Unidade já teve 2,7 mil empregados, com áreas de especialização que são únicas no Brasil.

A movimentação de desmonte de estruturas nas oficinas da TAP M&E em Porto Alegre se acelerou nos últimos dias. Nesta quinta-feira (10), a operação atingiu as docas (estruturas que lembram andaimes) onde aeronaves costumavam estacionar para manutenção. A empresa portuguesa, que assumiu as oficinas da antiga Varig manutenção (VEM) em 2006, decidiu desativar a unidade. A outra oficina fica no Rio de Janeiro.

Além de desmonte, também estão sendo feitas pinturas nas fachadas para esconder a antiga logomarca em verde e vermelho da TAP, de aviação, já que os aviões da companhia área também eram revistados nos hangares. Os demais hangares são pintados. A unidade já teve 2,7 mil empregados, com áreas de especialização que são únicas no Brasil. No fim de 2018, estavam menos de cem. A empresa alega que a demanda caiu.

Um dos diversos clientes que utilizavam os serviços da TAP M&E

Uma empresa chinesa, a Flightparts, negocia a aquisição dos ativos. O interesse é em assumir todas as oficinas com as expertises em manutenção e aviônica. As conversas estão bem adiantadas, segundo fonte ouvida pela reportagem. A TAP M&E já admitiu, em nota, que há empresas interessadas em assumir a operação, mas diz que não comenta tratativas. O encerramento completo da atividade deve ocorrer até começo da semana que vem.

A portuguesa já comunicou à Fraport, concessionária do Aeroporto Internacional Salgado Filho, que vai entregar os prédios. A maior parte das estruturas físicas de oficinas fica na área do aeroporto. A Flightparts também já conversa com a concessionária. A Fraport confirmou que busca novos ocupantes para o terreno, ao lado da pista de pouso e decolagens.


Fonte: Jornal do Comércio

5 COMENTÁRIOS

  1. Triste isso! Nos bons tempos da VARIG eram as oficinas de POA as responsáveis pela manutenção dos narrow bodies e dos Electras quando esses últimos estavam ativos.

    E lembrando da VARIG você percebe de forma bem clara que ela foi abatida pela combinação de péssima administração com a presença de uma OrCrim no poder.

      • Nada a ver……

        Um dos motivos pela Boeing ter se interessado pela EMBRAER reside justamente no fato da produção de jatos ali ser mais eficiente que nas plantas da Boeing nos EUA. Aliás o medo dos sindicatos americanos é justamente o oposto ou seja, que a empresa transfira para o Brasil partes importantes, ou mesmo a produção total do novo 797.

        Pessoalmente eu sou contra o negócio por outros motivos, de cunho eminentemente geopolítico afinal o país perde destaque no mesmo com esse negócio. No mais pelo visto há quem prefira que a EMBRAER vire uma FaDeA da vida não é mesmo!?

      • Realmente, colocar 4,2 bilhões de dólares em uma empresa obrigatoriamente sediada no Brasil é a mesma coisa que uma filial fechada por falta de serviço.

  2. que lastima uma perda gigantesca em conhecimento para o pais
    ainda lembro de ver varios avoes de diverços lugares pasandp por aqui

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