Além disso, os cinco aviões comprados pela administração Macri no valor de quase US$ 14 milhões, foram considerados pelo embaixador francês quase uma “doação”.

A França vendeu cinco aviões de combate Super Étendard modernizados (Dassault Super Etendard Modernisé – SEM) usados para a Argentina, que tem uma frota militar desatualizada e está prestes a hospedar grandes eventos internacionais nos próximos anos, como o grupo dos 20 países mais desenvolvidos do planeta. Os aviões foram negociados durante as negociações sobre a venda de quatro navios da empresa francesa de construção naval Naval Group para a Argentina. “Nós separamos cinco jatos Super Etendard que são um pouco velhos, mas importantes para eles“, disse o embaixador francês para a Argentina Pierre Henri Guignard. “O valor é simbólico, pois não são novos“.

Para Guignard, os aviões permitirão a Argentina ter alguns aviões operacionais antes da Cúpula do Grupo dos 20, que irá sediar no final do próximo ano. Buenos Aires não precisará recorrer ao auxílio da Força Aérea Brasileira.

O ministério da Defesa da Argentina não quis comentar, mas a mídia argentina publicou que o valor do acordo foi de cerca de US$ 13,91 milhões. Em março, o então ministro da Defesa da Argentina, Julio Martinez, disse à Reuters que a Argentina tinha poucos fundos disponíveis para substituir sua ultrapassada frota militar além da compra de 12 aviões Beechcraft Texan para treinar pilotos.

Fontes militares revelaram que os aviões comprados são da versão SEM 5, cuja a última modernização ocorreu no ano de 2006, permitindo assim que a Marinha francesa usasse seus Super Etendards na linha de frente, combatendo na Líbia, Iraque e Afeganistão até o final de 2015. As mesmas fontes disseram que as cinco aeronaves ficarão em serviço ativo até esgotarem suas remanescentes horas de voo e que quando estas se esgotarem, a parte eletrônica será removida e instalada nos Super Etendard da Aviação Naval que estão armazenados, mas que ainda contam muitas horas de voo para gastar.

 

 


FONTE: Reuters; Fuerzas de Defensas Argentinas

 

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32 COMENTÁRIOS

  1. É uma situação realmente difícil. Vamos ver no que vai dar, mas essa ideia de a FAB fazer a missão eu acho bem improvável. No máximo, no máximo e olhe lá, o E-99 no gerenciamento.

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