A Boeing afirma que seu jato naval é compatível com os porta-aviões da Marinha da Índia.

O principal avião da Marinha dos EUA, o Boeing F/A-18 Super Hornet, é compatível com as atuais plataformas navais da Índia e que os jatos podem ser construídos no país sob o programa “Make in India” do governo, é o que afirma a Boeing.

As simulações de computador mostraram que o Super Hornet é compatível com a atual frota de porta-aviões da Marinha Indiana. Os resultados do teste são uma resposta a RFI emitida pela Marinha Indiana no início deste ano“, disse Pratyush Kumar, presidente da Boeing Índia.

Atualmente, os porta-aviões da Marinha indiana utilizam Ski Jump para o avião de combate decolar.

A Boeing é considerada um dos principais concorrentes para o fornecimento de 57 aviões de combate capacitados para operarem a bordo de porta-aviões, como exigido pela Marinha Indiana. Os executivos da empresa disseram “que o Super Hornet é a aeronave naval mais capaz do mundo e que estará em operação com a mais poderosa marinha do mundo até ou além da década de 2040”.

De acordo com a Kumar, além das tecnologias avançadas, a aeronave vem com um custo geral do ciclo de vida, que é mais razoável do que outros concorrentes na oferta.

O custo geral do ciclo de vida é muito menor do que outros“, disse Kumar. “O Super Hornet tem o menor custo por hora de vôo, inferior ao F-16 da Lockheed “.

Dan Gillian, vice-presidente da Boeing para programas que envolvam a família F/A e E/A-18, observou que uma plataforma como o “Super Hornet” no âmbito do programa “Make in India” ajudará a indústria indiana a se posicionar para a fabricação do “Advanced Medium Combat Aircraft “(AMCA).

Gillian mencionou que o Super Hornet está à frente de seus concorrentes por causa de sua acessibilidade, sobrevivência, capacidade stealth incorporada, armas mais inteligentes e comprovado em batalha.

Atualmente, a Marinha Indiana tem dois porta-aviões (INS Vikramaditya e INS Viraat) que operam na região do Oceano Índico. Ambos operam com aeronaves MiG-29K.


FONTE: Indian Defense News


NOTA DO EDITOR: O principal concorrente e do Super Hornet  e “queridinho” da Marinha Indiana é o Dassault Rafale. A RFI foi alterada de uma forma que só faltou colocar o nome do jato francês…

 

10 COMENTÁRIOS

  1. O "Viraat" foi descomicionado esse ano. O "Vikrant" só fica pronto depois de 2020. Eles só tem um PA no momento, o "Vikramaditya". Esse eu acho que vai operar com MiG-29 até despacharem ambos. Os novos caças serão para o "Vikrant".

  2. Não. Primeiro, o SH deveria ser validado para sky-jump, pois ser compatível virtualmente não quer dizer ser 100% operacional.
    Por outro lado, a Índia terá o Rafale em breve em sua força aérea, nada mais natural é lógico que comprar a versão M para sua marinha.

    • Concordo! Fora que a Força Aérea Indiana já é uma salada mista de aeronaves, um terror para as equipes de manutenção. Não tem lógica nenhuma inserir uma nova aeronave em "solo" Indiano somente para piorar isso.
      Fora isso eu acho o Rafale navalizado melhor que o SH.

    • Eles também pretendem ter PA CATOBAR. Talvez comprar SH poderia facilitar o fornecimento da catapulta eletromagnética.
      .
      E-2D eles já estão liberados para comprar…

      • Posso estar errado, mas para os indianos, ou qualquer outro país, operar porta-aviões com catapultas eletromagnéticas, estes devem ser movidos a propulsão nuclear para gerar energia suficiente e, até onde sei, o próximo porta-aviões indiano será com propulsão convencional.

        Quanto a possibilidade da marinha indiana optar pelo Super Honet. Não acredito neste possibilidade. Penso que, assim como aconteceu com a força aérea, os marinheiros querem um vetor com capacidade de ataque nuclear e os EUA não irão deixar os hindus terem esta capacidade em seus aviões, diferentemente dos franceses com o Rafale.

        Até mais!!!

        Até mais.

    • O Rafale já decolou do Vikrant? Tem que ser validado também.

      Os indianos não se importam nem um pouco com padronização, por isso, pode ser qualquer um.

  3. O mais sensato seria eles comprarem o Rafale para operar em seus porta aviões, tendo em vista que a força aérea já irá operar este caça. Mas em se tratando da Índia, tudo pode acontecer.
    Na matéria, foi dito que "o custo por hora de voo do SH é inferior ao custo por hora de voo do F-16". Será que é mesmo?

  4. Que bagunça, esses Indianos querem tudo. E as empresas americanas vão atrás dessa por dinheiro e os Indianos gostam porque poderão fabricar lá os caças. Isso é uma coisa que eu não entendo. O caça desenvolvido por uma nação é uma tecnologia sensível. As compras deveriam ser de prateleira apenas.
    Ensina-se como pilotar, operar e manutenir, porém a alma do negócio deve ser mantida em segredo.
    Que salada de fruta pro sistema logístico da Força Aérea Indiana.

    Padronização gera economia e otimiza a disponibilidade dos meios.
    A FAB com suas padronizações de aviônica da AEL em quase todas as aeronaves acertou muito bem. Se não as coisas estariam mais difíceis de manter.

  5. no meu ponto de vista os indianos não confiam em ninguem na hora de um conflito e se um lado negar apoio tem o outro resumindo em uma palavra PRECAUÇÃO

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