O helicóptero Sikorsky UH-60M Black Hawk. (Foto: Sikorsky / Steven Kaeter)

Em uso em outras aeronaves do Departamento de Defesa por anos, o sistema fly-by-wire agora substitui os controles de vôo manuais convencionais em alguns helicópteros Black Hawk, através de uma interface eletrônica.

Em aeronaves mais antigas, cabos que partem a partir dos controles do piloto seguem para vários sistemas de controle, tais como lemes, ailerons e, no caso dos helicópteros, os controles das pás do rotor. Com a tecnologia fly-by-wire, os movimentos de controle de vôo são convertidos em sinais eletrônicos e enviados para os computadores de controle de vôo que os utilizam para determinar como mover a aeronave.

Esta tecnologia pode executar automaticamente as funções sem a interferência do piloto, como sistemas que automaticamente estabilizam a aeronave.

“A variante fly-by-wire do helicóptero UH-60M Black Hawk oferece maior capacidade de manipulação, menor carga de manutenção, diminuição da carga de trabalho do piloto, e um controle pleno do FADEC (Full Authority Digital Engine Control)”, disse o major Jeffrey Stvan, assistente do gerente de programa de Modernização do UH-60.

Essa tecnologia diminui bastante a carga de trabalho dos pilotos, permitindo que eles se concentrem no seu entorno e reduzam a fadiga, permitindo-lhes um melhor controle das tarefas.

“O fly-by-wire oferece maior capacidade de manuseio e diminuição da carga de trabalho do piloto. Isso permite que o piloto se concentre em sua missão atual “, disse Stvan. “Um dos objetivos do sistema fly-by-wire é permitir que o piloto mantenha mais a sua concentração fora do cockpit e no seu ambiente externo.”

O major Carl Ott, um piloto de teste experimental do Centro de Engenharia, Pesquisa e Desenvolvimento de Mísseis e Aviação Aeroflightdyanmics Directorate em Moffett Field, Califórnia, participou dos testes para a Seção de Projetos Utilitários e da Sikorsky, envolvendo a tecnologia fly-by-wire. Ele disse que a tecnologia fly-by-wire é voltada para tornar a aeronave altamente estável e mais previsível.

Esta tecnologia também irá ajudar as tropas no solo, quando um piloto poderá se concentrar mais no ambiente e eficientemente fazendo entregas e cargas no lugar de forma mais ágil, tornando isso uma grande vantagem, disseram autoridades envolvidas.

“O fly-by-wire é uma tecnologia que permitirá que mais avançados e adaptáveis controles de vôos e sensores sejam integrados num helicóptero tornando-os mais fáceis e seguros para voar”, disse Ott.

6 COMENTÁRIOS

  1. O que é bom vai ficando cada vez melhor. E ainda aparece maluco por aqui sugerindo que o Brasil se desfaça dos seus e compre o Pantera no seu lugar, com o fim de "girar a economia" e favorecer a APARAFUSOBRÁS

    • E ainda aparece maluco por aqui sugerindo que os USA é tuuuuuuudo de bom…

      Quase um(a) cheerleader.

      • Falcão:

        Por mais seja difícil a você aceitar o fato é que o Black Hawk é o padrão-ouro na sua categoria. Eu fiz este comentário ironizando um cidadão que em outro oportunidade defendeu que o Brasil desativasse seus Black Hawk e comprasse o Pantera no lugar com o fim de ajudar a APARAFUSOBRÁS

  2. Mas os EUA tem sido absolutamente tdo de bom, fizemos update de C-130, F-5 e P-3 e eles não criaram caso.
    São os franceses que são dissimulados, qndo não, são metirosos mesmo.
    Nem peças de reposição, de seus caríssimos e limitados helicópteros, fabricam aqui.
    Para trocar o BH pelo Pantera, precisa ser mto louco mesmo.
    Melhor trocar o Pantera, pelo AW-139.

  3. A asa rotativa brasileira necessita de uma profunda revisão, além do banimento aos inúteis e limitados produtos Eurocopter, 30 e tantos anos aqui e nada de nacionalização de seus produtos; servimos somente p/ exportarmos empregos remunerados em Euro.
    As forças singulares necessitam decidir, quem voa o que e aonde.
    Temos que eliminar as sobreposições existentes atualmente, o EB e a MB devem de acordo c/ suas necessidades particulares de emprego, se mobilirem de forma racional, não de cima prá baixo conforme está se fazendo.
    A FAB deve ser equipada de modo a complementar e não replicar, a capacidade das demais forças singulares.
    O "balcão de negócios" do MD não resolveu isto, entre mtas outras coisas, somente piorou o que já era ruim.
    Aliás a ingerência política deve obrigatoriamente ser substituída, pelo maior rigor técnico-financeiro, nas compras das ffaa.
    Necessitamos consolidar o treinamento de voo, necessitamos de helicópteros leves (AW-109; AW-119) que adquadamente equipados, realmente tenham serventia.
    Necessitamos de helicópteros médio-pesado (Merlin) e pesados (Chinnok; Super Stallion ou Halo) e necessitamos avaliar de maneira ponderada e realista, a necessidade de algum helicóptero de ataque no inventário.

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