A Challenger, no meio de um nevoeiro, já preparada para o lançamento de sua útlima missão.

A exatos vinte e quatro anos atrás, no dia 28 de janeiro de 1986, a Space Shuttle Challenger (OV-099), durante a missão designada STS-51-L, explodiu logo após a decolagem, devido a quebra de um anel de vedação do foguete direito repleto com combustível sólido, causando a morte dos sete tripulantes a bordo da espaçonave. O acidente acabou abalando ainda mais a imagem da Agência Espacial Norte Americana (NASA).

A Challenger foi a segunda nave espacial a entrar em serviço para NASA, após a Columbia, em abril de 1983. A nave foi ligeiramente modificada em relação a Columbia, tendo sido construída baseada na plataforma de testes (para economizar verbas), e intregada com algumas novas tecnologias que não haviam sido utilizadas anteriormente. Ela também ficou mais leve. o que permitiu carregar uma quantidade maior de equipamentos que a Columbia. Durante os três anos de operação, o ônibus espacial Challenger voou nove missões com sucesso.

O entusiasmo para a missão STS-51-L foi em parte pela NASA tentar revigorar a imagem da agência espacial, e para isso, selecionou uma professora escolar, Christa McAuliffe, para participar da missão, a qual transmitiria uma lição aos alunos enquanto estivesse em órbita. O resto da missão seria para colocar no espaço um satélite que estudaria o Cometa Halley, bem como vários outros experimentos científicos.

Fileira de trás (esquerda para direita): Ellison Onizuka, Christa McAuliffe, Gregory Jarvis, Judith Resnik. Fileira da frente (esquerda para direita): Michael J. Smith, Francis "Dick" Scobee, Ronald McNair.

A missão falhou devido ao que alguns alegam ter sido negligência por parte da Agência, na sua teimosia em manter o cronograma de lançamento. No dia do lançamento, as temperaturas ao redor do local de lançamento cairam para baixo de zero. O lançamento já havia sido adiado uma série de vezes devido a problemas nos equipamentos e por causa das condições climáticas ruins. A temperatura muito baixa acredita-se que causaram o rompimento do anel de vedação, vazando combustível e infelizmente destuindo a espaçonave.

Como o Congresso descobriu, esse foi um acidente que poderia ter sido evitado. Se os avisos, dos comandantes da missão terem sido pressionados a manter um cronograma sem razão, terem vistos as condições ruins do tempo e escutado os técnicos informando sobre os problemas com o anel de vedação, tivessem sido respeitados, os sete astronautas, “Dick” Scobee, Michael J. Smith, Judith Resnik, Ellison Onizuka, Ronald McNair, Gregory Jarvis e Christa McAuliffe, poderiam estar vivos hoje em dia.

Anúncios