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Dois caças Boeing F/A-18E/F Super Hornet, pertencente ao Strike Fighter Squadron 31 (VFA-31), em missão sobre o Afeganistão, em 2008 (Foto: US Navy)

De acordo com a Reuters, o Kuwait deve anunciar em breve uma encomenda de 28 unidades do caça Boeing F/A-18E/F Super Hornet, num negócio estimado em pouco mais de US$ 3 bilhões.

Boeing FA-18F Super Hornet (Foto - Frank Steinkohl)
Boeing F/A-18F Super Hornet (Foto: Frank Steinkohl)

Segundo a Reuters, uma autoridade americana informou que o negócio será discutido na próxima semana, durante a reunião de cúpula do presidente Barack Obama com os líderes do Conselho de Cooperação do Golfo.

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F/A-18F Advanced Super Hornet durante seu primeiro voo realizado em St. Louis, no dia 7 de agosto de 2013 (Foto: Boeing)

O negócio, se concretizado, fará do Kuwait, que já é operador do F/A-18 Hornet, o segundo país estrangeiro, depois da Austrália, a encomendar os caças da Boeing, e ocorre num momento em que se tramita no congresso americano um processo para uma encomenda adicional de 12 unidades do caças por parte da US Navy.

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O Advanced Super Hornet possui tanques de combustível conformais e um pod de armas fechado (Foto: Boeing)

As novas encomendas, da US Navy e do Kuwait, permitiriam que a linha de produção da aeronave permaneça aberta até, pelo menos, 2019.

Boeing FA-18F Super Hornet (Foto - Kevin Scott)
Boeing F/A-18F Super Hornet (Foto: Kevin Scott)

Entre as perspectivas de venda, a Boeing também espera um posicionamento por parte da Dinamarca, previsto para o final de 2015, além do Canadá, Malásia e Bélgica, onde  compete, entre outros, com o F-35, produzido pela Lockheed Martin.

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Boeing F/A-18E Super Hornet (Foto: Boeing)

A Boeing afirma que o F/A-18 Super Hornet oferece aos países interessados uma opção de baixo risco para renovação de suas frotas, haja vista trata-se de uma aeronave  provada em combate e acessível, atraindo comparações com o F-35, mais caro, e ainda em desenvolvimento.


FONTE: Reuters – EDIÇÃO: Cavok

IMAGENS: Meramente ilustrativas

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46 COMENTÁRIOS

  1. Se nossa presidAnta não tivesse feito caca, poderíamos estar recebendo nossos primeiros SH já no ano que vem. Como esta, capaz de não vermos caças novos antes de 2025. Mas estes valores estarão corretos? 3 bilhões de dólares? Porque se for isso mesmo, cada SH esta saindo pela metade do preço de um rafale. Por mais que saibamos que o SH seja mais barato, acho a diferença muito grande. Mesmo porque, os kwaitianos devem ter solicitado um bom suprimento de armas.

    • Metade do preço que nada, mas sim pouco mais de 1/3 (comparando com o que foi divulgado sobre o Catar). Cada SH está saindo a pouco mais de US$ 100 milhões. Mas não dá para comparar preços sem saber os detalhes, e para mim esse negócio aí do Kuwait é bom demais para ser verdade (considerando armas, treinamento, manutenção, …)

      • Não estou dizendo que o Rafale é barato, até porque não é, mas, acho prudente que se analise a compra do Catar de forma mais ampla.
        Se compararmos, proporcionalmente, com o valor pago pelo Egito, que foi menor, é sensato imaginar que seguramente o pacote de armamentos selecionado pelo Catar foi bastante generoso. Óbvio que só teríamos dados concretos se o escopo das aquisições fosse discutido abertamente, o que eu divido muito que ocorra, mas, não vamos nos enganar achando que o valor do Rafale pago pelo Egito difere muito do que tem sido negociado com os demais potenciais clientes, aliás, no caso do Egito, pela pressa, o valor, apenas do caça, muito provavelmente foi maior.
        Egito, Catar, Emirados Árabes e Arábia Saudita fazem parte de um mesmo “clube”…

        • Sim eu concordo, por isso disse que não dava para comparar as coisas sem saber os detalhes. Inclusive o Gripen no FX-2 entra nessa, que creio que tem gente dizendo que está saindo pelo preço de Rafale sem saber os detalhes. No mais, caso não tenha ficado claro no meu comentário antes, duvido que o Rafale custe 3 vezes mais que o SH, para mim deve valer razoavelmente menos que o dobro.

          • O Rafale é o caça operacional mais caro atualmente do mercado. Não tem o negar nesse aspecto.
            O F-35 ainda não entra nessa discussão, até porque o caça não está operacional, entretanto, no futuro, quando estiver, e se a tendência de redução de valores prevista pelo Pentágono e pela LM se concretizar, é muitíssimo provável que o Rafale permaneça sendo o mais caro.

            A grande questão é que, a despeito de seu alto valor, a França, depois de pastar muito, tem conseguido fazer bons negócios. Naquela parte do mundo, por razões geopolíticas, projetos como o do Gripen NG simplesmente não atraem a atenção. Creio, entretanto, que com a definição dos Emirados Árabes, fecham-se as demais portas para o caça.

            Na minha modesta opinião, a Índia continua sendo uma incógnita.
            Em tese, esses 36 caças Rafale, recentemente anunciados, não serão suficientes, mas é difícil fazer uma leitura correta dos próximos passos a serem tomados pela Índia. De certo mesmo, o que há é um progressivo afastamento e esfriamento nas relações com a Rússia. Situação esta que vai ficar evidente quando, nas próximas semanas for anunciada a aquisição de 22 unidades do AH-64E Apache e 15 unidades do CH-47F Chinook.

            • Os negócios que estão saindo se enquadram em dois grupos:
              – Forças que chegaram ao limite com os caças atuais
              – Países que se encontram em pressão

              Quem pode esperar, vai esperar, pois haverá um saldão de caças de 4 geração e caças de 5 pelo preço atual de 4. Esse saldão até certo ponto já começou, a Boeing estava aceitando qq coisa para fazer negócio e manter a linha do F18.
              A tampa do caixão do NG foi colocada pela própria Saab mantendo a linha do Gripinho. O Gripinho por 50 milhas é muito mais jogo que o NG por 100.

              • Mas isso é oficial??? A SAAB vai manter a linha de produção do Gripen C aberta? Não tem mais encomendas e que eu saiba já tinha sido fechada com a entrega do último caça à Flygvapnet recentemente.

                • Vão manter aberta…

                  Simplesmente eles não tem como atender a demanda para os Gripen C/D, mesmo em leasing, sem produzir ou converter mais aeronaves…

                  Tem a Eslováquia, de deve fazer um contrato semelhante ao da República Checa, a Áustria, que eles vão oferecer o Gripen C/D usado, como substituto dos Typhoon, e por aí vai…

                • La Marca não sei como isso seria possível uma vez que não há mais a fabricação comercial de muitos componentes usados na fabricação dos Gripen C/D originais, DUVIDO que a SAAB consiga comprar grandes quantidades de novas turbinas F-404 e menos ainda que a Volvo tenha mantido toda estrutura e equipes originais para fazer a conversão destas turbinas para o padrão desenvolvido para o Gripen C/D.
                  Arranjar novas turbinas Volvo RM 12 ou vai desfalcar os estoques de spares da Flygvapnet ou vai ser um trabalho do CÃO de ressucitar a linha desta turbina.
                  O que eu acredito que possa ocorrer para atender a demanda e ainda pode acontecer é a conversão de Gripens A/B estocados SE os suecos compraram à epoca da fabricação dos Gripens C/D, componentes adicionais suficientes para converter (no todo ou em parte) as unidades de Gripen A/B estocadas para uma emergência militar.

                • Eu entendo suas ponderações, Gilberto… e concordo com elas, entretanto, sobre a manutenção da linha de montagem do Gripen C/D, é isso que tem sido anunciado pela imprensa internacional, sobretudo a sueca.

                  Enfim, creio que só o tempo dirá.

            • LaMarca,

              No tocante ao esfriamento das relações Rússia/Índia, é quase certo que as relações russas com a China possam estar tendo o seu peso… Afinal de contas, fica difícil estabelecer uma total confiança considerando que o principal fornecedor também é o principal de seu potencial adversário…

    • "Se nossa presidAnta não tivesse feito caca, poderíamos estar recebendo nossos primeiros SH já no ano que vem."
      Não, ninguém quis o SH nem a fab.

    • Sempre achei que a escolha do Gripen foi a melhor pela realidade e falta de confiança no orçamento do MD. Mas sempre achei que a melhor decisão para a nação, seria a compra de prateleira do Hornet, sem transferência alguma, e a compra do Gripen para substituir os F-5, com a devidas transferências. Assim não perderíamos tanto tempo.
      Sem esquecer das armas, pois acho que o Gripen vai acabar ficando desdentados.

  2. Deveríamos aproveitar esse ensejo.
    Mas as vezes me pergunto….Israel é simplesmente umas das FA mais ativas do mundo…e o foco deles sempre foi F-16 / F-15 …
    Será que a melhor opção para nós, não seria os F-16???

    • Taglioni, Tio Jacó já está mudando o foco pro F-35. Acho que deveria ser nosso caminho também. Não necessariamente este vetor específico, mas um 5G, podendo ser ele ou qualquer outro (SU-50, J-20)…

  3. Bom, o Kuwait deve 5 gerações de Almas aos EUA, portanto, nada de incrível nessa compra, muito pelo contrário, uma ótima opção! Um avião pronto, que é só a ponta de lança da marinha mais poderosa do mundo, testado em combate, com 'cadência' e peças por pelo menos 40 anos!!! O Kuwait está bem servido! Até porque ele não precisa de um mega caça, só precisa se defender tempo suficiente até a 'cavalaria' chegar. Typhoon e Rafale seria um luxo desnecessário. O Kuwait fez a opção, apesar das Almas, certa e sem riscos!

    Não acredito que o Canadá, Bélgica e Malásia adquiram o Super Hornet. O Kuwait deve ser o Canto do Cisne do Vespão!

    • Normalmente não concordo com o que você defende. Mas desta vez foi certeiro.

      O Kuwait não precisa ter equipamentos caros e monstruosos, apenas tem que aguentar o tranco inicial, defendendo sua infraestrutura e população ate o reforço chegar.

      Neste sentido o SH cai como uma luva, comprovado em combate, um custo unitário honesto (comparado ao Rafale) e ainda tem a versão Growler que acho o máximo.

      Uma boa compra.

      Gostaria de ver a FAB voando uns 3 esquadrões de SH um dia, junto com mais alguns esquadrões Gripens, isso colocaria medo em muita gente, e despertaria o orgulho de mais alguns milhões.

  4. Para os Kuwaitianos trata-se de uma opção mais do que lógica pois se trata de um operador do F/A-18C/D, que facilita e barateia a conversão dos pilotos e a integração do tipo na Força Aérea.

    Em outra vertente, caso os F/A-18C/D kuwaitianos sejam substituídos, é uma excelente e mais realista oportunidade para a MB contar com um grupo aéreo factível visto que os legacy Hornets são perfeitamente compatíveis com o A-12. E é muito melhor do que gastar dinheiro com os AF-1 ou ficar sonhando com um muito improvável Sea Gripen

    • Tireless, infelismente essa conversa de que os legacy podem operar no opalão, não é verdade. Participo de uma lista fechada, onde um dos listantes é oficial naval da reserva. Ele, quando estava na ativa, teve acesso aos estudos da Macdonel Douglas sobre a viabilidade de se utilizar os legacy no opalão, e o estudo é contundente ao descartar a possibilidade. Infelizmente, é AF-1 ou ferro velho.

      • Não é o que foi demonstrado para a Aeronavale…não fosse a política francesa de ser autossuficiente, o Hornet teria sido produzido nas instalações da Dassault…

        • Giordani, o estudo do qual você fala, foi em cima da variante F/A 18A. Este estudo, foi uma tentativa de empurrar o Hornet para os franceses, e mesmo assim, este estudo dizia que ele poderia operar apenas com severas restrições.

      • Foram encomendados e recebidos 40 exemplares. Mas não sei quantos estão em serviço.

      • A Força Aérea do Kuwait (Al Quwwat Aj Jawwaiya Al Kuwaitiya) comprou 32 F/A-18C e oito D em 1988. Os jactos chegaram no início dos anos 90 e substituiram os A-4KU que alguns estão hoje "pelados" na Embraer…
        Em 2008 eram 39 caças F/A-18C/D em serviço.

    • tá dado! mesmo sem arams… mas devem ser degradados… com radar antigo… será que não? o Kuwait não aguentaria muito tempo de confusão…

      • Interessante que nessas zonas quentes do mundo, do tipo Oriente Médio e Ásia, o Gripen não se cria! Esses países, pelo que passaram, saem do F-5 diretamente para o F-16 ou acima!

      • Caro Chicão,

        Para que degradar o radar? O Kwait é um aliado dos EUA, e tecnicamente não há necessidade disso, mesmo em termos de custos. Se vierem no padrão atual Block II já está ótimo.

        []'s

  5. Sempre me espanta a afirmação que o SH é "comprovado em combate"… "Comprovado" contra quem? O Taleban? Insurgentes no Iraque? Quem sabe contra a "poderosa" Força Aérea da Líbia?
    Comprovado em combate de verdade foram aviões de gerações anteriores, que toparam com adversários de verdade (Mirages israelenses contra Migs árabes, Phantoms e outros contra o sistema de defesa do Vietnã do Norte, F-14 na Guerra Iraque-Irã, etc…). Aliás, até mesmo alguns dos utilizados na Tempestade do Deserto não podem alegar isso muito.
    Chamar de "testado em combate" jogar bombas contra um cara armado de um AK-47? Menos, caríssimos, menos… Um exercício do tipo Red Flag talvez exija mais de equipamentos e tripulações que "combates" assim.

    • A despeito de quereres mudar o sentido da palavra, Guerra é guerra. Seja contra a poderosa VVS, seja contra um maltrapilho com uma AK-47 na mão. Querer classificar o que é uma guerra é absurdo!

      • Dentro das aplicações a que se destinam, o Super Tucano é sim muito mais "testado em combate" que o SH.
        O Super Tucano foi pensado para contra insurgência e apoio cerrado, o que tem feito, até onde se sabe, muito bem. Já o SH, por circunstâncias a meu ver muito felizes, não teve ainda a oportunidade de se provar plenamente.
        O que me diz de se vier a "se embolar" com um Mig35, por exemplo, se descubra que nesse cenário não é eficiente? Um monte de dinheiro jogado fora!
        Se sua guerra for contra guerrilheiros, vai preferir mil vezes um Super Tucano, um Skyraider ou até mesmo um Stuka.

  6. Caraca!

    Os Rafales do Catar custarm 3 vezes mais caros!!

    E os nosso Gripens devem ter saido o mesmo preço, caso considerassemos que fossem 36 F-18

    Nestas horas dá inveja. Caças modernos, que tem escala e com bom preço e sem TOT.

    • O ToT no Brasil foi um erro , vai nos custar bilhoes , 36 gripens só com armamento e treinamento não passa de 2 bi.

  7. Muito boa essa decisão , gosto do SH , é um verdadeiro "bomb truck" , e baratinho!!!!!

  8. Queria essa "gambiarra" (SH) que alguns dizem, nos hangaretes de brasilite da fab ahahah, mas…

    • he he… O Jobim tinha razão quando falou… deveria ter sido mais amplo: Qualquer avião moderno que existe é demais para a FAB!

  9. E o pessoal da aviação inimiga, cujo espaço, aliás, está entregue às moscas, noticiou sobre o Vespão
    Ou não traduziram direito, ou não fizeram conta, atribuindo à Reuters a afirmação que a encomenda do Kuwait será de 40 caças.
    De fato, para a Boeing serão 40 caças, sendo 12 para a US Navy e 28 para o Kuwait.

    Em tempo: 1+1 ainda é 2 em qualquer parte da Galáxia

  10. Esta venda é muito boa para o Brasil indiretamente, pois como o nosso Gripen usa a mesma turbina do Super Hornet, uma nova venda para o Kuwait e prioncipalmente um novo lote de Growlers para a US Navy, qualquer uma destas vendas pode gerar uma ordem de produção da nova versão da F-414 Enhanced com 18% de empuxo extra e FADEC computadorizado configurtável (econômico/performance).
    Países árabes comoa EAU e Kuwait tem tradição de pedir suas aeronaves com componentes ainda melhores que os aviões da força aérea do fabricante usam, e os Growlers do novo lote são duas boas possibilidades de serem ordenados a serem fabricados com o novo propulsor cujo desenvolvimento terminou e está pronto para produção em série. Se a US Navy conseguir que o Congresso Americano autorize a produção da nova variante da F-414 (ou sutilmente induza o Kuwait a demandá-lo) ele não só poderá ser utilizado nestas aeronaves como também poderá ser usado (através de kits de conversão) na frota de Super Hornets, nos Gripen E/F e no futuro Sea Gripen (quem mais precisa destes 18% extra de empuxo).

  11. Recentemente a Austrália encomendou novos Growlers e F/A18EF. Excelente, a mais barata e certa opção no FX2 que o Brasil deixou para trás.

    • É uma opção de baixo risco e uma aeronave com cadência, ou seja, suporte e manutenção por uns 40 anos!

    • Do ponto de vista operacional e manutenção, sem dúvidas era a opção mais em conta.

      []'s

  12. Contrato australiano de 24 F/A-18 F Super Hornet de 2007 : http://www.canberratimes.com.au/act-news/up-in-th
    – AUS 2,6 bi pelos caças em si;
    – AUS 1,4 bi em suporte/manutenção durante 10 anos;
    – AUS 2 bi em infra-estrutura (das bases, etc), sobressalentes, sistemas de armas.
    Vemos que se o contrato for feito sem CLS (contrato de suporte logístico), armamento, etc, o custo só do caça deixa o contrato mais barato.

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