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Boeing e Saab iniciam ofensiva contra escolha de caça francês

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Boeing F/A-18F Super Hornet (Foto: Mass Communication Specialist 3rd Class Ricardo J. Reyes / U.S. Navy)

A americana Boeing e a sueca Saab iniciaram uma nova ofensiva para impedir que o governo brasileiro escolha o caça Rafale, da francesa Dassault, na concorrência da Força Aérea Brasileira (FAB) para a compra de 36 aeronaves. Em pleno lobby, a Boeing reiterou sua última oferta de venda do F-18 Super Hornet, de dezembro passado, que prevê a inclusão da Embraer no desenvolvimento da próxima geração do jato. A sueca Saab reforçou os critérios que colocaram o Gripen NG no topo da avaliação da Aeronáutica – preço baixo e tecnologia a ser desenvolvida junto com a Embraer.

Saab Gripen NG

Sem data marcada, o governo promete anunciar em breve sua decisão. Questionado sobre essa nova batalha de lobbies, um colaborador do presidente Lula afirmou nesta quarta-feira, 20, que essas iniciativas não mudam o jogo e que os critérios de escolha não serão alterados. A vitória da Dassault, para este assessor de Lula, está cimentada.

Gerente sênior de Desenvolvimento de Negócios Internacionais da divisão de aeronaves militares da Boeing, Michael Coggins, anunciou na última terça-feira que o governo americano liberou a transferência de tecnologia, inclusive dos códigos informáticos para armar os caças com mísseis brasileiros, e insistiu que nada impedirá a futura fabricação dessas aeronaves no Brasil. “Nós oferecemos à Embraer e à FAB a opção de produzir os Super Hornet no Brasil”, afirmou.

Cogins admitiu que há um sério problema de confiança do Brasil em relação à oferta americana. Mas, mostrou-se otimista com as gestões do novo embaixador dos EUA em Brasília, Thomas Shannon, a partir de 4 de fevereiro, e nas respostas aos três lobbies diretos do presidente americano, Barack Obama, junto a Lula. O mesmo colaborador do presidente brasileiro rebateu essa versão. “Nenhum compromisso do governo americano impede um eventual veto do seu Congresso.”

A direção da Saab não poupa esforços para tentar convencer que seu projeto é superior e rebater as críticas de que o Gripen NG existe apenas no papel. “O Gripen é o melhor não só pela tecnologia como pelo conceito e pelo preço”, afirmou Bob Kemp, vice-presidente da Saab. “O avião já existe”, emendou Bengt Jáner, representante da Saab no Brasil. Eles explicaram que o Gripen NG é baseado em um caça em operação, o Gripen C, que foi vendido para quatro países. Existe hoje uma espécie de protótipo do Gripen NG, já testado por pilotos da FAB.

Proposta da versão naval do Gripen: o Sea Gripen

De olho em outros negócios, a Saab apresentou para a Marinha brasileira, em dezembro, o projeto do Gripen Naval, para o porta-aviões São Paulo. A expectativa é que, em uma década, os 12 caças da Marinha em operação sejam substituídos por novos modelos. “Não é algo para agora; é para daqui uns dez anos”, observou Kemp.

Fonte: Denise Chrispim Marin e Eugênia Lopes, da Agência Estado

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Guindaste recoloca bombardeiro Vulcan do Museu em Sunderland de volta a posição normal

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ANTES: O Vulcan encontrado pelo curador do museu, com a parte frontal apontando para o céu.

Um bombardeiro da época da Guerra Fria Vulcan B2 que pendeu para trás devido a neve acumulada sobre as asas no dia 9 desse mês (veja matéria aqui no Cavok), foi recolocado na posição normal na terça-feira, dia 19, com a ajuda de engenheiros e de um guindaste.

DURANTE: A ajuda para o serviço de recolocação do Vulcan na posição original veio de uma empresa privada e de voluntários.

O Avro Vulcan B2 (XL319) foi encontrado, pelo curador do Museu North East Air, em Sunderland, no Reino Unido, com a parte frontal apontando para o céu no início desse mês.

Dormentes de ferrovia foram colocados sob o trem de pouso dianteiro para prevenir que esse fosse danificado caso a neve derretesse sobre as asas.

Um guindaste e especialistas ergueram o trem de pouso na terça-feira, recolocando a aeronave na sua posição normal. A ajuda veio de uma empresa privada e de voluntários.

DEPOIS: Guindaste ajuda na recolocação do Vulcan na posição original no Museu.

A quantidade de neve que caiu no início do mês na região havian feito com que o Vulcan pendesse para trás e ficasse com o trem de pouso levantado a cerca de 2,4 metros do solo.

O Curador do Museu Keith Davison disse que ele estava “nas nuvens” por ver a aeronave novamente na suas posição original, e que amarrará a aeronave para que não penda novamente para trás.

O Vulcan do museu servia com os esquadrões 617 (“Dambusters”), 44 e 83 os quais eram baseados em Waddington ou Scampton. Foi o segundo Vulcan B2 entregue ao Esquadrão 617 no dia 20 de outubro de 1961, e um dos 20 existentes e ainda completos bombardeiros Vulcan em exposição.

A aeronave fez parte do arsenal nuclear do Reino Unido durante a Guerra Fria, e também foi usado em missões de bombardeiro convencional durante a Guerra das Malvinas ou Falklands.

Existe apenas um bombardeiro Vulcan voando atualmente em todo mundo, a aeronave XH558, que depende de doações de fãs e entusastas para continuar operando e participando de shows aéreos pela Europa, conforme divulgado aqui no Cavok. O restante está exposto em museus.

Fonte: BBC – Tradução e Adaptação do texto: Cavok

A Kaman esta lutando para conseguir revender 11 helicópteros SH-2G Super Seasprites

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Os 11 helicópteros Kaman SH-2g(I) Super Seasprite aguardando compradores dentro de um prédio de armazenagem na unidade da Kaman Corporation, em Bloomfield. Na foto, Bob Manaskie, Gerente Geral do Grupo de Pós-venda de Helicópteros, caminha defronte os helicópteros para inspeção de rotina. (Foto: Stephen Dunn / Hartford Courant)

Sedentos por novos helicópteros, governos pelo mundo todo enchem os fabricantes com pedidos gigantes. A grande demanda das forças militares dos Estados Unidos sozinhas colocaram a fabricante norte americana de helicópteros Sikorsky a se tornar a maior do mundo, gerando serviço para todos seus fornecedores – incluindo a Kaman, de Bloomfield, a qual fabrica os cockpits para os modelos de helicópteros Black Hawk e Seahawk, além de outras peças, e também de outros projetos com outras empresas. Apesar disso, a Kaman está lutando para conseguir revender um lote de seus helicópteros, 11 sofisticados, e recém fabricados SH-2G Super Seasprites.

Atualmente, dez desses helicópteros anti-submarino estão dispostos lado a lado num depósito de 82 hectares em Bloomfield, seus 44 rotores estão armazenados em tubos especiais e outras partes em caixas ao lado dos helicópteros. A 11ª aeronave, de demonstração, é mantida fora do depósito para apresentação a possíveis compradores.

É um raro caso de um fornecedor militar global que faz propaganda de um mesmo equipamento militar pela segunda vez — após o governo da Austrália voltar atrás em um acordo antigo — e poder oferecer quase que imediatamente para o mercado. Sal Bordonaro, presidente da divisão de helicópteros Kaman, colocou o preço por um terço do valor normal da aeronave. Estima-se que cada helicóptero esteja por um valor entre US$ 8 milhões a US$ 15 milhões.

O Governo Australiano pagou cerca de US$600 milhões pelas aeronaves, incluindo peças sobressalente, um simulador de voo, suporte operacional e outros materiais. Mas após uma longa disputa, a Austrália chegou num acordo no início de 2008 para devolver todas as 11 aeronaves — sem recuperar grande parte do seu investimento. As aeronaves tinham um valor unitário original de US$ 40 milhões, incluindo os custos de desenvolvimento dos sistemas, de acordo com a Kaman. Segundo especialistas, pagar US$ 15 milhões por cada helicópteros pode ser uma barganha.

Destinado a operar a partir de navios, os helicópteros bi-turbinas Super Seasprite podem ser equipados com mísseis, torpedos, cargas de profundidade e metralhadoras, e podem transportar até 6 passageiros. Projetado para vigilância marítima, guerra submarina, missões de busca e salvamento, além de outras missões navais, eles podem voar numa velocidade de até 173 mph. Controles avançados com telas touch-screen permitem que duas pessoas possam operar a aeronave, ao invés de três para um helicóptero Seasprite tradicional. Um simulador de voo com todos movimentos também está disponível para venda

Atualmente existem apenas três operadores de helicópteros da Kaman — Egito, Nova Zelândia e Polônia, os quais operam no total 18 aeronaves. Os executivos da Kaman dizem que estão focando as vendas para esses três e outros três potenciais compradores, mas também estão preparando propostas para nações da OTAN e outras naçoes no sudoeste da Ásia, América do Sul e no leste europeu. A Kaman está atualmente efetuando uma completa reforma em nove helicópteros do Egito.

A Austrália reclamava que a Kaman havia falhado na entrega de alguns sistema avançados de softwares das aeronaves. A Kaman reconheceu isso e atribuiu o atraso a um subcontratado, e disse que o trabalho havia sido completado.

A Kaman nega que as aeronaves fossem inseguras, como os australianos alegaram, afirmando que os militares norte americanos usaram versões anteriores por décadas sem nenhum problema sério. Como parte do acordo de 2008, a Kaman perdoou uma dívida de US$ 30 milhões que a Austrália ainda devia, e prometeu devolver mais US$ 25 milhões se conseguir revender as 11 aeronaves.

A Kaman levou uma dessas aeronaves para feiras militares em 2008 e 2009 em busca de compradores, mas até o momento não houveram interessados. Mas ele garante que ainda tentará por anos revender os 11 helicópteros antes de desmontá-los e reutilizar as peças que forem possíves.

Fonte: The Hartford Courant – Tradução e Adaptação do Texto: Cavok

Israel informou os Estados Unidos que compra o F-35 somente se metade dos aviônicos for de origem israelense

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Lockheed F-35 Lightning II. (Foto: Lockheed)

O jornal israelense The Jerusalem Post divulgou que o Ministério da Defesa de Israel disse aos Estados Unidos que somente vai comprar o caça stealth F-35 Lightning II se pelo menos 50% dos sistemas de aviônicos forem trocados por tecnologia fabricada em Israel.

A primeira preocupação dos EUA é a habilidade de Israel para instalar seus próprios sistemas de radar e de guerra eletrônica, mas até o momento os Estados Unidos se recusam a permitir o acesso aos códigos fontes dos sistemas da aeronave, assim como foi igualmente negado aos outros pedidos das nações participantes do programa JSF (Joint Strike Fighter).

Um outro problema é que os Estados Unidos vem recusando a ideia de Israel de efetuar as manutenções em seus futuros caças F-35 de forma independente. Através da atual proposta, se um cliente encontrar problemas de mal funcionamento mecânico, a aeronave deverá ser enviada para um centro de manutenção exclusivo, que estuda-se que seja criado na Itália.

De acordo com autoridades de Israel, o investmento para compra das aeronaves F-35 JSF só terá um bom custo benefício se as empresas de Israel tiverem algum retorno financeiro. Um exemplo foi o contrato da Israel Aerospace Industries que ganhou um contrato para produzir as estruturas principais das asas dos caças F-16 feitos pela Lockheed Martin, também a empresa dos caça F-35. Estima-se que cada caça F-35 custe cerca de US$ 130 milhões.

O artigo do jornal diz ainda que Israel acredita que terá uma aumento qualitativo da tecnologia de ponta sobre outros caças F-35 se puder instalar seus próprios sistemas de aviônicos.

Israel estuda adquirir 25 aeronaves F-35, mas a data ainda não está definida. Se houver um acerto sobre esses assuntos, estima-se que em seis meses o contrato deva ser assinado.

Fonte: The Jerusalem Post – Tradução e Adaptação do texto: Cavok

Única aeronave Fairchild XSM-73 ‘Bull Goose’ agora em exposição no museu da USAF em Dayton, EUA

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Fairchild XSM-73 ‘Bull Goose’ visto já em exposição no Museu da Força Aérea dos EUA.

Mais uma histórica e única aeronave foi removida do depósito, restaurada por voluntários, e colocada em exposição no Museu Nacional da Força Aérea dos Estados Unidos, em Dayton, Ohio, na Galeria de Pesquisa e Desenvolvimento, junto a Base Aérea de Wright-Patterson. A recente adição do museu é o Fairchild XSM-73 ‘Bull Goose’, um míssil chamariz de longo alcance que foi desenvolvido para importantes missões durante o período da Guerra Fria, entre 1946 e 1990.

O XSM-73 sendo lançado do solo durante o seu desenvolvimento.

O míssil de 10,21 metros de comprimento e 2,16 metros de envergadura foi projetadi no início de 1950 para confundir as defesas inimigas através da simulação de assinaturas radar de grandes bombardeiros como os B-36, B-47 e B-52. O pensamento foi que se vários mísseis intercontinentais SM-73 fossem lançados do solo, poderiam saturar os sistemas radar da defesa, para então os bombardeiros reais terem melhores chances de atingirem seus alvos. Os planos da USAF eram de adquirir cerca de 2.328 mísseis chamarizes e mais 58 aeronaves iguais a exposta no museu para o programa de desenvolvimento. A alcance do XSM-73 era de 7.360 quilômetros e voava numa altitute de 50.000 pés (15.200 metros).

O míssil XSM-73 sendo preparado para um voo de testes em 1958.

Tendo voado pela primeira vez em 1957, o experimental XSM-73 foi cancelado em 1958, devido a problemas no motor, estruturais e eletrônicos, três anos antes do planejado. Apesar de nunca entrar em operação, as asas feitas de resina de fibra de vidro do Bull Goose forneceram experiência na construção de aeronaves com materiais compostos.

Em setembro de 2009, 40 anos após receber seu XSM-73, o museu ficou apto a colocar a peça em exposição. Foram necessárias 422 horas de restauração, durante um período de seis meses de trabalho para fazer com que o XSM-73 ficasse parecendo novo.

Fonte: U.S. Air Force National Museum – Tradução e Adaptação do Texto: Cavok

Aeronaves Orion da Nova Zelândia atingem mais de 120.000 horas de voo

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Lockheed P-3K da Força Aérea da Nova Zelândia

Quatro dos seis aviões P-3K Orion da Força Aérea da Nova Zelândia (RNZAF) voaram cada um mais de 20.000 horas, fazendo com que essas sejam aeronaves do tipo que tenham o maior número de horas de voo do mundo. Uma dessas aeronaves da frota de mais de 40 anos acumulou 22.623 horas. No total as seis aeronaves já acumulam mais de 120.000 horas de voo, desde que entraram em operação em 1966 (uma unidade foi adquirida em 1985).

Um Orion da Nova Zelândia, na base de McMurdo, na Antártida, em 2007.

O líder do Esquadrão 5 da Força Aérea da Nova Zelândia, Kavae Tamariki, disse que o alto número de horas de voo não é preocupante depois da última modernização mecânica – o Projeto Kestrel de 2001 – que extendeu a vida operacional das aeronaves Orion até a metade de 2020.

Tamariki disse que chegará um ponto que não será ecnonomicamente viável manter operacional essas aeronaves mesmo com avanços na manutenção, mas ele diz: “Existe um longo caminho até isso acontecer.” O Project Kestrel de 2001 substituiu as asas das aeronaves por asas completamente novas.

Um total de 2.380 horas de voo por ano são compartilhadas pelas seis aeronaves Orion. Durante o ano de 2009 as aeronaves Orion estiveram envolvidas em inúmeras missões de busca e salvamento, e também participaram das missões durante a Tsunami que atingiu o sudoeste asiático em 2005.

Fonte: NZ Herald – Tradução e Adaptação do Texto: Cavok

Equador recebe neste mês aviões Embraer Super Tucano comprados do Brasil

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Embraer Super Tucano

Os aviões militares turboélice Super Tucano que o Equador comprou da Embraer chegarão ao país ainda neste mês, informou hoje o comandante da Força Aérea Equatoriana (FAE), Rodrigo Bohórquez.

“Em dezembro, nossos oficiais voaram nos aviões. Estamos afinando alguns detalhes, virão no máximo até o dia 20”, disse Bohórquez ao jornal “La Hora”, em declarações nas quais diz que o plano inclui a aquisição de 24 aeronaves.

O comandante da FAE disse que os Super Tucanos substituirão as aeronaves A-37 e Strikemaster no treinamento para a aviação subsônica de combate.

Segundo Bohórquez, os aviões anteriores “voaram mais de 40 anos e já não há peças de reposição”.

A Embraer fornecerá as peças para os aviões, “mas existe a probabilidade de que nós, no futuro, comecemos a fabricá-las, o que não podíamos fazer com outros contratos”, apontou Bohórquez.

Fonte: EFE via EPA

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