A380 - Um A380 vai ser vendido como fonte de peçasOnze anos depois de entrar no serviço comercial da Singapore Airlines, o primeiro Airbus A380 da empresa será desmantelado e suas peças serão vendidas como fonte de reposição.

A Singapore Airlines retirou o primeiro Airbus A380 já entregue de sua frota. A aeronave (9V-SKA) foi entregue em outubro de 2007 e tem pouco mais de 11 anos.

A Singapore devolverá a aeronave à empresa alemã de leasing Dr. Peters Group nos próximos meses. Após o vencimento do contrato de locação de 10 anos com a Singapore Airlines, o fundo não conseguiu concluir um contrato de locação subseqüente ou encontrar um comprador para a aeronave, o que levou os acionistas do fundo a optar pela opção de desmontagem e a venda dos componentes.

O fundo acredita que a venda das peças deve resultar em retornos positivos para os investidores, embora bem abaixo dos retornos anuais de 7% a 8% previstos no momento do lançamento do fundo. Embora seja improvável que os investidores sofram perdas, os cenários esboçados são incertos, porque nenhum A380 jamais foi desmantelado.

15585243 1264325643624441 5403479174776193904 o - Um A380 vai ser vendido como fonte de peçasO fundo mapeou três cenários para receitas de vendas dos componentes: US$ 40 milhões, US$ 45 milhões e US$ 50 milhões. A empresa espera que a venda dos quatro motores Rolls-Royce Trent 900 da aeronave atinja outros US$ 24 milhões. A locação dos motores do fabricante britânico continuará nas condições existentes até 2020, após o que os motores serão vendidos. Os planos exigem a venda do restante dos componentes do A380 até o final de 2020.

A receita da venda dos componentes e motores será inicialmente destinada a reembolsar empréstimos bancários e depois a investidores.


FONTE: AINonline

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11 COMENTÁRIOS

  1. Este é o resultado colhido pela Airbus por investir em algo impulsionado nao por uma lógica e visão racional de mercado mas pela soberba. Apenas 11 anos de uso e vai para o desmonte porque ninguém quer. Alguns alegam que não foi um fracasso porque vendeu bem, mas a longevidade em operaçao e em interesse de compras é o que define mais o sucesso de um projeto. E se não fosse a megalomania dos sheiks da Emirates que compraram a maioria o fiasco seria completo. A tendência a partir de agora é um mercado de peças sobressalentes de A-380 cada vez mais abarrotado, preços despencando, e a dupla lider 777 e 787 nadando a longas braçadas.

    • 777 e787 mais a tecnologia da GE9x mudaram muita coisa,viabilizando bimotores transcontinentais,vc falou em emirados,ali perto o principe herdeiro saudita tem um ,palacio voador, com um detalhe interessante,talvez uma esperança para o modelo; uma rampa traseira por onde sobe o rolls royce dele.
      pergunta ,não seria essa modificação uma saida pra tentar salvar o modelo numa nova verão cargueiro?
      por outro a cauda não continuaria limitando cargas altas extras grandes?tornando a modificação inviavel ?

      • Segundo dizem a sua estrutura não foi projetada de forma que torne viável a conversão para cargueiro porque a capacidade de peso que poderia suportar seria muito inferior ao grande volume interno disponível. Seria muito caro para converter e operar e levaria menos que um 747 ou 777.

  2. O problema dessa aeronave foi o timing. A Airbus demorou tanto tempo para decidir lançar um concorrente ao Boeing 747 que, quando o fez, até que o mesmo começasse a ser entregue, o bonde da história já havia passado. O mercado já não queria mais nem o 747, então a rejeição ao A380 foi só a consequência.
    Aconteceu parecido com o 747-8. A diferença é que esse já tinha se pagado com as vendas das versões anteriores.
    Nada obstante, é uma lástima. Apesar de ter um desenho desproporcional, que o deixa tanto esquisito, na minha opinião, desde o seu lançamento eu esperava que, no futuro, lançariam uma versão alongada, que ficaria muito mais elegante. Mas, o "Deus Mercado" decidiu que não, então… "finito".

    • questão ai que até pra cargo o futuro é meio incerto,juntou o timing e o projeto,o 747foi pensado como cargueiro,na hipotese de fracasso na versão de passageiros,abrindo o nariz para cargas gigantes a-380 não tem essa possibilidade.

  3. Muito cedo para isso acontecer. É claro que ninguém consegue prever o que o senhor mercado reserva, mas essa aposta da Airbus, diga-se de passagem, carregada de toda a soberba francesa, tinha grandes chances para se chegar a esse ponto.

  4. O maior problema destes A380 antigos é o interior totalmente desatualizado sem os casulos da primeira classe, tanto é que esta empresa de Singapura devolveu este primeiro no final do contrato de 10 anos e pegou outro A380 com interior novo para mais 10 anos.
    O custo de uma modernização é tao alto que vale mais a pena o desmontar e vender as peças, os motores podem ser alugados.

  5. Acho que o post dá uma ideia de como se faz o financiamento. Pessoas investiram em um fundo. O fundo comprou a aeronave e a locou. Há uma expectativa de retorno baseado em um plano de negócios. Se der rolo, a dívida é dos acionistas.

    Aviação é negócio.

    • Não é, as peças vendidas separadamente muitas vezes valem mais do que o conjunto, só os 4 motores e os aviônicos valem uma fortuna, cabe lembrar que uma grande parte do avião ja foi paga nos 10 anos iniciais do aarrendamento.

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