O departamento de compra de armas da Suíça emitiu uma nova solicitação de propostas para fabricantes de caças, visando substituir seus F-5 (foto acima) e F/A-18 Hornets.

A Suíça recomeçou a competição para substituir sua frota de caças antigos, convidando cinco empresas europeias e norte-americanas para apresentar suas propostas.

O ministério da defesa enviou a primeira oferta para licitação, disse um comunicado na sexta-feira. Os novos jatos em questão são: o sueco Gripen E (Saab), o francês Rafale (Dassault), o alemão Eurofighter (Airbus) e, do lado americano, o sucessor do F/A-18 Hornet, o Boeing Super Hornet e o F-35A da Lockheed-Martin.

Caças F/A-18 Hornets durante demonstração em Axalp.

Sob seu programa Air2030, o objetivo da Suíça é adquirir novas aeronaves de combate e defesas terrestres em um programa avaliado em 8 bilhões de francos suíços (US$ 8,1 bilhões). É o maior programa de aquisição de armas na história moderna da Suíça.

A neutra Suíça também usa caças para policiar os céus durante eventos como o Fórum Econômico Mundial em Davos.

A nova frota substituiria os atuais Northrop F-5 Tigers e F/A-18 Hornets, que devem ser aposentados na década de 2020. Em novembro, foi noticiado que a Suíça quer que os novos aviões sejam entregues até 2025.

A Armasuisse, o Departamento Federal de Compras de Defesa, disse que está pedindo às empresas que enviem preços para 30 ou 40 aviões, incluindo logística e mísseis guiados, bem como uma avaliação do número de aeronaves necessárias para atender às necessidades da Força Aérea Suíça.

Os fabricantes têm até janeiro de 2019 para apresentar uma oferta, após a qual os aviões passarão por testes e uma segunda rodada de licitações será aberta, com o plano de concluir a avaliação até o final de 2020.

Depois de anos de cortes de gastos militares na Europa, os fabricantes de armas estão acompanhando de perto o processo suíço, bem como outras competições de caças na Bélgica, Finlândia, Alemanha e, em algum momento futuro, na Polônia.

O diretor-executivo da Airbus Defence and Space, Dirk Hoke, disse na sexta-feira que sua empresa está muito mais otimista com as perspectivas do Eurofighter Typhoon do que há alguns anos.

Em março, o governo disse que os eleitores suíços teriam a chance de votar sobre a compra dos novos caças – mas não escolher o tipo de jato.

Acrescentou que os dois projetos anteriores para comprar novos jatos – F/A-18 em 1993 e os caças Gripen em 2014 – também foram submetidos a uma votação nacional. O contrato de 22 aviões do Gripen foi rejeitado por 53,4% dos eleitores.

O grupo pacifista Suíça Sem Exército, em março, criticou a estratégia do governo e disse que começaria a coletar assinaturas de vínculo externo para um referendo contra a compra.

25 COMENTÁRIOS

  1. Nesse cenário, em que se pretende substituir todos os aviões atuais por um único modelo, sob o aspecto custo-benefício a compra do Super Hornet é a melhor opção para os suíços. Mas foi uma pena que a compra do Gripen E não avançou em 2012-2013.

  2. País neutro sem forças armadas, um convite a tragédia. Esquerdistas esquerdando.

  3. O último parágrafo é a melhor parte!! Momento descontração da matéria, só para arrancar umas gargalhadas mesmo!! KKKKKKKKKKK

  4. Acho que essa compra vai desequilibrar a balança de poder na Europa.

  5. Deixar o povo opinar sobre um assunto tão sério é de uma irresponsabilidade, mesmo numa Suíça a esquerda idiota é forte.

  6. O povo da Suíça acham que serão "NEUTROS" pro resto da vida… Putin vai invadir essa porra e vão ter que sair pedindo ajuda a um e outro…

  7. O mais sensato assim como o Canadá e Finlândia deveriam fazer e como fez a Austrália, seria escolher o F-18E/F Super Hornet aproveitando alguma estrutura que já existe para os Hornets e aposentando o F-5 otimizariam recursos com apenas um modelo na frota. Dá ainda pra fazer algum dinheiro vendendo tanto os Tigers como os Hornets.

    • Putz, nem fala em F-5 suiço vendendo que jah to vendo nego brigadeiro esfregando as maos com ideia torta para fazer infinita a frota de FOREVIS por aqui. kkkkkkkk

      • Ainda bem.que a FAB já comprou os Gripen Ng… Pois se não o tivessem feito. Não duvildo virem mais F0r3vi5 pra cá para se tornarem Forevis M… kkkkk

        • Olha, a US Navy em meados de 2008 adquiriu mais de 30 F-5E usados da Suíça e os reformou para servir de Agressors. Mas realmente, se o Gripen não tivesse já tomando forma, a FAB iria ter que manter a frota de F-5M e para isso teria que ir as compras. Muito imaginei a FAB com uma frota de 100 F-5E/FM. Que peso hein?

  8. Suíça sem Exército é mais ou menos Suíça sem Cérebro, o fim do Estado-Tampão sem identidade cultural.

    Interessante é que, em caso de conflito, os francófonos pacifistas se enfiarão na potência nuclear (!) francesa e os ítalo-germânicos se abrigarão sob as asas das desarmadas Itália (o país com uma dezena de bases da OTAN) e a Alemanha, aquela com os Tornados que podem lançar mísseis nucleares americanos em caso de conflito.

    Ninguém quer ir para Cuba, Irã, Coreia do Norte, China e outras fazendas de paz e perfeição, onde pacifistas, mulheres, gays, negros, LGBTDGVWFORD, refugiados estrangeiros e outros não mandam NADA, sequer se manifestam.

    Curioso.

  9. Não chamaram a Chengdu ou Sukoi? Mas a Europa não estão se alinhando à Pequim ou Moscou, virando as costas aos EUA? Poderiam trocar caças por chocolate, por exemplo. Só esquerdista mesmo…

    O Gripen tinha vencido, mas não levado. Tudo indica que o lobby germano-italiano ou francês não deixará o Gripen levar novamente. Também não creio no SH, mas lembrando que ultimamente a Suiça tem uma força exclusivamente formada por caças dos EUA, não desconsideraria de forma alguma o F-35, sendo oferecido em conjunto por BAE e Lockheed, já que os ingleses foram também fornecedores históricos para a Suiça.

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