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Marinha dos EUA vai emitir solicitação de proposta para nova aeronave não tripulada de combate antes do final do ano

A aeronave não tripulada de combate de demonstração X-47B fabricada pela Northrop Grumman. (Foto: Northrop Grumman)

A Marinha dos EUA (U.S. Navy) espera emitir um projeto do pedido de propostas (RFP) para o seu novo programa de aeronaves embarcadas não tripuladas de vigilância e de ataque (UCLASS) antes do final de 2012.

“O projeto da RFP tem lançamento previsto para antes do final do ano”, disse a Marinha dos EUA através de um comunicado.

O demonstrador de tecnologia X-45C Phantom Ray da Boeing. (Foto: Boeing)

Os documentos orçamentais da Marinha dos EUA indicam que o serviço espera receber a nova aeronave em serviço operacional limitado até 2020. De acordo com funcionários da marinha, isso significa que um pequeno esquadrão de aviões UCLASS, talvez uma meia dúzia de aeronaves, estaria pronto para treinar com uma ala aérea embarcada num porta-aviões até essa data, mas a unidade não estaria necessariamente implantada com o navio.

Anteriormente, a Marinha informou que a aeronave será projetada principalmente para o papel de inteligência, vigilância e reconhecimento, mas teria uma significativa capacidade de ataque. A aeronave seria projetada para ser rapidamente atualizada ao longo do tempo, com novos sensores, armas e até mesmo design e revestimentos furtivos, de acordo com funcionários da Marinha dos EUA.

A General Atomics deve apresentar uma versão melhorada do Avenger Predator-C.

Já que ela vai ser uma aeronave stealth, funcionários dos serviços alertam que não será necessariamente uma solução preparada para derrotar ameaças emergentes de anti-acesso/área-negada no Pacífico Ocidental desde o início.

O serviço também indicou anteriormente que muitas das tecnologias de propriedade do governo que estão sendo desenvolvidas como parte do sistema de aeronave não tripulada de combate de demonstração (UCAS-D) X-47B da Northrop Grumman serão fornecidos aos concorrentes potenciais do programa UCLASS.

A Lockheed divulgou uma imagem da aeronave conceito Sea Ghost.

A Northrop deve lançar um derivado do X-47 para o programa UCLASS. A Lockheed Martin está esperando para oferecer uma aeronave chamada Sea Ghost. A General Atomics deverá oferecer um derivado de seu Avenger Predator-C. A Boeing provavelmente vai lançar um novo projeto que se baseia nas lições aprendidas com o seu X-45C Phantom Ray.

Fonte: Flightglobal – Tradução: Cavok

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Fernando Valduga

Enhanced by Zemanta

Lockheed revela Sea Ghost e imagens de novos conceitos e projetos de UAVs

A Lockheed divulgou apenas essa imagem do Sea Ghost, que deve competir no programa UCLASS da Marinha dos EUA. (Foto: Lockheed Martin)

Num exemplo de como a próxima geração de furtivos UAVs (Veículos Aéreos Não Tripulados) estarão em operação dentro de uma década, a Lockheed Martin acaba de revelar alguns conceitos dessas aeronaves não tripuladas, incluindo o Sea Ghost visto na imagem acima, um jato de ataque naval não tripulado.

Embora a grande maioria da frota atual de UAVs de combate do mundo não tem muito mais capacidade de sobrevivência contra defesas aéreas modernas do que um biplano da Guerra Mundial, a tecnologia dos UAVs deve dar um grande passo a frente na próxima década, com a Marinha dos EUA planejando colocar em operação um UAV furtivo de combate, de grande porte e com grande alcance, até 2018.

A Lockheed pretende desenvolver uma aeronave de combate nõa tripulada para operar a bordo dos porta-aviões da Marinha dos EUA.

O programa de Veículo Aéreo Não Tripulado de Vigilãncia e Ataque Embarcado (UCLASS – Unmanned Carrier-Launched Surveillance and Strike) prevê uma frota de aviões a jato stealth que poderão fazer tudo, desde reabastecer outros aviões até espionar o inimigo, e até mesmo lançar bombas sobre eles, tudo ao mesmo tempo, e voando de forma autônoma. Isso significa que eles serão supervisionados por seres humanos a bordo de porta-aviões ou de instalações em terra, mas os planos serão executados nos detalhes de suas missões – incluindo a tarefa incrivelmente difícil de aterrissar num porta-aviões em alto mar – e por conta própria. Os atuais UAVs são pilotados por militares sentados em trailers, e por isso a Força Aérea dos EUA chama esses veículos de remotamente pilotados.

Para colocar seu plano em prática, a Marinha dos EUA, juntamente com a Northrop Grumman, está desenvolvendo o UCAS-D (Demonstrador de Sistema Aéreo de Combate Não Tripulado) X-47B.

Nessa semana, a Lockheed Martin divulgou a primeira imagem de seu conceito Sea Ghost que está sendo desenvolvido como uma proposta para o programa UCLASS. O jato vai aproveitar a experiência da empresa baseada em Maryland com o misterioso UAV stealth RQ-170 Sentinel (que ficou famoso por espionar Osama bin Laden, bem como um que parou de funcionar dentro do Irã em 2011) e com o F-35 Joint Strike Fighter, de acordo com um comunicado da empresa.

O misterioso drone visto na unidade da Skunk Works em Palmdale em 2011 provavelmente é o novo Sea Ghost que a Lockheed está desenvolvendo para competir no programa UCLASS da Marinha dos EUA. (Foto: Google Earth)

Nada além disso foi divulgado sobre o novo UAV stealth. Em junho desse ano, uma imagem divulgada na internet de um misterioso UAV visto na unidade da Skunk Works em Palmdale, California, possivelmente é do novo Sea Ghost que a Lockheed já vem desenvolvendo desde 2010.

O que já existe de informação sobre o Sea Ghost é que será furtivo, autônomo e capaz de rapidamente trocar suas cargas de armas, sensores e até mesmo o kit de reabastecimento aéreo. O novo UAV terá de ser reforçado para suportar o esforço dos lançamentos de catapulta, os pousos enganchados e o ambiente corrosivo do oceano.

O Sea Ghost vai competir no programa UCLASS com um jato conceito da Boeing ainda sem nome definido e o Predator C Avenger da General Atomics. A Northrop provavelmente vai oferecer uma versão do seu X-47B.

Dois projetos da Lockheed Martin e seu escritório de projetos secretos Skunk Works. A aeronave da imagem acima é o X-56A.

Nessa quarta-feira, a Lockheed divulgou imagens de projetos e conceitos de UAVs que a empresa vem estudando nos últimos anos, sendo dois com características stealth.

Marinha dos EUA emite Pedido de Informações para o F/A-XX

Uma das últimas imagens conceito de um caça de sexta geração para a Marinha dos EUA. (Foto: Boeing)

A Marinha dos EUA emitiu um Pedido de Informações (RFI – Request for Information) para um novo caça que vai substituir o Boeing F/A-18E/F Super Hornet e o EA-18G Growler em 2030.

“A intenção desta pesquisa é o de solicitar as informações da indústria de soluções de candidatos para a as aeronaves dos porta-aviões movidos a energia nuclear destinada a oferecer a supremacia aérea com uma capacidade de ataque multi-função num ambiente operacional de área anti-accesso/negada (A2AD), diz a RfI. “As missões primárias incluem, mas não estão limitadas a, guerra aérea (AW), ataque ao solo (STW), guerra anti-superfície (SUW), e apoio aéreo aproximado (CAS).”

Mas além da capacidade de persistir dentro de um sistema de defesa aérea inimigo, a Marinha dos EUA também quer que a aeronave prospectada possa ter outras capacidades já existentes nos atuais caças de ataque. Dentre essas estão incluídas reabastecimento aéreo orgânico, reconhecimento tático, vigilância e aquisição de alvo (RSTA), e ataques eletrônicos embarcados (AEA).

No entanto, a USN não está se limitando a aeronave tripulada ou um jato totalmente novo.

“A atividade de refinamento da atividade comercial se caracterizará por um amplo espaço comercial, para incluir aeronaves não tripuladas, opcionalmente tripuladas e tripuladas”, diz o documento. “Os atributos do sistema e as capacidades do sistema serão considerados no contexto de custo e acessibilidade. Os conceitos que são derivados de aeronaves legadas, novos designs de aeronaves ‘clean sheets’, bem como conceitos de tecnologia inovadoras, concebidas especificamente para o contexto operacional são todos importantes.”

Uma maquete de uma possível aeronave F/A-XX exposta no stand da Boeing no Navy League's Sea-Air-Space Exposition. (Foto: The DEW LIne)

No mínimo, a aeronave deve ser capaz de operar a partir de porta-aviões da classe Nimitz e Ford e deve ser um trunfo complementar nas Alas Aéreas Embarcadas (CVW) para os jatos F-35C e a um veículo não tripulado persistente de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR) com capacidade de ataque de precisão.”

O RfI estabelece uma meta de data de capacidade inicial operacional (COI) de 2030 e irá considerar as capacidades de um jato em perspectiva, além de riscos técnicos e de custo total de propriedade. “Se uma abordagem em espiral para incorporação de sistemas e/ou tecnologia para atingir plena capacidade operacional for empregada, deve-se fornecer o cronograma para atingir a plena capacidade”, diz o documento.

Mas não há nenhum programa ainda. “Tudo o que estamos procurando é a informação”, diz o contra-almirante Donald Gaddis, o diretor executivo do programa para aviação tática junto ao Naval Air Systems Command (NAVAIR). “Esta Análise de Alternativas (AoA) em particular vai ser longa”, ele acrescenta.

No entanto, os primeiros Super Hornets devem estar chegando ao fim de suas vidas úteis de 9.000 horas por volta de 2030. Os aviões terão de ser substituídos, mas seu sucessor será definido tanto pelo o que a indústria acredita que seja possível, como pelas próprias necessidades projetadas pela Marinha dos EUA, disse Gaddis. Mas ele está disposto a dizer que esses requisitos exigirão muito maior desempenho cinemático e maior alcance.

A base industrial, no entanto, é de grande preocupação, diz Gaddis. A Boeing, diz ele, não pode estar em torno como uma entidade de design do caça enquanto o programa F/A-XX é montado e a tecnologia – para incluir células avançadas e motores – para construir o jato esteja amadurecida. “Acho que vai ser alguma coisa que o [Gabinete do Secretário de Defesa] vai ter que pensar”, diz ele.

Isso também é algo que a Força Aérea dos EUA terá de enfrentar em seu nascente programa FX para substituir o caça Lockheed Martin F-22 Raptor.

É também concebível que o Departamento de Defesa possa obrigar a USAF e a USN para fazer uma AoA conjunta, diz Gaddis. “Mas acho que os atributos de um porta-aviões e um programa da força aérea talvez sejam diferentes”, diz ele. “Mas há sempre esse potencial.”

Além do F/A-XX, Gaddis diz que o avião de carga embarcado C-2 Greyhound da Marinha dos EUA terá de ser substituído. O serviço está realizando uma análise das alternativas para descobrir o que ele precisa fazer. Gaddis diz que qualquer programa deste tipo teria de esperar até a “próxima década”, mas haverá uma “competição total e aberta.”

Enquanto isso, o gerente do programa V-22 na NAVAIR, o fuzileiro naval Coronel Greg Masiello está lançando o tilt-rotor como o melhor, e mais natural substituto, para os idosos C-2s. O V-22 foi recentemente certificado para operar a partir do convés de porta-aviões da Marinha dos EUA e daria a marinha uma enorme flexibilidade, diz ele.

Enquanto isso, a Marinha dos EUA também deve emitir um pedido final para a proposta do programa da próxima geração de equipamentos de guerra eletrônica para equipar a frota de EA-18G em junho, diz Gaddis. A ênfase será na obtenção de uma capacidade “mid-band” para a frota até 2020, mas haverá também um forte foco na acessibilidade.

Fonte: The DEW Line – Tradução: Cavok

Nota do Editor: Como já informei antes, a Boeing relatou durante a FIDAE que não pretende fabricar um novo caça tripulado de sexta geração, apostando suas fichas nas aeronaves não tripuladas de combate. Agora a Marinha dos EUA está considerando as aeronaves não tripuladas como uma das opções para substituir os Super Hornets. Nos próximos anos poderemos ver mais capítulos dessa história.