pilotos oriundos do A-1 e F-5, depois os pilotos oriundos dos Terçeiros vão direto para o Gripen.
      Teoricamente se pode passar direto de um Pilatus PC-21 para o Gripen, pode passar do A-29 para o Gripen.
      .
      Alguns defendem um curso com um LIFT entre o A-29 e o Gripen, mas custa caro implantar este Esquadrão.

    • Formação do Piloto de Caça nos EUA:
      Inst. Primária no Diamond DA-20 terceirizado.
      Inst. Básica e Avançada no Beech AT-6 II
      Especializada de Caça no T-38 Talon, que vai ser substiruido pelo vencedor do T-X.
      .
      Esta é a necessidade de um avião de desempenho bom para instrução especializada, o piloto formado no vencedor do T-X, vai no futuro direto para o F-35 via simulador, ja que não tem F-35 biplace.

  7. Uma boa estratégia para 'ajudar' na disputa, acenando com aquisições, está dando um recado ao Tio Sam, haverá negócios e dinheiro extra. Sem dúvida uma boa estratégia de venda para o TX.

    • O T-X é para os EUA comprar de 350 unidades para cima, alguns países vão se empolgar e comprar como fizeram com o T-38.
      Umas 20 a 30 unidades compradas pela Suécia seriam bem vindas, mas nada que influenciassem na decisão final por um ou outro avião.

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