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Argentina fabricará 100 aeronaves Pampa II com ajuda de empresa alemã

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A FADEA da Argentina vai fabricar os jatos Pampa II em parceria com a empresa alemã Grob. (Foto: Fernando Valduga / Cavok)

A Fábrica Argentina de Aviones (FAdeA) e a Grob Aircraft AG da Alemanha assinaram um acordo onde a empresa estatal com sede em Córdoba poderá dar um salto em produtividade e ganhar relevância internacional.

Especificamente se projeta a fabricação de 60 aeronaves de treinamento avançado e ataque leve IA-63 Pampa Series II (40 das quais já estão em processo de fabricação) no prazo de 4 a 5 anos, melhorar a produtividade e a posição do produto a nível internacional. Além das 40 já previstas para a Força Aérea Argentina, como foi anunciado há um ano pelo ministro da Defesa Arturo Puricelli, algumas das unidades de treinamento devem ir para a Alemanha e o restante exportado.

“O cronograma de produção dos jatos de dois lugares tem o apoio do Ministério da Defesa Nacional, e embora não divulgado oficialmente, o preço de mercado de cada unidade varia entre US$ 9 e US$ 12 milhões, dependendo do tamanho e detalhes de cada pedido das aeronaves.

A aeronave terá um novo motor da empresa norte americana Honeywell, que dá mais potência do que o Pampa original, relata a empresa de Córdoba.

“A aeronave Pampa terá várias peças de sua versão de atualização fornecido pela fábrica alemã”, disse Raul Argañaraz, presidente da FADEA, que acrescentou que isso vai ajudar a “maior exposição no exterior”. “O motor do Pampa II terá dois conjuntos de engrenagens da empresa alemã”, complementou.

A empresa tem uma fábrica principal, em Córdoba, com 120 trabalhadores e técnicos com o objetivo primeiro de 100 unidades, ou um por mês a partir de 2013.

“Isso nos permitirá comercializar o Pampa com seu novo motor, melhorando a produtividade da fábrica e um salto no mercado internacional”, disse Argañaraz.

John Alp, CEO da Grob Aircraft AG elogiou as condições do Pampa, e disse que o acordo foi muito encorajador para esta empresa e para a FADEA.

Na fábrica, as projeções de 100 aeronaves incluem os 40 anunciado pelo ministro da Defesa, Arturo Puricelli, no ano passado. “A escala mínima eficiente é importante economicamente.

“A FADEA não vai trabalhar por conta própria, mas a partir de agora vamos trabalhar no âmbito de acordos de cooperação como a que firmamos”, acrescentou Argañaraz.

O FMA IA 63 Pampa é descrito como um avião de treinamento avançado com capacidade de combate, produzido originalmente com o apoio da Dornier, na Alemanha. Embora influenciado pelo projeto Dassault / Dornier Alpha Jet, o Pampa difere por ser um avião menor, e sendo monomotorcom asas diferentes do modelo Alpha Jet. É construído essencialmente de liga de alumínio, com fibra de carbono usado para alguns componentes, tais como as entradas de ar.

A tripulação de duas pessoas fica numa posição em tandem sob uma peça única em forma de concha. Os sistemas aviônicos também são mais simples do que o avião franco-alemão, que tem um papel secundário de combate. O protótipo do Pampa voou pela primeira no dia 06 de outubro de 1984.

Dica do amigo Diego Franca. Obrigado 😉

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Argentina assina acordo com a China para desenvolver helicópteros

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O helicóptero CZ-11W durante testes de qualificação com o Exército da Argentina.

O governo argentino assinou um acordo com a CATIC da China para desenvolver e construir localmente helicópteros leves. O acordo, anunciado pelo ministro da Defesa, Arturo Puricelli em 21 de Outubro, possibilitará a CATIC trabalhar com o a empresa argentina: “Fábrica Argentina de Aviones”(FAdeA) para construir localmente o helicóptero monomotor leve CZ-11W.

Segundo o acordo, a FAdeA irá ficar responsável pela produção das aeronaves para os mercados argentino e sul-americano. Os estudos iniciais sugerem que 40 aeronaves serão inicialmente construídas e a produção será na fábrica da FAdeA em Córdoba.

O helicóptero leve CZ-11W fabricado pela CATIC da China.

Puricelli disse que o acordo foi “o início de uma joint venture que une a empresa Aircraft CATIC China e nossa fábrica de aeronaves para abrir um novo segmento industrial em nosso país. Este desenvolvimento é parte do Plano de Capacidades Militares solicitado pela presidente Cristina Fernandez de Kirchner”. Ele acrescentou: “O desenvolvimento da indústria nacional é uma meta fundamental para o nosso governo”.

Relatos da imprensa da Argentina sugerem que a Eurocopter está descontente com tal decisão, pois o CZ-11 é uma cópia virtual do helicóptero AS350 e não deveria ser comercializados fora da China. A versão civil da aeronave CZ-11 é comercializada pela Avicopter como o AC301.

Fonte: Shepard, via Piloto Policial e Hangar do Vinna

Força Aérea da Argentina vai modernizar suas aeronaves Pucará com novos motores turboélices PT6

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Uma aeronave IA-58 Pucará da Força Aérea da Argentina.

A Pratt & Whitney Canada (P&WC), anunciou no dia 1º de novembro que seu motor turboélice PT6A-62 de 950shp (709kW) foi selecionado pelo Ministério da Defesa da Argentino para o programa de atualização do grupo motopropulsor das aeronaves bimotoras IA-58 Pucará da Força Aérea Argentina (FAA – Fuerza Aerea Argentina).

Fabricados nas décadas de 70 e 80 pela Fábrica Militar de Aviones (a empresa antecessora da FAdeA), os Pucarás são aeronaves destinadas paras tarefas de contra-insurgência (COIN) e que são atualmente equipadas por dois motores Turbomeca Astazou XVIG de 978shp (729kW). A FAA tem atualmente cerca de 30 dos aviões Pucará ainda na ativa, todos operados pelos Escuadróns I e II do Grupo de Ataque Aéreo 3 como parte da III Brigada Aérea na Base Aérea Militar de Reconquista.

“O PT6A-62 é o único motor de prateleira capaz de atender aos rigorosos requisitos da FAdeA”, disse Michael Perodeau, vice-presidente de aviação corporativa e programas militares da Pratt & Whitney Canada. “Com o comprovado desempenho e confiabilidade do PT6A-62, além de sua capacidade acrobática e controle eletrônico do motor, as atualizações do motor podem ocorrer rapidamente e com menos risco ao programa da FAdeA, que é importante para os militares argentinos”.

“A FAdeA está confiante na escolha e nós acreditamos que este anúncio vai garantir o sucesso do nosso programa”, afirmou Emilio Maligno, gerente de negócios de desenvolvimento da FAdeA. “A Pratt & Whitney Canada presta muita atenção às nossas necessidades e o motor PT6A-62 preenche todos os requisitos de confiabilidade, manutenção e disponibilidade; características chaves para nossos clientes.”

“Os motores PT6 são utilizados ??por 7.000 operadores de todo o mundo e fica como uma prova de como a Pratt & Whitney Canada reinventa seus produtos para atender às necessidades emergentes dos clientes”, disse Perodeau. “Apesar de fabricantes tentarem desenvolver um motor semelhante, ninguém sequer chegou perto de igualar a versatilidade e a confiabilidade do PT6. Temos consistentemente aproveitado os avanços da tecnologia aerodinâmica e novos materiais para melhorar o desempenho do PT6 sem aumentar significativamente seu tamanho.”

Existem atualmente cerca de 27.000 motores PT6 em operação hoje, os quais já registraram mais de 350 milhões horas de vôo. Desde voos na Antártida em temperaturas de 75 graus abaixo de zero até apoiando os esforços ambientais em programas de reflorestamento, a capacidade de adaptação do motor PT6 continua a merecer o respeito e a lealdade de pilotos em todo o mundo.

Produção regional de defesa alça voo com parceria Brasil-Argentina

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Um jato de reabastecimento em voo/transporte aéreo KC-390 desenvolvido pela Embraer. (Foto: Embraer)

A fabricante argentina de aviões, Fábrica Argentina de Aviones SA (FAdeA), logo começará a produzir peças para o novo avião de transporte militar KC-390 da brasileira Embraer. A iniciativa conjunta proporciona à empresa argentina a oportunidade de impulsionar seus rendimentos e capacidade, ao mesmo tempo que solidifica a cooperação entre os dois países na área de produção de defesa.

Em abril último, a FAdeA concordou em fornecer à Embraer peças para seu KC-390. Julio César Lombardi, vice-presidente da FAdeA, disse aos oficiais da Força Aérea em 7 de setembro que sua indústria de Córdoba irá produzir, entre outros itens, divisórias de cabines dianteiras, portas dianteiras e freios aerodinâmicos para a empresa brasileira.

“Este é um projeto muito importante para a Força Aérea da Argentina, pois nos permite modernizar nossa capacidade de fabricação de aeronaves”, explica o general de brigada Rubén Montenegro. “A Embraer é muito exigente quando se trata de controle de qualidade de processos de fabricação e equipamentos, o que requer que a FAdeA invista na melhoria do maquinário e em treinamento.”

A fábrica de aeronaves de Córdoba, inaugurada em 1927, foi uma das primeiras do gênero na América Latina. Depois de décadas funcionando como entidade estatal, foi finalmente privatizada em 1995. Em 2009, porém, foi nacionalizada pela presidente Cristina Fernández de Kirchner, que anunciou que a empresa se tornaria “uma ferramenta estratégica para o desenvolvimento nacional.”

Uma aeronave de treinamento IA-63 Pampa, fabricado pela FAdeA para Força Aérea da Argentina. (Foto: Juliano Damasio / AirFln)

Hoje, a estatal FAdeA fornece, em sua maioria, serviços de manutenção a aeronaves compradas no exterior, mas também continua a produzir o AT-63 Pampa, um avião avançado de baixo custo para treinamento e ataque leve, assim como outro avião-caça leve, o IA-58 Pucará, para a Força Aérea da Argentina. Certamente, o governo insiste em alavancar a produção do Pampa, estabelecendo a meta de 18 novos jatos até 2014. Uruguai, Peru, Paraguai, Polônia, Grécia e Austrália expressaram interesse em adquirir os jatos para suas respectivas forças aéreas.

A Argentina faz parte de um consórcio internacional, que inclui Chile, Colômbia, Portugal e República Tcheca, que trabalha com a Embraer para produzir um protótipo do KC-390 até 2014. A meta da Embraer é oferecer transporte médio a jato com capacidade de carga de cerca de 23 toneladas, que pode tanto ser abastecido no ar quanto abastecer outras aeronaves. E já tem promessas de compra de 60 KC-390, metade dos quais irão para a Força Aérea Brasileira (FAB). O Brasil irá financiar a compra dos aviões dos países fornecedores de peças.

“Não é o modelo clássico de cooperação internacional, já que a Embraer estará comprando diretamente dos países envolvidos e irá manter todos os direitos de propriedade e lucros”, declarou Raúl Humberto Paz, presidente da Câmara Argentina da Indústria Aeronáutica. “O Brasil criou um modelo de negócios inteligente, através do qual financiará a compra de seus próprios aviões, a um custo estimado de US$ 80 milhões (R$ 150 milhões) cada, dos parceiros supracitados”, explicou Paz.

Quando os ministros da Defesa dos dois países se reuniram em Buenos Aires no início de setembro, revisaram sua estratégia de cooperação bilateral e exploraram caminhos para aprofundar o relacionamento estratégico. A cooperação tecnológica e a produção de defesa foram vistas como prioridades, com ênfase especial no projeto KC-390, assim como na conclusão do veículo todo-terreno Gaúcho, no desenvolvimento de veículos blindados, na cooperação na ciberdefesa, na colaboração na indústria naval e na sincronização de normas e catálogos relativos a produtos de defesa.

“No Brasil, a defesa é questão de política do Estado”, garantiu o ministro da Defesa, Celso Amorim, durante visita a Buenos Aires, quando explicou que a estratégia brasileira é organizada em torno de três objetivos: equipar as forças armadas, fortalecer a indústria de defesa nacional e promover a integração sul-americana, que, insistiu, não é “apenas um elemento teórico.”

Elevar a capacidade de produção de defesa é uma peça-chave do modelo de desenvolvimento econômico do Brasil, que tem como consequência seu reaparelhamento militar nos últimos anos. Hoje, o governo argentino parece também perceber que reaparelhar sua indústria nacional de defesa não só gera empregos como também cria possibilidades de progresso tecnológico.

“Atualmente, há uma significante vontade política de impulsionar a indústria da defesa nacional argentina”, comemora Montenegro. “Esse projeto, junto com outros como a construção naval e a produção de equipamentos militares, tem o apoio do governo para restaurar sua indústria estratégica.”

Fonte: Diálogo, via Hangar do Vinna

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