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USAF comemora 30 anos do voo inaugural do B-2 Spirit

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Imagem do primeiro voo do B-2 Spirit realizado no dia 17 de julho de 1989 em Palmdale, California.

Este ano, a Base da Força Aérea de Whiteman, no Missouri, comemora o 30º aniversário do voo de teste inaugural do bombardeiro invisível B-2 Spirit, realizado no dia 17 de julho de 1989, da sede da Northrop em Palmdale até a Base Aérea de Edwards, Califórnia.

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Northrop propõe a NASA sonda em forma de ‘asa voadora’ para explorar Vênus

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vampA Northrop Grumman irá propor o conceito de asa voadora para a próxima competição de sondas exploratórias da NASA.

Northrop vai oferecer um novo treinador a jato para a concorrência TX da USAF

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DF-TX
T-38 e Hawk em voo.

A Northrop Grumman está seguindo os passos da Boeing e vai oferecer um treinador a jato com um novo design para o programa TX da USAF.

AERONAVES (QUASE) FAMOSAS: Northrop YF-17 ‘Cobra’

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YF-17 capa
Northrop P-600 ‘Cobra’

Encorajada pelo sucesso do F-5A no mercado mundial de armas, em 1965 a Northrop começou a trabalhar em um novo caça leve tático, que ofereceria um desempenho ainda maior do que o F-5E/F Tiger II, que estava naquele momento em fase de desenvolvimento.

Northrop N-205. Um T-38 espacial?

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Treinador espacial Northrop N205. (Imagem: Espaço Aéreo, vol. 3)
Treinador espacial Northrop N-205. (Imagem: Espaço Aéreo, vol. 3)

Para quem não sabe, a Northrop chegou a propor em plena corrida espacial uma versão espacial do seu treinador T-38 Talon! Saiba mais sobre esse projeto pouco divulgado, mas também interessante.

O lançamento do Sputnik pela União Soviética em outubro de 1957 criou uma enorme mudança na percepção da América de si mesmo e sua capacidade tecnológica. O resultado dessa mudança foi um período de intensa competição entre diferentes visões, com o vencedor final definindo o curso dos programas e políticas para os próximos anos.

Muitas propostas foram elaboradas no período antes do histórico feito pela URSS. Agora a tecnologia e o programa espacial dos EUA estavam correndo contra o tempo. A USAF tinha uma ambiciosa meta para uma nave espacial tripulada reutilizável, dotada de asas, como parte de um plano global para uma presença militar permanente no espaço, incluindo estações espaciais em órbita e bases na Lua.

Mock up do X-20 Dyna Soar. (Foto: USAF)
Mock up do X-20 Dyna Soar. (Foto: USAF)

Apesar do clamor após o susto do Sputnik, a USAF prosseguiu com seus planos e solicitou aos fabricantes propostas. Em Março de 1958 a Boeing e a equipe da Martin-Bell foram selecionadas para o programa X-20 Dyna-Soar.

A Northrop, que havia sido eliminada da concorrência, viu uma oportunidade para si, mesmo com o novo X-20. Em 1956 a companhia havia sido selecionada para fornecer a USAF o seu projeto de treinador supersônico N-156T. Com tal contrato, houve injeção de capital na empresa. A Northrop procurou proteger ainda mais o programa, expandindo as capacidades e o papel de seu recém designado T-38 Talon.

Em maio de 1958, apenas dois meses após o contrato para o Dyna-Soar, a Northrop propôs um “Treinador Espacial”, uma variante do Talon. O raciocínio era de que a Força Aérea iria requerer um “seguro”, um veículo de baixo custo para ensinar o piloto aluno-astronauta a como operar no ambiente de quase espaço.

concepção artística do N-205B. (Imagem: Espaço Aéreo, vol. 3)
concepção artística do N-205B. (Imagem: Espaço Aéreo, vol. 3)

A Northrop designou o projeto como N-205. O veículo projetado requeria apenas 25% de modificações com a estrutura do T-38. Um modelo básico para torná-lo capaz de realizar a missão proposta. O N-205 seria propulsionado por três motores-foguete Rocketdyne AR-4 em lugar dos dois General Electric GE-J85. Os foguetes iriam gerar um total de 33.000 lbs. De empuxo ao nível do mar, usando 90% de peróxido de hidrogênio e 10% de JP-5.

Projetado para ser lançado verticalmente em um ângulo de 80°, num trilho e numa simples plataforma no chão, o N-205 chegaria a Mach 3,2 durante a queima. Seriam 90 segundos para alcançar 90 mil pés, podendo chegar a um apogeu de 200 mil pés em uma trajetória balística antes do retorno. Peróxido de hidrogênio proveriam força para os bicos de reação a jato no nariz da nave a ao longo da fuselagem e na pontas de asas, para o controle de atitude espaço.

A reentrada, num ângulo raso, seria em Mach 2,6. O N-205 reduziria a velocidade para Mach 1,26 antes de iniciar as manobras para pouso e este tocaria a pista com uma velocidade ligeiramente superior que o padrão de um T-38A. Houve também uma opção para um motor foguete “auxiliar” de 1.000 lb para maior segurança durante a fase de aterragem.

Infelizmente para a Northrop, a Força Aérea não tomou nenhuma atitude e apesar de um estudo subsequente emitido pela empresa em agosto de 1959, em que novamente elogiava as vantagens de um treinador aeroespacial, a USAF não se posicionou.

Rara imagem do NF-104A com o motor foguete acionado. (Foto: USAF)
Rara imagem do NF-104A com o motor foguete acionado. (Foto: USAF)

Um novo impulso para a Northrop foi a decisão da Força Aérea de criar uma Escola de Pilotos Experimental de teste de vôo em Edwards, renomeando a própria Escola como Aerospace Research (ARPS). O Lockheed F-104 Starfighter foi utilizado como treinador espacial, treinando os futuros astronautas. O veículo resultante foi designado como NF-104A, equipado com um motor foguete Rocketdyne AR2-3 na cauda, permitindo à aeronave realizar trajetórias balísticas até 120.000 pés!

Em abril de 1963, três meses antes de começarem os testes com o NF-104A, a Northrop apresentou um novo relatório intitulado “ST-38”, também conhecido como o N-205B aonde destacava muitas melhorias no desempenho sobre a proposta original.

A principal mudança foi a eliminação do método de lançamento vertical em favor de uma decolagem convencional com o motor foguete provendo empuxo ao treinador. Por causa do maior peso de decolagem bruta, 21.000lbs, contra as 11.000lbs, do T-38 padrão, o N-205B iria utilizar um trem de pouso igual ao do F-5 de série.

Ainda usando três motores Rocketdyne AR-4, o ST-38 poderia disparar um ou todos os foguetes para a decolagem. O veículo atingiria Mach 3,3 a 285 mil pés, alta o suficiente para qualificar os pilotos astronautas, sob as regras da USAF, tornando-o um verdadeiro treinador aeroespacial.

Depois da reentrada e transição de uma trajetória balística para uma trajetória de planeio, o ST-38, a 40.000 pés executaria um looping seguido de um rolamento para reverter o curso e permitir que o treinador pousasse na base de onde partiu. Ao contrário do primeiro N-205, seria motor foguete auxiliar.

Uma complicação adicional para a ST-38 foi a aleta traseira fixa ventral, uma característica resquício do N-205. Apesar de não ser um problema para a proposta de lançamento vertical, seria um limitador do ângulo de rotação em uma pista para uma decolagem convencional.

A Northrop reservou células do bloco 17 da linha do T-38A para a conversão proposta. Um artigo observou que o ST-38 teria uma semelhança de 90% com a estrutura de base do T-38. No entanto, o original N-205, a cifra de 75% parece ser mais razoável de conversão, considerando a inclusão e adição dos motores de propulsão a foguetes, modificações nas células de combustível, bicos de controle à reação e aleta ventral fixa, para citar apenas algumas diferenças.

A janela de oportunidade da Northrop, no entanto, foi se fechando rapidamente como a visão da Força Aérea de um avião tripulado aeroespacial, com asas, e uma presença militar permanente no espaço, estava prestes a ser ultrapassado pelos acontecimentos e decisões iniciados após o Sputnik.

A Força Aérea já tinha perdido seu papel de liderança nessa área, em outubro de 1958, quando o presidente Dwight Eisenhower escolheu ênfase a natureza civil do programa espacial americano, estabelecendo a National Aeronautics and Space Administration como a agência líder nos esforços espaciais do país. Os desenhos da NASA para seus veículos espaciais tripulados foram de trajetória balística e não aviões aeroespaciais.

Folhetim da época. (Imagem: Espaço Aéreo, vol. 3)
Folhetim da época. (Imagem: Espaço Aéreo, vol. 3)

Ao mesmo tempo, os gastos crescentes sobre o X-20 e da incapacidade da Força Aérea para convencer o secretário de Defesa Robert McNamara que o veículo tinha um propósito operacional e estratégico, culminou com o cancelamento do programa em dezembro de 1963, duas semanas após o assassinato do presidente Kennedy e dois meses após o ARPS aceitar o primeira NF-104A.

Não há nenhuma garantia de que o X-20 (provavelmente teria conseguido) poderia ter se tornado operacional. O mesmo vale para o ST-38. No entanto, é muito emocionante imaginar a visão de um Talon a Mach 3, cruzando o limiar do espaço. Teria sido um destaque notável na longa história da série T-38/F-5. O fato de que poderia ter acontecido em meados da década de 1960 é ainda mais notável. E fica a pergunta: Como teria sido o curso da história aeroespacial se ambos os projetos houvessem sido tornar-se operacional? Um fascinante caso de “e se…”.

FONTE: Espaço Aéreo, vol. 3, junho de 2012. – PESQUISA e TRADUÇÃO: CAVOK

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Acidente com caça F-5BM da Força Aérea da Espanha causa morte de piloto instrutor

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Um dos caças SF-5BM da Força Aérea da Espanha. (Foto: Ejercito del Aire)

Um acidente com um caça biposto SF-5BM (AE.9-025) da Força Aérea da Espanha (Ejercito del Aire) ocorrido na sexta-feira, dia 2 de novembro, às 9:47 hora local, causou a morte do piloto instrutor. O piloto cadete conseguiu ejetar em segurança. A aeronave havia decolado da Base Aérea Talavera la Real, localizada ao sul da cidade de Badajoz, e fazia parte da Ala 23.

O instrutor foi identificado como sendo Angel Alvarez Raigada. O cadete era Sergio Santamaría de Felipe, que sofreu ferimentos leves. De acordo com o Ministério da Defesa da Espanha, o acidente ocorreu como resultado da falha do motor esquerdo logo após a decolagem.

Antes da queda, os pilotos declararam emergência e tentaram retornar para pista, caindo próximo da cabeceira do aeródromo. Após a queda da aeronave, o aeroporto foi fechado para tráfego aéreo, cancelando dois voos regulares para Madrid e Barcelona, com outros dois voos sendo alternados para Barcelona.

O avião de combate F-5B “Freedom Fighter” é usado pela Força Aérea da Espanha para missões de treinamento (pilotos de Caça e Ataque) para os cadetes do 5° Curso Geral da Academia Aérea. O F-5 entrou em serviço na Força Aérea da Espanha em 1970, e vem passando por modernizações feitas pela CASA. Cerca de 20 aeronaves permanecem em operação, todas juntas a Ala 23.

O acidente está sendo investigado pela Comisión de Investigación Técnica de Accidentes de Aeronaves Militares (CITAAM).

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Fernando Valduga

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Tactical Air Defense Services adquire a Northrop TF5-1

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A Tactical Air Defense Services (TADF) vai utilizar três caças CF-5 nos serviços de aviação tática oferecidos para forças aéreas. (Foto: Canadian Air Force)

A Tactical Air Defense Services, uma empresa contratante de serviços aeroespacial/defesa e que oferece serviços de aviação tática, manutenção de aeronaves e outros trabalhos aeroespaciais/defesa para os Estados Unidos e forças militares estrangeiras, anunciou que assinou uma carta de intenções (“LOI”) para adquirir, como uma subsidiária integral da TADF, 100% da Northrop TF5-1 Corp (“Northrop”), uma holding de aviação militar.

A Northrop atualmente possui um caça Canadair CF-5 (o “FC-5”), que após a conclusão da aquisição da Northrop, será 100% propriedade da TADF. Além disso, como anteriormente divulgado num recente formulário 8-K divulgado, através da aquisição pendente da Globalease Corporation (“Globalease”), a TADF adquirirá num acordo de leasing com opção de compra dois aviões Canadair CF-5D. A TADF pretende usar os três aviões CF-5(D) em contratos de aviação tática para a qual está oferecendo através de sua subsidiária integral, a AeroTech Corporation.

Os aviões CF-5 são aviões de caça supersônicos conhecidos por ter baixo custo, baixa manutenção, e serem aviões de combate extremamente versáteis, que têm sido utilizados de forma eficaz por muitos países ao redor do mundo, como aviões de ataque leve, plataformas de reconhecimento, e atuando no papel de apoio tático ar-terra, apoio aéreo aproximado, treinamento ou aviões de treinamento de combate dissimilar. Os aviões CF-5 de dois lugares são considerados por muitos como o avião de treinamento ideal para os pilotos em treinamento para caças F-16.

Após o fechamento da aquisição da Northrop, e de acordo com os termos da carta de intenções, a TADF irá adquirir 100% das ações em circulação da Northrop. O fechamento da transação está sujeita à conclusão final de todos documentos exigidos e da documentação e aprovação pelo conselho de administração da TADF, e está previsto num prazo de trinta dias.

Alexis C. Korybut, CEO da TADF, declarou: “Com as aquisições da Northrop e da Globalease, a TADF, será capaz de oferecer três aeronaves CF-5 nos contratos de aviação. Além de adicionar um recurso valioso para o nosso faturamento, acreditamos que as aquisições da Northrop e da Globalease darão a TADF uma forte vantagem competitiva ao oferecer nossos serviços de aviação para os EUA e forças militares estrangeiras.”

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Chile prestes a lançar competição para substituir seus caças F-5

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A Força Aérea do Chile opera ainda 16 caças F-5, os quais pretende substituir até 2020. (Foto: Fernando Valduga / Cavok)

Os fabricantes de equipamentos de defesa que estavam exibindo os seus produtos na FIDAE no Chile, tem uma nova esperança de garantir um espaço no que parece ser o início de um novo concurso de caças na região, com a Força Aérea do Chile (FACh) possivelmente aposentando sua frota de 16 antigos caças F-5E/Fs que foram modernizados pela Northrop, e designados Tiger III Plus no Chile. A competição visa colocar em operação os novos caças até 2020.

Grande parte da frota de caças F-5 do Chile já foi substituída por caças F-16 MLU que vieram da Holanda, mas os remanescentes F-5 Tiger III, apesar de serem da década de 1970, estão equipados com radares Elta EL/M-2032 de Israel. A ideia original do Chile era de aposentar todos até 2009.

O Chile não conseguiu substituir todos caças F-5, e continou comprando caças F-16AM/BMs (MLU) da Real Força Aérea da Holanda. De um plano inicial para compra de 18 aeronaves, acabou adquirindo 36, além de 10 outros caças F-16C/Ds Block 52 adquiridos da Lockheed Martin.

Durante a FIDAE, o Cavok pode ver a presença da Boeing, que levou um demonstrador simulador do F/A-18F Super Hornet, equipado com as novas telas sensíveis ao toque que está sendo oferecido na versão International Roadmap do caça. Mas assim como não comentou sobre o F-X2, também não divulgou informações sobre uma possível competição no Chile.

A outra empresa que esteve presente foi a Saab, que também levou um simulador do caça JAS39 Gripen C, informando que participará da competição caso o Chile realmente confirmar a possível compra de novos caças. A Saab já substitiu os F-5 na Tailândia e também venceu a competição na Suíça para também substituir os F-5 Tiger II.

A Lockheed, que já possui vendas de aeronaves de caça para o Chile, também esteve na FIDAE, mas embora estivesse divulgando mais o KAI T-50, não divulgou informações sobre suas aeronaves, apenas informando que vai manter o apoio prestado a frota de caças F-16 da Força Aérea do Chile.

As empresas Dassault da França, e a BAE Systems, embora com menos destaque na feira, por não divulgarem seus respectivos caças Rafale e Eurofighter, são consideradas potenciais candidatas caso a competição seja realizada.

Acidente com jato NF-5B da equipe de demonstração Turkish Stars da Turquia

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O jato NF-5B da equipe de demonstração aérea Turkish Stars da Força Aérea da Turquia que caiu nessa terça-feira na região de Anatólia.

O Capitão Ümit Özer, da Força Aérea da Turquia, morreu durante uma sessão de treinamento nessa terça-feira, dia 13 de março, quando o seu jato Northrop NF-5B Freedom Fighter caiu na região central de Anatólia, província de Konya. A aeronave fazia parte da equipe de demonstração aérea da Força Aérea da Turquia, conhecida como Turkish Stars, e caiu por volta do meio-dia, num terreno da indústria de motores Tumosan, numa distância de 2 quilômetros de distância de onde havia decolado.

As equipes de combate a incêndios e ambulâncias foram enviados imediatamente para o local da queda, onde o corpo de Özer foi rapidamente encontrado entre os destroços do caça F-5. As equipes de busca continuam agora procurando pelo seu co-piloto e abriram uma investigação sobre a causa do acidente.

O piloto Özer havia entrado há pouco na equipe acrobática. Quatro caças F-5 dos Turkish Stars haviam decolado para um voo de treinamento, quando a aeronave que caiu começou a ter problemas.

Marinha Real Britânica estuda a utilização de dirigíveis híbridos para transporte e reconhecimento

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O veículos aéreos híbridos de longa resistência desenvolvidos pela Northrop Grumman estão sendo analisados pela Marinha Real Britânica para transporte e reconhecimento junto a frota naval. (Foto: Northrop Grumman)

Modernos Zeppelins subiram aos céus pela primeira vez desde a Primeira Guerra Mundial, quando o Exército dos EUA começou a usar dirigíveis no Afeganistão. Mas os chefes da Marinha Real Britânica estão agora seriamente considerando a compra de uma aeronave da Hybrid Air Vehicles baseada em Bedfordshire para as tarefas de vigilância e re-abastecimento dos porta-aviões.

Cientistas da empresa de defesa Northrop Grumman passaram as informações para a Marinha Britânica sobre a última aeronave que está prestes a entrar em serviço militar nos EUA.

O Long Endurance Multi-Intelligence Vehicle (LEMV) está definido para revolucionar o transporte aéreo por ser capaz de transportar cargas muito pesadas ou kits de inteligência para longas distâncias com a capacidade de pousar em qualquer lugar, inclusive na água.

A Marinha está olhando para comprar um LEMV para basear acima da frota com câmeras de vigilância sofisticadas para ameaças locais e espionar os movimentos do inimigo. Com uma carga útil de 50 ton ele também pode ser usado para transportar peças de equipamentos urgentes, tais como motores para os Joint Strike Fighters para fora dos navios.

Os comandantes também estão considerando usá-lo como uma plataforma contra a pirataria, com o LEMV podendo diminuir em até 150 comandos junto com seus velozes barcos infláveis.

Viajando a mais de 80 nós, a aeronave é quase três vezes mais rápida do que os navios e a versão da Marinha poderá viajar por vários dias sem reabastecer seus quatro motores de turbina de gás.

Com uma mistura de 60 por cento de hélio e 40 por cento de ar, é muito menos vulnerável ao fogo inimigo que os Zeppelins cheios de hidrogênio que caíram vítimas de balas incendiárias, uma arma aérea da frota durante a Grande Guerra.

Testes feitos pela empresa de Bedfordshire têm mostrado que as balas e até mísseis pode passar através do balão sem inflamar a mistura de gás que tem uma pressão muito baixa.

“Esta poderia ser a solução ideal para o apoio logístico aos porta-aviões e nas missões de ISR (inteligência, vigilância, reconhecimento) para a frota”, disse uma fonte da Marinha.

“Transportar 50 toneladas de sensores e suprimentos é mais do que o dobro da capacidade de um Hércules.”

As aeronaves custarão cerca de 60 milhões de libras cada uma e podem ser operadas remotamente como um veículo aéreo não tripulado.

Eles poderiam ser uma vantagem importante para a indústria aeronáutica britânica caso atraia o interesse comercial. As companhias de petróleo estão olhando para os LEMVs para transportar equipamentos pesados ??para as plataformas remotas de perfuração sem ter que usar um campo de pouso.

Eles poderiam também abrir um caminho mais fácil em todo o Atlântico levando 200 passageiros em segurança e conforto numa viagem de 36 horas, consumindo um quinto do combustível utilizado por um jato.

As aeronaves poderiam até ser usadas para o transporte de mercadorias na Grã-Bretanha. A empresa estima que uma viagem de carro de duas horas de Milton Keynes para o centro de Londres poderia ser reduzido para 20 minutos

A Hybrid Air Vehicles assegurou um contrato de defesa com os EUA de US$ 315 milhões em 2010 para fornecer três aeronaves, que serão baseadas no Afeganistão, capazes de permanecer no ar por três semanas, enquanto podem efetuar o reconhecimento do Taliban sobre uma vasta área.

Um porta-voz do Ministério de Defesa do Reino Unido disse: “O Ministério da Defesa recentemente recebeu instruções sobre o possível uso de aeronaves e veículos aéreos especificamente híbridos para a movimentação de equipamentos e sensores, mas atualmente não há planos para comprar esses equipamentos.”

Fonte: The Telegraph – Tradução: Cavok

Falha dos pilotos pode ter sido a causa da queda de dois F-5 em Taiwan em 2011

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O caça F-5F "5401" que caiu em Taiwan em setembro de 2011. (Foto: TaiwanAirPower)

A falha dos pilotos em permanecer atentos ao solo onde estavam voando pode ter sido a causa com dois aviões F-5 no nordeste de Taiwan em setembro passado, disse o Ministério da Defesa do país nessa terça-feira, num relatório preliminar sobre o acidente.

O porta-voz do Ministério da Defesa Nacional Luo Shou-he disse que as autoridades da Administração de Aeronáutica Civil e Conselho de Segurança em Aviação e acadêmicos em campo examinaram o relatório e concordaram que “a perda de consciência situacional do terreno por parte dos pilotos” pode ter causado o acidente.

As duas aeronaves, um caça bilpace F-5F e um avião de reconhecimento RF-5E, cairam em incidentes separados nas montanhas do condado de Yilan, durante uma missão de treinamento noturno no dia 13 de setembro de 2011.

Os três pilotos, das duas aeronaves, morreram nos acidentes.

Na sequência do acidente, o ministério tomou uma série de medidas para reforçar a segurança da aviação, incluindo indicando os planos de voo e adicionando as elevações de vários marcos geográficos em Taiwan para os monitores dos radares em terra nos centros de comando, para melhor guiarem os pilotos, disse Luo.

O Controle de Yuan, a agência fiscalizadora do governo de Taiwan, também lançou uma investigação sobre os acidentes aéreos, acrescentou Luo.

Questionado sobre se o ministério vai punir os militares que podem ser responsáveis pelos acidentes, Luo disse que irá aguardar o relatório antes do Controle de Yuan tomar outras medidas.

Quanto à colisão aérea de dois aviões de treinamento AT-3 no sul de Taiwan no dia 03 de fevereiro, Luo disse que o ministério criou uma força-tarefa para investigar o acidente.

Ninguém ficou gravemente ferido no acidente com os dois treinadores, com dois tripulantes ejetando e os outros dois conseguindo trazer o avião de volta para a base aérea em Kaohsiung.

Fonte: Focus Tawian – Tradução: Cavok

Northrop divulga imagens de novos conceito de aeronaves

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A proposta da Northrop de um estudo para nova aeronave comercial proposto pela NASA apresenta um conceito parecido com o do bombardeiro B-2. (Foto: Northrop)

A NASA há dois anos desafiou três fabricantes de aeronaves – Boeing, Lockheed Martin e Northrop Grumman – para projetar um avião comercial de última geração. Os projetos da Boeing e da Lockheed foram revelados anteriormente. E o conceito da Northrop foi finalmente foi revelado na semana passada na Reunião do Instituto Americano de Ciências Aeronáuticas e Astronáuticas em Nashville, Tenessee.

A NASA originalmente planejou analisar todos os três conceitos e selecionar um único projeto para construir uma plataforma de ensaio em subescala do tamanho de um 737. Esse programa está agora em espera devido aos cortes de financiamento.

Além disso a empresa Northrop divulgou um conceito de aeronave de transporte militar para substituir a frota de jatos C-5A Galaxy da USAF. (Foto: Northrop)

Mas é improvável que a Northrop continue com seus próprios investimentos no conceito para sempre. A empresa divulgou uma imagem de um conceito de uma aeronave de transporte militar da próxima geração baseado na mesma tecnologia. Em duas décadas, a USAF provavelmente precisará começar a substituir a frota de Lockheed Martin C-5A.

É uma exigência que a Boeing está visando com a asa voadora X-48, e pelo conceito em subescala da Lockheed conhecido como Speed Agile. E agora parece que a Northrop planeja também concorrer no contrato, caso ele realmente ocorra.

Fonte: The DEW Line – Tradução e Adaptação do Texto: Cavok

Cassidian modernizará mais cinco aeronaves F-5B da Força Aérea da Espanha

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Uma aeronave F-5BM Freedom Fighter da Ala 23 da Força Aérea da Espanha, na Base Aérea de Dijon. (Foto: Jerry Gunner)

A Cassidian Espanha assinou recentemente um contrato com a Força Aérea espanhola para cinco modificações estruturais nas aeronaves F-5. Com este contrato, continuação dos anteriores, a Cassidian continua o seu trabalho no apoio a modernização dos F-5 da Força Aérea da Espanha. O objetivo é assegurar, no menor tempo possível, a aplicação das melhorias estruturais nas aeronaves, projetada e validadas para garantir a operação segura dos caças.

Os trabalhos de modernização das aeronaves F-5 da Força Aérea da Espanha estão sendo feitas pela EADS Espanha. (Foto: Cassidian)

Todas as mudanças serão feitas nas instalações da Cassidian no subúrbio de Getafe.

Enrique Barrientos, CEO da Cassidian Espanha, disse que está “orgulhoso” que a Força Aérea Espanhola novamente contou com o expertise da empresa para realização deste contrato. “Nosso compromisso é fornecer suporte contínuo para garantir a satisfação dos nossos clientes”, acrescentou.

A Força Aérea da Espanha possui no seu inventário 20 aeronaves F-5BM, todas elas utilizadas na tarefa primária de treinamento, mas com capacidade de combate. Na Força Aérea da Espanha eles são designados AE.9, e operam na Ala 23, na Base Aérea de Dijon.

Programa de modernização leva bombardeiro B-2 em voo sobre o Pólo Norte

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Uma aeronave B-2 Spirit foi utilizada para testar o novo pacote de modernização durante um voo entre a Base Aérea de Edwards, California, e o Pólo Norte. (Foto: Bobbi Garcia Zapka / U.S. Air Force)

Um bombardeiro invisível B-2 Spirit voou desde a Base Aérea de Edwards, na Califórnia, até o Pólo Norte e depois voltou, no dia 27 de outubro, numa missão para testar os equipamentos embarcados e as atualizações de software da aeronave, a resistência e o desempenho nas latitudes extremamente elevadas.

A missão de mais de 18 horas de duração consistiu de pontos de teste de desenvolvimento e operacionais para provar que a atualização de software do B-2 funciona bem e é capaz de operar em qualquer lugar do mundo.

“Um dos objetivos da força de ensaio é evitar uma situação na qual uma aeronave passa por uma anomalia com um novo sistema pela primeira vez durante uma missão operacional”, disse o tenente-coronel Hans Miller, o comandante do 419º Esquadrão de Voos de Testes. “Este vôo para o Pólo Norte poderia revelar dados e lições que não foram vistos num laboratório ou num ambiente simulado.”

Embora o B-2 tenha ido para o Pólo Norte em testes simulados, esta é a primeira vez que a aeronave viajou para lá fisicamente, realizando um marco nos testes do B-2, disseram autoridades da USAF.

“Esta é a primeira vez que o B-2 operou um voo a essa extrema latitude, e (creio eu) o vôo mais longo até agora para este hardware e este software,” disse o major Michael Deaver, o diretor do Teste de Frequências Extremamente Altas do 31º Esquadrão de Testes e Avaliações. “Ser um bombardeiro global, pode ser que ele seja obrigado a operar em latitudes extremas, e mesmo que o alvo não esteja lá, possivelmente seja o caminho de vôo para chegar ao destino.”

O trabalho da missão foi verificar se as atualizações de software, que incluem a comunicação e novos equipamentos de navegação, ainda permitem que o B-2 possa operar com eficiência em qualquer lugar do mundo, disseram os funcionários dos testes.

“O principal objetivo desta missão é olhar para a forma como o software e hardware funcionam durante um voo de longa duração”, disse o primeiro-tenente Derek Moore, um condutor de teste atribuído ao 419º Esquadrão de Voos de Testes. “Nós tentamos empurrar os limites da aeronave e voltar, e ter certeza de que operacionalmente, ele ainda pode cumprir os objetivos.”

A parte operacional da missão consistia numa simulação de lançamento de quatro bombas não-guiadas BDU-38 sobre a área de impacto de precisão em Edwards após o vôo, disseram autoridades. De acordo com Deaver, um dos maiores objetivos era se certificar de que a aeronave sabia onde estava e que poderia chegar ao ponto de lançamento das armas.

Membros da Base Aérea de Fairchild, em Washington, enviaram um KC-135 Stratotanker para apoio de reabastecimento aéreo, disse Farinella. O avião-tanque abasteceu o B-2 sobre Alberta, no Canadá, para garantir que o B-2 pudesse concluir a parte de resistência (da missão). O voo B-2 foi reforçado com o combustível a partir de um segundo KC-135 a partir de Edwards que ajudou a garantir que o B-2 pudesse concluir a parte operacional da missão polar.

O teste de vôo ajudam a encontrar os problemas logo no início para que eles possam ser corrigidos antes das aeronaves entrarem em operação com a USAF, disse Murphy.

Líderes da USAF dizem que B-2 tem um futuro brilhante a frente

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O B-2 Spirit of Missouri decola da Base Aérea de Whiteman, Missouri. (Foto: Senior Airman Jessica Snow / U.S. Air Force)

Os líderes da Força Aérea dos EUA visitaram a Base Aérea de Whiteman na semana passada para discutir o futuro do bombardeiro B-2 Spirit. O Grupo de Coordenação Geral de Apoio ao B-2 foi até Whiteman para discutir os desafios e soluções para manter a frota de B-2 em condições operacionais e em pleno funcionamento para os próximos anos.

Ann Mitchell, diretora das instalações, apoio logístico e missão do Comando de Ataque Global da Força Aérea dos EUA, discutiram os planos de apoio e manutenção da frota de B-2, e o papel do grupo para manter ele funcionando.

O grupo tem se reunido regularmente desde que o Comando de Ataque Global foi criado dois anos atrás. São reunidos todos os responsáveis pelas organizações envolvidas no programa B-2, e as pessoas não tentam encontrar soluções técnicas ou ficar presos nos problemas encontrados, e sim tentam fornecer orientações e prioridades para o programa B-2 como um todo, e as decisões importantes que afetam o vetor do sistemas de armas.

Tal como acontece com outras aeronaves, Mitchell disse, o programa B-2 enfrenta questões de difíceis manutenção.

“O B-2 tem um conjunto específico de desafios por causa do tamanho da frota”, disse ela. “Com apenas 20 aeronaves, todas as aeronaves que não estão funcionando é de 5 por cento da frota.”

Quando o Departamento de Defesa imaginou o programa B-2 na década 80, foi para uma frota de mais de 100 aeronaves. Cortes no programa após o colapso da União Soviética, e custos variados, levou ao tamanho da frota ser reduzida a apenas 21 aviões. Um deles, o Spirit of Kansas, foi perdido num acidente em 2008.

“O tamanho da frota dinâmica, bem como o fato de que é um avião de 20 anos de idade, apresenta desafios únicos na capacidade de apoio. Muitas partes estão começando a falhar pela primeira vez. Temos de encontrar fontes para essas novas falhas. Mitchell disse que ela antecipa como o B-2 vai se juntar com outras plataformas de vidas com multi-décadas de serviço.

“O B-2 está programado para voar até 2058”, disse ela. “Então nós temos que descobrir meios agressivos para manter as capacidades do B-2 olhando bem para o futuro. Veja o B-52, ele tem 50 anos. Todas as aeronaves são agora obrigadas a durar um longo tempo.”.

A Força Aérea tem uma vasta experiência e conhecimento com aeronaves mais antigas. Além do B-52, tanto o Stratotanker KC-135 como o treinador T-38 Talon estão entrando na sua quinta década de serviço.

Como parte de sua visita a Whiteman, Mitchell também se reuniu com membros do 19 Esquadrão de Munições, que atualmente está subordinado ao Comando de Material da Força Aérea.

VÍDEO: Acidente com caça F-5 Tiger II iraniano durante exercício militar no Irã

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Um caça Northrop F-5 Tiger II da Força Aérea da República Islâmica do Irã decola durante um exercício no país.

Durante as primeiras etapas do exercício aéreo conjunto ‘Fadaeeyan-e-Harim e Vellayat III’ que ocorre nas provincias iranianas a noroeste do Irã, uma aeronave de caça Northrop F-5 Tiger II, adquirida dos EUA no começo da década de 70, acabou caindo em Tabriz, no dia 10 de setembro. Veja vídeo abaixo, que mostra brevemente o piloto após a ejeção, ainda preso ao assento.

Ainda não existem notícias confirmadas sobre a situação do piloto, que ao que tudo indica conseguiu sobreviver a queda.

A manobra tem como objetivo treinar as capacidades de defesa aérea do país, tanto dos esquadrões quanto dos sistemas de artilharia antiaérea de solo. Participam do exercício militar caças F-5 e F-4, além de aeronaves MiG-29 e Su-24 adquiridas da Rússia posteriormente.

Ao que tudo indica o Irã está se preparando contra ameaças de Israel e dos EUA, após abrir sua primeira usina nuclear em Bushehr, com caças F-14 Tomcat também deslocados para bases ao sul do país.

Ainda sobre o Irã, no começo da semana, a agência de notícias FARS News informou que a Força Aérea Iraniana declarou operacional o primeiro esquadrão de caças Saeqeh, uma versão do caça F-5 produzida no país.

Exército dos EUA celebra os 40 anos do Sistema Guardrail

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A aeronave de vigilância e inteligência Norhtrop RC-12 Guardrail do U.S. Army, o Exército dos EUA.

O Exército dos EUA e Northrop Grumman Corporation comemoraram recentemente o 40º aniversário do Sistema Guardrail, um ativo nacional tático significativo, que tem fornecido capacidade de vigilância contínua enquanto em voo para enfrentar o desafio constante da nação em segurança devido a constantes mudanças de ameaças. O aniversário de 40 anos foi comemorado com uma série de eventos realizados nos dias 14 e 16 de junho em Aberdeen Proving Ground, Maryland.

A Northrop Grumman tem sido o principal parceiro da indústria militar com o Exército no Sistema Guardrail desde o início do programa em 1971. Hoje, o RC-12X, a última atualização para a frota Guardrail, está fornecendo a capacidade inigualável de SIGINT (Inteligência de Sinais) incluindo geolocalização instantânea de precisão e identificação de ameaças para que a Brigada da Equipe de Combate possa localizar, corrigir, finalizar, explorar, analisar e divulgar o processo de comando de batalha.

O programa de Modernização Guardrail RC-12X prolonga a vida útil da aeronave até 2025 e introduz novas cargas de sensores para o sistema com uma maior capacidade para detectar e explorar ameaças emergentes e de rápida evolução de guerra irregular e convencionais. O programa também contribui para a sustentabilidade do RC-12X através de comunalidade com outras aeronaves, um novo cockpit no conceito glass, upgrades estruturais, e melhorias significativas de equipamentos e programas.

No início deste ano, a Northrop Grumman, através de um contrato de missão com o Exército dos EUA, colocou em operação os dois primeiros aviões atualizados para oferecer apoio no cenário de combate. As duas aeronaves completaram recentemente os ensaios finais de equipamentos para seguir para implantação operacional. Um número adicional de 10 RC-12X será colocado em operação no período 2011-2012.

IMAGENS: Northrop T-38 Talon completa 50 anos de operação

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Um jato de treinamento Northrop T-38 Talon, da Base Aérea de Beale, California. (Foto: Fernando Valduga / Cavok)

O jato de treinamento supersônico Northrop T-38 Talon está comemorando 50 anos e no dia 17 de março foi realizada uma cerimônia na Base Aérea de Randolph, Texas, sede do 560° Esquadrão de Treinamento de Voo da USAF.

Um jato de treinamento T-38 Talon parte para mais uma missão de treinamento. (Foto: Fernando Valduga / Cavok)

O jato T-38 foi destacado pela primeira vez em março de 1961, e serviu como veículo de treinamento para múltiplas gerações de pilotos e instrutores de pilotos durante as cinco décadas de serviço com a U.S. Air Force e outras forças aéreas do mundo.

As aeronaves T-38 Talon também foram utilizadas como aeronaves de treinamento dos pilotos dos caças F-117, como essa baseada em Holloman, Novo México. (Foto: Fernando Valduga / Cavok)

O Coronel Richard Murphy, comandante da 12ª Ala de Treinamento de Voo, disse que o T-38 continua a executar um papel central no programa de treinamento de pilotos da USAF.

Um jato T-38 Talon da Base Aérea de Vance, é rebocado após o pouso. (Foto: Fernando Valduga / Cavok)

As aeronaves T-38 Talon preparam os pilotos para as aeronaves de caça e de bombardeiros, incluindo os modelos F-15 Eagle, F-16 Fighting Falcon, B-1B Lancer e F-22 Raptor. No total os Talons já voaram mais de 13 milhões de horas e treinaram mais de 70.000 militares norte americanos.

O jato T-38 é considerado na USAF uma das fundamentais plataformas de treinamento e não tem substituto a vista até 2020. (Foto: Fernando Valduga / Cavok)

Refletindo o legado do T-38, o General Edward A. Rice Jr., o comandante do Comando de Treinamento e Educação Aérea, disse que a história de 50 anos do Talon representa uma “verdade fundamental” sobre a USAF.

Os jatos T-38 foram projetados sob a plataforma do F-5B. (Foto: Fernando Valduga / Cavok)

“A USAF utiliza os melhores equipamentos, oferece o melhor treinamento e possui a mais qualificada e dedicada força de pilotos instrutores do mundo,” ele disse. “A complexidado de uma moderna linha de batalha e de nosso inventário de aeronaves tem aumentado drasticamente, e o T-38 está envolvido para atender essas altíssimas demandas. A partir do cockpit no conceito glass e do HUD, a numerosas melhorias estruturais, o Talon pode usar a frase, ‘flexibilidade é a chave do poder aéreo.’”

Os jatos são utilizados para treinamento de pilotos de caça e bombardeiros. (Foto: Fernando Valduga / Cavok)

O primeiro voo realizado no dia 10 de agosto de 1959 ocorreu juntamente com o programa Mercury, no meio da corrida espacial norte americana. O T-38 ainda esteve efetivamente atuando durante a Guerra do Vietnã.

O jato T-38 Talon com a pintura comemorativa de 50 anos taxiando na Base Aérea de Randolph. (Foto: Jo Hunter)

“Apenas alguns anos após o primeiro voo, os graduados nos T-38s já estavam sendo testados em combate nos céus do Vietnã,” disse o General.

O Capitão Alex Countach, instrutor de voo do 560° Esquadrão de Treinamento de Voo, pousa o T-38 comemorativo na Base Aérea de Randolph, Texas, com o Tenente Coronel da reserva Donald Wheeler no assento traseiro. (Foto: Rich McFadden / U.S. Air Force)

Em homenagem ao aniversário de 50 anos da aeronave, o Tenente Coronel da reserva Donald Wheeler, um dos primeiros graduados no programa de treinamento do T-38, chegou na cerimônia no assento traseiro de um T-38 pintado especialmente num esquema de cores comemorativo, dando ao jato a aparência similar aos T-38 de 1961.

O jato T-38 Talon especialmente piintado nas cores de 1961, visto na Base Aérea de Randolph, Texas, no dia 17 de março. (Foto: Jo Hunter)

O coronel disse que acredita que a USAF tem um dos melhores programas de treinamento de pilotos militares do mundo, e o treinamento a bordo dos T-38 possui inúmeras vantagens para carreira de um piloto.

Um jato T-38 utilizado para testes de desenvolvimentos da Base Aérea de Edwards, California. (Foto: Bernardo Malfitano / Cavok)

O Coronel Murphy disse que enquanto muita coisa mudou no mundo desde 1961, existe uma coisa que não mudou: “Amissão da USAF é a mesma de 1961: produzir os melhores pilotos e instrutores.”

Um T-38 da NASA sobrevoa o Dry Lake, na Cailfornia, durante um voo de treinamento. (Foto: NASA)

Atualmente as aeronaves T-38 Talon estão em operação na U.S. Air Force, na U.S. Navy e na NASA, nos EUA. Além disso operam ainda na Alemanha, Portugal, Taiwan, Turquia e Coreia do Sul, além de operadores civis nos EUA, como a Boeing.

Foram fabricadas 1.187 aeronaves T-38, entre 1961 e 1972, com a aeronave sendo baseado na plataforma F-5B Freedom Fighter. A versão mais recente, o T-38C, começou a ser integrado na USAF em 2001. Os jatos devem permanecer em operação até 2020.

Northrop atinge duas importantes marcas na fabricação dos caças F/A-18

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Um caça F/A-18E Super Hornet a bordo do porta-aviões USS Abraham Lincoln (CVN 72). (Foto: U.S. Navy)

A Northrop Grumman atingiu duas importantes marcas na fabricação de componentes dos caças F/A-18 na sua unidade em El Segundo, Los Angeles, onde são fabricadas importantes partes dos caças Hornet e Super Hornet.

A 500ª seção traseira da fuselagem do caça Super Hornet durante a cerimônia de entrega na Northrop, em Los Angeles. (Foto: Steve McCrank / Daily Breeze)

A companhia, a qual é uma das principais sub-contratadas dos programas Hornet e Super Hornet, completou a entrega da 500ª parte da fuselagem traseira no dia 16 de dezembro, e também completou a 300ª seção central do modelo clássico do Hornet. A parte do Super Hornet compreende a seção da fuselagem do centro para a cauda do caça, incluindo os lemes duplos e todos sistemas relacionados para os modelos F/A-18E/F e EA-18G, e que foram embarcados por via rodoviária para a montagem final na unidade da Boeing em St. Louis.

A seção central do Hornet clássico foram projetadas para os modelos F/A-18A-D que estão passando por um retrofit para aumentar a vida útil das aeronaves.

Desde 1979, a Northrop Grumman já entregou 1.479 conjuntos de fuselagens para os caças Hornet e 501 para os modelos Super Hornet.

Helicóptero Fire-X realiza seu primeiro voo autônomo

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Fire-X, um sistema aéreo não tripulado de pousos e decolagens verticais desenvolvido pela Northrop Grumman e Bell Helicopter, completou seu primeiro voo totalmente autônomo no dia 10 de dezembro na área de testes Yuma Proving Ground, Arizona. (Foto: Northrop Grumman / Chad Slattery).

O Fire-X, um sistema aérea não-tripulado de pouso e decolagem vertical (VUAS) desenvolvido pela Northrop Grumman Corporation e a Bell Helicopter, uma empresa do grupo Textron, que completou seu primeiro voo totalmente autônomo no dia 10 de dezembro de 2010 na área de testes de voo de Yuma Proving Ground, Arizona. A aeronave experimental foi desenvolvida como uma solução demonstradora de baixo risco e rápido desenvolvimento para mostrar que helicópteros não tripulados podem com segurança voar utilizando as provadas arquiteturas de voo dos sistemas autônomos utilizados nos veículos não-tripulados Northrop Grumman MQ-8B Fire Scout.

O primeiro voo envolveu um voo pairado de curta duração para validar a segurança e a confiança do voo autônomo. Adicionais testes de voo e de coleta de dados serão conduzidos nas próximas semanas. A integração dos sensores de carga ISR e de capacidade de carga devem ocorrer no começo de 2011. A aeronave de demonstração Fire-X manterá a opção de poder ser pilotada – uma capacidade a qual pode ser um ponto positivo para os militares devido a sua flexibilidade operacional.

De acordo com Paul Meyer, vice presidente e gerente geral da Divisão de Tecnologia e Programas Avançados da Northrop Grumman Aerospace Systems, o Fire-X foi desenvolvido para atender a crescente necessidade de carga e capacidade de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (ISR), antecipando a exigência dos serviços militares dos EUA e do Comando de Operações Especiais (SOCOM).

O rápido desenvolvimento (o primeiro voo foi executado apenas 11 meses após começar o desenvolvimento) foi atingido pela integração de um sistema de controle de voo autônomo do Fire Scout desenvolvido para a U.S. Navy com uma plataforma de um helicóptero Bell 407 certificada pela FAA. O novo sistema 407 não-tripulado pode levar sensores ISR e uma carga de mais de 3.200 libras. O Fire-X também poderá conduzir missões ISR de até 16 horas de duração e apoiar diversas missões de carga de acordo com exigências do U.S. Army e Marine Corps.

Fonte: Defense Update, dica do VooTático – Tradução: Cavok

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