Saab

Inicio Tags Raptor

Tag: Raptor

Comando de Combate Aéreo da USAF diz que análise nos F-22 continuam

10
O Lockheed F-22 Raptor permanece atualmente como o único caça de quinta geração em operação. (Foto: U.S. Air Force)

Enquanto continua a investigação sobre as questões de privação de oxigênio que envolvem o caça F-22 Raptor, oficiais da Força Aérea continuam otimistas sobre o futuro do programa e na capacidade de operação do jato, disse o diretor de operações para o Comando de Combate Aéreo (ACC) da Força Aérea dos EUA durante um comitê dos serviços armados no congresso.

O major-general Charles W. Lyon disse que o Comando de Combate Aéreo convocou um grupo de trabalho em abril, consistindo de pilotos de F-22, engenheiros, médicos e profissionais de segurança da Força Aérea, da Marinha, da NASA, da Lockheed Martin e da Boeing.

“Nós integramos as descobertas, continuamos o processo de investigação e tiramos conclusões que não poderiam ter sido alcançadas sem o benefício dessa abordagem colaborativa”, disse ele.

Os anteriormente inexplicáveis incidentes fisiológicos com os F-22, disse Lyon, eram um resultado de uma combinação de fatores.

“A tendência ao longo do tempo eliminou sistema específicos de fatores relacionados aos componentes do sistema de fornecimento de oxigênio”, disse o general. “Fatores sistêmicos no sistema de apoio de vida, tais como o traje de pressão superior e as funcionalidades do filtro C2A1, foram identificadas e removidas e uma ação corretiva está a caminho.”

Os resultados também determinaram que os fatores humanos contribuiram para incidentes com dois F-22 em localidades diferentes.

“Nós comunicamos as conclusões e ações corretivas para a comunidade F-22”, disse ele. “A presente comunicação tem reduzido a ambiguidade e incerteza, enquanto aumentamos significativamente a confiança dos pilotos e equipes de solo dos F-22 com os sistemas de apoio a vida.”

Caças F-22 Raptor da Base Aérea de Holloman, Novo México, estão destacados na Base Aérea de Kadena, no Japão. (Foto: Airman 1st Class Michael Shoemaker / U.S. Air Force)

Embora a força-tarefa tenha descartado a possibilidade da qualidade de oxigênio como sendo a causa dos problemas anteriormente inexplicáveis, as recomendações incluem o desenvolvimento, teste e colocação em campo de uma válvula modificada para o traje superior de pressão usado pelos pilotos do F-22, usados para ajudar a controlar a respiração, disse Lyon.

“A tendência é possitiva num vetor nunca visto em anos”, disse Lyon. “A Força Aérea está empenhada em implementar estas mudanças para devolver o F-22 para as operações normais, … contribuindo significativamente para o interesse vital da nossa nação, proporcionando o domínio aéreo … para proteger e ativar a força militar conjunta dos EUA.”

O F-22, o mais caro caça de combate do mundo, está implantado no exterior para apoiar os objetivos geográficos dos comandantes do Comando Central dos EUA e nas áreas de operações do comando dos EUA no Pacífico, observou Lyon.

“Essa presença na linha de frente tranquiliza nossos aliados, melhora a interoperabilidade conjunta e coalizão e demonstra a nossa vontade para relacionamentos globais duradouros”, disse o general. “Simplesmente, a frota de F-22 combinada com as capacidades complementares de nossos parceiros conjuntos nos permite ‘chutar a porta’ e permitir operações conjuntas nos ambientes mais exigentes que existem agora e no futuro previsível”.

Fonte: Amaani Lyle / American Forces Press Service – Tradução: Cavok

Enhanced by Zemanta
Anúncios

Unidade da reserva da USAF no Alasca torna-se totalmente operacional com o F-22 Raptor

20
A unidade da reserva da USAF, o 477° Grupo de Caça, tornou-se totalmente operacional com o caça F-22 Raptor. (Foto: Corey Parrish / U.S. Air Force)

O 477° Grupo de Caça da Base Conjunta Elmendorf-Richardson, no Alasca, alcançou um marco de prontidão no dia 9 de setembro, quando o Coronel Bryan Radliff, comandante da unidade, anunciou que o grupo tinha conseguido atingir o estado de capacidade operacional total com o caça F-22 Raptor.

“A capacidade operacional total significa que estamos prontos e aptos a executar a nossa tarefa em tempo de guerra”, disse Radliff. “Com nossas combinadas fiscalizações da unidade concluídas com êxito, a nossa tripulação de forma suficiente pode atender nossas (código do tipo de unidade) tarefas, programas tais como o “Key Spouse” para apoiar nossas famílias, um comandante honorário para apoiar a nossa comunidade e as relações entre os membros, e eu tenho orgulho de declarar que o 477° Grupo de Caça está com a capacidade operacional total.”

O Col. Bryan Radliff, comandante do 477° Grupo de Caça, declara que a unidade está totalmente operacional durante uma cerimônia no dia 9 de setembro. (Foto: Tech. Sgt. Dana Rosso / U.S. Air Force)

O 477° Grupo de Caça foi reativado no Alasca em outubro de 2007, quando o grupo se tornou a primeira unidade do Comando da Reserva da Força Aérea com o F-22 Raptor e a única unidade de reserva da Força Aérea, no Alasca. Em setembro de 2008, a unidade juntamente com a 3ª Ala de Caça da ativa foram declaradas com a capacidade operacional inicial.

A herança do grupo pode ser rastreada até o 477° Grupo de Bombardeio, uma unidade dos Tuskegee que não tiveram a oportunidade de se tornar plenamente operacionais. O patch =do 477° Grupo de Bombardeiro também não foi reconhecido oficialmente pela Força Aérea, até julho deste ano, quando o ex-chefe do Estado-Maior da Força Aérea general Norton Schwartz simultaneamente reconheceu e aposentou o patch.

“Com a perspectiva histórica dos Tuskegee Airmen em mente, eu espero que vocês possam apreciar por reconhecimento que a capacidade totalmente operacional do 477° é um marco importante, não só para nós e para a nossa capacidade de servir a nação, mas para os Tuskegee Airmen quem tiveram negada a oportunidade”, disse Radliff. “Nós servimos com orgulho para honrá-los.”

Enhanced by Zemanta

Romney quer adquirir mais caças F-22

44
Dois caças F-22 Raptor da Base Aérea de Tyndall, Florida, se aproximam de um KC-135 para reabastecimento em voo no dia 21 de agosto de 2012. (Foto: Airman 1st Class Kenneth W. Norman / U.S. Air Force)

O candidato presidencial norte americano do partido republicano, Mitt Romney, disse nesse sábado que pretende comprar mais caças F-22 Raptors, como parte de seu plano para reverter muitos dos cortes planejados na defesa feitos pela administração Obama.

Romney disse numa estação de televisão de Virginia Beach, na Virginia, que ele não incluiria os militares nos cortes de gastos que ele está propondo para reduzir o déficit dos EUA.

“Em vez de completarmos nove navios por ano, eu mudaria para até 15. Eu também adicionaria mais caças F-22 para a frota da Força Aérea. E eu gostaria de acrescentar cerca de 100.000 pessoas no serviço ativo para nossa equipe militar”, disse Romney na entrevista. “Eu acho que a idéia de diminuir nossos militares para tentar chegar mais perto do equilíbrio do nosso orçamento é o lugar errado para se olhar.”

Ele repetiu seu plano para aumentar a construção de navios de nove para 15 navios por ano e adicionar 100 mil soldados da ativa para força final dos militares. No entanto, esta é a primeira vez que ele mencionou quaisquer planos de compra de mais caças F-22.

A produção do caça F-22 Raptor foi famosamente terminada pelo ex-secretário de Defesa, Robert Gates, após a Força Aérea dos EUA ter insistido para que os EUA comprasse mais caças de quinta geração. Os líderes da Força Aérea dos EUA queriam comprar 243 caças F-22, mas Gates suspendeu a produção em 187. Originalmente, a Força Aérea dos EUA pretendia comprar mais de 750 Raptors.

O último caça F-22 Raptor “10-4195”, o 195° a sair da linha de produção da Lockheed Martin em Marietta, Georgia, e ser entregue para Força Aérea dos EUA. (Foto: Lockheed Martin)

O último caça F-22 Raptor saiu da linha de produção em 2011. O programa Raptor, desde então está sob avaliação depois de uma série de pilotos sofrerem sintomas de hipóxia e dificuldades para respirar durante o vôo. Oficiais da Força Aérea afirmam ter encontrado a causa, mas tem repetidamente mantido os caças F-22 no solo nos dois últimos anos, e continua impondo restrições de vôo.

Os líderes da Força Aérea insistem na fabricação de mais caças F-22 para adição à frota, porque advertem que uma frota de 187 Raptors seria insuficiente para derrotar um inimigo com uma força superior a linha aérea como a China. O ex-Chefe da Força Aérea dos EUA, general Norton Schwartz, e o General Michael “Buzz” Moseley argumentaram que os custos de re-abertura da linha de produção seria muito caro para construir uma frota se o Congresso mudar de idéia e queira mais caças F-22.

Se Romney vencer e seguir através de seu plano de compra de mais caças F-22, custaria pelo menos US$ 900 milhões para reabrir a linha de produção do F-22, de acordo com Loren Thompson, consultor da Lockheed Martin e de outras empresas de defesa.

Em 2010, o Japão discutiu a compra de 40 caças F-22 da Lockheed Martin, fabricante do F-22. Funcionários da Lockheed, então, disseram aos líderes japoneses que custaria US$ 900 milhões para reabrir a linha de produção. Thompson disse que o custo certamente aumentaria quando fosse considerar que dois anos se passaram e a linha de produção ainda estava “semi-ativa”.

Reabrir a linha de produção em Marietta, Georgia, levaria pelo menos dois anos, disse Thompson. A Lockheed precisaria de um tempo para reativar as redes de fornecedores e para retreinamento dos empregados.

“Em uma corrida, você poderia fazer isso em cerca de dois anos, assumindo que todos os outros trabalhadores não estivessem em outros projetos como o F-35”, disse Thompson.

Ele não espera que os problemas com o sistema de oxigênio F-22 possam frear os planos da administração Romney de comprar mais jatos F-22.

“Não seria um problema”, disse Thompson. “Se ainda há problemas com o sistema de oxigênio, eles poderiam simplesmente mudar para outro fornecedor, como a Cobham.”

Há também dúvidas sobre se mais compras de F-22 afetaria o cronograma de aquisição para o F-35. O Departamento de Defesa planeja comprar 2.443 caças F-35 Joint Strike Fighters, também da Lockheed.

Fonte: DoD Buzz – Tradução e Adaptação do Texto: Cavok

Enhanced by Zemanta

Aniversário de 15 anos do primeiro voo do caça F-22 Raptor

12
O primeiro voo do caça F-22 Raptor no dia 7 de setembro de 1997. (Foto: Tom Reynolds / Lockheed Martin)

Há exatos 15 anos ocorria o primeiro voo do avião que se tornaria o primeiro caça operacional de quinta geração, o furtivo Lockheed Martin F-22 Raptor. O voo ocorreu no dia 7 de setembro de 1997, num domingo, quando o piloto de teste chefe Paul Metz decolou da Base Aérea da Reserva de Dobbins, em Marietta, Geórgia, às 10:18 da manhã, numa velocidade de 140 nós em potência militar. Veja a seguir o vídeo do primeiro voo.

A aeronave alcançou uma altitude de 15.000 pés em menos de três minutos, e foi colocado através de uma série de testes de transições de potências do motor e de características de manuseio. Metz, em seguida subiu para 20 mil pés e recolheu o trem de pouso.

Somente 197 caças F-22 foram fabricados, e somente a Força Aérea dos EUA possui em operação o Raptor. (Foto: Lockheed Martin)

Durante o voo, o caça F-22 foi acompanhado por um caça F-16D de segurança, com o piloto de testes da Lockheed Martin Jon Beesley a bordo. Metz pousou em Dobbins após um voo de 58 minutos.

Enhanced by Zemanta

IMAGENS: Esquadrão operacional de caças F-22 lança pela primeira vez bombas GBU-39 SDB

9
Os caças Raptor do Alasca fizeram parte da primeira unidade operacional de F-22s a lançar as GBU-39 Small Diameter Bombs (SDBs). (Foto: Tech. Sgt. Dana Rosso / U.S. Air Force)

Durante o Exercício Combat Hammer, realizado na Base Aérea de Hill, Utah, os caças F-22 Raptors do Alasca tornaram-se a primeira unidade operacional de F-22 a lançar bombas GBU-39 SDB (Small Diameter Bombs).

Os caças testaram o lançamento das GBU-39 SDBs durante o exercício Combat Hammer realizado na Base Aérea de Hill, Utah.(Foto: Tech. Sgt. Dana Rosso / U.S. Air Force)

Apesar das SDB (bombas de pequeno diâmetro) terem sido empregadas por pilotos de testes, o Combat Hammer, um programa de avaliação do sistema de armas promovido pelo 86º Esquadrão de Armas da Caça, proporcionou uma oportunidade para uma unidade operacional empregá-las num realista ambiente de treinamento tático.

“A área de testes e treinamento de Utah é o único local nos Estados Unidos onde os F-22s podem empregar as SDBs em velocidades e altitudes exclusivas para o Raptor”, disse o major Wade Bridges, um piloto da reserva de F-22 atribuído ao 302° Esquadrão de Caça.

Membros do 477° Grupo de Caça preparam as GBU-39 SDBs num caça F-22 Raptor. (Foto: Tech. Sgt. Dana Rosso / U.S. Air Force)

Os F-22 da 3ª Ala de Caça possuem o software atualizado Incremento 3.1, e foram capazes de lançar a GBU-39 SDB. A GBU-39 SDB é uma bomba guiada de precisão de 250 libras que se destina a oferecer a aeronave uma capacidade para transportar um maior número de bombas e empregar elas com maior stand-off.

“O emprego das GBU-39s foi muito bem sucedido”, disse Bridges. “O pessoal de munição e de armas que prepararam e carregaram as armas fizeram com incrível profissionalismo e perícia técnica. Eles foram avaliados durante todo o processo e não recebi nada além de elogios pelo trabalho. Os pilotos que utilizaram as armas fizeram um excelente trabalho ao empregar as armas num ambiente tático. Todo o processo de preparação e emprego das armas foi um tremendo sucesso, resultando em 100% das SDB sendo lançadas com sucesso. ”

O Tenente Coronel Chad Feucht, piloto da reserva de F-22 atribuído ao 477° Grupo de Caça, realiza os últimos procedimentos antes de decolar para uma missão no Combat Hammer. (Foto: Tech. Sgt. Dana Rosso / U.S. Air Force)

Este evento permitiu o treinamento de Integração Força Total em toda a frota de F-22. O 302° Esquadrão de Caça liderou uma equipe de Força Total da Base Conjunta de Elmendorf-Richardson. Tanto os pilotos dos 302° e 526° Esquadrões de Caça como as equipes de manutenção do 3° Grupo de Manutenção e do 47° Grupo de Caça  preencheram  a lista de implantação com um tremendo esforço de uma verdadeira força total a partir do Alasca.

Além do esforço da base no Alasca, os pilotos dos esquadrões de caça 199º e 19° e suas respectivas equipes de manutenção participaram do Combat Hammer. Esta foi a primeira vez que o pessoal operacional e de manutenção dos esquadrões de caça 199º e 19° sediados no Havaí foram implantados num exercício fora de sua base.

Um membro do 477° Esquadrão de Manutenção de Aeronaves arma um F-22 Raptor com uma GBU-39 SDBs durante o Combat Hammer. (Foto: Tech. Sgt. Dana Rosso / U.S. Air Force)

“A experiência de implantação bem sucedida e o lançamento de armas ar-solo é um marco importante para as operações  dos Raptor do Havaí e das equipe de manutenção pela declaração da capacidade operacional inicial”, disse o tenente-coronel Robert Jackson, comandante do 19° Esquadrão de Caça.

Texto: Tech. Sgt. Dana Rosso / 477th Fighter Group Public Affairs – Tradução: Cavok

Enhanced by Zemanta

IMAGEM: Primeiro disparo de um míssil AIM-9X em velocidade supersônica num F-22

5
O caça F-22 Raptor de testes em Edwards AFB, realizou o primeiro disparo em velocidade supersônica de um míssil AIM-9X Sidewinder. (Foto: David Henry / Lockheed Martin)

Depois de um bem sucedido disparo de um míssil AIM-9X realizado no dia 17 de maio, um caça F-22A Raptor novamente disparou um outro míssil do mesmo tipo, mas dessa vez em velocidade supersônica. O Major Ryan Howland, piloto da Força Combinada de Testes F-22, junto a Base Aérea de Edwards, Califórnia, estava nos controles do caça. O disparo ocorreu no dia 30 de julho de 2012.

O primeiro disparo de um míssil AIM-9X em velocidade supersônica, faz parte do pacote Incremento 3,2 que está sendo avaliado para o caça de quinta geração F-22.

Será que os EUA realmente descobriu a causa do problema com os pilotos dos F-22?

11
Um caça F-22 Raptor realiza uma missão de treinamento sobre o Alasca. (Foto: U.S. Air Force)

O Pentágono disse na semana passada que conseguiu identificar a causa dos problemas de saúde que estão afligindo os pilotos do jato de combate stealth F-22 e comprometendo a sua capacidade de voar. De acordo com o Departamento de Defesa, o mistério pode estar atribuído a falhas nos equipamentos de suprimento de ar do traje dos pilotos. Mas como isso explica o fato de que os membros do pessoal de apoio no solo estão apresentando os sintomas semelhantes?

Em resposta às perguntas feito pelo Projeto de Supervisão do Governo (POGO), uma porta-voz da Força Aérea disse que as equipes de manutenção estão ficando doentes por uma razão completamente diferente: a exposição a exaustão do jato do motor.

“Os incidentes vivenciados pelas equipes de manutenção não estão relacionados com os incidentes fisiológicas experimentadas pelos pilotos”, disse ao POGO a 1ª Tenente Sarah D.A. Godfrey, uma porta-voz do Comando de Combate Aéreo (ACC).

De acordo com outro porta-voz da Força Aérea, o tenente-coronel Edward T. Sholtis, “Os sintomas relatados pelo pessoal de apoio estão atribuídos a respirar o ar no ambiente durante os períodos em que as condições ambientais e a movimentação na linha de voo aumentam a quantidade de exaustão do motor no local.”

Sholtis comparou com os exaustores de carros que as pessoas podem experimentar num trânsito congestionado, mas se recusou a falar sobre o que exatamente nos gases de escape dos motores a jato estão fazendo com que as equipes de manutenção fiquem doente.

No entanto, os dois porta-vozes disseram que descartaram a hipótese de que as toxinas nos revestimentos do F-22 Raptor estejam causando os problemas de saúde.

Sholtis disse que “todas as fontes potenciais de contaminantes foram avaliadas.”

Se o problema envolver os revestimentos furtivos, pode ser muito mais difícil de resolver. Enquanto isso, a Força Aérea dos EUA pretende modificar e testar os equipamentos específicos utilizados pelos pilotos.

O Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general Norton Schwartz, disse a repórteres na terça-feira que os problemas com a peça de pressão superior usada pelos pilotos, além do equipamento, a válvula da mangueira e a conexão no cockpit, causaram os sintomas entre os pilotos de F-22, que se assemelham a hipóxia, ou privação de oxigênio.

Estes sintomas de hipóxia podem ser mortais para os pilotos do F-22. Em novembro de 2010, um piloto fatalmente caiu no Alasca depois que ele foi incapaz de ativar o seu sistema de emergência de oxigênio a bordo do caça. O piloto de F-22 capitão Josh Wilson disse no programa da CBS “60 Minutes” deste ano, que ele experimentou o sintoma de hipóxia durante um vôo, e estava tão desorientado que ele era incapaz de encontrar o local para acessar uma fonte de oxigênio de emergência.

Um caça F-22 Raptor visto na Base Aérea de Kadena, no Japão, onde recentemente oito aeronaves foram destacadas. (Foto: U.S. Air Force)

Citando documentos da Força Aérea, os membros do Congresso têm relatado que a taxa destes sintomas entre os pilotos de F-22 é de cerca de nove vezes a taxa para qualquer outra aeronave militar.

Mas desde setembro de 2011, pelo menos cinco membros da tripulação de apoio no solo, trabalhando nos F-22s, também sofreram sintomas como o da hipóxia, tais como “náuseas, tonturas e outros sinais de privação de oxigênio,” disse ao Air Force Times o Brigadeiro General Daniel Wyman, cirurgião geral do Air Combat Command. Mas as equipes no solo não usam os equipamentos de respiração ou a válvula de oxigênio usados pelos pilotos.

“Por causa das ambigüidades dos sintomas, a evidência decisória foi a ausência de compostos em quantidades capazes de causar os sintomas”, disse Sholtis, acrescentando que a Força Aérea e os peritos externos testaram e analisaram mais de 2.000 amostras.

Qualquer esperança de examinar como a Força Aérea dos EUA chegou às suas conclusões será especulação.

“Não houve relatórios escritos que resumem todos os esforços de teste das várias análises, observações e dos resultados produzidos neste momento”, disse Sholtis por e-mail.

De acordo com Godfrey, não existem planos para lançar relatórios semelhantes no futuro.

Alguns especialistas são céticos de que a Força Aérea realmente encontrou a causa, se não apresentar provas.

Segundo Winslow Wheeler, que dirige o Projeto de Reforma Militar Straus no POGO, “o secretário de Defesa deixou a Força Aérea livre para investigar por si só e explica que aumenta o mistério e a credulidade passada até o ponto de ruptura.”

Embora ainda existam algumas restrições de vôo sobre o F-22, o secretário de Defesa, Leon Panetta, aprovou a implantação de um esquadrão de F-22 para o Japão, voando através do Norte do Pacífico.

Na conferência de imprensa Schwartz disse: “Há uma exigência operacional e os jatos estão prontos para ir.”

O POGO contatou a Relações Públicas das Forças Aéreas do Pacífico, perguntando por que exatamente os EUA precisam enviar caça F-22 para o Japão, mas o porta-voz não respondeu.

Fonte: Project On Government Oversight (POGO) / Dana Liebelson – Tradução: Cavok

Luftwaffe disse que em combates próximos o Eurofighter fica no mesmo nível que o F-22 Raptor

96
O moderno caça F-22 Raptor viu suas capacidades serem emparelhadas ao Eurofighter Typhoon em simulados combates próximos durante o Red Flag-Alaska. (Foto: U.S. Air Force)

Os Estados Unidos gastaram quase US$ 80 bilhões para desenvolver o caça stealth mais avançado da história, o F-22 Raptor, mas a Força Aérea dos EUA recentemente descobriu em primeira mão que, enquanto os próprios aviões dominam os céus nos modernos combates aéreos de longo alcance, eles estão “empatados” com jatos estrangeiros mais baratos quando se trata da antiga escola de dogfighting, ou combate aéreo próximo.

O F-22 fez sua estréia no exercício de treinamento internacional Red Flag-Alasca em junho deste ano, onde os aviões “limparam do céu as forças inimigas simuladas e ofereceram segurança para as aeronaves australiana, alemãs, japonesas, polonesas e da OTAN”, segundo um relatório público emitido pela Força Aérea dos EUA após o exercício. Os F-22s participaram do exercício sob severas restrições de voo impostas pelo secretário de Defesa Leon Panetta, à luz dos problemas misteriosos de oxigênio potencialmente mortais com os aviões – problemas que o Pentágono acredita que agora estão resolvidos.

Essa foi a primeira vez que os caças Typhoon da Força Aérea Alemã participaram do Red Flag-Alaska, e puderam voar com os caças Raptor da USAF. (Foto: Staff Sgt. Miguel Lara III / U.S. Air Force)

A Força Aérea dos EUA disse que os aviões voaram 80 missões durante o evento “com uma taxa de missão muito elevada de sucesso.” No entanto, uma nova reportagem da publicação Combat Aircraft Monthly revelou que, num punhado de missões destinadas a testar o F-22 numa situação muito específica – combate aéreo próximo entre duas aeronaves (dogfight) – o jato parecia perder suas caras vantagens frente a um rival aliado, o Eurofighter Typhoon, voado neste caso por pilotos alemães.

“Esperávamos um desempenho inferior com o Eurofighter mas isso não ocorreu”, disse o oficial da Força Aérea Alemã (Luftwaffe) Marc Grune, de acordo com a revista. “Nós estávamos empatados. Eles não esperavam que nós curvássemos tão agressivamente.”

Dois outros oficiais alemães, o coronel Andreas Pfeiffer e o major Marco Gumbrecht, observaram na mesma reportagem que as capacidades do F-22 são “esmagadoras” quando se trata do moderno combate de longo alcance, já que o caça stealth é projetado para envolver vários inimigos bem além do campo natural de visão do piloto – principalmente quando o F-22 ainda está fora de alcance do outro avião. Grumbrecht disse que, mesmo com seus aviões fazendo tudo certo, eles não eram capazes de chegar dentro de 20 milhas dos jatos de última geração, antes de serem alvejados.

Segundo os pilotos alemães, o caça F-22 continua imbatível nos combates “além do alcance visual”, mas nos combates aproximado ele praticamente ficava de igual para igual com o Eurofighter.

“Mas assim que você faz o contato…” disse Pfeiffer, referindo-se ao ponto em que os caças se envolvem num combate próximo, “nessa área, pelo menos, o Typhoon não necessariamente tem que temer o F-22 em todos os aspectos… No duelo o Eurofighter está pelo menos tão capaz quanto o F-22, com vantagens em alguns aspectos.”

Em resposta a reportagem, um porta-voz da Força Aérea dos EUA, tenente-coronel Tadd Sholtis, disse à ABC News que um combate próximo é apenas uma forma de avaliar as capacidades de uma aeronave e disse que não é “necessariamente a mais relevante para cada cenário.”

“O F-22 é concebido e utilizado como parte de uma força integrada que fornece capacidades ofensivas que tornam os combates próximos muito menos prováveis, mantendo a capacidade de lidar com combates próximos em conjunto com outros caças”, disse ele.

Os pilotos alemães dos caças Eurofighter puderam simular no Red Flag-Alaska um combate contra os caças F-22, tanto de longa distância como aproximado. (Foto: Eurofighter)

O general John Jumper da Força Aérea dos EUA, um dos poucos pilotos que voaram ambas as aeronaves antes de se aposentar em 2005, disse naquele ano que é difícil comparar o F-22 e o Eurofighter.

“Eles são diferentes tipos de aviões para começar”, disse ele, de acordo com uma reportagem da Air Force Print News. “É como pedir para comparar um carro da NASCAR com um carro de Fórmula 1. Ambos são emocionantes de diferentes maneiras, mas eles são projetados para diferentes níveis de desempenho.”

O F-22 “pode manobrar como nunca visto antes, mas o que você quer é ser capaz de entrar em espaço aéreo contestado, não importa onde seja,” disse Jumper, referindo-se as capacidades stealth e de velocidade supercruzeiro do F-22 que se destinam a permitir que o avião possa escapar dos radares para entrar desapercebido em território hostil – uma habilidade que falta no Eurofighter não-stealth.

Sobre onde seria esse espaço aéreo contestado, a Força Aérea não disse. Mas em abril de 2011, um executivo da Lockheed Martin, a principal fabricante do F-22, disse à ABC News que o avião poderia “absolutamente” encontrar uma casa em missões de ataque rápido contra países como o Irã ou a Coréia do Norte. No fim de semana, a Força Aérea dos EUA enviou um esquadrão de F-22 para a Base Aérea de Kadena, no sul do Japão, pouco mais de 800 quilômetros ao sul da fronteira norte-coreana – um movimento que surge três meses depois um número não revelado dos furtivos jatos serem enviados para uma base aliada nos Emirados Árabes Unidos, cerca de 200 milhas do continente iraniano.

O F-22 é o avião de combate mais caro da história, num custo total de aquisição de cerca de US$ 79 bilhões para 187 aviões, o que significa que cada avião custa cerca de US$ 420 milhões. As estimativas para o Eurofighter Typhoon – caça de primeira linha para vários países aliados, incluindo o Reino Unido, Alemanha e Itália – colocam o avião em menos de US$ 200 milhões cada, de acordo com um relatório de abril de 2011 pelo Comitê de Contas Públicas da Inglaterra.

“O Red Flag foi uma missão para conhecer uns aos outros, e o primeiro contato dos Eurofighters alemães com os EUA continental”, disse Grune sobre o combate simulado contra os F-22s. “Nós não estamos pensando no futuro num outro combate entre os caças. Queremos trabalhar juntos, mas numa partida onde possamos trabalhar juntos. Eles ficaram impressionados, como ficamos impressionados com eles.”

Fonte: ABC News – Tradução: Cavok

VÍDEO: Caças F-22 Raptor chegam no Japão para comprovar segurança na sua operação

7
Um caça F-22 Raptor da Base Aérea de Langley, Virginia, chega para pouso na Base Aérea de Kadena, em Okinawa, Japão. (Foto: AP / Kyodo News)

Um esquadrão de caças furtivos F-22 da Força Aérea dos EUA chegou ao Japão nessa sábado, numa missão que poderá provar que os aviões de combate de quinta geração Raptor são seguros para voar, após o Departamento de Defesa dos EUA informar que a causa dos incidentes de sintomas como hipóxia serem causados por problemas numa válvula localizada no colete do traje do voo. Os F-22 Raptor vão permanecer durante vários meses na Base Aérea da USAF de Kadena, na ilha no sul do Japão de Okinawa. Veja a seguir um vídeo da chegada dos caças.

No sábado chegaram 8 caças, e mais quatro serão enviados em breve. Se tudo correr bem durante esse destacamento, a Força Aérea dos EUA disse que todas as restrições de voo serão retiradas, para permitir que os Raptors possam operar em qualquer altitude e também voar longe de aeródromos.

Os voos para o Japão foram realizados a baixa altitude, para que os coletes não tivessem que ser usados.

Departamento de Defesa dos EUA identifica causa dos problemas nos F-22 e segue para liberar todas restrições de voo

21
Uma válvula do colete anti-pressão do traje de voo dos pilotos do F-22 é a causa dos problemas relacionados com os sintomas de hipóxia sentidos por vários pilotos. (Foto: Jeremy Lock / U.S Air Force)

Os líderes da Força Aérea dos EUA acreditam que uma válvula defeituosa numa parte do traje de vôo causou vários incidentes previamente inexplicáveis de sintomas como hipóxia nos pilotos dos caças F-22 Raptor, e o secretário de Defesa, Leon Panetta, aprovou um plano para retirar progressivamente as restrições colocadas nas operações dos jatos em maio, disse nessa terça-feira o porta-voz do Pentágono George Little. O traje já estava sendo estudado desde junho.

“A Força Aérea dos EUA está confiante que a causa raiz do problema é o fornecimento de oxigênio para os pilotos, e não a qualidade do oxigênio fornecido aos pilotos”, disse Little.

Uma válvula no colete que os pilotos usam em grandes altitudes estava causando que o colete inflasse ou esvaziasse em momentos inapropriados, disse Little. Os coletes, que são necessários acima de 44.000 pés para proteger os pilotos em caso de descompressão rápida acidental do cockpit, tiveram o uso suspenso a nos voos de F-22 desde junho. As válvulas serão todas substituídas e então a Força Aérea irá informar Panetta sobre as modificações antes dos aviões voltarem as operações normais, disse ele.

A Força Aérea também irá aumentar o volume de ar aos pilotos obtido através da remoção de um filtro de carvão vegetal que havia sido instalado para determinar se o fornecimento de ar estava contaminado.

A Força Aérea dos EUA suspendeu os voos nos F-22 em maio passado, depois de pelo menos 14 incidentes em que os pilotos experimentaram sintomas que sugerem uma ausência de oxigênio – incluindo dores de cabeça, náuseas, fadiga e dificuldade de concentração. Em março, um painel consultivo da Força Aérea não pôde discernir a causa do problema, mas teve a forte sensação que o sistema de oxigênio era seguro.

Apesar das restrições de voo ainda permanecerem, um esquadrão de caças F-22 será deslocado para Base Aérea de Kadena, no Japão, nos próximos dias. (Foto: Master Sgt. Jeremy Lock / U.S. Air Force)

O Chefe do Estado-Maior da Força Aérea general Norton Schwartz disse que os recursos aéreos sem precedentes do F-22, incluindo sua capacidade de manobra extrema em altitude, deixou a Força Aérea desprevenida.

“Haviam aspectos nisso que, fisiologicamente para o aviador, não foram bem compreendidos”, disse ele, e mais tarde, acrescentando: “Nós deixamos passar alguma coisa.”

No dia 15 de maio, Panetta ordenou que a Força Aérea mantivesse todos os F-22 voando próximo das pistas de pouso em potencial para que eles fossem capazes de pousar rapidamente ao surgiram problemas.

A Força Aérea dos EUA ainda está trabalhando em algumas melhorias de segurança para o caça supersônico, incluindo um sensor de oxigênio instalado na cabine e um melhor sensor de oxigênio no piloto, mas outras mudanças, como uma melhor projetada alça para ativar o sistema de oxigênio de emergência, já foram concluídas.

Schwartz disse na terça-feira que as medidas de precaução, incluindo limites de altitude e os requisitos para que os F-22s fiquem mais próximos de bases, foram “minimizadas, talvez não eliminando os riscos, até que as modificações estejam no lugar.”

O processo para remover as restrições de voo começarão imediatamente, disse Little. Um esquadrão de caças supersônicos vai ser implantado na Base Aérea de Kadena no Japão “a qualquer momento”, embora os aviões estarem sob restrições de altitude e devam ficar próximo a bases durante a viagem, disse Little.

Enquanto alguns questionam o momento da implantação – em meio a protestos japoneses sobre a chegada do MV-22 Ospreys por lá – Schwartz disse que o movimento faz sentido.

“Há uma exigência operacional, e as aves estão prontas para ir”, disse ele.

Fonte: Stars and Stripes – Tradução: Cavok

IMAGEM: Caça F-22 Raptor dispara um míssil AIM-9X pela primeira vez

36
A aeronave F-22 de testes “4006” dispara um míssil ar-ar de curto alcance AIM-9X Sidewinder pela primeira vez. (Foto: David Henry / Lockheed Martin)

No último dia 17 de maio, pela primeira vez um caça F-22 Raptor disparou um míssil ar-ar de curto alcance AIM-9X Sidewinder. O teste ocorreu a partir da Base Aérea de Edwards, com o piloto major Chris Keithley, do 411° Esquadrão de Testes de Voo nos comandos do caça. O lançamento ocorreu sobre o Oceano Pacífico, ao largo da costa da Califórnia.

O teste faz parte do pacote Incremento 3,2 focado em software para o F-22, previsto para estar operacional em 2014. O incremento irá fornecer a compatibilidade com o novo míssil ar-ar de curto alcance AIM-9X Sidewinder, e o míssil ar-ar de médio alcance AIM-120D, cujo alcance e link de dados de duas vias, juntamente com o radar AESA, oferecem um sistema de armas importante para o furtivo caça.

O F-22 Raptor disparou o primeiro míssil Sidewinder em dezembro de 2001, também a partir da Base Aérea de Edwards, onde foram feitos todos testes iniciais de armas.

Força Aérea dos EUA investiga outro incidente com um piloto de F-22

75
Um incidente ocorrido com um piloto de F-22 em Langley faz com que a USAF iniciasse uma investigação para determinar se o problema está relacionado com as questões problemáticas do sistema de oxigênio do caça. (Foto: Master Sgt. Andy Dunaway / U.S. Air Force)

Na semana passada, um piloto de F-22 Raptor na Base Aérea de Langley reportou o que ele pensou ser um problema mecânico com o sistema de apoio a vida a bordo de sua aeronave. Isso ocorreu depois que ele completou seu voo e pousou em segurança.

Até agora, a Força Aérea dos EUA (USAF) não classificou o fato como um “incidente fisiológico” do tipo que provocou uma investigação sem precedentes sobre o caça furtivo.

“Com base nas circunstâncias que envolvem o evento, as indicações iniciais são de que o problema foi de natureza mecânica”, disse o tenente-coronel Tadd Sholtis, porta-voz do Comando de Combate Aéreo (ACC).

No entanto, a Força Aérea pode certamente classificá-lo como público: o incidente foi relatado nessa segunda-feira pelo The New York Times, que disse que o incidente aconteceu na pista enquanto o repórter e o fotógrafo estavam na base fazendo uma história.

A Força Aérea passou meses investigando por que alguns pilotos de Raptor relataram sentir tonturas ou atordoamento, que são sintomas de privação de oxigênio, também chamado de hipóxia. A teoria inicial declarada era de que os pilotos não estavam recebendo nem oxigênio suficiente ou que o oxigênio estava contaminado com toxinas.

Os problemas encheram as manchetes nacionais em maio, quando dois pilotos da Guarda Aérea Nacional da Virginia vieram a público com as suas preocupações, dizendo no programa “60 Minutes” que eles não se sentiam confortáveis em voar a aeronave.

No mês passado, uma nova possibilidade surgiu.

O Comando de Combate Aéreo ordenou que os pilotos de F-22 removessem o colete tipo “traje de pressão superior” detectado como tendo problemas. Testes haviam determinado que o colete tornava mais difícil que os pilotos pudessem respirar em alguns casos. Também sob investigação estão as peças de vestuário adicionais usadas para proteger os pilotos depois de uma ejeção. Os pilotos baseados em Langley usam camadas extras para isolá-los contra a água fria no caso deles cairem no oceano, por exemplo.

O incidente da semana passada não foi tratado como um problema de manutenção mesmo sendo assim relatado pelo piloto. Em vez disso, Sholtis disse, eles seguiram os protocolos para coletar informações sobre o que aconteceu e como”, para que possam determinar se ele constitui um incidente fisiológico do tipo que está sendo investigado – isto é, aquele em que os componentes do sistema de suporte de vida estão funcionando, mas os pilotos ainda tem os sintomas.”

Ele disse que vai levar várias semanas para obter os resultados dos testes.

O senador Mark R. Warner, que lançou sua própria investigação sobre o assunto, quis ser informado.

“Temos pressionado a Força Aérea dos EUA para uma explicação mais completa do incidente da semana passada,” disse o porta-voz Kevin Hall nessa segunda-feira.

Fonte: Daily Press – Tradução: Cavok

Força Aérea dos EUA pede que pilotos de F-22 deixem de usar parte do traje anti-G em voos de rotina

36
Em certas manobras os trajes anti-G dos pilotos auxiliam para que eles não desmaiem devido a alta carga de força-G. (Foto: U.S. Air Force)

A Força Aérea dos EUA tem instruído os pilotos dos caças F-22 Raptor para parar de usar o colete do traje anti-G durante os vôos de rotina enquanto o serviço continua investigando os incidentes de falta de oxigênio que ocorrem nos caças da Lockheed Martin.

“Os testes recentes identificaram alguma vulnerabilidade e problemas de confiabilidade na parte superior do traje anti-G usado pelos pilotos dos F-22”, disse nessa quinta-feira o tenente-coronel Edward Sholtis, porta-voz do Comando de Combate Aéreo (ACC), num comunicado. Ele disse que a Força Aérea está trabalhando para corrigir o problema.

A Força Aérea vem tentando descobrir por que os pilotos de F-22 sofreram sintomas como o de hipóxia, incluindo tonturas e desorientação. Houve 11 incidentes inexplicáveis ??relacionados à falta de oxigênio desde que o avião voltou a voar no ano passado, após uma parada de quatro meses por questões de segurança.

“A peça de pressão superior não é ‘a’ causa dos incidentes fisiológicos, e ainda temos outras variáveis ??para trabalhar antes que possamos determinar os principais fatores e como eles interagem para produzir o número de incidentes inexplicáveis ??que já vimos”, disse Sholtis.

A Força Aérea vem estudando se os pilotos estão recebendo oxigênio suficiente e se o ar que respiram pode estar contaminado.

O colete de pressão é a parte superior do “traje anti-G” usado pelos pilotos de suportar altos níveis de aceleração, ou forças “G”.

“Malha apertada”

Os pilotos dos caças F-22 utilizam ainda um colete anti-pressão que pode estar causando a dificuldade em respirar aos pilotos. (Foto: ACC)

O Brigadeiro-General Daniel Wyman, o cirurgião geral do Comando de Combate Aéreo, disse numa entrevista no dia 11 de junho que os investigadores estão analisando todos os trajes de “suporte de vida” usados pelos pilotos de F-22.

Enquanto Wyman não forneceu nenhuma dica sobre uma possível falha no colete de pressão, ele disse que os investigadores descobriram que “o equipamento de suporte de vida não stava devidamente ajustado” para os pilotos “e realmente pode ter limitado a sua capacidade de respirar.”

“Isso é como uma roupa apertada que não permitiria totalmente que eles expandissem o peito”, disse ele. “Nós voltamos a campo, para garantir que todos estavam vestindo seus equipamentos de forma adequada.”

Sholtis disse que a Força Aérea está analisando os trajes de vôo usados ?pelos pilotos de F-22, em combinação com os coletes anti-pressão.

Camadas de Equipamentos

“Os testes determinaram que a peça de pressão superior aumenta a dificuldade de respiração do piloto em determinadas circunstâncias,” disse Sholtis. “Também estamos olhando para as camadas de outros equipamentos dos tripulantes, que podem estar contribuindo para essa dificuldade.”

A Força Aérea não está pronta para rotular o colete como uma causa dos sintomas de hipóxia, pois os funcionários ainda estão coletando os dados, de acordo com um funcionário do governo informado sobre as últimas informações.

O serviço está à procura, em particular, dos trajes de vôo, usados ??em combinação com os coletes à prova de pressão, com os pilotos de F-22 na Base Comum de Elmendorf-Richardson, no Alasca e na Base Comum de Langley-Eustis, na Virgínia, de acordo com o oficial, que falou sobre condição de anonimato porque a investigação está sendo tratado em sigilo.

O funcionário disse que os investigadores suspeitam que as combinações podem estar restringindo a capacidade de um piloto em expandir o peito e respirar completamente.

Os pilotos baseados no Alasca vestem um terno ártico de sobrevivência destinado a protegê-los após uma ejeção em terreno frio. Aqueles com sede na Virginia usam ternos anti-exposição como proteção após uma ejeção sobre a água fria. Embora semelhante a uma roupa de mergulho, ele não se encaixa tão firmemente.

Fonte: Bloomberg – Tradução: Cavok

Nota do Editor: No início desse mês divulgamos uma matéria relativo a esta suposição de que os trajes “Combat Edges” usados pelos pilotos dos Raptor pudesse estar relacionado ao problema dos sintomas de hipóxia.

IMAGENS: Raptors da USAF treinam com Eurofighters da Alemanha no Red Flag-Alaska

73
Um caça Eurofighter Typhoon da Força Aérea Alemã parte da Base Aérea de Eielson, no Alasca, no dia 4 de junho, para um voo de preparação para o Red Flag 12-2. (Foto: Staff Sgt. Miguel Lara III / U.S. Air Force)

Os caças Lockheed F-22 Raptor da Força Aérea dos EUA estão participando do seu primeiro exercício militar Red Flag-Alaska com a participação de caças Eurofighter Typhoon da Força Aérea Alemã (Luftwaffe) e com os caças F-16C/D Block 52 da Força Aérea da Polônia, enquanto o Japão trouxe seus caças Boeing F-15J Eagles.

Um caça F-22 Raptor se prepara para receber combustível de um KC-135 durante uma missão no Red Flag-Alaska. (Foto: Senior Airman Willard E. Grande II / U.S. Air Force)

Além disso, diferentes padrões de helicópteros e aviões de transporte dos parceiros da OTAN, e cerca de 80 aviões de combate no total participam dos exercícios sobre a tundra do Alasca.

As aeronaves Typhoon da Luftwaffe realizaram o voo até os EUA acompanhados por um A310 MRTT. (Fotos: Luftwaffe)

A Força Aérea da Alemanha levou mais de 240 membros de suas forças armadas para o Alasca, juntamente com mais de 250 toneladas de material, para ensaiar os cenários comuns de procedimentos operacionais. Juntamente com os caças Typhoon a Força Aérea Alemã levou uma aeronave A310MRTT que operou como aeronave de reabastecimento aéreo e transporte. Mesmo assim foi necessário realizar um escala técnica na Base Aérea de Goose Bay, no Canadá, antes das aeronaves chegarem no Alasca.

A Força Aérea da Polônia levou seus caças F-16C/D Block 52 pela primeira vez para o Red Flag nos EUA. (Foto: Staff Sgt. Miguel Lara III / U.S. Air Force)

Os pilotos do 525° Esquadrão de Caça da 3ª Ala de cala e sua unidade da reserva, o 477° Grupo de Caça 477, estão voando os Raptors durante o exercício Red Flag-Alaska 12-2 que ocorre na Base Aérea de Eielson, Alasca, entre os dias 7 e 22 de junho. Os caças Typhoon, Raptors e Eagles estão voando como parte da ??”Força Azul” durante os exercícios de combate.

Dois caças Eurofighter Typhoon se preparam para uma missão no Red Flag-Alaska. (Foto: Staff Sgt. Miguel Lara III / U.S. Air Force)

“Eles nunca estão do lado vermelho”, disse o major James Mixon, um planejador de exercício com o 353° Esquadrão de Treinamento de Combate, referindo-se aos Raptors. A idéia é ensinar as forças que visitam como interagir com o caça furtivo de quinta geração, diz ele. Para o exercício, a Luftwaffe levou mais de oito caças Typhoon do Jagdgeschwader 74 para os Estados Unidos, disse o comandante da unidade, o Coronel Andreas Pfeiffer.

Durante os exercícios, os pilotos realizarão combate aéreo simulado, prática de lançamento de bombas em alvos e treinamento evasivo de mísseis simulados lançados do solo.

Um caça F-16 Fighting Falcon do 18° Esquadrão Aggressor decola no dia 4 de junho da Base Aérea de Eielson, Alaska. (Foto: Staff Sgt. Miguel Lara III / U.S. Air Force)

Para os alemães, o exercício proporciona uma oportunidade única de treinamento sobre as largas áreas de voo encontradas no Alasca. As faixas próximas da base oferecem uma capacidade de replicar as mais recentes ameaças terra-ar, enquanto o 18° Esquadrão Aggressor da USAF simula as aeronaves inimigas como os caças russo Su-27 e Su-30 e p chinês Chengdu J-10 com os jatos de combate F-16C/D.

Pfeiffer disse que a experiência de poder voar junto dos Raptors foi uma experiência interessante. “As suas capacidades únicas são esmagadoras”, disse Pfeiffer.

Dois caças F-16 taxiam na Base Aérea de Eielson, durante os preparativos para o Red Flag-Alaska 12-2. (Foto: Staff Sgt. Miguel Lara III / U.S. Air Force)

Este é o segundo maior exercício Red Flag Alaska dentre os exercícios realizados nos últimos 16 anos. O maior ocorreu no ano passado. O exercício deste mês envolve 2.500 pessoas e mais de 100 aeronaves entre as bases aéreas de Eielson e a Elmendorf-Richardson. A estimativa é que os exercícios deste ano devam custar entre US$ 15 e US$ 20 milhões.

Novas restrições de voo não prejudicaram as operações dos F-22

4
Um caça F-22 da 1ª Ala de Caça da Base Aérea Conjunta Langley-Eustis, na Virginia, se afasta de um KC-135 após um reabastecimento aéreo no dia 10 de maio. (Foto: Master Sgt. Jeremy Lock / U.S. Air Force)

A Força Aérea dos EUA informou que as medidas de segurança colocadas em prática em maio desse ano nos voos dos caças F-22 Raptor não tiveram impacto nas operações, de acordo com o porta-voz do Pentágono.

O porta-voz do Pentágono, capitão da Marinha John Kirby, juntamente com o secretário de imprensa do Pentágono George Little, impuseram as restrições nas operações de voo dos F-22 no mês passado, após 12 pilotos relatarem sintomas semelhantes aos da hipóxia.

Em resposta, o secretário de Defesa Leon E. Panetta exigiu a adaptação de sistemas automáticos reservas de oxigênio nos Raptors.

A Força Aérea continua investigando o assunto e fornecendo relatórios mensais a Panetta.

Além disso, todos os voos com caças F-22 estão sendo mantidos próximos de aeródromos onde eles podem operar, para permitir uma recuperação rápida e pouso caso um piloto encontre problemas durante o vôo, disse Little no mês passado.

Não há planos para suspender os voos das aeronaves, mas Kirby disse que o Departamento de Defesa continua preparado para todas as possibilidades.

“É uma questão de segurança de vôo”, disse ele. “O secretário Panetta entende isso, e que ele não está colocando de lado todas as opções em relação ao futuro da aeronave”.

“Neste momento a aeronave está executando muito bem suas tarefas num ambiente operacional e … nós vamos continuar avaliando esta medida enquanto avançamos”, disse Kirby.

Incidente durante pouso deixa um caça F-22 fora de voo

43
Durante o pouso na Base Aérea de Tyndall, um caça F-22 saiu da pista e acabou ficando fora de voo. (Foto: Joe Kubitschek)

A Força Aérea dos EUA está chamando de “incidente no solo” um “acidente” envolvendo um F-22 Raptor na semana passada, quando o caça realizava uma sessão de treinamento de toque e arremetida por volta das 17:00hs de quinta-feira. O jato acabou saindo da pista, e o “incidente no solo” colocou o avião fora de voo e o piloto afastado, disseram as autoridades.

“Tudo sobre o assunto está congelado neste momento”, disse Herman Bell, chefe de Relações Públicas da 325ª Ala de Caça da Base Aérea de Tyndall.

Os militares da base não quiseram comentar sobre a forma como o avião tocou o solo, e os militares também não deram qualquer indicação se o “incidente” foi mecânico ou erro do piloto. O piloto não ficou ferido no incidente.

“Tudo está sendo investigado”, disse Bell.

Bell disse que o piloto estava voando caças F-16 e tinha pouca experiência com o F-22. “Foi seu segundo vôo no F-22”, disse ele.

O Raptor F-22 se tornou o centro das atenções no ano passado após os pilotos relatarem sinais de tontura depois de voarem na aeronave. A frota de caças F-22 teve uma suspensão de voo por três meses.

A Força Aérea vem realizando investigações sobre os problemas com o sistema de oxigênio do F-22, mas com pouco sucesso.

A Base Aérea de Tyndall é o lar da 325ª Ala de Caça, cuja principal missão é oferecer treinamento aéreo para os pilotos dos F-22 Raptor, bem como do pessoal de manutenção e gestores de batalha aérea.

O F-22 é um dos aviões mais avançados e caros já construído para os militares. De acordo com o Government Accountability Office, o custo por avião é de US$ 412 milhões.

Fonte: News Herald Panama – Tradução e Adaptação do texto: Cavok

Roupa anti-G usada nos F-22 pode ser a causa dos problemas de hipóxia nos pilotos

117
Um caça F-22 durante um procedimento de reabastecimento aéreo sobre a costa leste, no dia 10 de maio de 2012. (Foto: Master Sgt. Jeremy Lock / U.S. Air Force)

O vestuário de pressão (anti-G) na parte superior do corpo Combat Edge, usado pelos pilotos da Força Aérea americana que voam o caça Lockheed Martin F-22 Raptor, pode ser a causa dos sintomas de falta de oxigênio sentidos nos voos dos caças de quinta geração, dizem as fontes.

Enquanto os pilotos precisam de contra-pressão no colete de pressão para liberar as baixas pressões encontradas na cabine do Raptor, o Combat Edge e os sistemas respiratórios associados podem estar fornecendo muita pressão, especialmente em altas cargas “G”.

“Parece um pouco estranho soltar o ar nesta coisa”, diz uma fonte. “Porque você não pode expandir seus pulmões tão facilmente, porque você tem algo restringindo você.”

A carga extra imposta aos pilotos pela pressão adicionada em forças-g poderia estar causando o que está sendo chamado de “excesso de respiração no sistema”.

Um fator de composição pode ser uma condição conhecida como atelectasia acelerada. A condição faz com que os pulmões do piloto tenham problemas em levar o oxigênio para o sistema de sangue, porque o oxigênio puro – oxigênio a 93% no caso do Raptor – e cargas de alta força G configuram os pilotos para uma condição onde os alvéolos nos pulmões sofrem um colapso parcial .

O resultado da atelectasias acelerada é a chamada “tosse Raptor”, onde os pilotos dos F-22 tem uma tosse pronunciada enquanto o corpo do piloto tenta voltar a inflar os alvéolos sob pressão atmosférica normal no chão.

Testes anteriores não teriam descobertos o problema porque o dispositivo de ventilação usado para testar o sistema Combat Edge não compensa o fato dos pulmões do piloto serem incapazes de se expandir tão rapidamente. O dispositivo de respiro sempre projeta o mesmo volume de ar.

A falta de habilidade para testar a restrita expansão manteve a condição sendo vista como um problema. A respiração restrita pode levar a sintomas de hiperventilação ou problemas ainda maiores se o piloto está sofrendo de atelectasia acelerada.

No entanto, diz a fonte, o problema da pressão de vestuário tem sido uma preocupação conhecida desde pelo menos 2000, quando uma semelhante peça de vestuário fornecido pela Boeing estava sendo usada. Mas naquela época, a USAF não acreditava que a pressão extra era uma preocupação séria. Agora, no entanto, a USAF está começando a acreditar que a Combat Edge está por trás dos problemas do Raptor. Mas enquanto a pesquisa atual da USAF está apontando para o Combat Edge como o principal culpado por trás dos sintomas no F-22, a fonte diz que esta é provavelmente apenas uma parte do problema.

Os pilotos podem estar sofrendo os sintomas de hipoxia devido ao colete anti-G especialmente projetado para o caça F-22. (Foto: Master Sgt. Jeremy Lock / U.S. Air Force)

Ao contrário dos pilotos dos U-2, que voam apenas após um período de descanso de vários dias depois de cada vôo, os pilotos dos F-22 voam às vezes mais de uma vez por dia. Isto significa que os pilotos estão voando antes que eles se recuperam totalmente dos efeitos da atelectasia acelerada. Assim, quando eles sofrem altas cargas G em voo, eles são ainda mais expostos à pressão a partir do Combat Edge e do respectivo dispositivo de respiração. A exposição ao máximo de oxigênio, enquanto já sofrem de atelectasia acelerada significa uma saturação de oxigênio ainda menor para o piloto. A soma total pode resultar em “algo como hipóxia”, sintomas fisiológicos que têm sido inquietantes aos pilotos dos F-22 desde o ano passado.

“Foi um problema incômodo, mas um problema incômodo depois que estavam no chão”, diz a fonte. “Mas não há limite de exposição para esses caras e mesmo no início de um turno duplo é uma raridade.”

Ironicamente, algumas das medidas de segurança que a USAF adicionou após o serviço liberar os voos, como voar com um filtro de carbono de pressão negativa – que é forçado através do oxigênio sob pressão – e com o sistema de oxigênio regulado no máximo durante todo tempo, provavelmente, agravaram o problema, diz a fonte.

Uma possível solução poderia ser um novo vestuário anti-G concebidos para o Lockheed Martin F-35, o que poderia resolver o alguns dos problemas de pressão. Mas os tripulantes dos F-22 poderão precisar fazer uma pausa de 24 horas entre os vôos, diz a fonte. No entanto, isso causaria um problema de geração de surtidas.

Oficialmente, a USAF afirma que ainda tem de encontrar a causa raiz do problema no sistema de oxigênio. “Nossa diminuição dos riscos e a coleta de dados estão evoluindo com base na nossa experiência e na orientação do Secretário da Defesa. A análise dos dados está nos deixando mais próximo de identificar a causa raiz ou causas, embora não temos ainda os resultados preliminares ou uma data de conclusão prevista para compartilhar no momento”, diz a USAF.

Enquanto isso, os pilotos que voam o F-22 não sofreram quaisquer novos inexplicáveis sintomas de ??hipóxia como incidentes fisiológicas em quase três meses, disse o serviço.

“Nós não tivemos um inexplicável incidente fisiológico desde o dia 8 de março”, diz a USAF.

Fonte: Flight Global – Tradução: Cavok

Nota do Editor: Mesmo assim, o Governo dos EUA concedeu hoje a Lockheed Martin um contrato avaliado em cerca de US$ 20 milhões para 40 sistemas reserva de geração automática de oxigênio para os pilotos dos caças F-22, além de 10 peças sobressalentes.

Falta de ar dos pilotos do Raptor pode estar relacionado ao revestimento stealth do caça

179
O especial revestimento stealth do caça F-22 Raptor pode ser um dos causadores dos sintomas de hipoxia e tontura que os pilotos tem sentido. (Foto: U.S. Air Force)

A Força Aérea dos EUA disse que seu F-22 Raptor traz algo para a batalha que nenhum outro caça a jato dos EUA pode igualar: a sua capacidade de enganar os radares através da tecnologia stealth. Mas agora os críticos estão surgindo com uma hipótese preocupante: será que os materiais que tornam o Raptor furtivo estão contribuindo para os problemas de tontura e desorientação que alguns pilotos têm sentido no cockpit?

Os investigadores da Força Aérea dos EUA (USAF) estão analisando a possibilidade de que substâncias tóxicas estão se infiltrando no fornecimento de ar do piloto. Essa é uma das suas principais teorias. A outra é que simplesmente os pilotos não estão recebendo oxigênio suficiente.

Pierre Sprey, que esteve fortemente envolvido no projeto do caça F-16 e tem sido crítico quanto ao F-22, nota que existem muitas fontes possíveis de vapores tóxicos num jato como o Raptor, tais como fluido hidráulico ou de plástico superaquecidos.

Sua crença de que os revestimentos furtivos desempenham um papelnessa causa baseia-se nas histórias que parecem exclusivas para o F-22 – a chamada “tosse Raptor” e os sintomas de desorientação que persistem bem depois do término de uma missão. Recentemente, ele delineou as suas opiniões num artigo co-escrito com Dina Rasor, um investigador e escritor que fundou o Bauman & Rasor Group, que ajuda nos processos de denúncia sob a lei federal.

Sprey disse que, se esses sintomas são exclusivos para os pilotos do Raptor, talvez o que esteja ligado seja o que é único no Raptor: o material stealth, que contém camadas unidas com adesivos nocivos à saúde.

É um problema “muito, muito grave se os materiais ‘da pele da ave de rapina’ estiverem gerando vapores em níveis elevados o suficiente para causar tonteira num piloto”, disse ele.

“No momento em que está alto o bastante para causar algo como hipóxia, você realmente tem uma superdosagem”, disse ele.

O senador Mark R. Warner ouviu de vários pilotos de Raptors e médicos de voo da Força Aérea dos EUA que levantaram dúvidas sobre o caça. A idéia de que os revestimentos de invisibilidade poderiam ser fonte de toxinas é uma das teorias que vêm “de pessoas credíveis”, disse o porta-voz de Warner, Kevin Hall.

Nenhuma evidência

A Força Aérea diz que não há evidência clínica de que o Raptor esteja deixando os pilotos doentes, e tem outras explicações para a persistente tosse e desorientação que, em alguns casos, dura além do fim da missão.

Enquanto isso, continua a investigação de 11 casos inexplicáveis ??de hipóxia que ocorreram desde setembro, quando a aeronave retornou para os céus depois de quatro meses de suspensão nos voos. Os incidentes anteriores de hipóxia haviam causado a suspensão dos voos de toda frota de caças Raptor, e a Força Aérea decidiu liberar os voos novamente sem determinar a causa raiz do problema, embora definidas medidas de segurança adicionais e a promessa de monitorar a condição dos pilotos.

Os investigadores acreditam agora que os 11 incidentes podem ter sido causados por diversos fatores que podem estar interligados de alguma forma, de acordo com o brigadeiro general Daniel Wyman, o cirurgião geral do Comando de Combate Aéreo (ACC).

“Pode ser parte de seu ambiente operacional”, ele disse recentemente a jornalistas. “Pode ser parte dos sistemas que temos em vigor na aeronave para protegê-los. Pode ser parte de algum contaminante potencial. Pode ser tudo isso. Continuamos observando isso. Mas as manifestações são todas fisiológicas.”

Tosse Raptor

O Capitão Jonathan Airhart se prepara para iniciar o taxi com o caça F-22, durante uma missão na Base Aérea de Kadena, no Japão. (Foto: Master Sgt. Andy Dunaway / U.S. Air Force)

Os pilotos de F-22 respiram altas concentrações de oxigênio, enquanto experimentam forças G elevadas durante o vôo, os impede de apagar durante a intensa pressão que literalmente multiplica seu peso corporal. Inalar o oxigênio rico pode causar “micro colapsos” de pequena bolhas de ar nos pulmões, e a tosse é uma resposta natural para re-inflá-los, disse Wyman.

Wyman disse que a tosse ocorre mais frequentemente em pilotos de F-22 do que nos pilotos de caças anteriores F-15 ou F-16. Muitos pilotos de F-22 tiveram que voar nessas aeronaves mais antigas, para que eles tivessem alguma base de comparação. A tosse pode estar relacionada com as capacidades expandidas do Raptor.

“O envelope de vôo do F-22 é significativamente diferente dos outros caças”, disse ele, “e isso pode contribuir para essa tosse, mas vamos continuar a avaliá-los com os nossos pilotos.”

Sintomas persistentes

Os problemas do Raptor ganhou as manchetes nacionais no início deste mês, quando dois pilotos de F-22 da Guarda Aérea Nacional da Virginia terem ido no programa “60 Minutes” e dizerem que eles estavam desconfortáveis em ?voar na aeronave. O Capitão Josh Wilson mencionou que ele não teve apenas um sintoma de hipóxia na cabine, mas depois teve que passar por uma terapia na câmara hiperbárica enquanto seus problemas persistiram.

A terapia hiperbárica, disse Wyman, é uma entrega de 100 por cento de oxigênio sob pressão, utilizado para tratar a hipóxia, envenenamento por monóxido de carbono, doença de descompressão, e até mesmo ajudando “feridas” que demoram a cicatrizar.

Na maioria dos casos, os sintomas de hipóxia nos cockpits dos Raptor ocorreram quando o piloto ativou o sistema de oxigênio de emergência na cabine, disse Wyman. Às vezes em terra, os pilotos imediatamente respiraram oxigênio puro para resolvê-los.

“Em alguns poucos casos,” os sintomas duram até a manhã seguinte, disse Wyman. Em dois casos, os tratamentos hiperbáricos foram utilizados e os sintomas sumiram, disse ele.

Por outro lado: Os investigadores não têm uma explicação definitiva para estes sintomas, nem que encontraram evidências convincentes de ligação entre esses sintomas à presença prolongada de toxinas.

OBOGS

Até agora, uma boa dose de atenção centrou-se no sistema de geração de oxigênio a bordo do Raptor, ou OBOGS. O sistema leva o ar do motor e circula ele através de um filtro de alta tecnologia, de modo que o piloto respire uma concentração mais elevada de oxigênio.

Winslow Wheeler dirige o Centro de Informações de Defesa, e agora faz parte do Projeto de Supervisão do Governo. Ele observa que alguns pilotos que trabalham para manter o F-22 também sofreram incidentes de hipoxia. Eles não estavam respirando ar no cockpit, e que parece afastar o problema do sistema OBOGS.

“É muito possível que haja algum tipo de problema toxina ou contaminação”, disse ele. “O fato da equipe de terra ter alguns eventos similares aos dos pilotos como vertigem ou tontura bem depois do vôo – é prova de que este não é apenas um problema de falta de oxigênio.”

Fonte: Stars and Stripes – Tradução: Cavok

Relatório diz que caça chinês J-20 tem capacidades iguais aos melhores caças dos EUA

83
O segundo protótipo do caça J-20 já está realizando testes de táxi, como preparativo para seu primeiro voo. (Foto: CCP/Color China Photo/AP Images)

A próxima geração de caça stealth em desenvolvimento pelos militares chineses poderia rivalizar com os melhores caças da América do Norte em capacidade stealth, velocidade e letalidade, segundo um novo relatório particular divulgado essa semana.

Os detalhes sobre o caça chinês J-20 são escassos já que o projeto está sendo desenvolvido sob extremo sigilo, mas uma análise realizada por uma agência de análises de política e defesa baseada em Washington, a Jamestown Foundation, com base na pouca informação publicamente disponível, concluiu que o caça “será um avião furtivo de alto desempenho, sem dúvida, capaz de competir na maioria dos parâmetros cardeais de desempenho… com os caças F-22 Raptor dos Estados Unidos, e superior na maioria, se não todos os parâmetros de desempenho cardeais contra o caça F-35 Joint Strike”.

O F-22 Raptor, que custou ao governo dos EUA cerca de US$ 77 bilhões para 187 aviões da gigante de defesa Lockheed Martin, nunca viu a aeronave nas três maiores operações de combate que os EUA participou, mas é considerado pela Força Aérea e pela Lockheed Martin como um caça stealth incomparável. O pouco mais barato F-35, um caça stealth multimissão que está sendo desenvolvido pela Lockheed Martin para a Força Aérea, Marinha e Fuzileiros Navais, não pretende se concentrar no combate ar-ar como o F-22, mas nas missões ar-solo e deverá trabalhar em conjunto com o F-22.

O relatório da Jamestown Foundation, escrito pelo analista de defesa e proponente do F-22 Carlo Kopp, e foi publicado na semana passada, poucos dias depois de toda a frota americana de F-22s ter os voos restringidos devido a preocupações com sistema de oxigênio e um novo vídeo que surgiu online, supostamente mostrando um raro voo de teste de um novo protótipo do J-20. O relatório apontou que os aviões chineses não têm o alcance para fazer ataques sem apoio contra os EUA continental, mas as bases militares dos EUA e aliados na região estão bem dentro da zona alvo em potencial – incluindo bases aéreas que já serviram de casa para os caças F-22. No entanto, a Força Aérea disse que atualmente não há F-22s implantados no exterior. O relatório também afirma que, devido ao seu tamanho maior, o J-20 poderia transportar mais e maiores cargas do que o F-22.

Embora o Departamento de Defesa não queira comentar sobre o relatório da Jamestown Foundation, em resposta ao vídeo do J-20, um porta-voz do Pentágono disse na semana passada que os EUA têm “monitorado cuidadosamente a abrangente e constante modernização do poderio militar da China, e as suas implicações para a região.”

Mas logo em janeiro, logo após um vôo de teste do que parecia ser o J-20, o secretário de imprensa do Departamento de Defesa, Geoff Morrell disse a repórteres: “nós não sabemos, francamente, muito sobre as capacidades do avião” e pediu a observadores para “abrandar um pouco sobre as caracterizações do J-20 neste momento.”

A China ainda está em fase de desenvolvimento do seu caça, e assim que o sistema de oxigênio for resolvido, a Força Aérea dos EUA vai voltar a ter mais de 160 caças F-22 operacionais. O último dos 187 aviões ainda estão sendo entregues pela Lockheed Martin.

Departamento de Defesa: Caça stealth da China ‘não surpreende’

O último caça stealth F-22 Raptor fabricado pela Lockheed será entregue em breve para USAF. (Foto: Lockheed Martin)

À medida que mais informação vem à tona sobre o secreto J-20, o porta-voz do Departamento de Defesa só diz que o Pentágono não foi pego de surpresa.

“O fato de que a China desenvolveu um protótipo para este programa não é surpreendente e é consistente com a direção que víamos a China tomar no campo militar ao longo de vários anos”, disse o porta-voz.

De acordo com a Lockheed Martin, que ainda está recebendo centenas de milhões de dólares dos contribuintes para atualizar os atuais F-22, o J-20 “mostra que outras nações estão buscando desenvolver a capacidade de desafiar o F-22 e, por extensão, nossa capacidade para alcançar a superioridade aérea num conflito futuro.

“Tais ameaças emergentes ilustrar a necessidade de continuar a reforçar as capacidade do F-22 para que ele permaneça à frente das ameaças em evolução”, disse um porta-voz da Lockheed Martin.

Tanto a Força Aérea como a Lockheed Martin disseram que a razão dos F-22 de US$ 143 milhões dólares ainda não ter disparado contra todos os inimigos – apesar do envolvimento dos EUA nas operações aéreas na Líbia, Iraque e Afeganistão – é porque eles são projetados especificamente para o domínio aéreo contra sofisticados sistemas de armas inimigos como o J-20, não contra pequenas e mal armadas forças armadas do terceiro mundo e de grupos insurgentes.

Os aviões naturalmente inimigos, portanto, são aqueles que o maior crítico do programa, o secretário de Defesa Robert Gates, disse que em 2009 não existia.

“O F-22 é claramente uma capacidade que tornamos necessidade – um nicho, uma solução bala de prata para um ou dois possíveis cenários – mais especificamente a derrota de uma frota inimiga altamente avançada em combate”, disse em 2009 o secretário de Defesa, Robert Gates, ao defender no Congresso um financiamento adicional para o Raptor no orçamento. “[Mas] o F-22, para ser franco, não faz muito sentido em qualquer outra parte do espectro do conflito.”

Antes da decisão ter sido feita para cortar o programa F-22 em 187 aviões – em vez de mais de 600 que originalmente fazia parte do negócio – dezenas de apoiadores no Congresso e governos estaduais enviaram cartas ao presidente Obama argumentando que a força total dos F-22 seria necessária para enfrentar as próximas gerações de aeronaves que estão sendo desenvolvidas pela China e pela Rússia. Gates, descartou a idéia, dizendo que os F-22 e os mais recentes F-35s estariam ultrapassando muito as forças de quaisquer adversários pelos próximos 15 anos pelo menos.

Fonte: ABC – Tradução: Cavok

Dica do amigo Rogério. Obrigado e pode continuar mandando via comentários. 😉

Apesar de pilotos se negarem a voar no F-22, USAF mantém confiança no caça

54
Um dia após a entrevista polêmica, a Lockheed divulgou imagens do último voo em formação com dois caças F-22A realizado na sede da fábrica. Os caças F-22 Raptor "4193" e "4195", são os dois últimos a ser entregues para Força Aérea dos EUA. (Foto: Lockheed Martin)

O comandante do Comando de Combate Aéreo (ACC) da Força Aérea dos EUA foi forçado a falar no dia 30 de Abril, antes da transmissão do programa 60 Minutes da CBS, sobre problemas com o F-22. Dois pilotos de F-22 da Guarda Aérea Nacional falaram sobre a sua recusa em voar em missões na aeronave devido a preocupações de segurança.

O General Mike Hostage, falou sobre o status dos esforços para identificar a causa raiz dos incidentes fisiológicos inexplicáveis para os pilotos do Raptor, e dos esforços de diminuição dos riscos desde o retorno dos Raptors para operações de voo, em Setembro de 2011.

Houve um suspensão dos voos no ano passado emitido pelo ACC, entre maio e setembro, após relatos de falhas potenciais do sistema de oxigênio. Muitos sentiram que um período adicional de suspensão dos voos seria muito embaraçoso para a USAF. Hostage disse que compreende que ainda há preocupações sobre a aeronave, no entanto, ele explicou que há sempre uma certa quantidade de risco envolvido, e o risco deve ser equilibrado com a exigência da capacidade.

No entanto, apesar do retorno às operações de vôo, a Força Aérea continua a procurar a causa raiz dos inexplicáveis incidentes ??fisiológicas – comparado à hipóxia. Hostage disse que acredita que o comando está fazendo progressos significativos em direção a uma resposta, mas no entanto, ele enfatizou que testes científicos e de coleta de dados leva tempo.

Os pilotos de F-22 da Guarda Aérea Nacional da Virginia, Major Jeremy Gordon e o Capitão Josh Wilson, ambos da 192ª Ala de Caça, deram um passo sem precedentes ao ir na TV, sem aprovações formais da USAF. Ambos se afastaram das funções de voo devido as preocupações com sistema embarcado de geração de oxigênio (OBOSG) dos F-22, arriscando suas carreiras ao fazê-lo. Apesar da entrevista, a USAF garante que não vai haver punição aos pilotos.

Gordon disse: “Eu não estou confortável em voar a aeronave agora”. Ambos informaram os seus comandos em janeiro que não iriam voar com a aeronave depois de tantos sintomas similares a de hipóxia sentidos durante os voos.

Cavok nas redes sociais

62,205FãsCurtir
340Inscritos+1
6,368SeguidoresSeguir
2,505SeguidoresSeguir
10,510SeguidoresSeguir
2,510InscritosInscrever
Anúncios