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“A” de ataque: Lockheed A-12 OXCART, o pai do SR-71 Blackbird – Parte 6

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Lockheed YF-12 Interceptor – Quebrando Recordes

Blackbirds em formação: YF-12C (esq.) e YF-12A (dir.), 1975 / NASA
Blackbirds em formação: YF-12C (esq.) e YF-12A (dir.), 1975 / NASA

Em apenas cinco meses após o voo inaugural do YF-12A ter sido realizado (em 7 de agosto de 1963), o programa de testes das aeronaves seguia num ritmo intenso, com novas conquistas sendo realizadas a cada dia, o que tranquilizava os comandantes militares, e agraciava o ego dos projetistas. Para se ter uma ideia, em 9 de janeiro de 1964, o piloto James Eastham, no comando do YF-12A Artigo 1001 (60-6934), conseguiu atingir a velocidade de Mach 3,23, tendo mantido Mach 3,2 por mais de 5 minutos. Tudo evoluía tão bem que as marcas estabelecidas pelas várias aeronaves da família Blackbird seriam mais do que suficientes para quebrar todos os recordes mundiais estabelecidos pela Federação Internacional de Aeronáutica (Federation Aeronautique Internationale / FAI), entretanto, por razões de segurança, ninguém sabia a respeito desses feitos.

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Desafio CAVOK #54

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Desafio Cavok #54
Lockheed YF-12A, Artigo 1002 (60-6935), com pequenos canards instalados próximos ao radome

“A” de ataque: Lockheed A-12 OXCART, o pai do SR-71 Blackbird – Parte 5

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Lockheed YF-12 Interceptor, Projeto KEDLOCK

Lockheed YF-12A, Artigo 1002 (60-6935) – USAF (2)
Lockheed YF-12A, Artigo 1002 (60-6935) / USAF

Nos dias 16 e 17 de março de 1960, pouco mais de um mês após a CIA e a Lockheed terem assinado o contrato para o fornecimento dos A-12, Kelly Johnson se reuniu com o comando da USAF, tendo proposto o desenvolvimento de um interceptador de longo alcance, baseado no OXCART.  A ideia foi bem recebida por todos, e, em outubro daquele ano, a Lockheed já recebia um contrato pelo qual a nova aeronave deveria ser desenvolvida. Assim nascia o Projeto KEDLOCK.

“A” de ataque: Lockheed A-12 OXCART, o pai do SR-71 Blackbird – Parte 4

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Lockheed M-21/D-21, Projeto TAGBOARD

Conjunto M-21 Artigo 134 (60-6940) + D-21, comandado pelo piloto de testes da Lockheed, Bill Park, durante a realização do voo inaugural, em 22.12.1964 - Lockheed Martin (2)
Primeiro voo do conjunto M-21/D-21, em 22 de dezembro de 1964 / Lockheed Martin

Quando o A-12 foi projetado, o objetivo dos americanos era empregar a aeronave em missões de reconhecimento fotográfico na URSS. Desde o evento em que o U-2 comandado por Francis Gary Powers foi abatido sobre os Montes Urais, em 1 de maio de 1960, as regras, entretanto, foram alteradas. Uma das muitas concessões feitas pelo Presidente Eisenhower (ao governo de Moscou), a fim de garantir a libertação de Powers, foi a interrupção imediata de todos os sobrevoos tripulados em território soviético. O acordo foi especificamente feito dessa forma porque já se sabia do potencial existente no programa espacial, com o uso de satélites de reconhecimento. Essa tecnologia, contudo, ainda estava em seus primeiros estágios de desenvolvimento, de forma que, apesar de promissora, não poderia prover resultados imediatos. A utilização de drones, por sua vez, não infringia o acordo presidencial, e permitiria à CIA o acesso ao tão cobiçado espaço, ora inacessível.

“A” de ataque: Lockheed A-12 OXCART, o pai do SR-71 Blackbird – Parte 3

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O OXCART em ação – Operações Secretas da CIA

A-12 artwork Black Shield (1)
Concepção artística do A-12 Artigo 129 (60-6932), comandado por Dennis B. Sullivan, durante a missão BX6734 da Operação BLACK SHIELD, durante um ataque por SAM, no Vietnã do Norte / Adam Tooby

Desde o evento em que o U-2 comandado por Francis Gary Powers foi abatido sobre URSS, em 1 de maio de 1960, os Presidentes Eisenhower e Kennedy assumiram publicamente o compromisso de não mais realizar sobrevoos sobre o território soviético.

A perda do U-2 comandado por Rudy Anderson, assim como sua morte, quando sua aeronave foi abatida sobre Cuba, em 27 de outubro de 1962, ratificou a vulnerabilidade do avião, e a necessidade de que mesmo fosse substituído. Ainda assim, uma pergunta permanecia sem resposta: se o A-12, que havia sido projetado como aeronave de reconhecimento fotográfico, e com o objetivo principal de espionar os soviéticos, não podia sobrevoar a URSS, onde essa sofisticada aeronave seria implantada?

“A” de ataque: Lockheed A-12 OXCART, o pai do SR-71 Blackbird – Parte 2

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Das pranchetas à realidade

Um exemplar do A-12 momentos antes da decolagem, na Área 51 - Lockheed Martin
Um exemplar do A-12 momentos antes da decolagem, na Área 51. Observar o F-101 Voodoo (“chase plane”, ou “paquera”) taxiando logo atrás. No canto direito superior da imagem é possível ver um segundo exemplar do A-12 / Lockheed Martin

O A-12 era tão à frente de seu tempo que muitas tecnologias precisaram ser especificamente inventadas para o projeto. Um dos maiores desafios encontrados à época devia-se ao fato da aeronave ser construída quase que inteiramente com liga de beta-titânio (Beta-120/Ti-13V-11Cr-3A1), caracterizado pela alta resistência, relativamente pouco peso, e por excepcionais características em altas temperaturas.

Você sabia?

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Em novembro, o quarto exemplar, de treinamento (biplace), denominado AT-12, Article 124 (60-6927), foi entregue, tendo voado pela primeira vez em 7 de janeiro de 1963 - Lockheed Martin (3)
A variante de treinamento do OXCART, denominada AT-12, Article 124 (60-6927), voou pela primeira vez em 7 de janeiro de 1963. Apenas uma unidade foi construída / Lockheed Martin

A variante de treinamento do Lockheed A-12 OXCART, denominada de AT-12, possuía 2 cockpits, que internamente eram idênticos, podendo ser controlada por ambos.

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