Caças Su-35 da Força Aérea Russa.

A autoridade turca de compras da defesa pediu aos militares turcos para avaliar formalmente a possível compra de jatos russos Su-35 e iniciar negociações oficiais com a Rosoboronexport se os militares aprovarem a proposta, informou o jornal pró-governo Yeni ?afak no sábado.

Ancara começou a considerar os Su-35s russos após uma ação dos Estados Unidos no mês passado que suspendeu a entrega dos caças furtivos F-35 à Turquia, depois que o país recebeu sistemas de mísseis S-400 de fabricação russa, em meio a preocupações de que pode levar a possíveis subterfúgios russos.

O Pentágono também removeu a Turquia do programa de produção conjunta de jatos F-35, enquanto Ancara corre o risco de mais sanções dos EUA sob o Ato de Conter Adversários da América do Norte com Sanções (CAATSA, na sigla em inglês).

O vice-primeiro-ministro russo Yuri Borisov anunciou no mês passado que a Rússia estava pronta para vender aviões de combate a Ancara, enquanto Sergey Chemezov, chefe do conglomerado estatal russo Rostec, disse que o país está pronto para fornecer os Su-35s para Turquia.

Após a expulsão do programa F-35, a Direção da Indústria de Defesa da Turquia concentrou-se em prolongar o ciclo de vida dos jatos que já estão no estoque militar, aumentando a manutenção e acelerando o desenvolvimento de sua aeronave nacional de combate, a TF-X. O mock up da aeronave foi apresentado no Paris Air Show em junho.

Para casos de emergência, a diretoria também está considerando comprar aeronaves da Rússia, China e Paquistão, disse o Yeni ?afak.

Em relação a isso, a agência solicitou opiniões do Ministério da Defesa e da Força Aérea Turca sobre a possível compra de jatos russos Su-35.

Se os órgãos de defesa da Turquia aprovarem, a Turquia iniciará negociações oficiais com a Rússia, segundo o jornal Yeni ?afak.

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9 COMENTÁRIOS

  1. Quando leio o que a galera escreve, não tem nem como esconder que escrevem movidos por ideologia o que para dar uma 'consistência' as suas linhas de raciocínio, precisam atropelar, no caso, a sequência de fatos que acaba por desnudar o caráter meramente ideológico ou de adesão automática ao posicionamento dos EUA. Kkkkkkk.
    Particularmente só tenho uma curiosidade: os turcos terão coragem de despejar os americanos da base de Incirlik? Acho que não, pois nunca se ouviu ou leu uma linha sobre essa possibilidade desde que a crise estourou e isso começou no ano passado. O que seria estranho: imagine os americanos, operadores de radar, vendo desfilar os SU-35 (caso os turcos venham a adquiri-los realmente) nos seus monitores, mas não podendo fazer nada, por se tratarem de aeronaves do país anfitrião, kkkkkk.

  2. Creio que este embróglio armado pelos turcos não deve ser analisado de forma simplista.
    Certamente eles têm noção do grande prejuízo que representa um afastamento dos ricos parceiros da OTAN, tanto a nível de troca econômica quanto de proteção militar.
    Trocar isto por um alinhamento com a Rússia atual não é trocar seis por meia dúzia e sim trocar seiscentos por meia dúzia.
    Os turcos estão investindo em vários projetos visando autonomia ao máximo em equipamentos militares.
    Queriam ToT com o Patriot, os EUA negaram, os russos deram com o S-400.

    Se estão tão obstinados em atingir esta autonomia militar a ponto de rumarem deliberadamente para longe da OTAN buscando um alinhamento com o maior adversário desta, inclusive abrindo mão de todo o aprendizado adquirido e lucro como membro da cadeia de produção do F-35, é algo ainda a ser esclarecido, pois as consequências negativas em sua economia poderão ser tão grandes que tal movimento não se justifica. Na verdade já está sendo.

    Erdogan já deu provas de ser deveras inconseqüente porém talvez tenha mais coelhos escondidos nesta toca.

    • Autonomia militar para quem faz fronteira com a Síria, Iraque, Irã, Armênia e Geórgia é uma utopia pior que o socialismo. Fora os curdos dentro, fora e cruzando fronteiras montanhosas.

      A Turquia precisa da Otan. A Rússia tem interesses em países possivelmente inimigos da Turquia. No conflito da Armênia com o Azerbaijão, ela joga dos dois lados.

      Mas de ditador maluco, se espera de tudo.