Quatro caças competem para fornecimento à Força Aérea Suíça.

A avaliação das aeronaves candidatas para a aquisição de um novo jato de combate para as Forças Armadas da Suíça, chamada Air 2030, foi concluída com a partida do Lockheed Martin F-35A nesta semana. Quatro dos cinco candidatos anunciados completaram testes de voo e solo em Payerne. O quinto candidato (Gripen E da Saab) decidiu não participar dos testes de voo e solo e se retirou da avaliação. Os testes foram conduzidos pela armasuisse em colaboração com a Força Aérea Suíça.

Para as armasuisse e as forças armadas, os trabalhos preliminares sobre a aquisição de um novo jato de combate para substituir o F/A-18C/D e o F-5E/F começaram há cerca de um ano e meio. Em 25 de janeiro de 2019, os cinco candidatos submeteram à armasuisse as especificações de seus jatos que elaboraram com base nos requisitos publicados em 23 de março de 2018 pelo Ministério da Defesa suíço (DDPS). A Suíça havia solicitado propostas para as seguintes aeronaves, que foram oferecidas: Eurofighter (Airbus, Alemanha), F/A-18 Super Hornet (Boeing, Estados Unidos), Rafale (Dassault, França), F-35A (Lockheed Martin, EUA) e Gripen E (Saab, Suécia).

De fevereiro a março de 2019, especialistas de armasuisse e da Força Aérea passaram a testar a aeronave nos simuladores dos diferentes candidatos. Esses testes foram organizados com os respectivos fabricantes e foram executados paralelamente às “auditorias de suporte ao produto”.

Durante essas auditorias, as forças aéreas dos países produtores fizeram apresentações sobre a operação e manutenção de suas aeronaves e seus currículos de treinamento necessários. Então, de abril a meados de junho, foram realizadas avaliações em voo em Payerne, paralelamente à avaliação das respostas que os fabricantes fizeram ao catálogo de perguntas durante a primeira oferta.

Testes de voo em Payerne

Como parte dos testes de voo, cada candidato foi submetido a oito missões que seriam executadas com uma ou duas aeronaves de combate. Sete das oito missões tinham tarefas específicas. A última missão podia ser escolhida livremente, seja para repetir uma das missões pré-definidas, seja para demonstrar características particulares.

O objetivo era verificar os sensores no ambiente suíço, a compatibilidade com a infra-estrutura técnica na Suíça, bem como o grau de maturidade da aeronave de combate. O Empa Research Institute também realizou medições de emissão de ruído em Payerne e Meiringen.

Quatro dos cinco candidatos realizaram os testes de voo na Suíça e completaram as oito missões. Por recomendação da armasuisse, a fabricante sueca Saab decidiu não participar dos testes de voo com seu Gripen E e não participou do procedimento.

Os seguintes quatro candidatos permanecem na corrida:
• Airbus com o Eurofighter
• Boeing com o F/A-18 Super Hornet
• Dassault com Rafale
• Lockheed Martin com o F-35A

Grande interesse da mídia e da população pelos testes

Com o apoio das forças armadas, armasuisse organizou para cada candidato uma demonstração no aeródromo militar de Payerne, durante a qual o fabricante pôde apresentar seu avião. Esses eventos geraram um grande interesse da mídia na Suíça e no exterior: entre 50 e 80 profissionais de mídia participaram de cada uma das quatro apresentações.

Além disso, cerca de 2.000 cidadãos tiveram a oportunidade de assistir às sessões da tarde para “spotters”. Eles puderam assistir e fotografar os aviões de perto. Muitos outros entusiastas da aviação acompanharam os testes dos vários assentos ao redor do aeródromo militar.

Próximos passos do projeto

Para armasuisse, em cooperação com o Estado-Maior do Exército, a Força Aérea, a Base Logística do Exército e a Base de Comando, agora é necessário reunir os resultados e conclusões das avaliações dos testes de voo e solo em relatórios especiais. Esses relatórios também serão usados para determinar o tamanho necessário da frota para cada modelo de aeronave.

Com base nos resultados da fase de análise e avaliação, a armasuisse irá preparar um pedido de propostas que enviará aos candidatos no final de 2019. Com base nos resultados desta segunda oferta, a armasuisse irá comparar os benefícios das propostas dos candidatos com base nos relatórios especializados e determinará a utilidade geral de cada aeronave.

Os resultados, juntamente com uma análise de risco completa, serão incorporados ao relatório de avaliação, que comparará a utilidade geral de cada candidato com seus custos de aquisição e operação ao longo de um período de 30 anos.

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15 COMENTÁRIOS

      • Excelente EMB110, quando o Gripen chegar no Brasil e ficar operacional, o Irã já estará com seu caça de quinta geração.

  1. Não nego: acho incríveis as 4 aeronaves testadas! E são bonitas também (só o F-35 que é mais ou menos kkkk). Mas, na boa mesmo, vai ficar entre F-18 e F-35. Com mais tendência para o Super Hornet.

    São aeronaves incríveis, cada uma com suas características, pontos fortes e fracos. Mas o fator custo/benefício deverá ser o diferencial!

    • Eu ia comentar mais ou menos isso também.
      Tá aí uma palpite difícil, todo mundo imaginando que o Gripen levava fácil, mas foi o primeiro a rodar.. Rsrsrs
      Se for pra chutar, fico entre Rafale e SH.

  2. Com a atual carteira, inferior a 100 aeronaves vendidas, como argumentar que o baixo custo de vôo do Gripen valerá o investimento nesta que será uma ave rara nos céus. O F-16 de última geração e até o F-35 já dispõem de centenas de unidades encomendadas e/ou operativas.

    Nós seremos orgulhosos operadores de poucas unidades construídas. Alguns advogarão que isso traz independência…veremos… Melhor seria comprar caças 4++ (ou mesmo F-35) de prateleira e investir em Drones com capacidade de combate, mas nossa visão de ToT baseada em compras e fabricação de pouquíssimas unidades deve estar correta. Cuidem bem dos Gripens, como fizeram com os Mirage III, pois não haverão outras encomendas, nem alternativas em horizonte visível.

  3. Eu voto no F-18 Super Hornet, escolha mais sensata. Mas, se tem dinherio para escolher o Eurofighter Typhoon, está valendo, é um ótimo caçador, tranquilamente.

  4. Como citado acima, o mais sensato e racional seria o Super Hornet. Eu sempre achei que o Gripen cabe como uma luva na realidade da Suíça. Não há necessidade para o F-35 na Suíça.

  5. Criar um plano de defesa para um território tão pequeno deve ser bem complicado, creio que o mais importante é a inteligência, algo que Israel faz muito bem, pois se for pego de surpresa numa "Blitzkrieg", ja era…
    O caça escolhido será mais util é nas patrulhas da OTAN.

  6. A SAAB não tem nenhum Gripen E operacional para demonstrar, ainda são protótipos em fase de certificação.

    • É isso mesmo, WRStrobel. Simples. Eu comentei isso em outro lugar e fui vetado, é pecado capital lá.

      • O FX-2 previa teste com as aeronaves e depois que rolaram os pixulecos suecos para os familiares do Lula e com certeza outros a FAB encenou um teste com um Gripen D na Suécia e deu a desculpa esfarrapada de que se o "D" passou no teste o "E" seria melhor.
        No fim comprou um avião no escuro confiando na capacidade da SAAB em produzir um bom caça, um risco desnecessário.

  7. Alguém sabe como andam os testes de vôo do Gripen na condição de supercruiser? Mach 1.2?

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