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Separatistas ucranianos abatem MiG-29

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O campo queima perto do local da queda dos destroços de um avião de caça ucraniano perto da aldeia de Zhdanivka, a cerca de 40 quilômetros a nordeste do reduto rebelde de Donetsk, leste da Ucrânia.
O campo queima perto do local da queda dos destroços de um avião de caça ucraniano perto da aldeia de Zhdanivka, a cerca de 40 quilômetros a nordeste do reduto rebelde de Donetsk, leste da Ucrânia.

Os membros de grupos armados ilegais abateram um MiG-29 dos militares ucranianos na região de Donetsk na noite de 8 de agosto.

FONTE: kyivpost.com – Tradução: CAVOK

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Boeing 777 da Malaysia Airlines pode ter sido abatido

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2014-07-17t164101z_898250657_gm1ea7i01qf01_rtrmadp_3_ukraine-crisis-airplaneAvião da Malaysia Airlines com 295 pessoas a bordo cai na Ucrânia. Assessor de ministério ucraniano disse que aeronave teria sido abatida. Região da queda está sob controle de milicianos separatistas pró-Rússia.

Força Aérea da Jordânia destrói veículos que tentavam cruzar a fronteira

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F-16 jordaniaCaças da Força Aérea Real da Jordânia (Royal Jordanian Air Force – RJAF) na quarta-feira (16) atacou e destruiu vários veículos que tentavam cruzar a fronteira com da Jordânia com a Síria, conforme um comunicado emitido pelas Forças Armadas da Jordânia (Jordan Armed Forces – JAF).

BÁLTICO: Forças pró-russas abatem Su-27 ucraniano

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Su-27 ucraniaUm avião Su-27 Flanker ucraniano que apoiava uma operação especial para recuperar o controle de um aeródromo militar tomado por separatistas pró-Moscou teria sido derrubado.

BÁLTICO: Ucrânia recoloca MiGs-29 desativados de volta ao serviço

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mig-29 UkraineVários caças MiG-29 Fulcrum de quarta geração que estavam desativadas foram recolocados de volta ao serviço no oeste da Ucrânia, conforme informou o Ministério da Defesa do país na sexta-feira(4).

COREIA DO SUL ARMOU F-15 PARA CONTRA-ATACAR A COREIA DO NORTE

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F-15E da USAF durante o primeiro teste de voo de um SLAM-ER (Imagem: Boeing).
F-15E da USAF durante o primeiro teste de voo de um SLAM-ER (Imagem: Boeing).

Quando a Coréia do Norte realizou exercícios de tiro real no Mar Amarelo na segunda-feira (1º), disparando cerca de 100 mísseis através da Linha Limite do Norte, Seul rapidamente despachou um caça F-15K armado com mísseis ar-superfície.

GUERRA DO GOLFO: O Eagle em missão

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NL9OHOs F-15 Eagle foram os senhores absolutos dos céus do Kuwait e do Iraque na Guerra do Golfo.

Força aérea israelense ataca alvos sírios

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f-16-israelDepois de muitos “ataques fantasmas” atribuídos a Israel realizadas dentro da Síria nos últimos meses, a força aérea do realizou ataques generalizados contra alvos sírios durante a noite de 18 de março.

Aviação israelense entra em ação

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O ataque aéreo contra o comboio ocorreu por volta das 22h30min do dia 24/02.
O ataque aéreo contra o comboio ocorreu por volta das 22h30min do dia 24/02.

Aviões de guerra israelenses atingiram um comboio que transportava mísseis superfície-superfície para o Líbano na segunda-feira (24) à noite, relatou um alto funcionário da segurança israelense.

Falklands/Malvinas: Operações dos Sea Harrier

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operações sea harrier malvinas_imagem #01Os Sea Harrier foram um fator decisivo para a vitória britânica. O preço, porém, foi elevado: seis desses aviões foram perdidos na campanha.

Mossad trabalha com sauditas sobre planos de contingência para um possível ataque ao Irã

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Se as potências mundiais não chegarem a um acordo com o Irã sobre o seu programa nuclear, as cartas para uma alternativa militar por parte de Israel estará de volta a mesa.
Se as potências mundiais não chegarem a um acordo com o Irã sobre o seu programa nuclear, as cartas para uma alternativa militar por parte de Israel estarão de volta a mesa.

Fonte diplomática afirma que sauditas estão furiosos com o Irã por causa de seu programa nuclear e estão dispostos a dar a Israel “toda a ajuda de que necessita.”

F-16 turco abate helicóptero sírio

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Caças F-16 turcos abateram um helicóptero sírio que invadiu seu espaço aéreo.
Caças F-16 turcos abateram um helicóptero sírio que invadiu seu espaço aéreo.

A agência de notícias Reuters informou que aviões turcos derrubaram um helicóptero da Síria depois que ele invadiu o espaço aéreo turco.

Para jornal inglês, compra do Mirage F.1M é um sinal de alerta para as Malvinas

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01A presidente Cristina Kirchner pessoalmente concordou com o negócio de 145 milhões de libras para a compra de 20 jatos Mirage F.1M usados da Espanha.

Guerra aérea no Oriente Médio

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As aeronaves de caça dassault Mirage IIICJ enfrentaram caças MiG-21 sírios.
As aeronaves de caça dassault Mirage IIICJ enfrentaram caças MiG-21 sírios.

As aeronaves desenvolvidas pela França e pela União Soviética defrontaram-se na região de Suez, em 1967, colocando à prova todos os aperfeiçoamentos anteriores. Em seguida, surgiram nos combates os aviões americanos. Desde sua criação, em maio de 1948, o Estado de Israel tem vivido constantes atritos com seus vizinhos árabes. A paz na região é frágil e inconstante, sempre sacudida por breves e sangrentos conflitos.

Em muitos desses choques, a IDF/AF (Israeli Defence Force/Air Force, Força de Defesa de Israel/Força Aérea) esteve no centro das ações, demonstrou sua superioridade aérea sobre os adversários e ganhou a reputação de ser uma das forças aéreas mais bem treinadas do mundo. A atuação da IDF/AF na chamada Guerra dos Seis Dias, em 1967, demonstrou isso de modo espetacular ao eliminar em apenas algumas horas a oposição aérea inimiga, numa série de ataques preventivos planejados e executados de forma brilhante.

Na Guerra do Yom Kippur, de 1973, os egípcios não sofreram tantas derrotas quanto em 1967 e cena como esta, em que um MiG-21 abate um Phantom israelense tornaram-se frequentes. Os dois tipos de aeronave travaram muitos combates entre si. (Concepção artística: Máquinas de Guerra, #35, página 689)
Na Guerra do Yom Kippur, de 1973, os egípcios não sofreram tantas derrotas quanto em 1967 e cenas como esta, em que um MiG-21 abate um Phantom israelense tornaram-se frequentes. Os dois tipos de aeronave travaram muitos combates entre si. (Concepção artística: Máquinas de Guerra, #35, página 689)

Em 1967, os preparativos para a guerra consumiram meses de planejamento. Mas as hostilidades se precipitaram quando em maio o presidente Nasser, do Egito, ordenou às suas tropas que ocupassem a península do Sinai. Essa estreita faixa de terra deveria servir como “tampão” contra Israel. Por isso, os israelenses também se mobilizaram. A situação agravou-se ainda mais quando Nasser exigiu que as forças da ONU estacionadas no Sinai deixassem o local. Paralelamente, Síria e Jordânia mobilizaram suas forças, em apoio ao Egito, o que significava que Israel confrontava-se com quase todos os seus vizinhos. O fechamento do estreito de Tir ao tráfego israelense aumentou ainda mais a tensão. Desse modo, no final de maio de 1967, não havia dúvidas quanto à iminência de uma guerra. Restava saber quem atacaria primeiro.

A câmara automática instalada num Phantom israelense registra a destruição de um MiG-21 egípcio na guerra do canal de suez. (Foto: coleção particular)
A câmara automática instalada num Phantom israelense registra a destruição de um MiG-21 egípcio na guerra do canal de suez. (Foto: coleção particular)

Na ocasião, Israel estava sozinho diante das Forças Armadas do Egito, Jordânia e Síria, auxiliadas ainda por contingentes de terra e ar da Argélia, do Kuwait e do Líbano. Juntas, as nações árabes dispunham de cerca de 650 caças; Israel, por seu lado, tinha 196, muitos, porém, com desempenho bem inferior ao dos Mikoyan-Gurevich MiG-19 e MiG-21, Sukhoi Su-7 e Hawker Hunter de seus adversários.

Numa guerra prolongada, Israel não teria a menor chance de vitória. Restava-lhe então a alternativa do primeiro ataque: caso conseguisse eliminar a ameaça representada pela aviação inimiga, conquistando assim o controle do espaço aéreo, poderia combater com maior liberdade as forças terrestres dos árabes, tendo a garantia de que os oponentes não contariam com proteção aérea. Esse tipo de iniciativa, embora reduzindo a probabilidade de uma derrota definitiva, apresentava contornos de altíssimo risco, porque envolvia a própria sobrevivência física de Israel enquanto nação.

Da esquerda para à direita: Mirage IIICJ, Dassault Mystere IVA, Sud-Ouest Vautour IIA , Dassault Super Mystere B-2 e Dassault Ouragan. (Foto: Coleção particular)
Da esquerda para à direita: Mirage IIICJ, Dassault Mystere IVA, Sud-Ouest Vautour IIA , Dassault Super Mystere B-2 e Dassault Ouragan. (Foto: Coleção particular)

Na manhã de 5 de junho de 1967, a IDF/AF lançou-se ao ataque, dirigido no início contra a numerosa e bem equipada Força Aérea egípcia. Decorrida 1 h após a operação, as bases aéreas de Beni Sueif, Bir Tamada, Fayid, Gabei Libni, Inchas e Kabrit já não tinham condições de operar, e a força de trinta bombardeiros Tupolev Tu-16 “Badger” da região oeste do Cairo estava reduzida a destroços fumegantes. Com um só golpe, Israel eliminou a maior ameaça à sua segurança.

Na fase inicial do ataque, feita por unidades equipadas, na maioria, com aviões Dassault Mirage IlICj, Dassault Super Mystère B-2, Dassault Mystère IVA e Sud-Ouest Vautour IIA, praticamente todos os efetivos da IDF/AF entraram em ação, excetuando-se apenas oito caças, que permaneceram em Israel para defesa territorial. A perfeita execução de todo o plano exigiu apenas 3 horas e fez com que a Força Aérea egípcia praticamente deixasse de existir; as incursões destruíram cerca de trezentas aeronaves e inutilizaram dezessete bases aéreas.

Trabalho duro dos pilotos

Como Israel dispunha de um número limita­do de aeronaves, todos os pilotos tiveram de fazer vôos intensivos. Muitos deles chegaram a executar até oito missões por dia, usando bombas convencionais de 250 e 500 kg na primeira passagem e voltando em seguida para metralhar alvos no solo. Esgotadas as munições, os aviões israelenses retornavam às suas bases para serem reabastecidos e rearmados. O esforço do pessoal de terra da Força Aérea israelense também foi de notável eficiência, conseguindo recolocar os caças em condições de voltar à luta no espaço de tempo de apenas 7 minutos!

Com a Força Aérea egípcia fora de com­bate, a atenção israelense voltou-se para as bases aéreas do Iraque, Jordânia e Síria. E, com mais 1 h de bombardeio, Israel inutilizou oito bases desses países, destruindo mais cinqüenta aviões e helicópteros. Assim, em apenas 3 h, a IDF/AF conseguiu uma vitória esmagadora sobre forças numericamente superiores, preparando o caminho para a vitória aos combates em terra. Também nesse setor as forças árabes gozavam de superioridade numérica, contando com cerca de 500 mil homens e 2 mil veículos blindados; Israel, por sua vez, dispunha de 50 mil soldados (mais 200 mil reservistas) e uns 850 veículos, muitos deles velharias remanescentes dos combates da Segunda Guerra mundial.

Um Vautor sobrevoa uma coluna de blindados. A superioridade e o apoio aéreo foram o fator de desequilibrio, garantindo à vitória do Estado de Israel. (Foto: wordsandwar.com)
Um Vautor sobrevoa uma coluna de blindados. A superioridade e o apoio aéreo foram o fator de desequilibrio, garantindo à vitória do Estado de Israel. (Foto: wordsandwar.com)

Israel, no entanto, tinha sua Força Aérea praticamente intacta. Por todo o estágio posterior da Guerra dos Seis Dias, os aviões da IDF/AF cumpriram missões de apoio no avanço do Exército pelo Sinai, em contínuas surtidas contra blindados, fortificações e concentrações de tropas inimigas, atacando-os foguetes, napalm, bombas e projéteis. Além dos aviões de caça já citados, participaram desse conflito o Dassault Ouragan e o Fouga Magister (este último pilotado, em geral por reservistas).

Os ataques preventivos da manhã de 5 de junho conseguiram tanto sucesso que foram raros os combates entre caças. Os pilotos israelenses mostraram muita superioridade técnica sobre seus inimigos, derrotando a maior parte dos MiG-21 e Su-7 egípcios e os Hunter jordanianos com os canhões DEFA de 30 mm dos Mirage IIIC.

A sombra de um solitário Mirage em missão de reconhecimento surge sobre uma base aérea, confirmando a excelência dos ataques da IDF/AF. (Foto: Coleção particular)
A sombra de um solitário Mirage em missão de reconhecimento surge sobre uma base aérea, confirmando a excelência dos ataques da IDF/AF. (Foto: Coleção particular)

Ao final do breve e sangrento conflito, Israel dizimara o poderio aéreo árabe, destruindo mais de 350 aviões e helicópteros. Essa ação extraordinária, contudo, teve um preço: Israel perdeu cerca de quarenta aeronaves. Dessa lista de baixas constam três Ouragan, oito Mystère IVA, três Super Mystère B-2, seis Mirage, cinco Vautour e seis Magister. A maioria das baixas aconteceu nos dois primeiros dias do conflito e, para Israel, o principal empecilho foram as baterias antiaéreas, pois as bases egípcias dispunham de um bom sistema de defesa.

A Guerra dos Seis Dias, com seus efeitos devastadores, estabeleceu por vários anos uma problemática situação de paz naquela região do Oriente Médio. A brilhante estratégia da IDF/AF foi logo neutralizada pela URSS, que cobriu as perdas sofridas pelos países árabes. Dentro de poucas semanas, a Força Aérea egípcia recebera noventa MiG-21 novos para substituir as aeronaves destruídas. Além disso, o número de MiG-19 disponível praticamente dobrara para 120, enquanto o efetivo original de trinta Tu-16, destruído a 5 de junho, ressurgiu com a chegada de 24 aviões do mesmo tipo.

Algumas das principais aeronaves no início da difícil relação do Estado de Israel com seus vizinhos. (Concepção artística: Coleção particular)
Algumas das principais aeronaves no início da difícil relação do Estado de Israel com seus vizinhos. (Concepção artística: Coleção particular)

Nos anos seguintes, o potencial aéreo dos egípcios se modernizou e, em outubro de 1973, quando começou a Guerra do Yom Kippur, a Força Aérea egípcia demonstrou um desempenho muito melhor, embora tenha sido mais uma vez derrotada.

FONTE: Máquinas de Guerra #35, Editora Globo, 1986 – Adaptação do texto: Cavok


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Força Aérea Equatoriana comemora em 2013 os 18 anos do conflito do Alto Cenepa

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Um caça Mirage F.1E da Força Aérea do Equador. (Foto: FAE)
Um caça Mirage F.1E da Força Aérea do Equador. (Foto: FAE)

Bolacha alusiva aos 18 anos do Conflito. (Imagem: FAE)A Força Aérea Equatoriana (FAE) comemora em 2013 os 18 anos do conflito do Alto Cenepa, tendo na batalha aérea travada em 10 de fevereiro o seu ponto alto. O conflito foi a primeira vez que caças de alto desempenho de nações sul americanas se enfrentaram. Ao lado,  a bolacha alusiva aos 18 anos do Conflito (Clique para ampliar).

Ao meio-dia do dia 10 de fevereiro dois caças Mirages F1 da FAE, seguidos por dois Kfir chegaram a zona de conflito. Logo detectaram com o uso do radar Cyrano IV dois alvos, que na ocasião eram caças-bombardeiros Su-22M da Força Aérea Peruana (FAP). Os Mirages  ligaram o pós queimador e aceleraram para ficar as seis horas dos alvos. Um dos Mirages alcançou à distância de tiro e lançou um míssil ar-ar Matra Magic R550. O míssil atingiu o Sukhoi, obrigando o piloto a ejetar. O RWR do Mirage acusava que ele estava sendo iluminado. O piloto selecionou outro R550 e disparou, derrubando o outro Su-22 que foi literalmente cortado no ar. Como o RWR dos caças continuava a informar que eles estavam sendo iluminados, ambos os caças evadiram-se do local a baixa altura e velocidade supersônica. Depois soube-se que um Mirage 2000P da FAP perseguiu-os, mas sem sucesso.

A espinha dorsal da FAE (Força Aérea Equatoriana) eram os esquadrões de caça formados por aviões Mirage F-1EJ, Jaguar Mk1 e Kfir C2. Estes aviões chegaram entre 1975 e 1982, somando um total de 25 unidades, incluindo os de treinamento.

Arte do momento do combate aéreo entre os caças Mirage F.1 da FAE e Su-22 da FAP. (Arte de Jerry Boucher)
Arte do momento do combate aéreo entre os caças Mirage F.1 da FAE e Su-22 da FAP. (Arte de Jerry Boucher)

A FAP (Força Aérea do Peru) tinha um esquadrão dos melhores caças da América do Sul daquela época (1995), o francês Dassault Mirage 2000P, que foram adquiridos nos anos 80, além do Mirage 5P/DP, Sukhoi Su-20 e Sukhoi Su-22M, comprados ao longo da década de 1970.

Mirage F.1 da FAE. (Imagem: FAE)
Mirage F.1 da FAE. (Imagem: FAE)

O Kfir também deixou sua marca no conflito. Dois A-37B peruanos foram interceptados, sendo um deles derrubado por um míssil ar-ar Shafrir 2.

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Custo da guerra para Israel já chegou a 60 milhões de euros e poderá chegar a 800 milhões

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Um caça F-16 da Força Aérea de Israel. (Foto: Ofer Zidon / Flash90)

Os últimos cinco dias de combates na Faixa de Gaza, até agora, custaram para Israel entre € 50 milhões e € 60 milhões. As estimativas iniciais indicam que uma semana de combate semelhante custaria entre € 80 milhões de € 90 milhões. Se um ataque terrestre for iniciado em Gaza, o custo pode chegar a € 600.000.000 ou € 800 milhões.

O custo irá depender da duração da operação, o número de reservistas chamados e os tipos de unidades que participam na operação.

Um dia de combate em Gaza, com base nas atividades aéreas e no uso da bateria de defesa anti-míssil Iron Dome, custa entre € 10 milhões e € 14 milhões. Uma convocação expandida de reservistas e um ataque terrestre aumentaria o custo diário para € 30 milhões ou € 40 milhões.

O custo de uma bateria Iron Dome é de € 150 milhões, cinco já foram implantadas e o exército quer eventualmente implantar 13.

Cada míssil do Iron Dome custa cerca de € 47.000. (Em comparação, os foguetes lançados de Gaza custam algumas centenas de euros cada para a fabricação.)

O custo de uma única surtida por uma aeronave de combate avançada está estimada em € 100.000 e € 150.000.

O uso de veículos aéreos não tripulados é caro, entre € 2.000 por hora de voo. O custo de uma hora de uso de helicóptero de combate é de € 20.000.

O aspecto mais caro da guerra é a convocação de reservistas. Um soldado de reserva custa para força de defesa € 200 por dia. Isto significa que a convocação de 16.000 soldados da reserva (o número já chamado), custa € 22.400.000 por semana, e 75 mil reservistas (o número que está sendo considerado) custaria ao país € 105.000.000 por semana.

O custo da guerra civil, incluindo reconstrução d infra-estruturas, a remuneração para os funcionários ausentes de seus empregos por causa da guerra, e a compensação para as fábricas incapazes de operar durante a guerra, pode chegar a € 200 milhões, dependendo do dano à propriedade e infra-estrutura.

Fonte: The Irish Times – Tradução: Cavok

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Desde já meu muito obrigado.

Fernando Valduga

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Ataque de insurgentes em Camp Bastion, no Afeganistão, mata dois militares e destrói seis jatos Harrier da coalizão

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AV-8B Harriers with Marine Attack Squadron 513, deployed out of Marine Corps Air Station Yuma, Ariz., rest at Kandahar Airfield, Afghanistan VMA-513 United States us missiles pgm carrier (1)
Um jato AV-8B Harrier II visto na linha de voo de Camp Bastion, Afeganistão. (Foto: U.S. Marine Corps)

Aproximadamente 15 insurgentes infiltraram o perímetro de Camp Bastion, na província de Helmand, no Afeganistão no dia 14 de setembro, e atacaram o pessoal e as instalações da Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF). No ataque, dois membros da ISAF morreram e seis aeronaves AV-8B Harrier II do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA foram destruídas. As informações estão sendo divulgadas com mais detalhes a cada dia pela própria ISAF. Camp Bastion é a base onde o Príncipe britânico Harry eestá destacado com os helicópteros Apache do Exército Real Britânico.

O Príncipe Harry recebendo instruções sobre o helicóptero Apache na linha de voo de seu esquadrão em Camp Bastion, Afeganistão, onde ocorreu o ataque de insurgentes. (Foto: REUTERS/John Stillwell/Pool/Files)

De acordo com as informações mais recentes, o ataque começou pouco depois das 10 horas, quando cerca de 15 insurgentes executaram um ataque bem coordenado contra o aeródromo em Camp Bastion. Os insurgentes, organizados em três equipes, penetraram o perímetro num ponto da cercam, e usando uniformes do Exército dos EUA, estavam armados com fuzis automáticos, lançadores de granadas e coletes suícidas com dispositivos explosivos improvisados. Além das aeronaves, diversas outras instalações na linha de voo também foram danificadas, como hangares e equipamentos de apoio.

Seis jatos da coalizão AV-8B Harrier foram destruídos e dois foram significativamente danificados. Três estações de reabastecimento da coalizão também foram destruídas. Seis hangares de prontidão de aeronaves foram danificados de alguma forma.

O perímetro da base já teve a segurança reforçada e as atividades não foram afetadas. (Foto: ISAF)

As forças da ISAF reagiram ao assalto, ao fogo e mataram todos insurgentes, mas um dos insurgentes ficou apenas ferido com o contra-ataque do pessoal da ISAF, e permanece sob custódia da ISAF e está sendo tratado em um centro médico. De acordo com as novas informações, os insurgentes demonstravam ser bem equipados, treinados e coordenados. Além dos dois membros da ISAF que morreram, nove pessoas – oito da coalizão militar e um empreiteiro civil – ficaram feridos no ataque, mas não correm risco de vida.

O Camp Bastion está atualmente seguro e no momento não representa mais riscos, com a vigilância reforçada. A ISAF disse que está no processo de avaliação dos danos às aeronaves e estruturas do aeródromo.

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ANÁLISE: O que os EUA e Israel precisariam para atacar o Irã?

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Caças F-15E e bombardeiros B-2 pderiam ser utilizados num possível ataque ao Irã. (Foto: U.S. Air Force)

Se os norte americanos realmente seguirem o conselho de Benjamin Netanyahu e atacarem o Irã, não devemos espera poucas surtidas de caças de combate. Atrasar os esforços nucleares do Irã precisará ser um esforço de todos, com os esquadrões de bombardeiros e aviões de combate, as equipes de comandos, anéis de mísseis interceptores e inteiros grupos de ataque embarcados da Marinha – mais drones suficientes, equipamentos de vigilância, aviões-tanque e apoio logístico para prosseguir com uma missão tão maciça. E tudo isso, na melhor das hipóteses, iria comprar para os EUA e Israel mais uma década de um Irã livre de armas nucleares.

Tem havido muita conversa e relatos que vazaram sobre o que um ataque ao Irã poderia implicar. Anthony Cordesman, um dos analistas de Washington com os melhores contatos em defesa, reuniu um inventário extraordinariamente detalhada do que seria necessário para atacar o Irã (arquivo em PDF aqui), catalogação de tudo, desde o número de bombardeiros necessários até os tipos de bombas que deveriam utilizar. Ele analisa os ataques tanto israelenses como norte-americanos, tanto nuclear como não.

Israel teria a capacidade de atacar o Irã, mas precisaria do apoio dos EUA para ter resultados melhores. (Foto: Israel Defence Force)

Ele examina possíveis contra-ataques iranianos, e as formas de neutralizá-los. Isso leva a uma dupla conclusão de Cordesman:

  1. “Israel não tem a capacidade de realizar ataques preventivos que poderiam fazer mais do que os esforços de atrasar o Irã por um ano ou dois.” Apesar da retórica cada vez mais afiada saindo de Jerusalém, a idéia de Israel de lançar um ataque unilateral é quase tão ruim como permitir que Teerã possa continuar seu trabalho nuclear incontestado. Israel poderia criar ondas e ondas de contra-ataques iranianos – por mísseis, terroristas, barcos e – comprometendo todos países da região. Poderia causar estragos com a oferta de petróleo do mundo. E isso se Israel ainda conseguisse realizar a missão – algo que Cordesman duvida muito.
  2. Os EUA poderiam ser capazes de atrasar o programa nuclear por até 10 anos. Mas, para isso, vai ser necessário um enorme esforço. O ataque aéreo inicial por si só vai “exigir uma alocação de grande força [inclusive] a principal força de bombardeiros, uma supressão do sistema de defesa aérea inimigo[s] aviões de escolta, para a proteção dos bombardeiros, guerra eletrônica para fins de detecção e bloqueio, caças para liberação do espaço aéreo e patrulha aérea de combate para combater qualquer tipo de retaliação aérea pelo Irã”.

Mas o primeiro ataque pode ser realmente a parte mais fácil, escreve Cordesman, especialista do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais.

Uma representação da batalha de mísseis balísticos que poderiam seguir após um ataque americano ao Irã. (Foto: CSIS)

Ao mesmo tempo, os EUA têm de manter o Irã fora do bloqueio do ultra-importante Estreito de Hormuz, um canal 21 milhas de largura por onde flui cerca de 20 por cento do petróleo e líquidos de gás natural do mundo. E a América tem de proteger seus aliados produtores de energia no Golfo Pérsico, ou então não haverá petróleo ou gás para enviar através do Estreito.

Que não será tarefa fácil, escreve Cordesman: “O Irã pode escolher seus alvos num esforço para pressionar e intimidar os EUA e o sul do Golfo Pérsico. Ele pode usar mísseis de longo alcance convencionalmente armados ou drones contra grandes alvos militares ou urbanos como armas terroristas. Ele pode atacar esporadicamente e de forma imprevisível numa guerra de atrito ou numa tentativa de atacar as forças navais dos EUA e do Golfo”.

O porta-aviões USS George Washington está destacado atualmente no Golfo Pérsico. (Foto: U.S. Navy)

Parte deste trabalho defensivo já começou. Para manter aberto o Estreito, os EUA mantém uma patrulha constante de porta-aviões e estacionados canhoneiras, caça-minas, e submarinos robôs nas proximidades do Bahrein. Para detectar mísseis do Irã – muitos dos quais podem atingir os seus alvos em menos de quatro minutos – os EUA está construindo a próxima geração de estação de radar de banda X, no Qatar. Para derrubar no céu os mísseis balísticos de curto e médio alcance, os EUA já vendeu milhares de milhões de dólares de sistemas Patriot e de mísseis interceptadores THAAD (Terminal High Altitude Air Defense) para a Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes Unidos. Esses sistemas anti-mísseis serão ampliados por cruzadores e destróieres da Marinha dos EUA equipados com sistemas de mísseis balísticos de defesa Aegis – um dos componentes mais comprovados no estoque interceptador norte americano.

Caças F/A-18 Super Hornet lançados de porta-aviões seriam importantes nas missões de ataque e patrulha aérea durante um ataque ao Irã. (Foto: Mass Communication Specialist Seaman Apprentice Brian H. Abel / U.S. Navy)

Mas, para se certificar-se de que os mísseis de Teerã não acertem Riyadh ou a Cidade do Kuwait, os EUA vão ter tirar de operação oito bases de mísseis balísticos e 15 unidades de produção de mísseis do Irã, além de 22 instalações de lançamento se um ataque preventivo for ordenado. A América vai “precisar destruir os possíveis lançadores de mísseis … a fim de reduzir o número de ogivas que podem ser lançadas”, escreve Cordesman. Cada alvo exigirá duas aeronaves – ou F/A-18 lançados de porta-aviões ou F-15 e F-16Cs voando a partir de bases aéreas próximas – num total de 90 jatos. Alvos auxiliares poderiam incluir refinarias do Irã, sua rede de energia, suas bases militares, e suas estradas e pontes.

Os jatos e caças americanos estariam praticamente livres para disparar à vontade – a força aérea iraniana é uma piada, e seus sistemas de defesa aérea não tem os sensores ou a rede para ameaçar seriamente a jatos americanos. Ainda assim, essas defesas aéreas e os caças inimigos terão de ser desativados antes que eles consigam disparar um tiro de sorte.

Os drones serão implantados para a inteligência adicional, “reconhecimento, bloqueios ou destruição das forças inimigas e sistemas de defesa aérea.” As operações de forças especiais vão realizar “missões de ação direta, reconhecimento especial, e fornecendo orientação terminal para ataques contra alvos inimigos valiosos”. De alguma forma, os ataques dos aliados terroristas do Irã – incluindo o Hamas e o Hezbollah – terão também que ser anulados.

E depois, claro, há o ataque principal.

Mapa da região do Golfo Pérsico e as possíveis bases e estruturas que seriam usados no possível ataque ao Irã.

Destruir cada uma das cinco instalações nucleares do Irã vai exigir um par de bombardeiros B-2 voando desde Diego Garcia. Todo avião vai levar duas das mais modernas armas militares dos EUA, as gigantes destruidoras de bunkers de 30.000 libras GBU-57 Massive Ordinance Penetrator. A “arma guiada por GPS contém mais de 5.300 libras de explosivos convencionais dentro do corpo da bomba de cerca de 7 metros de comprimento, de aço temperado. Ele é projetado para penetrar pedra e concreto armado para atingir bunkers inimigos ou instalações de túneis”, escreve Cordesman, que acredita que tal bomba pode definir o fim das ambições nucleares do Irã durante anos.

Israel pode ser capaz de colocar em prática um ataque semelhante, mas apenas levemente. Isto vai exigir o uso de um quarto dos caças da Força Aérea de Israel, e todos os seus aviões-tanque, não deixando aeronaves disponíveis para todas as outras metas secundárias. Os jatos terão que proteger a fronteira sírio-turca antes de voar sobre o Iraque e o Irã. E isso não é exatamente um amigável território. “O número de aeronaves necessárias, reabastecimento ao longo do caminho e atingir os alvos sem ser detectado ou interceptado seria complexo e de alto risco e que não têm quaisquer garantias de que a missão global teria uma alta taxa de sucesso”, escreve Cordesman.

E mesmo se os reatores forem atingidos, a “retaliação iraniana terá conseqüências regionais devastadoras”, acrescenta. Você não precisa nem quer saber como o Oriente Médio seria parecido no dia depois que Israel tentar um ataque nuclear contra o Irã.

Israel precisaria comprometer quase que a totalidade de sua força-aérea, incluindo o único avião tanque disponível. (Foto: Israel Defence Force)

O que deixa a opção do ataque americano. Pode ser tecnicamente possível. “É claro que se os Estados Unidos fizerem isso teríamos um inferno de um impacto maior”, o secretário de Defesa Leon Panetta, disse na primavera. Cordesman preferiria ver as negociações em vez disso: “Os biefings mostram o quanto perigoso qualquer guerra no Golfo poderia ser com a economia mundial.” Alguns políticos podem estar pedindo para um ataque preventivo contra o Irã. Há uma razão para os planejadores militares serem tão cautelosos.

Fonte: Danger Room / Wired – Tradução: Cavok

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OTAN vê falhas na campanha aérea contra Kadafi

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As aeronaves EA-18G Growler desempenharam um importante papel de "bloqueio" das defesas inimigas no começo da missão na Líbia, papel esse que nenhuma outra aeronave da OTAN poderia desempenhar. (Foto: AP)

Apesar de elogios nas capitais ocidentais pela liderança da OTAN na campanha aérea na Líbia, uma avaliação confidencial da OTAN pinta um retrato sombrio da capacidade da aliança para realizar essas campanhas sem um apoio significativo por parte dos Estados Unidos.

O relatório concluiu que os aliados lutaram para compartilhar informações sobre o alvo crucial, faltava planejadores e analistas especializados, e demais confiado nos Estados Unidos para aeronaves de reconhecimento e de reabastecimento.

Os resultados minaram a idéia de que a intervenção foi uma operação modelo e que a OTAN poderia efetivamente levar a cabo uma campanha mais complicada na Síria sem depender desproporcionalmente dos militares dos Estados Unidos. Mesmo com a ajuda norte americana na Líbia, a OTAN tinha apenas cerca de 40 por cento das aeronave para interceptar as comunicações electrônicas, uma falta que impediu a eficácia da operação, disse o relatório.

Montar uma operação na Síria representa um desafio maior do que a campanha de sete meses que tirou o coronel Muammar el-Kadafi da Líbia do poder, disseram autoridades americanas. A Síria tem um exército mais capaz, bem como um formidável conjunto de sofisticadas defesas aéreas de fabricação russa que oficiais do Pentágono dizem que levaria semanas de ataques aéreos para destruir.

Além disso, a oposição síria é mais desarticulada e dispersa do que a Líbia, tornando os esforços de coordenação entre os aliados e os rebeldes mais difíceis, disse um oficial sênior da OTAN.

“Se houvesse algo a ser considerado sobre a Síria, mesmo em termos puramente hipotéticos, estes também dependem fortemente de recursos norte-americanos”, disse um diplomata europeu que analisou as 37 páginas do relatório da OTAN, que foi concluído no final de fevereiro.

O relatório, cujas conclusões e recomendações deverão ser aprovados pelos ministros da Otan em uma reunião em Bruxelas esta semana, está de acordo com avaliações preliminares que aviões europeus e canadenses realizaram a maior parte dos vôos de combate para proteger os civis líbios, enquanto os Estados Unidos forneceram apoio militar que foi essencial na realização da missão.

Além das aeronaves de combate, a OTAN precisou de uma mobilidade aérea que foi em grande parte feita por aeronaves C-17 e C-5 da USAF. (Foto: AFP)

Mas o relatório e mais de 300 páginas de documentos, cujas cópias foram obtidas pelo The New York Times, oferecem novos detalhes sobre as deficiências em recursos humanos, planejamento e realização da missão de combate, e também como comandantes improvisaram os ajustes.

O relatório também destaca uma questão importante para a aliança que remonta às guerras dos Balcãs dos anos 1990: que os Estados Unidos surgiu “por defeito”, como o especialista da OTAN no fornecimento de munições guiadas com precisão – que tornou-se praticamente todos as 7.700 bombas e mísseis que foram lançadas ou disparadas na Líbia – e uma grande maioria das aeronaves especializadas que conduzem missões de inteligência, vigilância e reconhecimento aéreo, ou ISR no jargão militar.

“A OTAN continua a ser excessivamente dependente de um único aliado para fornecer capacidade ISR para coleta que são essenciais para o comandante”, disse o relatório.

A França teve uma grande participação na Líbia com seus caças Rafale. (Foto: Armée de L'Air)

Nesta crítica, no entanto, vários americanos e outros membros aliados disseram que viram um “forro de prata”. O relatório concorda que a OTAN desempenhou um papel significativo no sentido de ajudar a aliança em fevereiro, para adquirir o seu próprio sistema de vigilância dedicado ar-terra para acompanhar e direcionar até as forças terrestres hostis, disseram os funcionários.

A avaliação também ajudou a impulsionar uma iniciativa de liderança francesa apoiada pela administração Obama para estabelecer um centro de aeronaves de vigilância dos aliados, incluindo drones Predator e Global Hawk, numa base aérea italiana, na Sicília. Este conceito foi modelado após uma abordagem semelhante que a OTAN desenvolveu no Afeganistão, e está sendo esperado para ser aprovado por líderes aliados numa reunião de cúpula da OTAN em Chicago no próximo mês.

Além disso, ministros da Defesa europeus concordaram no mês passado, numa proposta ambiciosa de expansão da frota dos aliados de reabastecimento aéreo, outra medida apoiada pelos americanos que os funcionários da OTAN vão destacar em Chicago.

Os britânicos realizaram missões de ataque ar-solo com jatos Tornado GR4 (acima) e Eurofighters. (Foto: RAF)

“A OTAN sempre tira as lições de suas operações, e já estamos fazendo isso com a Líbia”, disse o almirante James G. Stavridis, um oficial americano que é o comandante sênior da aliança militar.

A maioria das recomendações, particularmente aquelas que envolvem a compra de equipamentos técnicos caros da aeronave, podem levar anos para serem aplicadas.

E essas soluções não irão abordar as preocupações imediatas levantadas pelos defensores do uso do poder aéreo aliado para deter o massacre de civis na Síria.

Dois desses parlamentares, os senadores John McCain, republicano do Arizona, e Joseph I. Lieberman, independente de Connecticut, visitaram um campo de refugiados da Síria na Turquia antes de uma frágil mediação das Nações Unidas de cessar-fogo pedida na semana passada. Eles mais uma vez chamaram à comunidade internacional para armar os rebeldes da Síria e para intervir militarmente para criar e proteger refúgios para os civis sírios e para os rebeldes receberem treinamento.

Outra nação que realizou grande parte das missões de ataque foi o Canadá, com caças CF-18 Hornets.

“Os ataques aéreos podem ajudar a estabelecer e defender um refúgio na Síria, especialmente no norte, em que as forças de oposição podem organizar e planejar suas atividades políticas e militares contra Assad,” disse McCain no mês passado numa audiência da Comissão dos Serviços Armados no Senado, referindo-se ao presidente Bashar al-Assad da Síria.

O Presidente Obama pediu que o Pentágono comece a preparar opções militares preliminares na Síria – um passo de rotina para o planejamento da contingência militar durante crises no exterior – mas o governo ainda acredita que o uso de pressão diplomática e econômica é a melhor maneira de parar a violenta repressão do governo sírio.

O relatório concluído no dia 28 de fevereiro pelo Centro Conjunto de Análises e Lições Aprendidas da NATO, em Portugal, identificou 15 lições políticas, organizacionais e de equipamentos, incluindo várias deficiências.

As informações sobre os alvos na Líbia foi elaborado em grande parte pelas bases de dados de nações individuais, e muito disso não poderia ser compartilhado rapidamente entre os membros da OTAN e os parceiros por causa da “classificação ou razões processuais”, concluiu o relatório.

“As nações não eficazmente e eficientemente compartilham inteligência nacional e informações de direcionamento entre os aliados e com os parceiros”, disse o relatório. “A incapacidade de compartilhar informação apresenta um grande obstáculo para as nações que decidem se um alvo pode ser engajado” com base em informações de outro país.

O comando da OTAN na Itália sofria de uma grave escassez de assessores políticos e jurídicos, analistas de inteligência, planejadores de logística, linguistas e especialistas em seleção de alvos. “Muitos dos especialistas em selação de alvos não foram adequadamente treinados em deliberar, distribuir ou designar alvos dentro do tempo”, disse o relatório, acrescentando que muitos especialistas foram designados para o comando em apenas algumas semanas.

A capacidade de reabastecimento aéreo fornecida pela USAF foi essencial para realização da operação na Líbia. (Foto: Reuters)

O relatório ficou em silêncio sobre as controvérsias que se seguiram à campanha. Estas perguntas incluídas em torno, pelo menos, dezenas de mortes de civis causadas pela NATO ação, que foram documentadas por pesquisadores independentes e as Nações Unidas iguais e acusações dos sobreviventes e organizações de direitos humanos que os navios da aliança navais não ajudar barcos em perigo carregando migrantes que mais tarde pereceram no mar.

Fred Abrahams, um assessor especial da Human Rights Watch, disse que o relatório foi consistente com a recusa da aliança a reconhecer os erros claros, e revelou uma “decisão voluntária de não olhar para as vítimas civis.”

“Não é lições aprendidas, os seus ensinamentos perdidos”, disse ele por telefone de Nova York. “Não há nenhuma razão que seja, em uma campanha de outra maneira eficaz, para não olhar para trás e explorar as áreas onde as coisas deram errado.”

O relatório também passou por uma série de detalhes táticos, sem examinar as razões para eles ou seus potenciais riscos e conseqüências. Ele observou, por exemplo, que a aliança em si não tem o que é chamado de “botas no chão”, mas não divulgar que as equipes de controle de ar para a frente – As tropas no terreno para ajudar a aviões guia para alvos – foram usados ??mais tarde no conflito por países membros, ou que as forças anti-Kadafi estavam fornecendo segmentação recomendações para a OTAN através de meios informais, às vezes até mesmo por meio do Twitter ou e-mail.

Fonte: The New York Times – Tradução: Cavok

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