Pilotos da Força Aérea da Suíça puderam voar a versão Gripen F na Suécia. (Foto: armasuisse)

Das 98 melhorias exigidas pela Suíça, apenas 7 foram instaladas no protótipo do futuro Gripen testado na semana passada. O avião poderá não ser entregue antes de 2023, e as suas deficiências ainda permanecerão de tal monta que irão requerer reavaliação dos procedimentos para proteger o espaço aéreo. Acompanhe a matéria abaixo, com as fotos divulgadas pelo Ministério de Defesa da Suíça (armasuisse) do voo realizado pelos pilotos suíços.

A missão de quarta-feira, 13 de agosto de 2008, prometia ser simples. Um avião, ao norte dos Alpes, voa em direção de Tessin e deve ser interceptado. Para executar a missão, a equipe de avaliação colocou o Gripen D de matrícula 39-822 em alerta na base militar de Sion. A pista está seca, é tempo bom. No comando do caça está o piloto de ensaios suíço Peter Merz, conhecido como “Pablo”. Atrás dele, o piloto da Saab, fabricante do Gripen, para garantir que tudo corra bem. Após decolar, como planejado, às 15:32, o avião sueco irá alcançar velocidade supersônica para se estabilizar a Mach 1,42. Mas, de repente, aproximando-se para a sua interceptação: “Bingo Fuel”! A luz de alarme de combustível, colocado à esquerda da cabine, mostra a necessidade de abortar a missão e regressar à base.

Os pilotos suíços foram avaliar a aeronave Gripen F, que está sendo proposta para substituir os caças F-5. (Foto: armasuisse)

O Gripen tinha acabado de obter contato radar com o F/A-18, para interceptá-lo, mas foi incapaz de intervir e teve que pousar em Emmen (Lucerne). No solo, o Comandante da Força Aérea Suíça Markus Gygax ficou estupefato: excluiu a possibilidade de comprar tal “panela voadora”. Em comparação, o Rafale francês, testado sob as mesmas condições, dois meses após, fez a interceptação, retornou a Sion, e foi capaz ainda de realizar com sucesso um outro exercício. Nos vinte e seis vôos de ensaio executados à época pelo Gripen, o avião pousou quatro vezes com reserva de combustível abaixo do mínimo de segurança.

Felizmente, o ministro da Defesa Ueli Maurer jura que não vai comprar aquele Gripen testado, mas uma versão melhorada: o Gripen E/F. Seu motor é 33% mais potente, ele tem a aviônica completamente redesenhada, pode carregar mais armas e, acima de tudo,… 46% a mais de combustível. Para Conselheiro Federal, não há qualquer problema: é um pouco como “fazer um ajuste (tuning) de um automóvel”, ele gosta de repetir.

Testes para tirar fotos

Os pilotos suíços voaram a versão Gripen NG, designada como modelo "F". (Foto: armasuisse)

Infelizmente, nem tudo é tão simples. O “Le Matin” obteve a lista das 98 melhorias a serem incorporadas. Ela nos foi fornecida por um denunciante, funcionário do Governo suíço, e nós verificamos a validade do relato por meio de três fontes confiáveis. Contatado, o Ministério da Defesa não foi capaz de declarar a sua posição sobre essa lista confidencial.

No estágio atual, como mostrado no nosso infográfico (indisponível), apenas seis destas melhorias foram testadas em voo (verde). O resto está na fase de protótipo (laranja), ou apenas nos planos (vermelho). O demonstrador de conceito Gripen NG – avião que objetiva atestar a viabilidade de melhorias do produto futuro – certamente já está equipado com o novo motor F414G da General Electric, mas ainda não dispõe das novas asas. Redesenhadas por computador, são alguns centímetros mais grossas, o que permitirá acomodar um pequeno percentual de combustível adicional, o que poderá ser complementado pelo uso de três tanques alijáveis grandes, de 450 galões (1700 litros). Durante os voos de ensaio realizados de 2 a 4 de maio na cidade de Linköping, na Suécia, a delegação suíça queria testar, pelo menos, aqueles famosos tanques. Isso porque eles seriam essenciais para alcançar autonomia suficiente para a vigilância de uma área, uma missão a ser assumida, por exemplo, durante o Fórum de Davos. Mas, ao final, “o pessoal da Saab recusou-se a atender”, diz uma de nossas fontes. Com três tanques externos, a aeronave teria um arrasto muito elevado. “Não é necessário usar tanques de 450 galões para efetuar as missões”, argumentou o porta-voz da Armasuisse Kaj-Gunnar Sievert.

Apesar desta redução de peso, o piloto de testes da Armasuisse Bernhard Berset não pôde ultrapassar Mach 1,34, segundo o nosso informante. Deve-se dizer que o reator, que deverá permitir que a aeronave alcance Mach 2.0, pode ser utilizado atualmente em apenas três quartos de sua capacidade, pois as entradas de ar do Gripen NG ainda não foram aumentadas. Os esforços que os pilotos suíços foram capazes de impor à aeronave foram limitados em muitos outros aspectos. E os novos mísseis AMRAAM e o IRST (IRIS-T?) instalados na aeronave eram, na realidade, apenas maquetes. Os mísseis reais estão longe de alcançar o status operacional.

“É como testar um carro novo, mas o mecânico diz que você não tem o direito de ultrapassar os 80 km/h, ou fazer curvas muito apertadas… e, para o novo multimídia com GPS integrado, você deverá voltar para testar em seis anos”, lamenta uma das nossas fontes. Mas, principalmente, o essencial em Linköping não era testar o avião. Pelo contrário, o objetivo era fazer boa figura na mídia: uma parte dos ensaios que seriam realizados durante o quarto vôo foi sacrificada para conseguir uma nova foto. As imagens obtidas durante o vôo anterior, confidenciou nosso informante, não eram suficientemente bonitas.

Testemunhos contundentes de que:

Em agosto de 2008, nos vinte e seis voos de ensaios realizados pela Força Aérea Suíça, o Gripen aterrissou quatro vezes com reserva de combustível abaixo do mínimo de segurança. (Foto: armasuisse)

O Gripen NG ainda não tem o novo radar, o que aumentaria em torno de 200 libras a massa na área frontal, e faria pesar o nariz da aeronave. “Para acomodá-lo, será necessário alongar o futuro Gripen E/F em 37 centímetros”, diz Björn Danielsson, ex-piloto militar sueco, agora consultor da Saab. Claramente, deve-se construir um novo avião. Assim, o trabalho não tem nada a ver com o tuning anunciado por Ueli Maurer. “Em vez de modificar os antigos Gripens C/D, é muito mais racional construir aparelhos totalmente novos”, admitiu Jürg Weber, chefe do projeto de substituição dos F-5 Tiger (TTE) na Armasuisse. Isso ocorreu em 21 de fevereiro, perante a Subcomissão de Política de Segurança encarregada de investigar o assunto. Quinze gestores do Departamento de Defesa (DDPS) já se pronunciaram. As atas dessas audiências têm circulado dentro do governo e o “Le Matin Dimanche” foi capaz de consultá-las.

Elas destacam as imprecisões do Ministro da Defesa, a partir da publicação, pelo nosso jornal, de dois relatórios confidenciais da Força Aérea, em 12 de fevereiro passado, que revelaram o fraco desempenho do Gripen, mesmo com seus 98 upgrades. Na conferência de imprensa de 14 de fevereiro, Ueli Maurer, por exemplo, alegou que estes documentos estavam “completamente obsoletos.” Desde então, vários funcionários contestaram esta declaração e asseguraram, perante o Subcomitê, que “esses relatórios continuam a ser os únicos válidos”. E que as qualidades do futuro Gripen estão ainda para serem demonstradas. “Não se encontrará nada nesses relatórios que vá sustentar a decisão” declarou, por exemplo, na audiência de 3 de abril, Gerald Levrat, engenheiro-chefe da equipe de avaliação operacional da Força Aérea. A Força Aérea que, como sabemos, recomendou o Rafale, sendo o Eurofighter a opção alternativa. As audiências perante a Subcomissão permitiram verificar que tanto a equipe de planejamento das Forças Armadas como o gerente do projeto TTE na Armasuisse propuseram o Rafale, seguido do Eurofighter. Na verdade, é visível que somente após intensas discussões com seus subordinados é que Jürg Weber finalmente “decidiu aceitar o Gripen”, segundo suas próprias palavras. A afirmativa de Ueli Maurer, de que as Forças Armadas apoiam em bloco essa terceira opção não corresponde à realidade.

Pior do que o F/A-18

O caça Gripen foi considerado inferior em diversos quesitos suíços, mas venceu a competição devido a sua melhor proposta comercial. (Foto: armasuisse)

O desempenho do Gripen, “incluindo o da sua futura versão E/F”, permanecerá, efetivamente, como “médio”, segundo as declarações de Gerald Levrat aos parlamentares: “É como uma faca que não corta bem. Você pode cortar uma corda, mas se é algo mais duro, será muito difícil conseguir”, Durante sua quarta aparição perante o Subcomitê, em 24 de abril de 2012, o gerente de projeto TTE Jürg Weber, por sua vez, acabou por aceitar que os pontos fracos do Gripen tornariam necessária, “talvez, uma alteração na doutrina de engajamento”.

Quando, hoje, um F/A-18 decola de Payerne e voa na potência máxima para Davos, ele ainda tem combustível suficiente para intervir no local. “Com o Gripen, isso pode ficar apertado, admitiu Jürg Weber […] e pode ser talvez necessário estabelecer uma patrulha contínua sobre Davos para poder intervir.” Mas, diz ele, certamente serão encontradas soluções para poder cumprir razoavelmente essa missão de policiamento do espaço aéreo, “mesmo que não tão eficazmente quanto com outras aeronaves ou com o F/A-18.”

Riscos significativos

Até o momento, somente um caça demonstrador do Gripen F está em voo. (Foto: armasuisse)

Além do desempenho inferior ao do F/A-18 – já com quinze anos de idade – o Gripen E/F apresenta um risco industrial muito importante. O engenheiro-chefe Gerald Levrat, com trinta anos de experiência em ensaios de equipamentos aeronáuticos, explicou de forma clara: “Em geral, o vendedor garante que vai entregar o melhor equipamento possível. Mas sempre existe uma lacuna entre o que queríamos e o que nós recebemos.”

No Gripen E/F, confirmou, 70% dos componentes são novos. Durante o desenvolvimento, podem surgir problemas. Requisitos podem ter sido mal interpretados, um bug pode ser introduzido acidentalmente por um programador, o fabricante pode recusar certas modificações para evitar ultrapassar os custos.

“A Saab ofereceu um preço fixo”, argumentam em coro os funcionários DDPS, afirmando que o risco financeiro não existe. Infelizmente, esta garantia não é um seguro abrangente contra todos os riscos. Para exemplo, o avião de transporte militar europeu A400M também havia sido vendido a um preço fixo.
Mas, rapidamente, problemas de desenvolvimento apareceram. Após a renegociação de contratos, o custo adicional já atingiu 38%, e o atraso com relação ao cronograma original é de quatro anos.

Os atrasos, precisamente, são praticamente assegurados com o Gripen. De acordo com o planejamento atual, que acaba de ser adiado por dois anos, os vinte e dois jatos deverão ser entregues a partir de 2018. Mas, no ritmo que as coisas estão indo, a Saab pode atrasar a entrega do primeiro Gripen E/F “conforme o que foi solicitado, para 2020 ou 2023”, disse Gerald Levrat perante o Subcomitê parlamentar.

Começar do zero

Durante o voo com os pilotos suíços, uma aeronave Gripen D da Empire Test Pilots School (ETPS) foi também usado. (Foto: armasuisse)

Segundo Fallscheer Frieder, responsável pelos sistemas da Força Aérea no Estado-Maior de Planejamento, se os compromissos não tiverem obrigação de cumprimento, “todo o processo de selecionar um avião de combate poderia ter que recomeçar do zero”, ele declarou perante a subcomissão.

Mas certamente não se chegará a esse ponto. Dos oito membros da Subcomissão, há apenas Hans Fehr – um amigo de Ueli Maurer – que ainda está convencido sobre a escolha do Gripen. Após a submissão do seu relatório, no final de junho, os outros deverão propor que uma nova oferta deva ser solicitada aos três fabricantes das aeronaves, com valor fixo. Deverá ser possível ofertar número inferior vinte e duas aeronaves. A avaliação deve então levar em conta a eficiência operacional de cada um dos três tipos de aeronave. A diferença entre as aeronaves é tão grande que serão necessários menos Rafale ou Eurofighter para assegurar o cumprimento do mesmo trabalho efetuado pelo Gripen E/F. Em média, quinze para vinte e duas, segundo cálculos feitos pelas Forças Armadas em 2009. Na missão de policiamento do espaço aéreo, por exemplo, os primeiros dois aviões são capazes de permanecer 180 minutos em vôo, contra 120 minutos para o futuro Gripen. Isso se os suecos conseguirem cumprir suas promessas.

Fonte: Titus Plattne, Le Matin – Tradução: Justin Case

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140 COMENTÁRIOS

  1. Primeiro de tudo.

    Toda essa conversa de que o NG não "passou no teste" já foi desmentida pelo próprio governo suiço.

    Segundo.

    Em reportagem publicada aqui mesmo no Cavok, os pilotos suiços que voaram o demonstrador NG ficaram satisfeitos com mesmo.

    http://www.cavok.com.br/blog/?p=49896

    E se os pilotos suiços aprovam o caça, não sou eu que vou discordar deles…

  2. Saci, o dia que tu chegar perto da idoneidade do Justin para o lado bom… Quem engana aqui não é o Justin, na verdade quem “tenta” enganar…

    Francisco, se tu soubesse, realmente quem foi o Justin Case na FAB e o cargo que el ocupou até a pouco tempo, pelo pouco que te conheço, acho que ti iria rever a tua afirmação.

    grande abraço

      • Conte-nos!

        Na boa…galera se oculta "dimóissss" sob os panos…acho que vou rever meus conceitos sobre o Poder da Desinformação…

        • Amigos,

          Esse comportamento faz parte da história da humanidade.

          Não importa se a notícia trazida é verdadeira ou não.

          Se não nos é favorável, antes de mais nada, vamos eliminar o mensageiro…

          Abraços,

          Justin

          • Justin, nada de eliminar o mensageiro.

            O problema é quando o mensageiro faz uma tradução que não bate com o original deturpando o texto original, como ficou esse texto.

            Há 20 anos eu sei como isso funciona e acho muito baixo e amador quando vejo esses textos.

            E curiosamente esse tipo de texto aparece quando a Boeing e suas conveniadas passam a se encontrar com os chefões das empresas aqui do Brasil.

            Sabemos que o próximo alvo será a Embraer com o programa KC-390 (você sabe disso). Por que será que algo me diz que veremos uma outra "notícia" traduzida melando o KC-390?

            • Saci,

              Eu realmente não tenho tanta intimidade com a língua francesa. Por favor, envie para nós o texto que eu traduzi errado para que todos possamos entender o sentido preciso.
              Grato,

              Justin

            • Ei, não abaixa o sabre, não! Cavok também pode ser Contigo!, sem atentar contra a informação levantada…

    • Não gaste energia. Eles sabem muito bem que a honestidade acabou a 4 meses atrás. Por isso que estão assim.

    • Até quem tem sérias restrições a essa proposta para a FAB vê muitos exageros nessa matéria.

      Enfim, em um país onde um ex-presidente deixa o cargo e passa a receber fortunas por "palestras" de empresas com negócios com o governo, não espanta nada um … ex …(não sou eu quem vai falar) deixar a função que exercia e mudar de lado.

      Pobre Brasil…

  3. EU ME RECUSO a acreditar nessa reportagem.

    Algo aí está errado.

    Será que se esqueceram de abastecer o Gripen ?

    Não pode estar correta. O Gripen é um excelente vetor, de onde essa que não consegue interceptar um F18 ???

    Eu não acredito nisso… deve haver algum equívoco na fonte…

    Para mim é fake…

    • Wagner, acho que um F-18 se defenderia bem de qualquer vetor…, e se um caça com alcance pequeno, como o Gripen, tiver que voar boa parte do tempo em AB também acho que forçaram a barra, mas nada diferente do que fazem contra o Rafale… e é até pior, pois quando não acham nada que desabonem o caça francês, entram com a conversinha fiada de cálculo de padaria… enfim…

    • Caro Wagner,

      Se os entusiastas de plantão pararem para pensar em cada ponto da matéria acabarão por descobrir que o mesmo tem mais furos que queijo Suiço. 🙂

      []'s

    • O Gripen C/D possui um raio de ação bem maior que o do F-5E, aeronave com a qual os suíços estão acostumados. A impressão que tenho é que o Gripen para interceptar um alvo esquivo, como o F-18A, usou por tempo em demasia o AB (After Burner), em português, pós-queimador, e aí meus caros, não há como manter a persistência…

      O texto apenas chove no molhado, afinal, não é preciso ser um expert para saber que o Rafale é uma aeronave bem superior ao Gripen.

      Só não vê, quem não quer.

      • Pelo que entendi usaram o AB para manter um supercruise na inercia ali, so que não esperavam o tanque secar tão rápido.

      • Alem do Rafale ser superior ao Gripen, tem versao naval operacional, o que da mais vantagem ainda.

  4. Como o próprio colega RR postou, temos o link do próprio cavok dizendo o contrário:
    http://www.cavok.com.br/blog/?p=49896

    "Gripen F Demonstrador:

    Os suíços pilotaram na Suécia um caça Gripen F Demonstrador, que é uma etapa intermediária do modelo C/D para o modelo E/F. O Demonstrador foi construído com base na versão de dois lugares Gripen D, e concluiu o seu primeiro vôo no dia 27 de maio de 2008 e, desde então, realizou mais de 200 horas de vôo. O demonstrador fornece uma plataforma para testes de subsistemas do Gripen E/F.

    O Gripen F Demonstrador está equipado com motor General Electric F414G, tem um maior tanque de combustível interno, parte da de novos aviônicos (cockpit), duas estações adicionais de armas sob a fuselagem e um novo trem de pouso principal melhorado.

    Diferenças entre o Gripen C/D e o E/F:

    As principais diferenças entre a aquisição da Suíça para o Gripen escolhido E/F em relação ao Gripen D demonstrador de 2008:

    -Motor mais potente

    -Mais combustível interna

    -Nova tecnologia avançada de radar (AESA – matriz de varredura eletrônica ativa)

    -Sensor de homing e rastreamento infravermelho (passivo)

    -Novos aviônicos, incluindo novo cockpit

    -Novo sistema de Guerra Eletrônica (EW)

    -Duas outras estações de armas

    -Novo trem de pouso"

    Sugiro aos bisonhos que chamam o gripen e pior o NG de porcaria, que leiam e interpretem esse texto.

    • Ler e interpretar o que não existe?

      Sabes o significado do termo "NG"?

      New Ghost.

      Hehehehehehehehe.

      • ahahahahhaha não seja por isso colega o demonstrador sueco é a mesma coisa que o PAK50, uma gambiarra do que um dia poderá ser.
        A russia achou um financiador, agora a suécia está a procura do seu aaahahaha

        • O T-50 já é uma realidade, enquanto o New Ghost procura otários, mundo afora… Até o momento, apenas os suíços caíram no conto do vigário sueco.

          Espero, ardentemente, que não sejamos nós, os segundos.

    • O problema do NG é que ele é no Futuro…ele terá…ele fará…ele será…
      Porque a USAF optou pelo YF-22 e não pelo YF-23, sendo este, mais avançado e pouca coisa mais cara que o primeiro? Por que ela não quis apostar em algo que não se tem como mensurar…e é a mesma coisa que a força aérea sueca está fazendo, nem ela tem certeza de que "será" tudo isso…na boa, dá para dizer qualquer coisa, até que ele terá lasers, phasers, mísseis fotônicos…

      Não desmereço o Gripen, mesmo chamando-o de F-5G(ripen), mas para o brazil ele não serve…a não ser que o propósito seja apenas trocar o Forevis-5 por trocar, aí sim, até ching kuo serve…

      • Camarada Giordani RS,

        A própria FAB já deu o seu parecer quando selecionou o NG para as finais do FX2. Em outras palavras, a própria FAB disse que ele serve para o Brasil…

        • para FAB, F-5M serve para o Brasil, desde que não mexam nas pensões, no efetivo conscrito… no poder de barganha com o GF… beleza… 🙂

        • A FAB já deu mostras, várias, que não sabe o que quer…

          O New Ghost é o exemplo gritante.

        • A FAB só quer mamar nas tetas do (DES)Governo. Se não pegasse tão mau, compraria uns xing ling sem radar para economisar a verba das aposentadorias e pensões.

  5. Agora sobre o Gripen NG estar no FX2 ad eternum;

    Se eu fosse o responsável pela seleção eu colocaria o NG pelos seguintes motivos:

    A END,

    Até onde eu sei quem efetivamente começou a tirar do papel algumas exigências foi a SAAB ao fazer parceria com a AKAER e esta já entrega seus trabalhos.

    O custo de operação e aquisição da aeronave,

    O Gripen NG é o mais barato de se operar, dizem que o governo Sueco se comprometeu a subsidiar o custo, mesmo sem isso o custo é significativamente menor que dos concorrentes. O que pra mim isso é o mais importante sem duvida alguma, se não tem grana pra operar Forevis-5 com horas de voo a lá OTAN, imagina com Rafale ou SH, mas disso os fanboys não sabem né!

    A flexibilidade de armamentos;

    Que eu saiba o gripen já usa a maioria dos mísseis que a fab tem, em especial vale lembrar do A-darter um dos melhores senão o melhor 5g IR do mundo. Outro detalhe nada importante ahahahahahha o Mica está custando quase US$3 MILHÕES/CADA, se a fab tem uma duzia dos temidos derby imagina de mica hahahahahah

    Pra quem opera Forevis-5 amigo, o gripen NG é anos-lus do que a fab jamais sonhou!

    E que bom seria se viessem os NG pois tudo leva a crer que viram Tampax, lá pelos 45 do segundo tempo.

      • Digo o mesmo caro colega, já pensou estaríamos voando tampax Su27 e futuramente aquela gambiarra atual chamada PAK50, isso se a Russia "democrática" não achasse alguma brecha no contrato ameaçando embargar nossa carne e como sempre sem motivo.

        • Nossa como seria "ruim" o Brasil possuir alguns Su-27 novos ou modernizados e ainda por cima comprar o PAK FA… Que vc não é muito simpatizante do colega Ilya Ehrenburg, blz, mas desqualificar o Su-27 (uma das maiores lendas da aviação militar ao lado do F-15) e ainda menosprezar o PAK FA!

          Galileu pega leve, te garanto que o Su-27 é muito mais capaz que o Gripen C, assim como o PAK FA será muito mais perigoso que o Gripen E.

          sds aos dois camaradas

          • Carl,

            Não menosprezo o PAK não, o original é uma baita máquina, o que eu tiro sarro é dessa gambiarra que os russos dizem que irá entrar em operação em 2014, e daí o pessoal tira onda com o NG, ora o sujo falando do mal lavado….

            Quanto ao Su27 de tampax no fim de vida, meio impossível da fab cair nessa pelo velho preconceito e também muito de doutrina haveria de mudar, caso o objetivo fosse abraçar tecnologia russa, isso sem entrar no mérito de problemas geopolíticos que surgiriam.

            • Você chama então o SU-35S de "gambiarra"?
              O SU-35S é uma aeronave que já passou por ensaios de vôo e está em processo de produção e incorporação à VVS, enquanto o Gripen DEMO é incapaz de aproveitar a pontecialidade da turbina GE-414 por não ter a geometria da entrada de ar, compatível…
              Piada!

              • Ilya,

                E quem falou de Su35?? Você está querendo arrumar picuinha…

                Me referi várias vezes como pode ser lido nos meus comentários sobre o PAK, no que pra mim é atualmente uma gambiarra sim, e que segundo uma matéria vista aqui mesmo no cavok, eles iriam entrar em operação na russia em 2014, obviamente neste estado atual (gambiarra).

                E cômico ver os russófilos defenderem a atual gambiarra (PAK) e descerem o sarrafo na atual gambiarra gripen NG.

                • Como é que um protótipo desenvolvido do zero, pode ser uma gambiarra?

                  Gambiarra é o Gripen DEMO, que é um demonstrador.

        • Só a sua mente insana e apaixonada, é capaz de distorcer a realidade, para chamar uma aeronave em desenvolvimento (T-50), com sistemas novos, a ela dedicada, como gambiarra, enquanto poupa, descaradamente, uma aeronave adaptada e que é incapaz de voar com o desempenho máximo do seu motor, pelo fato de que a geometria da entrada de ar desta, ser incompatível com a motorização existente.

          Em termos fortes: Gambiarra é o Gripen DEMO, e por extensão o Gripen NG.

          Observa-se, portanto, que a "Escola Veja" de mentiras, falsidades, calúnias e distorções, fez escola nos corações de alguns por aqui.

          😉

    • Gripen NG nao e barato, vai custar 150 milhoes dolares pros Suissos cada aeronave, saiu aqui no Cavok.

      E o Gripen C que foi pra Tailandia custou 120 milhoes cada.

  6. Está bem divertido ler os comentários, enquanto os heróis brigam na sala da justiça, os vilões enchem as cuecas com o dinheiro dos contribuintes, rssss…..

  7. O Brasil não precisa ter o melhor caça, antes de se dar ao luxo de ter o melhor caça, temos a obrigação de as melhores escolas, hospitais etc.
    Diferente de outros países nossa guerra é interna. Usem a verba para a guerra real do Brasil (criminalidade) repassem os recursos para nosso exército efetivo (PM). Ok precisamos de algo para aeronáutica SH !!! Mesma argumentação do ST no LAS da USAF: único já utilizado em combates reais (RAFALE e Grippen na minha opinião não tem horas de combate real suficientes).
    Quanto a TOT: esquece compra dois a mais para engenharia reversa… até mesmo porque seguindo a lógica comercial da Embraer não existe um case real para justificar fabricar mais caça… O mercado já mostra sinais claros de saturação:
    Sukhois atuais mais PAK, F35, F18, Rafale, Grippen, EuroFighter mais o programa chinês…não existe mercado real… querem desenvolver mais tecnologia para o país a longo prazo ? Repassem a verba para educação…

    • Sem reformas no Governo e nas leis, repassar verbas para educação e saúde é aumentar a oportunidade de corrupção. Não adianta investir num sistema que é feito para roubar. E apelar para a Justiça é pior, esse é o maios podre dos três poderes.

      Entendo sua boa intenção, é admirável, mas é necessário reconstruir nosso sistema governamental e jurídico para o país melhoras. Lembre-se disso na próxima eleição…

      Um Abraço.

  8. Brasileiro criticando Su 35 é de dar risada mesmo…

    Nada como nossa incrivel frota de F5EM…

  9. Desculpe aos entusiastas do Gripen NG, mas não dá para suportar este vetor na FAB. Por favor pessoal, bom senso.

    A Suiça está com sérias dúvidas sobre esta opção de caça e na Índia o carinha nem foi pra final.

    A FAB deve se decidir entre o F18E/F e Rafale.

    Antes que seja tarde demais.

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